Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 27.03.17

 

 

 

Agir sobre a informação é não só actuar sobre os dados obtidos, mas proceder sobre as relações que se estabelecem. “(...)Ou seja, é agir sobre os padrões coletivos ou individuais de formatação e através deles sobre a perceção do real e sobre a ação que dele decorre(...)” Rascão (2004: 21). Manuel Castells, por exemplo, enuncia vantagens na utilização das redes sociais. Trata-se de saber como usar as novas ferramentas e encontrar caminhos que sem a sua existência seriam improváveis ou mesmo impossíveis.



publicado por paulo prudêncio às 14:35 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 20.03.17

 

 

É, realmente, espantoso passar em tão pouco tempo do exemplo sueco de privatização total dos anos noventa do século XX para o exemplo finlandês. 

 

Entre Helsínquia e Lisboa



publicado por paulo prudêncio às 18:44 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 19.03.17

 

 

 

32915586116_0ac346ed59

 

Antero



publicado por paulo prudêncio às 20:47 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 04.03.17

 

 

 

Acerca do prefácio de um perfil e outras notas



publicado por paulo prudêncio às 11:40 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 03.03.17

 

 

 

A propósito do post do Paulo Guinote, "Paulo, conta-nos lá o que sabes", e em que ele confessa, desde logo, que pode ser em vão, remeto-me para o que escrevo. Já li várias opiniões sobre o tema, incluindo o "perfil do aluno do século XXI". O que tenho escrito é independente do que se venha a aprovar. Recorro a mais este post que ajudará a compreender a minha posição. Escrevi-o no século passado e intitulei-o "Reformas e remédios" (há tempos acrescentei-lhe: a pensar no perfil do aluno do século XXII; muito à frente, portanto). Tem a seguinte introdução:

A febre reformista no sistema escolar em Portugal não é nova: é mesmo imparável. O que é engraçado, e com o passar do tempo, é que vemos recuperar ideias antigas como se fossem novidades. Parece um percurso circular.

Escrevia, algures em 1998, uns textos para uma revista sobre educação e o coordenador pediu-me que inscrevesse algumas ideias sobre reformas. Lembrei-me dos remédios. Fui ler a literatura do “Benuron” - medicamento para todas as dores e para todas as maleitas gripais e constipais - peguei no seu modelo organizativo e fui andando. Foi uma noite bem passada. Quase 19 anos depois, e aproveitando as competências do blogue, publico-as de novo.

 

image

 



publicado por paulo prudêncio às 11:16 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 23.02.17

 

 

 

É preferível a coragem de eliminar as retenções dos alunos nos anos não terminais de ciclo (nos terminais ficaria para mais adiante), do que andar há mais de duas décadas a culpar, exclusivamente, os professores e as escolas pelo insucesso escolar instituindo um inferno de má burocracia que se evidencia em reuniões de agenda repetida e documentos de "copiar e colar". Aconselho a leitura deste post do Paulo Guinote.

 



publicado por paulo prudêncio às 13:45 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 18.02.17

 

 

 

17594976_rf5UK

Antero

 



publicado por paulo prudêncio às 11:54 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 13.02.17

 

 

 

Entrevista | “Caminhamos para o facilitismo Sr. Secretário de Estado?”



publicado por paulo prudêncio às 21:30 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 14.01.17

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:39 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 08.01.17

 

 

 

Texto publicado no blogue DeAr Lindo do Arlindo Ferreira.

 

"Quebro o silêncio dado o momento crucial em que estamos neste (esperemos) virar de página para os colegas contratados.

