Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 02.10.17

 

 

Formatei este post para o registo do blogue. Os dados foram obtidos aqui e em pouco tempo se constrói uma publicação para outros concelhos. Resido nas Caldas da Rainha desde 1989. Desde 2005 (o blogue é de 2004) que faço um post sobre as eleições autárquicas neste concelho. Desta vez, foram dois bloggers que me "desafiaram" já que a paciência se esgota para alguma redundância. Daí a brevidade da escrita; e da análise.

 

Se ler o post sobre as "autárquicas 2013 nas Caldas da Rainha" (ou de 2009) registará pequenas diferenças. Se a abstenção nacional desceu para 45.03% (quadro seguinte)

 

absnacional

 

nas Caldas da Rainha os abstencionistas são 52.17% (quadro seguinte).

 

caldas2017

 

Há 12 freguesias. As 2 da cidade registaram uma abstenção próxima dos 60% (quadros seguintes: 1 - Caldas da Rainha - Santo Onofre e Serra do Bouro e 2 - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório) e as restantes 10 inscrevem valores próximos da média nacional (algumas mesmo abaixo do valor médio).

 

Freguesia: Caldas da Rainha - Santo Onofre e Serra do Bouro

caldassantoonofre

 

Freguesia: Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório

caldasnossasenhora 

Em relação a 2013, verificou-se a desistência eleitoral de um movimento independente. Durou uma legislatura. É a segunda vez que acontece. Os eleitores distribuíram-se pelos partidos tradicionais (quadro seguinte) e, provavelmente, com maior incidência no partido vencedor.

 

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A limitação de mandatos impediu o PSD, e ao fim de 27 (vinte e sete) anos, de apresentar em 2013 o mesmo candidato ao executivo. Com a queda de popularidade do Governo PSD+CDS a ideia de mudança ganhou ânimo. Não foi assim, como se viu nos quadros.

Desta vez, e com o PSD em quebra nacional continuada, o partido laranja aumentou o número de votos para valores próximos de 2009 e o PS, que nesse ano registou o mais baixo resultado de sempre no concelho, obteve ainda menos votos em 2013 e 2017 (quadro seguinte).

 

caldas20132009

 

O CDS não conseguiu eleger um vereador. "Passou" para o PSD. O BE subiu a votação e a CDU desceu. Dá ideia que a "impossibilidade" da oposição caldense gerar uma alternativa aglutinadora garante ao PSD mais de 30 anos de vitórias autárquicas consecutivas mantendo as mesmas caras no executivo desde o século passado. Há sempre uma ou outra alteração, mas o núcleo do executivo confirma essa característica nos mandatos com pelouro.



publicado por paulo prudêncio às 19:13 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 30.09.17

 

 

 

 

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Luís Afonso

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:19 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 21.09.17

 

 

 

 

"Grande adesão das pessoas", achou o candidato. "Pudera! Não te candidatas pelo PAN", observou um espectador de ocasião.



publicado por paulo prudêncio às 14:45 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 11.09.17

 

 

 

 

Decorre a campanha eleitoral para as autárquicas. São eleições locais. São precipitadas as conclusões nacionais dos resultados. Não me parece que alguém beneficie com a partidarização de assuntos nacionais a pensar nas eleições locais. Por falar nisso, vi um telejornal das 20h00. Escolhi a SIC e lá apareceu Miguel Sousa Tavares a derreter os funcionários públicos recuperando a divisão com os privados. É toda uma série de coisas imutáveis.



publicado por paulo prudêncio às 20:37 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 17.06.17

 

 

 

Como caminhamos para férias, que é também um tempo de memórias, revisitei alguns momentos marcantes na crise da escola pública que vai em mais de uma década (2002 - 2015) de plano inclinado. Durão Barroso mostrou-se, há cerca de dois anos, "nostálgico da escola da ditadura". Sei pouco do que pensa este ex-primeiro-ministro, para além destes sound bites. O seu percurso político foi sempre silencioso, à excepção de uma fraquíssima campanha eleitoral para primeiro-ministro (2002). O seu legado, e do seu Governo, traçou a fronteira da descida da escola pública e da desconfiança nos professores. Os governos seguintes fizeram o resto.



publicado por paulo prudêncio às 09:56 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 22.03.17

 

 

 

Se os eleitores ficarem "totalmente" indiferentes à banalização do mal ou da mentira, uma democracia deve preocupar-se com a saúde. Há muito que se teme o fenómeno. É que um dia os eleitores "acordam" e viram-se para fora do mainstream.

