Em busca do pensamento livre.

Sábado, 17.06.17

 

 

 

Como caminhamos para férias, que é também um tempo de memórias, revisitei alguns momentos marcantes na crise da escola pública que vai em mais de uma década (2002 - 2015) de plano inclinado. Durão Barroso mostrou-se, há cerca de dois anos, "nostálgico da escola da ditadura". Sei pouco do que pensa este ex-primeiro-ministro, para além destes sound bites. O seu percurso político foi sempre silencioso, à excepção de uma fraquíssima campanha eleitoral para primeiro-ministro (2002). O seu legado, e do seu Governo, traçou a fronteira da descida da escola pública e da desconfiança nos professores. Os governos seguintes fizeram o resto.



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Quarta-feira, 22.03.17

 

 

 

Se os eleitores ficarem "totalmente" indiferentes à banalização do mal ou da mentira, uma democracia deve preocupar-se com a saúde. Há muito que se teme o fenómeno. É que um dia os eleitores "acordam" e viram-se para fora do mainstream.

As declarações do presidente do Eurogrupo são muito graves. É incontestável. É muito mau para a Europa. Mas há quase três anos declarou um mestrado com uma designação que não existia. Podia ser engano administrativo. Não foi. Não tinha esse grau académico, mas administrativamente continuou como presidente do Eurogrupo. A Europa está administrativamente assim. Se olharmos para a hecatombe moral dos políticos mainstream franceses com as suas legalidades administrativas, só por muita sensatez dos eleitores é que podemos esperar a derrota da extrema-direita francesa.

 

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Quarta-feira, 08.02.17

 

 

 

O Expresso noticia a crise de crescimento eleitoral da extrema-direita francesa. Dá ideia que Le Pen não capta votos acima, quando muito, dos 38%. Se olharmos para os recentes exemplos do Brexit e de Trump, e considerando, obviamente, os diferentes contextos, espera-se que não se repitam os clamorosos erros das sondagens.

"O candidato independente Emmanuel Macron deverá ser eleito Presidente da França a 7 de maio, com quase o dobro dos votos da candidata de extrema-direita da Frente Nacional, segundo continuam a indicar as sondagens que a Opinionway faz diariamente."

 

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Segunda-feira, 21.11.16

 

 

 

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Luís Afonso

 

 



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Quarta-feira, 09.11.16

 

 

 

 

"Varrer para debaixo do tapete" foi uma expressão acertada que ouvi de madrugada para caracterizar a descida valorativa dos arcos governativos nas democracias ocidentais. Não há tapete que encubra tamanha ganância e promiscuidade; dito assim para ser brando. É um dia triste. As pessoas que não frequentam as oligarquias estão saturadas de tanta defesa de um qualquer institucional e o quarto poder já provou que determina presidentes como quem aconselha sabonetes; com uma vantagem para os sabonetes presidentes: só precisam de aparecer muito, mesmo que ridicularizados ou trocando de opinião como quem muda de camisa. O problema pode estar mais nos dias seguintes.

PS: repito a imagem que usei num post de anteontem e nem é pela dificuldade na escolha de um shampoo+amaciador elucidativo. Repito a citação de Dominique Wolton nesse post: "a finança comeu a política".

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publicado por paulo prudêncio às 13:45 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 08.11.16

 

 

 

Sabemos que a diplomacia internacional se exerce no espírito das guerras. Podemos dizer o mesmo de algumas campanhas eleitorais. A eleição presidencial nos EUA é sempre disputada. Obama concretizou um momento histórico inesquecívelmas o tempo em exercício foi insuficiente para "resolver" a grave situação que encontrou no médio oriente. O pragmatismo das campanhas eleitorais tem exigências, mas gostaria que o dia seguinte não continuasse a alimentar a indústria do terror. No caso da desejada, e esperada, vitória de Hillary Clinton, espera-se que o Partido Republicano ouça as suas vozes democratas.



publicado por paulo prudêncio às 16:14 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 07.11.16

 

 

