Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 26.05.17

 

 

 

Entrei na sala, para uma acção de formação sobre avaliação, e vi uma fotografia repetida em cima de cada mesa com a seguinte imagem: um rapaz a abraçar uma árvore. O formador solicitou a um porta-voz por grupo que enunciasse as conclusões após uns minutos de análise. Desde o amor pela natureza a uma genética abençoada, foi um rol de virtudes. O formador sentenciou: um rapaz a abraçar uma árvore e ponto final. Não voltei a encontrar um modo tão significativo de começar uma acção de avaliação. E o que é que me levou a este post trinta anos depois da referida acção? As fotografias com sorrisos, ou cara séria, que envolvem Obama, o Papa Francisco, o Trump e por aí fora, e com análises políticas que são de imediato contraditadas com mais imagens. E nem os OCS de referência escapam, como se comprova na imagem seguinte que acompanha um tratado sobre um aperto de mão entre Macron e Trump:

 

Captura de Tela 2017-05-26 às 15.52.33

 

 



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Sábado, 23.04.16

 

 

"On bullshit”" é o título do livro do filósofo americano Harry Frankfurt. Na tradução portuguesa ficou "a conversa da treta”". Apesar da enorme quantidade do fenómeno, não há, diz o autor, estudos profundos sobre o tema. 

Não existe uma teoria geral do “bullshit”, o que é paradoxal considerando a sua ubiquidade. Reconhece-se que é uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, uma vez que não tem qualquer preocupação com o rigor. O “bullshit” é objecto de uma estranha tolerância, enquanto que a mentira é vista sem benevolência. “A principal razão para o seu aumento é o facto da sociedade exigir que todos tenham opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecem. É evidente que o mundo da comunicação social, e das redes sociais, constitui um abundante caldo de cultura “bullshit “”.  

 

 

onbullshit.gif

 



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Sexta-feira, 08.01.16

 

 

 

 

Não sei se Sampaio da Nóvoa tornará "possível o impossível", mas aconteça o que acontecer e à medida que nos aproximamos da campanha eleitoral, reconheço-lhe o que há muito percebi: será um muito bom Presidente de todos os portugueses. Sinto-me representado num candidato que tem na genuinidade, na serenidade, na elevação e na coerência os atributos que nos levam a confiar num Presidente.

 

O debate de ontem, que vi e revi, pode ter sido um momento de viragem eleitoral que exija uma segunda volta. Não sei quantos eleitores de Marcelo mudaram de voto, mas tenho a certeza que poucos duvidam que Sampaio da Nóvoa é já a alternativa. Assim o centro e a esquerda ganhem "juízo" estratégico (alguém que avise Louçã).

 

A partir de agora, Marcelo Rebelo de Sousa está na posição que nunca imaginou. Para além do conhecido cata-vento sublinhado, desde logo, até por Passos Coelho, o ex-comentador "aprisionou-se" no clube fechado dos políticos que nos empurraram para onde estamos, que passam a vida a apelar à participação cívica, mas que se desorientam quando os cidadãos dizem presente. E mais: desprezou de forma inaceitável o percurso notável de profissionalismo e de acção cívica e política de Sampaio da Nóvoa que Marcelo não desdenharia para si no estado vigente da nossa democracia. Ou seja: o espaço natural, o tal caldo de cultura bullshit, do ex-comentador terá sido o seu "canto do cisne" (uma espécie de despedida)?

 

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Sexta-feira, 21.03.14

 

 

 

 

 

Como pode ler, Guilherme Valente, o editor da Gradiva, tem fortes responsabilidades na divulgação em Portugal de muito boa banda desenhada. Ora aí está um bom exemplo de que as pessoas devem falar do que sabem. O referido editor costuma usar a comunicação social para dissertar sobre o eduquês e zurzir nos professores de forma desconhecedora e injusta. É um exemplo de bullshit por parte de quem tem obra feita em matéria tão interessante.

