Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 30.01.17

 

 

 


No tempo em que não havia google nem sequer internet, e considerando a informação preciosa que se perdia, dediquei-me à construção de bases de dados para alguns assuntos. A dos "ficheiros secretos" tem entradas com resumos de conferências. Andava à procura das questões que apresentei a Eduardo Prado Coelho e encontrei as que coloquei a Bragança de Miranda na conferência sobre corporeidade (estiveram lá os dois) em 7 de Novembro de 1997, na Cruz Quebrada.

Regressei a Bragança de Miranda por causa do vídeo, que colo mais abaixo, imperdível "Palavra e tentação". As questões foram colocadas assim:

Muito obrigado.

Vou colocar duas questões e gostaria que estabelecesse uma relação entre elas, partindo de três categorias: ideologia, responsabilidade e dor.

Primeira questão: considerando o conceito de ideologia, que por aqui estabelecemos, como um conjunto de interesses inconfessáveis (e pensei no consenso manufacturado de Chomsky e na comunidade que vem de Agamben) quais são os interesses inconfessáveis da ideologia do corpo?

Segunda questão: se a responsabilidade das ligações é de cada um dos corpos organológicos, e se o primeiro movimento da responsabilidade é a dor, como será a responsabilidade de um corpo sem dor e a que ideologia isso interessa?

A resposta de Bragança de Miranda, depois de sorrir e de uma pausa, foi sábia e merecia uma conferência: "o mundo passa mais pelas palavras do que pela fisiologia".

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:45 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 03.01.17

 

 

 

A propósito da revolução, iniciada em 2005 ou até em 2003, que a presença da troika destapou, recordo os teóricos da simcultna actualidade, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução. Não sei se será tranquila, mas espero que sim. Que seja tranquila e igualmente rápida. O que me parece é que as personagens carregadas de ideologia ultraliberal ficaram com o discurso descontinuado e datado. Muito do mal não é reparável, embora a mensagem da imagem estimule os contraditórios que, sublinhe-se, não escapam à asserção: é mais rápido e fácil destruir do que construir. Há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é recuperável: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.

 

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Quarta-feira, 21.12.16

 

 

 

“Como atribuir os direitos ao indivíduo enquanto tal, uma vez que o direito rege as relações entre diversos indivíduos, uma vez que a própria ideia do direito pressupõe uma comunidade ou uma sociedade já instituída? Como fundar a legitimidade política nos direitos do indivíduo, se este nunca existe como tal, se em sua existência social e política ele está sempre necessariamente ligado a outros indivíduos, a uma família, uma classe, uma profissão, uma nação?”.
 
 
 

 

Pierre Manent


 

do livro Política e Modernidade 
de José Bragança de Miranda

 



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Segunda-feira, 28.11.16





 



"Que o caos está presente em tudo é uma descoberta grega que se torna arrepiante quando se descobre que, em vez de estar no início, está dentro de todas as coisas, mesmo aquelas que fazemos para nossa segurança."

 

José B. de Miranda,
Queda sem fim.


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Segunda-feira, 03.10.16

 

 

 

"(...)A certa altura a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."(...). Daqui.

 

Bragança de Miranda (BM) esteve no debate, ilustrado pela imagem, em 01 de Outubro de 2016, integrado no Folio de Óbidos. O amor pela liberdade foi a constante das suas intervenções. Quem assistiu, olha para a imagem, percebe a atmosfera, as diversas posições e até o referido sobre BM (é o do meio).

 

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Terça-feira, 12.07.16

 

 

 

"(...)A certa altura a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."(...). Daqui.



publicado por paulo prudêncio às 20:15 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quinta-feira, 24.09.15

 

 

 

 

 

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"Que em Auschwitz

as paredes não se rebelassem,

que o gás não se "arrependesse",

é o escândalo do silêncio de Deus,

mas também uma falha no humano."


 

José B. de Miranda, 
Queda sem fim.



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Segunda-feira, 13.04.15

 

 

 

 

A propósito da revolução tranquila que este Governo assumiu, recordo os teóricos da simcult que afirmaram que, na actualidade, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta.

 

Há sinais da contra-revolução. Não sei se será tranquila, mas espero que sim. Que seja tranquila e igualmente rápida. O que me parece é que as personagens carregadas de ideologia ultraliberal, e que usam gerentes no modelo P. Coelho, podem ficar com o discurso descontinuado e datado. Contudo, muito do mal não é reparável.