O filósofo francês Dominique Wolton concluiu: "a finança comeu a economia e a economia comeu a política". Ou seja, se A é superior a B e B superior a C, logo, A é superior a C. É este o problema que se tem colocado nas eleições presidenciais nos EUAHillary Clinton está, como todos os políticos do sistema, tão ligada a um A que caiu em desgraça com a crise financeira de 2008, que qualquer Trump mantém a expectativa em relação ao resultado final. Mesmo que Hillary Clinton vença, como se deseja, Trump alarga um perigoso caminho. Há uma relação directa entre finança e tecnologia que explica estes fenómenos. Dominique Wolton "anda irritado com a aldeia global, dominada pela ditadura da tecnologia, denuncia as indústrias imperialistas do século XX" e alerta: "Se quisermos salvar a democracia, é preciso que a política regule a técnica". Não sei se Hillary Clinton tem desprendimento para o desafio, já que a "sua" finança, que comeu a técnica, comeu a "sua" política.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:33 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 03.11.16

 

 

 

 

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Cópia de Captura de Tela 2016-11-03 às 21.21.32

Luís Afonso

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:22 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 10.10.16

 

 

 

Acabei de ver a gravação do 2º debate e concordo com o Público: "O debate tinha tudo para ser feio. Foi assustador." Entre tanto grau zero, Trump ainda conseguiu responsabilizar Hillary Clinton pelas infidelidades do marido. Robert de Niro dirá com razão: é tão pulha que se torna risível. Espero que Hillary Clinton seja eleita por larga margem.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:11 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 06.10.16

 

 

 

 

O processo da ONU destapou a irrelevância da Europa; e da Alemanha. Li que o próprio Guterres o sublinhou no Conselho de Estado. Não será por acaso que os chineses consideram o futuro da Europa como um museu ao ar livre. Nesse caso, e olhando para o boom turístico, é pertinente a interrogação que ouvi noutro dia em Espanha: e os europeus serão "visitantes" ou "camareros"? Se olharmos para o emprego jovem europeu (precário e sem direitos como "nunca"), a segunda hipótese vence em toda a linha.

 

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Imagem obtida na internet sem referência ao autor 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:05 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 28.09.16

 

 

 

Noutro dia escrevi: ""Se Guterres não ganhar com o que levamos de processo, a imagem da ONU fica muito afectada. Mas isso não vai acontecer porque estamos na alta política." Surpreendi-me com este uníssono de António Vitorino e Santana Lopes na SIC.(...)".

 

Hoje soube-se que a Bulgária trocou a sua candidata e lançou Kristalina Georgieva que nem sequer vai passar pelo exaustivo processo de selecção. Augusto Santos Silva declarou: "A candidatura de Guterres é exemplar. Apresentámos a candidatura no fim do mês de Fevereiro. Fizemo-lo a tempo, com toda a transparência e de forma a que António Guterres fosse sujeito a todas as provas e passos que o processo de selecção a secretário-geral das Nações Unidas hoje exige".

 

Esperemos pelos próximos episódios. Kristalina Georgieva é comissária europeia. Não se demitiu. Pediu licença sem vencimento. É um facto com leituras. Diz muito do nível funcional da alta política e do estado do mundo.

 

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Segunda-feira, 12.09.16

 

 

 

"Se Guterres não ganhar com o que levamos de processo, a imagem da ONU fica muito afectada. Mas isso não vai acontecer porque estamos na alta política." Surpreendi-me com este uníssono de António Vitorino e Santana Lopes na SIC. E se na alta política, muito escrutinada, os "desvios" acontecem, imaginamos o que sucederá nos espaços que estes comentadores considerem média e baixa política.

 

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Sexta-feira, 19.08.16

 

 

 

"Assim vai o mundo" é a primeira ideia que me aparece ao passar os olhos pela notícia. O entre aspas era o título de um pequeno documentário que antecedia os filmes nas salas de cinema do século passado. "Assim vai o mundo" - e acrescente-se - em modo casino com as fichas substituídas pela vida de milhões de pessoas.