 

"Uma relação desenhada para os jornais só podia dar nisto. Durante quase duas décadas, o PÚBLICO e Calvin & Hobbes foram inseparáveis. Desde que Guilherme Valente, editor da Gradiva, sugeriu a tira ao designer do jornal, Henrique Cayatte, e ao então subdirector, José Manuel Fernandes — então à procura de uma tira de BD para o diário de referência que estava a nascer —, a história da criação de Bill Watterson em Portugal está indissociavelmente ligada a este jornal. Cayatte diz mesmo: “Calvin e Hobbes deveriam ser considerados também fundadores do PÚBLICO.”(...)"

 

 

 

 



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Terça-feira, 02.07.13

 

 

 

 

 

O coro anti-Vitor-Gaspar inclui a quase totalidade da nação, mas é fundamental sublinhar algumas diferenças a pensar no presente e no futuro. O coro não se cansa de sublinhar a decisiva importância dos professores. Agradecemos e registamos. Reconhecemos a simbologia e o exemplo das nossas acções apesar de representarem uma migalha no orçamento de Estado e a centésima milionésima parte do desvario da corrupção. É que, e como ontem escrevi, o "mau perder e as obsessões" não largam os professores.

 

Ao ler o cronista Daniel Oliveira do Expresso (um dos menos lurditas d´oiro, reconheça-se, mas mesmo assim um ligeiro lurditas d´oiro mais até pelo natural desconhecimento das questões da Educação e pela necessidade de alimentar o bullshit) repete-se a sensação de outros tempos.


Esta sua crónica, com a data de ontem, começa assim: "(...)Faz todo o sentido que Vítor Gaspar se tenha demitido por causa das cedências de Nuno Crato aos professores. Elas não foram apenas uma monumental desautorização das suas imposições a todos os ministérios. Tiveram efeitos orçamentais significativos, deixaram a troika de cabelos em pé e foram um prenúncio do que espera Passos Coelho na sua tão desejada "reforma do Estado".(...)". Se o cronista Daniel Oliveira acha que os professores impediram que dezenas de milhares de funcionários público sejam despedidos já em Setembro, é uma leitura aceitável e deve explicitá-la. Não pode é deixar implícito que tiveram efeitos orçamentais significativos, deixando no ar a candidatura a um completo lurditas d´oiro.
 


 




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Segunda-feira, 10.12.12

 

 

 

 

 

Vi a abordagem de Marcelo Rebelo de Sousa à reportagem da TVI, "dinheiros públicos, vícios privados". O comentador foi curto e conciso e ficou chocado. Responsabilizou pessoas dos partidos que têm governado e disse uma coisa acertada e outra nem tanto: as cooperativas não são todas iguais e os rankings demonstram que algumas são óptimas.

 

É evidente que um qualquer Colégio de Nossa Senhora da Boavista (espero que não exista e escolhi uma zona favorecida da cidade do Porto) que limite vagas (nem pode ser doutra forma e é por isso que os suecos concluem da segregação social provocada pela escolha da escola) e receba alunos de famílias com posses financeiras e ambição escolar, ocupará os primeiros lugares de qualquer ranking feito com base nos resultados dos alunos. A tradição, a sociedade fraca que somos e o tempo farão com que o estatuto se perpetue.

 

Por mais que se diga que estes rankings colocam uma tripla responsabilidade nos alunos (pela sua avaliação até às décimas, pela do seu professor e pela da sua escola) e que deixam de fora as variáveis organizacionais da instituição (os programas que avaliam tudo isso são caros, exigentes e não convêm aos descomplexados competitivos), o bullshit usa-os e ponto final. Mais parece uma discussão futeboleira e que deveria ser imprópria entre professores. Este ano lá se integrou o nível socioeconómico como factor de ligeira ponderação, mas outras variáveis independentes fundamentais ficaram por incluir. Gostava de ver o pessoal dos "Colégios" pegarem numa escola TEIP, de um bairro mesmo difícil, e erguerem-na.