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Sábado, 31.05.14

 

 

 

 

1ª edição em 30 de Janeiro de 2014. 

 

 

 

 

Como há tanta informação preciosa que se perde, dediquei-me à construção de bases de dados para os mais variados assuntos.

 

A dos "ficheiros secretos" tem centenas de entradas e algumas incluem resumos de conferências. Andava à procura dumas questões que apresentei a Eduardo Prado Coelho e encontrei as que coloquei a Bragança de Miranda numa conferência sobre corporeidade (estiveram lá os dois) em 7 de Novembro de 1997, na Cruz Quebrada.

 

Regressei a Bragança de Miranda por causa do vídeo imperdível "Tentação e palavra" e nessa viagem revi Eduardo Prado Coelho.

 

As questões foram colocadas assim:

 

Muito obrigado. Vou colocar duas questões e gostaria que estabelecesse uma relação entre elas, partindo de três categorias: ideologia, responsabilidade e dor.

Primeira questão: considerando o conceito de ideologia, que por aqui estabelecemos, como um conjunto de interesses inconfessáveis (e pensei no consenso manufacturado de Chomsky e na comunidade que vem de Agamben) quais são os interesses inconfessáveis da ideologia do corpo? Segunda questão: se a responsabilidade das ligações é de cada um dos corpos organológicos, e se o primeiro movimento da responsabilidade é a dor, como será a responsabilidade de um corpo sem dor e a que ideologia isso interessa?

 

A resposta de Bragança de Miranda, depois de sorrir e de uma pausa, foi sábia e merecia uma conferência: "o mundo passa mais pelas palavras do que pela fisiologia".

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:13 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 28.02.14

 

 

 

 

“Como atribuir os direitos ao indivíduo enquanto tal, uma vez que o direito rege as relações entre diversos indivíduos, uma vez que a própria ideia do direito pressupõe uma comunidade ou uma sociedade já instituída? Como fundar a legitimidade política nos direitos do indivíduo, se este nunca existe como tal, se em sua existência social e política ele está sempre necessariamente ligado a outros indivíduos, a uma família, uma classe, uma profissão, uma nação?”.

 

Pierre Manent


 

do livro Política e Modernidade 
de José Bragança de Miranda

 

 

 

 

 



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Sábado, 01.02.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Que em Auschwitz

as paredes não se rebelassem,

que o gás não se "arrependesse",

é o escândalo do silêncio de Deus,

mas também uma falha no humano."



 

 

 

 

José B. de Miranda, 
Queda sem fim.

 

 

 

 



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Quarta-feira, 29.01.14

 

 

 

 

Palavra e Tentação - José Bragança de Miranda.
Realização de Edmundo Cordeiro.


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Quinta-feira, 21.11.13

 

 

 

 

 

 

 

 

Portugal entrou num processo de queda sem fim? Os sinais evidenciam o que em 16 de Abril de 2010 escrevi aqui.

 

A obstinação dos governos com o modelo de avaliação de professores (e desculpem a insistência, mas foi um momento histórico na luta pela democracia e na fuga à violência como agora se diz), colocando-o como ponto central da governação do país (sublinhado por Ramalho Eanes e Jorge Sampaio, pasme-se ou não) só podia servir de cortina de fumo para algo preocupante. Se foi ignorância é ainda mais grave. Muitos sabiam que era outra a verdade, mas estavam acomodados aos mesmos privilégios e os professores foram, como agora, um alvo. Só que desta vez já são poucos os que escapam à tragédia.

 

No estado em que estamos, é difícil inverter a queda e manter o sistema que a originou. Exige-se uma qualquer mudança profunda e recordo um parágrafo de um texto de José Bragança de Miranda.

 

 

"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal."







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Quarta-feira, 28.11.12

 

 

 

Para uma ontologia paradoxal do corpo, por Eduardo Prado Coelho: introdução



Encontrará vários post, este é o primeiro, sobre uma célebre conferência sobre o corpo.


Os conferencistas foram Eduardo Prado Coelho e José Bragança de Miranda.


Estive presente com a companhia do editor do blogue. Já dei nota, pelo menos aqui e aqui, desse dia inesquecível no auditório da Faculdade de Motricidade Humana.