 

Como sabem, em 2009 fui o responsável pelas duas petições que vieram agitar as águas da inércia de governos e sindicatos perante o problema da precariedade docente. De facto, elaborei duas petições, uma ao parlamento nacional e outra ao Parlamento Europeu, das quais os desenvolvimentos dei conta em devido tempo. No primeiro caso consegui reunir as 4500 assinaturas necessárias para obrigar a uma discussão em plenário na AR. No segundo caso, fazendo com que as autoridades europeias pressionassem o governo português no sentido de vincular extraordinariamente os professores com mais de três anos de serviço. Conseguiu-se assim que se realizassem alguns concursos extraordinários de vinculação. Mas até aqui o governo português optou por uma quase fraude, vinculando só alguns e mantendo-os no quadro com salários iguais à situação anterior de contratados, situação que, em 2017, 3 e 4 anos após as vinculações extraordinárias, escandalosamente se mantém. Quanto à petição ao parlamento português, discutida em plenário em 2010, estive no parlamento no dia em que foi tomada a resolução 35/2010 que recomendava ao governo a vinculação de todos os professores contratados que trabalhassem há dez ou mais anos nas escolas, e tivessem pelo menos 6 anos de tempo de serviço efetivo. Essa recomendação mantém a sua validade em 2017, sete anos após ter sido votada pela maioria dos deputados na AR, de todos os partidos políticos.
Estamos num momento em que o ME atira para cima da mesa doze anos de serviço como tempo mínimo para a vinculação extraordinária, não respeitado esta recomendação. No mínimo exigiria-se que todos os professores que estivessem dentro do patamar da recomendação 35/2010 fossem abrangidos, em respeito por um órgão soberano como é a AR.

 

Assim, desejo que no mínimo o ME tenha em consideração esta decisão e baixe o patamar para dez anos de serviço nesta vinculação extraordinária, pois é de toda a justiça que colegas que trabalham há tantos anos no sistema público de educação sejam integrados nos quadros. Esta deve ser a primeira fase dando cumprimento a uma recomendação que ficou engavetada estes anos todos.

 

Mas os colegas com menos que dez anos de serviço têm também o direito a uma vinculação desde que cumpram mais de três anos de serviço. Ora, dadas as restrições orçamentais, seria de equacionar um calendário para novas vinculações extraordinárias no prazo de dois anos, que abrangessem estes colegas que têm uma legítima aspiração a integrarem os quadros. Este compromisso permitiria assim proporcionar um horizonte de segurança a estes colegas, que não são números mas profissionais que têm as suas legítimas aspirações de estabilidade.

 

Espero que o ME na próxima semana apresente uma proposta que respeite aquilo que por tanto lutei desde 2001 a 2014, a bem da justiça social na classe docente. Para já os dez anos de serviço é o mínimo que se espera seja proposto.

 

(Arquivo da minha luta por esta causa em www.porteduca.blogspot.pt, para que não se esqueça e sirva de incentivo a outros para lutarem pelo que entendem ser o mais justo para os professores contratados)."

 

Jorge Costa


publicado por paulo prudêncio às 19:28 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 08.12.16

 

 

 

As extrapolações à volta do PISA 2015 têm episódios risíveis. Recebi por email o gráfico sem referência ao autor. Vem acompanhado da defesa das políticas educativas das figuras em imagem; não publico o parágrafo porque usa uma linguagem imprópria, mas faço-o com o gráfico para dar a opinião solicitada.

 

Os alunos testados no PISA têm 15 anos e frequentam anos entre o 7º e o 11º. A subida constante portuguesa responsabiliza alunos, encarregados de educação e professores. As políticas ajudam, mas se forem de sinal contrário, como é o caso dos fotografados, atrapalham. E nos dois casos parece que atrapalharam muito, uma vez que a sua influência, mesmo que residual, só pode ser verificada, obviamente, no triénio seguinte. Lurdes Rodrigues sucedeu a um período "sem governo" (2000/2006), mas que regista uma subida substancial em 2009. Parece que o sistema português funciona melhor "sem ministério", uma vez que quando a ministra (2006/2009) saiu os resultados estagnaram no fim do triénio seguinte (2012). Sucedeu-se outro "sem governo" com Isabel Alçada (2009/2012). Saiu e os resultados do triénio que se seguiu melhoraram (2015). Apareceu Crato (2012/2015) e veremos a sua influência, por reduzida que seja, em 2018.