 

Desde cedo que se percebeu o projecto global da privatização-tout-court-do-sistema-escolar: edificar, também inconstitucionalmente, junto às escolas do Estado, atrair alunos que têm famílias que ajudam aos melhores resultados escolares, contratar professores em regime de amiguismo e com regras que favoreçam a precariedade, construir rankings com base nos resultados dos alunos, ter peões nas decisões da rede escolar e aumentar paulatinamente a fatia recebida do orçamento do Estado.

 




publicado por paulo prudêncio às 15:30 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Segunda-feira, 03.09.12

 

 

 

 

 

 

 

O ex-ministro da saúde Correia de Campos é classificado como um tecnopolítico sabedor e rigoroso. Na sua crónica no Público de hoje elogia o aumento da qualidade no sistema escolar com as políticas dos últimos governos do PS.

 

É caso para nos questionarmos com o modo como este gestor afere a qualidade dos sistemas. Sobre o sistema escolar foi taxativo em 2010: quando o questionaram sobre os motivos que originaram a melhoria dos resultados PISA realizados em Abril de 2009, o tecnopolítico argumentou com o novo modelo de gestão escolar (só entrou em funcionamento em Maio do mesmo ano).



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Domingo, 11.03.12

 

 

Quando me solicitaram que divulgasse as perguntas da semana a Marcelo Rebelo de Sousa fui taxativo: faço-o, mas tenho ideia que o analista é tão bullshit e cata-vento que ainda vira o assunto do avesso.

 

Estive com atenção e confirmei as minhas reservas. Quando abordou o assunto dos concursos de professores, Marcelo Rebelo de Sousa até me arrepiou com a injustiça que usou como argumento: os professores das escolas do Estado até ficam beneficiados em relação aos das escolas com contrato de associação porque têm a bonificação da avaliação, coisa que não ocorreu com crédito nas escolas "privadas"(aqui deu-me vontade de rir, salvo seja, ao lembrar-me da prosápia com a avaliação dos privados). Este bullshit que arrepia teve, é bom que se diga, a assinatura de todos os sindicatos e a veneração de milhares de professores.



publicado por paulo prudêncio às 21:11 | link do post | comentar | ver comentários (14) | partilhar

Domingo, 18.12.11

 

 

A notíca dizia que um quinto da população portuguesa não tem qualquer nível de ensino, o país chocou-se e a agenda mediática dissecou a tragégia. A leitura do texto domingal do provedor do Público fez-me sorrir. Hoje fiquei a saber que nesses 19% estão incluídos os bébés e os petizes que ainda não concluiram o primeiro ciclo de escolaridade. Espero pelos debates e pela desconstrução por parte dos actores mais apressados e distráidos. É também disto que é feito o bullshit que indica aos jovens o caminho da fuga (seria interessante perguntar ao primeiro-ministro se aconselha os nossos jovens investigadores a seguirem para países mais endinheirados ou se devem acreditar no país):

 

"On bullshit é o título de um pequeno livro do filósofo americano Harry G. Frankfurt e na tradução portuguesa ficou como "a conversa da treta". Mesmo com a quantidade enorme de bullshit” nas nossas sociedades, não há estudos profundos sobre o tema, diz o autor. Por isso, não existe uma teoria geral do “bullshit, o que é paradoxal, considerando a sua ubiquidade. O bullshit é uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira. Está totalmente desligado de uma preocupação com a verdade. O bullshit é objecto de uma estranha tolerância, enquanto a mentira é vista em geral sem benevolência. Outra das razões para o aumento do “bullshit, é o facto da sociedade actual exigir de todos que tenhamos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecemos. É evidente que o mundo dos media constitui um excelente caldo de cultura “bullshit“”."



publicado por paulo prudêncio às 22:08 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sábado, 14.05.11

 

 

Os nossos analistas políticos nunca vacilam quando alguém apresenta uma proposta favorável à condição profissional dos professores: perde votos no país, é a sentença. Chega a ser risível este atestado de inferioridade aos eleitores. Para estes seres exímios a perscrutar cérebros em multidão, político que diga acreditar nos professores do seu país é reprovado pelos cidadãos que, e segundo os estudos sobre a confiança dos portugueses nas classes profissionais, colocam os docentes no lugar cimeiro.