 

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publicado por paulo prudêncio às 12:52 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 22.01.16

 

 

 

Não faltarei. Sampaio da Nóvoa reforça o sentimento de tonar possível o "impossível".

 

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Terça-feira, 19.01.16

 

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa dirige-se aos apoiantes do Governo de António Costa de uma forma tão denunciada, que seria impensável sem o estatuto do comentador que num breve minuto consegue quatro ou cinco posições sobre um assunto. Nesta fase, o candidato "arrumou" a sua base de apoio convencido da inevitabilidade de receber a totalidade desse voto que é, todavia, insuficiente para vencer em qualquer das voltas. Ou seja, dá ideia que Marcelo desconfia que terá uma segunda volta e entrou em desespero. O apelo ao "Governo de Costa" ou é determinante na primeira volta ou significa a inevitável derrota na segunda.

 

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Domingo, 17.01.16

 

 

 

“Nunca ouvimos a este candidato a preocupação de haver dois países: o país dos mesmos rostos de sempre, que se perpetua na política e no poder mediático, e um outro país, com todos aqueles que independentemente do que deram e dão à causa pública se deveria limitar, ouvi-o dizer, à condição de soldados rasos! Soldados rasos? Mas soldados rasos somos nós todos!". Até parecia que estas palavras, ditas hoje, em Lisboa, por Sampaio da Nóvoa, foram ouvidas no conhecido Mercado de Santana (perto da Vila da Benedita). O grupo de apoio local (Caldas da Rainha) esteve por lá umas horas (a imagem é de ontem em Viana do Castelo) e registou uma muito boa recepção. Surpreendente ou não, as pessoas conhecem bem o candidato, recebem com simpatia a informação e registam o que tem para dizer o "Soldado Raso".

 

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Sábado, 16.01.16

 

 

 

"Basta que Marcelo caia alguns pontos e ou Sampaio da Nóvoa consolide a ultrapassagem a Maria de Belém" para que se equacione a segunda volta, disse uma jornalista politóloga insuspeita de votar em Sampaio da Nóvoa ou num candidato do centro esquerda. Não sei se a abstenção vai subir, já se percebeu que Marcelo está longe dos seguros 60%, que Sampaio da Nóvoa embalou e que no Expresso real já duplica a votação de Maria de Belém; neste Expresso, o ex-comentador está entre os 49 e os 51%. Aliás, o Expresso oficial, o marcelista, é o único que já publicou sondagens pós-debate e dá uma descida de 0,1 a Sampaio da Nóvoa; é o suficiente para sorrir e reforçar a confiança numa segunda volta com a presença de Sampaio da Nóvoa como candidato efectivo a Cidadão Presidente.

 

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Sábado, 09.01.16

 

 

 

 

Para além de tudo o que já se disse, fica a certeza que este cartaz faz todo o sentido.

 

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publicado por paulo prudêncio às 21:59 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Expresso é "marcelista" e um bom barómetro eleitoral. Fiz uma leitura do primeiro caderno à procura de evidências presidenciais. Existem várias e indicam uma tendência que parece entristecer o semanário.

 

Marcelo desce de tal modo que será muito difícil escapar a uma segunda volta; Sampaio da Nóvoa descolou dos restantes candidatos e até Guterres (um apoiante natural de Maria de Belém) não anunciou essa intenção e espera pela segunda volta para acompanhar o PS no apoio a Sampaio da Nóvoa.

 

Fica a ideia que o Expresso tem estudos recentes sobre resultados anteriores ao debate Nóvoa x Marcelo e a tendência já era essa. Veja-se lá o que pode acontecer com uma candidatura assente num notável profissionalismo associado à coragem cívica e política, e sempre em tom elevado, que vem para "não deixar tudo na mesma" e que escapa "à lógica de clube fechado de políticos com acesso ao poder" tão do agrado do Expresso. Portugal está a ficar realmente "ingovernável" e com outro conceito de arco da governação.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:55 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Quarta-feira, 06.01.16

 

 

 

 

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Autor:
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