 

pisaevol-1024x649

 



publicado por paulo prudêncio às 16:35 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Quinta-feira, 01.12.16

 

 

Os Pastores e o Rebanho

 



publicado por paulo prudêncio às 17:10 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 23.11.16

 

 

 

Cacofonia

 

Já tem uns dias esta referência ao Correntes. Agradeço.



publicado por paulo prudêncio às 15:26 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 23.10.16

 

 

 

Há, naturalmente, toda uma história por fazer. Mas a blogosfera sentia uma agressividade provocada e um controle com tiques de intimidação. Se era como é relatado aqui, é que não sei. Mas são tantos os sinais e as trapalhadas que não custa admitir.

 

sol22out16

 



publicado por paulo prudêncio às 11:09 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 20.10.16

 

 

19349978_g26tb

 

A notícia do Expresso de 12 de Março de 2016 sublinhava que a Finlândia era "um país sem exames nem inspecção, em que as mudanças só aconteciam de 10 em 10 anos, em que todos participavam na discussão e em que a expressão-chave era a confiança nos professores".

E é isto. 

Por cá é a indisciplina escolar, a desconfiança enraizada, a inabilidade na educação, a sociedade ausente, a escola a tempo inteiro, a discussão à volta de mais ou menos prova para "disciplinar" crianças, as avaliações externas centradas na produção de papelada medida às resmas e a "apatia" na participação democrática. O que levamos de milénio (onde ministros se acharam providenciais e plenipotenciários) instituiu o modismo taylorista, exportado pelos EUA para o Japão no inicio do século passado. Acrescentaram-se programas informáticos de empresas comerciais a dirigir modelos organizacionais. E depois, queremos mais mobilização e menos "saturação, exaustão e fuga" (burnout).



publicado por paulo prudêncio às 21:06 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 08.10.16

 

 

 

Currículo, Programas, Reformas



publicado por paulo prudêncio às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Quarta-feira, 05.10.16

 

 

 

 

"Gostava ainda de deixar uma ideia do enorme João dos Santos, “(...)Foi meu professor porque foi meu amigo” e uma convicção pessoal que a idade cada vez mais cimenta, qualquer professor ou educador, tanto ou mais do que aquilo que sabe, ensina aquilo que é."

 

Muito "interessante o post" do José Morgado, donde retirei o parágrado inicial, do blogue Atenta Inquietude, dedicado ao dia Mundial do Professor.

 

Como hoje foi reposto o feriado do 5 de Outubro, escolhi um desenho do Antero.

 

14495344_894379674028654_6378715318746331925_n



publicado por paulo prudêncio às 19:53 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 13.09.16

 

 

 

O Grande Salto Atrás



publicado por paulo prudêncio às 12:47 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 06.09.16

 

 

 

Palavra aos Directores e Presidentes de Conselhos Gerais - Inquérito



publicado por paulo prudêncio às 15:47 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 29.08.16

 

 

 

Enuncia-se um suposto rigor na rede escolar e na distribuição do serviço docente, mas a histórica desorganização do Estado, e principalmente a malfadada ocupação dos serviços centrais e locais por "girls & boys", fica todos os anos espelhada no seguinte:

"Respeitar os professores é dar-lhes tempo para fazerem as malas...é um post muito certeiro do Alexandre Henriques do blogue ComRegras.