As declarações do presidente do Eurogrupo são muito graves. É incontestável. É muito mau para a Europa. Mas há quase três anos declarou um mestrado com uma designação que não existia. Podia ser engano administrativo. Não foi. Não tinha esse grau académico, mas administrativamente continuou como presidente do Eurogrupo. A Europa está administrativamente assim. Se olharmos para a hecatombe moral dos políticos mainstream franceses com as suas legalidades administrativas, só por muita sensatez dos eleitores é que podemos esperar a derrota da extrema-direita francesa.

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:30 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 08.02.17

 

 

 

O Expresso noticia a crise de crescimento eleitoral da extrema-direita francesa. Dá ideia que Le Pen não capta votos acima, quando muito, dos 38%. Se olharmos para os recentes exemplos do Brexit e de Trump, e considerando, obviamente, os diferentes contextos, espera-se que não se repitam os clamorosos erros das sondagens.

"O candidato independente Emmanuel Macron deverá ser eleito Presidente da França a 7 de maio, com quase o dobro dos votos da candidata de extrema-direita da Frente Nacional, segundo continuam a indicar as sondagens que a Opinionway faz diariamente."

 

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publicado por paulo prudêncio às 18:17 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 21.11.16

 

 

 

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Luís Afonso

 

 



publicado por paulo prudêncio às 23:06 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 09.11.16

 

 

 

 

"Varrer para debaixo do tapete" foi uma expressão acertada que ouvi de madrugada para caracterizar a descida valorativa dos arcos governativos nas democracias ocidentais. Não há tapete que encubra tamanha ganância e promiscuidade; dito assim para ser brando. É um dia triste. As pessoas que não frequentam as oligarquias estão saturadas de tanta defesa de um qualquer institucional e o quarto poder já provou que determina presidentes como quem aconselha sabonetes; com uma vantagem para os sabonetes presidentes: só precisam de aparecer muito, mesmo que ridicularizados ou trocando de opinião como quem muda de camisa. O problema pode estar mais nos dias seguintes.

PS: repito a imagem que usei num post de anteontem e nem é pela dificuldade na escolha de um shampoo+amaciador elucidativo. Repito a citação de Dominique Wolton nesse post: "a finança comeu a política".

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publicado por paulo prudêncio às 13:45 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 08.11.16

 

 

 

Sabemos que a diplomacia internacional se exerce no espírito das guerras. Podemos dizer o mesmo de algumas campanhas eleitorais. A eleição presidencial nos EUA é sempre disputada. Obama concretizou um momento histórico inesquecívelmas o tempo em exercício foi insuficiente para "resolver" a grave situação que encontrou no médio oriente. O pragmatismo das campanhas eleitorais tem exigências, mas gostaria que o dia seguinte não continuasse a alimentar a indústria do terror. No caso da desejada, e esperada, vitória de Hillary Clinton, espera-se que o Partido Republicano ouça as suas vozes democratas.



publicado por paulo prudêncio às 16:14 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 07.11.16

 

 

O filósofo francês Dominique Wolton concluiu: "a finança comeu a economia e a economia comeu a política". Ou seja, se A é superior a B e B superior a C, logo, A é superior a C. É este o problema que se tem colocado nas eleições presidenciais nos EUAHillary Clinton está, como todos os políticos do sistema, tão ligada a um A que caiu em desgraça com a crise financeira de 2008, que qualquer Trump mantém a expectativa em relação ao resultado final. Mesmo que Hillary Clinton vença, como se deseja, Trump alarga um perigoso caminho. Há uma relação directa entre finança e tecnologia que explica estes fenómenos. Dominique Wolton "anda irritado com a aldeia global, dominada pela ditadura da tecnologia, denuncia as indústrias imperialistas do século XX" e alerta: "Se quisermos salvar a democracia, é preciso que a política regule a técnica". Não sei se Hillary Clinton tem desprendimento para o desafio, já que a "sua" finança, que comeu a técnica, comeu a "sua" política.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:33 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 03.11.16

 

 

 

 

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Cópia de Captura de Tela 2016-11-03 às 21.21.32

Luís Afonso

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:22 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 10.10.16

 

 

 

Acabei de ver a gravação do 2º debate e concordo com o Público: "O debate tinha tudo para ser feio. Foi assustador." Entre tanto grau zero, Trump ainda conseguiu responsabilizar Hillary Clinton pelas infidelidades do marido. Robert de Niro dirá com razão: é tão pulha que se torna risível. Espero que Hillary Clinton seja eleita por larga margem.