 

São estranhos estes analistas, mas devem conhecer bem o país de que fazem parte.

 

O ainda primeiro-ministro fez do desdém pelos professores a sua obstinada arma eleitoral. Começou em 2005 com a maior maioria absoluta do PS e em silêncio em relação aos professores e ao poder democrático da escola. Depois foi a obstinação que se sabe e com resultados eleitorais sempre a descer.

 

Resiste no seu partido, mas com as juras "secretas" de que o querem ver bem longe. Os analistas continuam a elogiar a sua capacidade para dizer inverdades e para fingir que nunca muda de opinião. Aliás, nesta democracia mediatizada não se pode ser humilde, ter dúvidas ou sequer afirmar que se evoluiu no pensamento ou que se errou.

 

Talvez se voltem a enganar a propósito do desempenho mental dos votantes.



publicado por paulo prudêncio às 17:30 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 04.04.11

 

 

 

Nos 36 anos de democracia os aparelhos partidários usaram o Estado para se transformarem em máquinas enquanto a organização administrativa do país se afundava em regime de traquitana. Os últimos 20 anos aceleraram a tendência com um financiamento ilimitado e multiforme associado ao aumento do poder comunicacional.

 

Os dois grandes partidos aprimoraram-se. Este PS, também por ter um chefe exímio na manipulação e que aparenta um conhecimento profundo do pato-bravismo-financiador, afundou-se numa espécie de conto de fadas e, bem mais grave, arrastou o país consigo.

 

Se olharmos para o desastre educativo, vemos a tendência deste PS para a lateralização dos votos. Perdeu a maioria absoluta e continua a oferecer votos de forma acelerada. Os últimos dias foram paradigmáticos. A derrota natural na avaliação de professores foi mal digerida em termos mediáticos e a desfaçatez vai empurrando eleitores para as laterais. Ao elegerem o chefe com a votação que se conhece, arriscam-se a um resultado nas próximas legislativas que fará com que o que resta caia na real.



publicado por paulo prudêncio às 17:07 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

 

 

"Exmo. Senhor Director,


Professora sindicalizada, considero que não há nada de mais errado, se não injusto, do que reduzir-se “a suspensão do processo de avaliação dos professores” à “ vitória de Nogueira”, como escrito no Expresso de 26 de março.

Vitória de Nogueira? O líder da Fenprof assinou esse modelo de ADD.

Vitória de Nogueira? O líder da Fenprof subscreveu o que esse modelo permitia: professores, sem formação especializada, deviam avaliar pares; professores deviam ser avaliados por pares de áreas científicas diferentes, se não opostas; professores mais experientes deviam ser avaliados por pares com posição menos elevada na carreira; professores mais qualificados deviam ser avaliados por pares com menos habilitações académicas.

Vitória de Nogueira? Professores, situados nos últimos escalões da carreira, pediram em massa a reforma com penalização. (Um país não sai “derrotado” se prescindir dos seus professores mais experientes?)

Vitória de Nogueira? Enquanto sindicatos entretinham-se em seminários sobre avaliação, a implementação da ADD desapossava os professores da sua dignidade profissional e roubava o seu tempo para os seus alunos.

Vitória de Nogueira? Das escolas, saiu a resistência contra esse modelo de ADD.

Vitória de Nogueira? É de uma escola a iniciativa da moção pela substituição desse modelo (a recolha das mais de 9 mil assinaturas ia ser entregue na AR em 30 de Março).

Vitória de Nogueira? Nas escolas, os professores que resistiram ficaram entregues a si próprios.

Vitória de Nogueira? Os sindicados foram raramente os interlocutores privilegiados desses professores, hélas!

Vitória de Nogueira? Os animadores da luta contra a ADD foram os blogues e associações de professores.