 

394504_189644917835470_91333175_n.jpg

 



publicado por paulo prudêncio às 09:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 26.08.16

 

 

Captura de Tela 2016-08-26 às 11.19.35.png

 

 

Um leitor que chegou ao Correntes por "mote próprio", às 08h57 do dia 26 de Agosto de 2016, é o visitante 2 milhões (no Apollofind) desde 2012 como se vê na imagem acima e na coluna direita do blogue. Há cerca de quatro anos troquei o contador Sitemeter pelo Apollofind. Tenho pena de não ter um contador para estes mais de 12 anos. Seria curioso analisar os fluxos e as audiências. Como se vê na imagem seguinte, não registo o IP dos visitantes nem sequer a localização. Sei como é que chegam ao blogue (com dia e a hora) e registo o critério de pesquisa no caso de terem googlado.

 

Obrigado a todos por passarem por aqui.

 

Captura de Tela 2016-08-26 às 11.18.18.png

 



publicado por paulo prudêncio às 11:43 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 11.08.16

 

 

 

O Paulo Guinote escreveu um parágrafo muito certeiro:

 

"(...)Está por fazer o cálculo completo dos que abandonaram a profissão nessa mesma década, por aposentação ou rescisão, voluntariamente, mesmo com elevados cortes na remuneração, só para fugir ao manicómio em que se transformaram algumas escolas a partir do momento em que o discurso da add meritocrática e titularizada se impôs e passámos a ter a única profissão cronometrada fora do desporto. Curiosamente, com o apoio de gente que defende muita liberdade pedagógica e salas sem portas ou paredes."

 

Será que os opinadores e comentaristas não sabem que as carreiras estão há mais de oito anos congeladas e que há milhares de professores com salários líquidos pouco acima dos 1200 euros que não beneficiam de qualquer reposição salarial? O que a actual execução orçamental começa a comprovar é que não há qualquer caos com a redução de impostos para pequenos empresários e com a reposição de salários e pensões. Mas isso não esconde o que falta fazer e o Governo sabe-o muito bem. Para além disso, as imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos que continuam por reverter: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero até para professores com mais de cinquenta anos e mais de trinta anos de serviço, professores contratados com anos a fio de serviço e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que a indignação cresça quando se apela ao silêncio.

 

(Este parágrafo não é inédito, mas a repetição é um dever. Reescrevi-o.)



publicado por paulo prudêncio às 11:05 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 29.07.16

 

 

 

 

Em 10 anos, quem perdeu mais professores, Público ou Privado? Qual o ministro que cortou mais professores?



publicado por paulo prudêncio às 08:42 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 05.07.16

 

 

 

Na sequência do manifesto assinado por vários blogues, decidiu-se que todos os meses se debateria um assunto comum lançado a partir do blogue ComRegrasEste mês, o tema é "as férias escolares".

 

Confesso que o tema me motiva alguns destinos: Helsínquia, Oviedo, Bilbau, Porto, Chaves e mais uns quantos. Três ou quatro serão concretizados. Bem sei que vivemos no país da "escola transbordante", da "escola faz tudo", da "escola com insuportável caderno de encargos" e da sociedade ausente. Esta última continua a não saber o que fazer às crianças e aos tempos livres. Passa a vida a perorar com a ausência de espaço e tempo para brincar, mas só pensa em armazenar e institucionalizar e com uma agravante: estabelece um calendário escolar que aceita com dificuldade algumas características geográficas, e ignora outras, enquanto a mediatização impõe a comparação com o incomparável.

 

Debater-Escola-Pública.png

 

Outros contributos (em actualização):

O Meu Quintal

Atenta Inquietude

Coisas das Aulas

Escola Portuguesa

Assistente Técnico



publicado por paulo prudêncio às 13:05 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 02.07.16

 

 

 

"Dar corpo ao "Manifesto pela Escola Pública""



publicado por paulo prudêncio às 10:38 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 25.06.16

 

 

 

Tem aqui o documento via Blog de ArLindo. Colo os quadros para se ver com precisão a manutenção de tiques.