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Sexta-feira, 02.11.12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Que em Auschwitz 

as paredes não se rebelassem, 

que o gás não se "arrependesse", 
é o escândalo do silêncio de Deus, 
mas também uma falha no humano."



José B. de Miranda, 
Queda sem fim.



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Quinta-feira, 25.10.12

 

 

 

 

 

O lume brando a que os modelos neotayloristas, como o da avaliação de professores, sujeitavam os seus destinatários, fazia parte do metabolismo pré-negocial das centrais sindicais e dos partidos políticos do passado - as massas ficavam sempre prontas a protestar -. 

 

O problema é que os tempos recentes desnudaram a hipocrisia e o cinismo e não raramente os seus autores foram apanhados em situações de flagrante e juvenil embaraço. E é bom que se diga que estávamos a lidar com situações requintadas que maltrataram as relações profissionais num nível inédito.

 

Assistimos a um de virar de página.

 

Não haja ilusões. Como dizem Taylor e Saarinencriou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida. Dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?".



publicado por paulo prudêncio às 12:10 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

“Para isso é preciso partir da experiência, não daquela que se confunde com o precipitado do “real” na memória dos indivíduos, mas da experiência que está cristalizada no estado de coisas existentes.”

 


 

Miranda, J. (1997:32).

Política e modernidade. Linguagem e violência

na cultura contemporânea.

Lisboa: Edições Colibri



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Terça-feira, 25.09.12

 

 

 

“(...) mais do que partir de uma resposta preparada historicamente para todos os casos, mais do que fazer como se nada soubéssemos, que é a posição dos racionalistas, trata-se de agir com tudo o que possamos dispor “aqui e agora". (...)”.

 

 

Miranda, J. (1997:11). Política e modernidade.

Linguagem e violência na cultura contemporânea.

Lisboa: Edições Colibri




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Segunda-feira, 24.09.12

 

 

 

 

 

 

 

 

Após um início de inspiração ultraliberal, vamos assistindo a uma desorientação programática com ingredientes impensáveis que se apoderaram do Governo neste momento de emergência nacional. É grave e triste, mas é assim. Grassa a irresponsabilidade e o mais vil oportunismo e isso alastra-se.

 

Do estado de permanente campanha eleitoral de Portas até à organização administrativa do Estado supervisionada por Relvas e passando pela partilha com o Pingo Doce do consultor António Borges ou pelo academismo estratosférico e laboratorial de Vitor Gaspar, o primeiro-ministro só podia apresentar a demissão.

 

E interroguei-me: para onde será a próxima fuga? Lembrei-me, de novo, de José Bragança de Miranda e da Queda sem fim, seguido de Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe.


"(...)Com efeito, a tecnologia que foi introduzida para viabilizar a estruturação interna do mundo, ao mesmo tempo que a tornava indispensável (a sua introdução para resolver problemas políticos, de justiça, económicos e outros, acabou por fazer da técnica algo incontornável, levando-nos a um ponto de não retorno. Hoje já não é possível voltar atrás, ilusão ainda forte dos "neoludditas" actuais.), alterou profundamente as condições da experiência. Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida (dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"), cuja regra seria: "Na simcult, quem não for rápido está morto"(...)"


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Sábado, 24.03.12

 

 

Passos Coelho garante que está a fazer uma "revolução tranquila"

 

Depois de um início de inspiração ultraliberal, estamos a assistir a uma desorientação programática que tenta meter, pasme-se ou talvez não, ex-governantes socialistas à mistura. E interroguei-me: para onde será a próxima fuga? Lembrei-me de José Bragança de Miranda em Queda sem fim, seguido de Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe.

"(...)Com efeito, a tecnologia que foi introduzida para viabilizar a estruturação interna do mundo, ao mesmo tempo que a tornava indispensável (a sua introdução para resolver problemas políticos, de justiça, económicos e outros, acabou por fazer da técnica algo incontornável, levando-nos a um ponto de não retorno. Hoje já não é possível voltar atrás, ilusão ainda forte dos "neoludditas" actuais.), alterou profundamente as condições da experiência. Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida (dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"), cuja regra seria: "Na simcult, quem não for rápido está morto"(...)"



publicado por paulo prudêncio às 18:26 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 12.02.12

 

 

 

 

Por me interessar por várias coisas ao mesmo tempo, percebi que tinha de me organizar e dediquei-me à construção de bases de dados para os mais variados assuntos. A dos ficheiros secretos tem várias entradas e algumas incluem resumos de conferências.