 

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Quinta-feira, 06.10.16

 

 

 

 

O processo da ONU destapou a irrelevância da Europa; e da Alemanha. Li que o próprio Guterres o sublinhou no Conselho de Estado. Não será por acaso que os chineses consideram o futuro da Europa como um museu ao ar livre. Nesse caso, e olhando para o boom turístico, é pertinente a interrogação que ouvi noutro dia em Espanha: e os europeus serão "visitantes" ou "camareros"? Se olharmos para o emprego jovem europeu (precário e sem direitos como "nunca"), a segunda hipótese vence em toda a linha.

 

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Imagem obtida na internet sem referência ao autor 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:05 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 28.09.16

 

 

 

Noutro dia escrevi: ""Se Guterres não ganhar com o que levamos de processo, a imagem da ONU fica muito afectada. Mas isso não vai acontecer porque estamos na alta política." Surpreendi-me com este uníssono de António Vitorino e Santana Lopes na SIC.(...)".

 

Hoje soube-se que a Bulgária trocou a sua candidata e lançou Kristalina Georgieva que nem sequer vai passar pelo exaustivo processo de selecção. Augusto Santos Silva declarou: "A candidatura de Guterres é exemplar. Apresentámos a candidatura no fim do mês de Fevereiro. Fizemo-lo a tempo, com toda a transparência e de forma a que António Guterres fosse sujeito a todas as provas e passos que o processo de selecção a secretário-geral das Nações Unidas hoje exige".

 

Esperemos pelos próximos episódios. Kristalina Georgieva é comissária europeia. Não se demitiu. Pediu licença sem vencimento. É um facto com leituras. Diz muito do nível funcional da alta política e do estado do mundo.

 

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publicado por paulo prudêncio às 11:00 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 12.09.16

 

 

 

"Se Guterres não ganhar com o que levamos de processo, a imagem da ONU fica muito afectada. Mas isso não vai acontecer porque estamos na alta política." Surpreendi-me com este uníssono de António Vitorino e Santana Lopes na SIC. E se na alta política, muito escrutinada, os "desvios" acontecem, imaginamos o que sucederá nos espaços que estes comentadores considerem média e baixa política.

 

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publicado por paulo prudêncio às 22:37 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 19.08.16

 

 

 

"Assim vai o mundo" é a primeira ideia que me aparece ao passar os olhos pela notícia. O entre aspas era o título de um pequeno documentário que antecedia os filmes nas salas de cinema do século passado. "Assim vai o mundo" - e acrescente-se - em modo casino com as fichas substituídas pela vida de milhões de pessoas.

 

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publicado por paulo prudêncio às 12:52 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 22.01.16

 

 

 

Não faltarei. Sampaio da Nóvoa reforça o sentimento de tonar possível o "impossível".

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:03 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 19.01.16

 

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa dirige-se aos apoiantes do Governo de António Costa de uma forma tão denunciada, que seria impensável sem o estatuto do comentador que num breve minuto consegue quatro ou cinco posições sobre um assunto. Nesta fase, o candidato "arrumou" a sua base de apoio convencido da inevitabilidade de receber a totalidade desse voto que é, todavia, insuficiente para vencer em qualquer das voltas. Ou seja, dá ideia que Marcelo desconfia que terá uma segunda volta e entrou em desespero. O apelo ao "Governo de Costa" ou é determinante na primeira volta ou significa a inevitável derrota na segunda.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:50 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 17.01.16

 

 

 

“Nunca ouvimos a este candidato a preocupação de haver dois países: o país dos mesmos rostos de sempre, que se perpetua na política e no poder mediático, e um outro país, com todos aqueles que independentemente do que deram e dão à causa pública se deveria limitar, ouvi-o dizer, à condição de soldados rasos! Soldados rasos? Mas soldados rasos somos nós todos!". Até parecia que estas palavras, ditas hoje, em Lisboa, por Sampaio da Nóvoa, foram ouvidas no conhecido Mercado de Santana (perto da Vila da Benedita). O grupo de apoio local (Caldas da Rainha) esteve por lá umas horas (a imagem é de ontem em Viana do Castelo) e registou uma muito boa recepção. Surpreendente ou não, as pessoas conhecem bem o candidato, recebem com simpatia a informação e registam o que tem para dizer o "Soldado Raso".

 

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publicado por paulo prudêncio às 20:12 | link do post | comentar | partilhar


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