 

anexo1.png

anexo2.png

 

anexo3.png 



publicado por paulo prudêncio às 13:56 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

A Escola Burrocrática

 

 

Este post inclui imagens de um assunto nuclear: o inferno de má burocracia escolar. É impossível não ficar com a passagem seguinte e com as imagens:

 

"(...)O documento de orientação para as reuniões de final de ano tem 18 páginas e é um hino, uma sinfonia, ou melhor, um requiem pelas pobres almas assassinadas por tanta papelada. Não culpem (só) o ME, porque há mézinhos com alma revestida a alpaca e toda betumada nas comissuras, um pouco por todo o país. O excerto contempla parte das páginas 8-9(...)".

 

burrocracia-e1466803342438.jpg

burrocracia2-e1466803362393.jpg



publicado por paulo prudêncio às 11:44 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 22.06.16

 

 

 

É evidente que o manifesto dos blogues da Educação terá desenvolvimentos. Espero, ainda esta semana, fazer outro post sobre o assunto. 

 

O Expresso viu a acção assim: "Blogues da Educação juntam-se "pela Escola Pública". O Público noticiou do seguinte modo: "Escola Pública deve ter margem para se autogovernar, defendem professores". O blogue "ComRegras" analisa o "E depois do manifesto?". O blogue "O meu quintal" analisa "E depois?"

 

E com todo respeito pela coragem informada do actual Governo numa pequena parcela da Educação, há todo um universo para mudar e, em muitos casos, para além dos orçamentos; ou ainda, investimentos que resultam em melhores orçamentos.

 

 

depositphotos_20079161-Cartoon-question-mark.jpg

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:25 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 21.06.16

 

 

 

Imagem_Manifesto_Pela_Escola_Pública.png

 

 

Pela Escola Pública

 

 

Enquanto membros da comunidade educativa e autores de diversos blogues de educação, temos opiniões livres e diversificadas. Porém, a Escola Pública, sendo um pilar social, merece o nosso esforço para nos unirmos no essencial. Este manifesto é uma tomada de posição pela valorização e defesa da Escola Pública.

A Constituição da República Portuguesa explicita o quadro de princípios em que o Estado, como detentor do poder que advém dos cidadãos, tem de atuar em matéria educativa. O desinvestimento verificado nos últimos anos, bem como a deriva de políticas educativas, em matérias como a gestão de recursos humanos ou a organização e funcionamento das escolas e agrupamentos, tem ameaçado seriamente a qualidade de resposta da Escola Pública.

Importa por isso centrar o debate público nos seus fundamentos:

Assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito e estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;

Considerando o nível de desigualdade social instalado importa aprofundar um trajecto de gratuitidade dos manuais escolares e um reforço da acção social escolar.

Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar;

Dada a importância confirmada do acesso e frequência de educação pré-escolar é fundamental garantir a sua universalização geográfica e economicamente acessível a todas as crianças.

Garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo;

O ainda baixo nível de qualificação da população activa em Portugal exige uma opção política séria e competente em matéria de educação permanente e de qualificação.

Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística;

Para que Portugal possa atingir os níveis de qualificação de nível superior definidos no quadro da União Europeia, é fundamental que se assegure uma política em matéria de bolsas de estudo. Portugal é um dos países da União Europeia em que a parte assumida pelas famílias nos custos de frequência de ensino superior é mais elevada.

Inserir as escolas nas comunidades que servem e estabelecer a interligação do ensino e das actividades económicas, sociais e culturais;

A resposta de escolas e agrupamentos às especificidades das comunidades educativas que servem exige um reforço sério da sua autonomia. A centralização burocratizada e um caminho de municipalização que mantenha a falta de autonomia das escolas irá comprometer esse propósito. A autonomia das escolas deve contemplar matéria de natureza curricular, organizacional e de funcionamento escolar, bem como recuperar e reforçar a sua gestão participada e democrática.