 

Andava à procura dumas questões que apresentei a Eduardo Prado Coelho e encontrei as que coloquei a Bragança de Miranda na mesma conferência sobre corporeidade, em 7 de Novembro de 1997, na Cruz Quebrada.

 

Muito obrigado. Vou colocar duas questões e gostaria que estabelecesse uma relação entre elas, partindo de três categorias: ideologia, responsabilidade e dor.

Primeira questão: considerando o conceito de ideologia, que por aqui estabelecemos, como um conjunto de interesses inconfessáveis (e pensei no consenso manufacturado de Chomsky e na comunidade que vem de Agamben) quais são os interesses inconfessáveis da ideologia do corpo? Segunda questão: se a responsabilidade das ligações são de cada um dos corpos organológicos, e se o primeiro movimento da responsabilidade é a dor, como será a responsabilidade de um corpo sem dor e a que ideologia isso interessa?

 

A resposta de Bragança de Miranda, depois de sorrir e pensar um bocado, foi sábia: o mundo passa mais pelas palavras do que pela fisiologia.



publicado por paulo prudêncio às 18:30 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Terça-feira, 07.02.12

 

 

“Para isso é preciso partir da experiência, não daquela que se confunde com o precipitado do “real” na memória dos indivíduos, mas da experiência que está cristalizada no estado de coisas existentes.”

 


 

Miranda, J. (1997:32).

Política e modernidade. Linguagem e violência na cultura contemporânea.

Lisboa: Edições Colibri



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Sábado, 26.11.11

 

 

 

 

Portugal entrou num processo de queda sem fim? Os sinais começam a evidenciar o que em 16 de Abril do ano passado escrevi aqui. A obstinação dos governos com o modelo de avaliação de professores, colocando-o como ponto central da governação do país, só podia servir de cortina de fumo para algo preocupante. Não se perdoa aos que perpetraram a farsa, mas também aos que fizeram um coro comprometido. Sabiam que era outra a verdade, mas estavam acomodados aos mesmos privilégios.

 

No estado em que estamos, é difícill inverter a queda e manter o sistema que a originou. Exige-se uma qualquer refundação e recordo um parágrafo de um texto de José Bragança de Miranda.

 

"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal."



publicado por paulo prudêncio às 19:38 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 23.11.11

 

 

"Que em Auschwitz 

as paredes não se rebelassem, 

que o gás não se "arrependesse", 
é o escândalo do silêncio de Deus, 
mas também uma falha no humano."


José B. de Miranda, 
Queda sem fim.



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Quinta-feira, 15.09.11

 

 

Miranda (1997, p.11), “(...) mais do que partir de uma resposta preparada historicamente para todos os casos, mais do que fazer como se nada soubéssemos, que é a posição dos racionalistas, trata-se de agir com tudo o que possamos dispor “aqui e agora". (...)”.

 

 

Miranda, J. (1997). Política e modernidade.

Linguagem e violência na cultura contemporânea.

Lisboa: Edições Colibri



publicado por paulo prudêncio às 22:00 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 14.08.11

 

 

 

 

"Que em Auschwitz 
as paredes não se rebelassem, 
que o gás não se "arrependesse", 
é o escândalo do silêncio de Deus, 
mas também uma falha no humano."


José B. de Miranda, 
Queda sem fim.




publicado por paulo prudêncio às 09:24 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Segunda-feira, 25.04.11

 

 

 

“Como atribuir os direitos ao indivíduo enquanto tal, uma vez que o direito rege as relações entre diversos indivíduos, uma vez que a própria ideia do direito pressupõe uma comunidade ou uma sociedade já instituída? Como fundar a legitimidade política nos direitos do indivíduo, se este nunca existe como tal, se na sua existência social e política ele está sempre necessariamente ligado a outros indivíduos, a uma família, uma classe, uma profissão, uma nação?”.