Vitória de Nogueira? As palavras capazes de dar ânimo não vieram desse líder.
Vitória, sim. Mas vitória dos professores que resistiram activamente, publicamente.

 

 


Com os melhores cumprimentos.

Maria José Cheira

 



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Finalmente comemorei com os colegas da minha escola a suspensão do modelo de avaliação de professores. Numa altura em que as circunstâncias não são as melhores para festejos, é muito agradável estar com os amigos.

 

A Assembleia da República decidiu reprovar um modelo que quase ninguém defende. Impôs-se a força da razão. O resto é bullshit e jogos de sombras de quem escolheu os professores como bode expiatório enquanto via o país a mergulhar numa falência com consequências imprevisíveis.



publicado por paulo prudêncio às 10:15 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 27.03.11

 

 

 

Para contar os nossos ês já não chegam os dedos de uma mão. Ao eduquês vieram associar-se o economês, o justicês e por aí fora. É uma praga de linguagem bem pensante e sedutora que inferniza a sociedade.

 

O bullshit também se instalou nos nosso comentadores encartados como se viu nos últimos dias a propósito da avaliação de professores. Como nada sabem sobre o que acontece nas escolas, debitam uma série de generalidades porque o silêncio foi eliminado da inteligência.

 

Com a blogosfera docente acontece mais ou menos o mesmo sobre o que se segue em matéria de avaliação do desempenho. A coisa foi suspensa pelo parlamento e quem de direito que faça o seu trabalho. Mas o rol de mesquinhez ao jeito da legislatite-valteriana preenche-nos a cabeça. Nada há a fazer. O ês minou-nos o raciocínio e não há simplex que nos valha. Estamos na falência mas temos uma explicação: a culpa é dos outros.



publicado por paulo prudêncio às 20:56 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 11.02.11

 

 

 

O bullshit, em português "conversa da treta", é objecto de uma estranha tolerância, enquanto a mentira é vista em geral sem benevolência. Outra das razões para o aumento do “bullshit, é o facto da sociedade actual exigir de todos que tenhamos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecemos. É evidente que o mundo dos media constitui um excelente caldo de cultura “bullshit“”. É uma praga.

 

O texto da colunista do DN Paula Ferreira, que pode ler no link solicitado, é uma pérola de bullshit. Basta passar os olhos pelas "(...)as aulas de 90 minutos que tanta controvérsia geraram quando o Ministério da Educação, liderado por Maria de Lurdes Rodrigues, implementou o novo sistema. (...)Quando a coisa parecia consolidada, há que mudar e voltar ao princípio.(...)". Para os menos atentos a estas coisas é bom recordar que as aulas de 90 minutos se iniciaram nos finas do século passado, mais propriamente em 1998. E se ler a crónica toda, perceberá o seguinte: há quem consiga concluir coisas acertadas a partir de premissas erradas. Dá que pensar, realmente.

Nova reforma no Ensino a pensar nas contas



publicado por paulo prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 27.09.10

 

 

Neste post do Paulo Guinote é patente a sua indignação com o que Miguel Sousa Tavares afirmou em directo na SIC generalista. Não vi o directo mas já vi o vídeo. São ditas falsidades sobre a condição dos professores portugueses. Dá ideia que este comentador tem um qualquer problema para resolver com professores.

 

É mais uma prova do que escrevi noutro dia sobre o bullshit: "(....) Por isso, não existe uma teoria geral do “bullshit, o que é paradoxal, considerando a sua ubiquidade. O bullshit é uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira. Está totalmente desligado de uma preocupação com a verdade. O bullshit é objecto de uma estranha tolerância, enquanto a mentira é vista em geral sem benevolência. Outra das razões para o aumento do “bullshit, é o facto da sociedade actual exigir de todos que tenhamos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecemos. É evidente que o mundo dos media constitui um excelente caldo de cultura “bullshit(...)"

 

Pode certificar os disparates.

 




publicado por paulo prudêncio às 23:05 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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