Promover e apoiar o acesso dos cidadãos portadores de deficiência ao ensino e apoiar o ensino especial, quando necessário;

Proteger e valorizar a língua gestual portuguesa, enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades;

A promoção de uma educação verdadeiramente assente em princípios de inclusão exige meios humanos, docentes e técnicos, apoio às famílias, revisão do quadro legislativo que suporta a presença de alunos com Necessidades Educativas Especiais nas escolas, autonomia de escolas e agrupamentos.

Nos últimos anos a Escola Pública, instrumento para que os deveres constitucionais do Estado sejam cumpridos no domínio da Educação, tem sido sujeita a múltiplas dificuldades, com cortes, com lançamento em cascata de medidas que a burocratizam de forma doentia e tentam degradar ou desvalorizar com base em rankings, diversos e dispersos, onde se compara o incomparável, muitas vezes baseados em frágeis indicadores administrativos e funcionais, e não pedagógicos ou educacionais.

A valorização social e profissional do corpo docente e não docente, em diferentes dimensões, é uma ferramenta imprescindível e a base para um sistema educativo com mais qualidade.

A Escola Pública precisa de mais respeito, mais atenção, mais investimento e mais capacidade de, sendo pública, de todos e a todos acessível, sem outro dono que não o povo português, ter margem para se autogovernar e se adaptar a cada comunidade local, sem se esquecer que existe para cumprir objetivos nacionais fundamentais.

 

 

Portugal, 21 de Junho de 2016

 

 

Subscrevem (por ordem alfabética):

Alexandre Henriques – ComRegras

Anabela Magalhães - Anabela Magalhães

António Duarte - Escola Portuguesa

Assistente Técnico

Aventar

Blog DeAr Lindo

Duilio Coelho - Primeiro Ciclo

José Morgado - Atenta Inquietude

Luís Braga - Visto da Província

Luís Costa - Bravio

Manuel Cabeça - Coisas das Aulas

Nuno Domingues - Educar a Educação

Paulo Guinote - O Meu Quintal

Paulo Prudêncio - Correntes

Ricardo Montes - Professores Lusos



publicado por paulo prudêncio às 14:00 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Segunda-feira, 20.06.16

 

 

 

 

Manifesto_interrogação.png

 



publicado por paulo prudêncio às 14:00 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 19.06.16

 

 

19365032_rmcqV.jpeg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 2006 ou 2007, e mesmo depois disso, ter um blogue era, para o mainstream, sinal de "pessoa incómoda" com textos clandestinos. Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não.

 

Ou seja: em 2007, e para facilitar as tais leituras, meti a fotografia no blogue e passei a assinar com o nome completo. Fiz o mesmo, mais tarde, no twitter e no facebook. Chegou agora o tempo de voltar a abreviar o nome para Paulo Prudêncio.



publicado por paulo prudêncio às 19:18 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 12.06.16

 

 

Presidências e trivelas



publicado por paulo prudêncio às 12:12 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 06.06.16

 

 

 

O Meu Quintal: Por um sindicalismo corporativo

 

O Estado da Educação e do Resto: Desigualdade - O que fazer? (1)



publicado por paulo prudêncio às 09:29 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 28.05.16

 

 

Como é que diz que se disse?

 

Nem mais.

 

E acrescento o comentário inserido neste post pelo Rui Farpas de Mascarenhas:

 

"Ai as estatísticas! Então as de “felicidade”… Mas embarcando no jogo delas, também se poderá dizer que elas “confirmam” que o paradigma escolar vigente está esgotado, mas (ainda) funciona graças aos professores e à sua dedicação e entrega."



publicado por paulo prudêncio às 19:01 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 14.05.16

 

 

 

Se não lêem, deviam ler. Ficavam com algumas ideias, embora nunca se saiba se isso seria positivo ou não. O que é um facto, é que o Paulo Guinote escreveu no dia 22 de Abril que o Governo daria aos "privados" da Educação uma fatia do pré-escolar em compensação ao encerramento de colégios. Mas dá ideia que a intermediação do PR foi exclusivamente "beata" e que as Empresas.SA que estão no negócio perderam influência.