 

Pierre Manent


 

do livro Política e Modernidade 
de José Bragança de Miranda


publicado por paulo prudêncio às 17:31 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

"(...)A certa altura a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."(...). Daqui.



publicado por paulo prudêncio às 15:25 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quarta-feira, 23.03.11

 

 

 


 

 

"Queda sem fim, seguido da Descida ao Maelstrôm, de Edgar Allan Poe" é o último livro de José Bragança de Miranda, professor de Teoria da Cultura, Cibercultura, Arte e Comunicação e Teoria Política. 

Acompanho-o, lendo os seus livros, desde meados da década de noventa. Comecei a interessar-me pelos seus escritos quando assisti a uma conferência sua sobre corporeidade. José Bragança de Miranda, tem duas excelentes obras iniciais: "Analítica da Actualidade" e "Política e Modernidade".



"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal"".

 

(Não é a primeira vez que faço

um post com esta citação).



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Quarta-feira, 16.03.11

 

 

 

Nunca se poderá acusar os professores de não terem avisado. Talvez até nem se esperasse que a sua capacidade de resistência, de argumentação e de desconstrução fosse a que foi. A história registará.

 

Foram tantos os diplomas legais nefastos que a dado momento tornava-se difícil focar a argumentação. Talvez fosse essa a intenção dos adversários do poder democrático da escola.

 

Há algum tempo que os professores (não escrevo sempre e também educadores por poupança compreensível) se dirigem em primeiro lugar à avaliação do desempenho, porque esse diploma encerra um quase fascismo por via administrativa e a sua queda pode projectar uma qualquer abrangência.

 

Quando vi dois ex-presidentes que respeito, Jorge Sampaio e Ramalhos Eanes, elegerem a avaliação de professores como a principal causa da nossa bancarrota, não tive qualquer hesitação em considerar que era por aí que devíamos avançar. Ao lembrar-me de Bragança de Miranda (Política e Modernidade, página 23), reforço essa ideia: "(...) há na política moderna uma afinidade com a questão do nihilismo (que impede a manifestação do político enquanto tal) e do totalitarismo que está verdadeiramente por pensar. Dissemos já que a ideia de política, sendo potencialmente a acção de muitos em absoluta liberdade, não pode ser realizada de uma vez para sempre (...)"

 

Estamos num caminho importante e que deve levar à queda deste modelo. É como encontrar uma agulha num sítio como o da imagem, que pode também ser sinónimo de bullshit.

 



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Segunda-feira, 07.03.11

 

 

 

 

O lume brando a que os modelos neotayloristas, como o da avaliação de professores, sujeitavam os seus destinatários, fazia parte do metabolismo pré-negocial das centrais sindicais e dos partidos políticos do passado - as massas ficavam sempre prontas a protestar -. O problema é que os tempos recentes desnudaram a hipocrisia e o cinismo e não raramente os seus autores foram apanhados em situações de flagrante e juvenil embaraço. E é bom que se diga que estávamos a lidar com situações requintadas que maltrataram as relações profissionais num nível inédito.

 

Assistimos a um de virar de página. Não haja ilusões. Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida. Dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?".



publicado por paulo prudêncio às 21:08 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 19.12.10

 






"Que em Auschwitz
as paredes não se rebelassem,
que o gás não se "arrependesse",
é o escândalo do silêncio de Deus,
mas também uma falha no humano."


José B. de Miranda,
Queda sem fim.





publicado por paulo prudêncio às 16:30 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Terça-feira, 19.10.10

 

 

 

 

 

Portugal entrou num processo de queda sem fim? Os sinais começam a evidenciar o que em 16 de Abril deste ano escrevi aqui. A obstinação do governo com o modelo de avaliação de professores, colocando-o como ponto central da governação do país, só podia servir de cortina de fumo para algo preocupante. E isso é imperdoável. Não se perdoa aos membros do executivo que perpetraram a farsa, mas também aos que fizeram um coro comprometido. Sabiam que era outra a verdade, mas estavam acomodados aos mesmos privilégios. Até os famigerados 400 milhões atribuídos aos professores começam a supor outros destinos.

 

Já passei por um momento zero em que fiquei desprovido materialmente. Não é experiência que queira repetir. Há, todavia, qualquer coisa de positivo que começa a emergir. No estado em que estamos, é quase impossível inverter a queda e manter o sistema que a originou. Exige-se uma refundação. Nestes momentos, lembro-me deste parágrafo de um texto de José Bragança de Miranda.

 

"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal""

 

Pode saber mais aqui.



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Terça-feira, 27.07.10

 

"... Com efeito, a tecnologia que foi introduzida para viabilizar a estruturação interna do mundo, ao mesmo tempo que a tornava indispensável

(a sua introdução para resolver problemas políticos, de justiça, económicos e outros, acabou por fazer da técnica algo incontornável, levando-nos a um ponto de não retorno. Hoje já não é possível voltar atrás, ilusão ainda forte dos
"neoludditas" actuais.),

alterou profundamente as condições da experiência.

Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma
mediatrix por uma espécie de revolução despercebida

(dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"),

cuja regra seria: "Na
simcult, quem não for rápido está morto".


José Bragança de Miranda,
Queda sem fim,
seguido de Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe .




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Sexta-feira, 16.07.10

 

 

"No jardim, uma rapariga com aquela idade indefinida em que ainda é criança e começa a deixar de o ser, passeava convictamente um cão. Estava a trautear uma melopeia repetitiva, desengraçada. Percebi que estava à espera... sem saber bem do quê! Já tinha visto esta imagem vezes sem conta. O tempo custa a passar porque se repete demasiado... e não avança."

 

De José Bragança de Miranda,

Algures no ciberespaço.



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Sábado, 03.07.10

 

 

 

Foi daqui

 

 

 

"Queda sem fim, seguido da Descida ao Maelstrôm, de Edgar Allan Poe" é o último livro de José Bragança de Miranda, professor de Teoria da Cultura, Cibercultura, Arte e Comunicação e Teoria Política. 

Acompanho-o, lendo os seus livros, desde meados da década de noventa. Comecei a interessar-me pelos seus escritos quando assisti a uma conferência sua sobre corporeidade. José Bragança de Miranda, tem duas excelentes obras iniciais: "Analítica da Actualidade" e "Política e Modernidade".

"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal"".

 

 

(Não é a primeira vez que faço

um post com esta citação).



publicado por paulo prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 23.04.10

 

"Por alturas do mundial de futebol a crise acaba" dizia a pessoa que estava sentada na mesa ao lado.

 

A propósito, recorro a um post que publiquei em Fevereiro de 2009:

 

A edição do JL (jornal de letras, artes e ideias), de 14 a 27 de Janeiro de 2009, tem uma interessante entrevista com José Brangança de Miranda. A certa altura a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."



publicado por paulo prudêncio às 21:11 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 17.01.10

 

 

 

 

 

Foi daqui.

"A parábola do cego"

de Pieter Brueghel

 

 

 

 

"À “modernidade” deve opor-se a “actualidade” enquanto tensão que atravessa a relação entre o existente e o possível, entre o “histórico” e o “elementar”, entre o visível e o invisível. 
A política joga-se nessa tensão. 
O que está em causa é o agir livre, que se efectiva no combate entre o existente e o possível, entre o presente e o actual".
 

 
José Bragança de Miranda, 
Política e Modernidade.

 



publicado por paulo prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Quinta-feira, 15.10.09


 

 





"Queda sem fim, seguido da Descida ao Maelstrôm, de Edgar Allan Poe" é o último livro de José Bragança de Miranda, professor de Teoria da Cultura, Cibercultura, Arte e Comunicação e Teoria Política.

Acompanho-o, lendo os seus livros, desde meados da década de noventa. Comecei a interessar-me pelos seus escritos quando assisti a uma conferência sua sobre corporeidade. José Bragança de Miranda, tem duas excelentes obras iniciais: "Analítica da Actualidade" e "Política e Modernidade".

"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal""



publicado por paulo prudêncio às 11:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 09.10.09

 

 

Foi daqui.

 

“Como atribuir os direitos ao indivíduo enquanto tal, uma vez que o direito rege as relações entre diversos indivíduos, uma vez que a própria ideia do direito pressupõe uma comunidade ou uma sociedade já instituída? Como fundar a legitimidade política nos direitos do indivíduo, se este nunca existe como tal, se em sua existência social e política ele está sempre necessariamente ligado a outros indivíduos, a uma família, uma classe, uma profissão, uma nação?”.

 

Pierre Manent


 

do livro Política e Modernidade 
de José Bragança de Miranda

 



publicado por paulo prudêncio às 22:49 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
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