 

homem-de-negócios-cartoon-character-pensamento-ap

 



publicado por paulo prudêncio às 13:11 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 11.05.16

 

 

 

Ideologia



publicado por paulo prudêncio às 21:34 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 09.05.16

 

 

 

Os bloggers da blogosfera dos professores instituíram-se como profetas da desgraça. É, realmente, uma tarefa pouco simpática avisar os concidadãos das desventuras vindouras. A exemplo de outros "catastrofistas", também passam o tempo a ouvir o afinal-tinhas-razão; e já são tantas que a dificuldade está na escolha. Os tempos que acabámos de viver exigem anos a fio de recuperação. Ninguém pode dizer que é possível, sequer, voltar à esperança da última mudança de milénio. O recentemente vivido obriga a um pressentimento: um regresso ao pesadelo será ainda mais arrasador. A luta de classes veio para ficar ou pelo menos não tem epílogo com data marcada; e não é preciso reinventar a roda para recuperar o essencial.

 

image.jpeg

 



publicado por paulo prudêncio às 15:37 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 08.05.16

 

 

 

Há umas duas décadas que se realiza, na EBI de Santo Onofre, "A gincana do Onofre". Os alunos formam equipas e convidam um professor. Este ano, foi, mais uma vez, muito interessante. "Amigas Onofre" foi a minha equipa. As alunas trataram de toda a logística e tiveram uma participação inesquecível.

 

13151488_1538172559822479_478415088129632799_n.jpg

 

A meio da gincana, as alunas registaram de imediato o seu estado de alma neste mural.

IMG_0350.jpg

 

O momento da partida com camisolas a condizer: Rita, Maria Inês, Inês, Paulo, Mónica e Joana.

IMG_0355.jpg

 A meio do percurso, na parte alta da "Praça da Fruta" (Caldas da Rainha).



publicado por paulo prudêncio às 15:13 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 05.05.16

 

 

 

A escola deve estar fora do mercado total. Mas isso não significa uma rejeição ao ensino mesmo privado ou à iniciativa privada em sentido lato. A história da escola assenta na regra, na finalidade, na exigência e em processos de inovação e emancipação social. O eterno confronto entre a pedagogia e o senso comum não deve ser mercantilizado. A sobreposição do segundo secundariza o efeito de elevador social ou de gerador de igualdade de oportunidades.

 

O nivelamento por baixo tomou conta do sistema português. Há concelhos em que a lei do mercado para obter alunos origina um vale tudo, nomeadamente onde as ideias de desregulação adulteram a deontologia dos profissionais em prejuízo de alunos e encarregados de educação.

 

Há quem aponte os nórdicos. Na Finlândia, com um século de independência, os professores não dependem do juízo inspectivo ou avaliativo (nem existem). A acção pedagógica conferida pela sociedade assenta numa "evangelização" dos ideais de unidade nacional depois de séculos de ocupação: sueca durante mais tempo e russa num curto exercício temporal.

 

Os finlandeses optaram pelo primeiro vector no confronto da pedagogia com o senso comum. Já os suecos, e depois de conviverem mais de um século sem analfabetismo, acharam-se em condições de estabelecer um mercado total. O desastre já foi assumido e o processo de "nacionalizações" em curso devia ser bem estudado por quem acena com a liberdade de escolha na contenda actual que rodeia os colégios ditos "privados". Até se devia estranhar o silêncio das forças políticas que usam essa argumentação quando os professores da escola pública se confrontaram com milhares de horários zero, e em muitos casos afastados das suas famílias e impedidos de concorrer aos tais colégios financiados pelo Estado, ou com mais de 20 mil desempregados.

 

 

 Reescrito. 1ª edição em 7 de Julho de 2014

 

19050403_AEEHC.png

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:29 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Tretas Queirozizianas



publicado por paulo prudêncio às 09:16 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
comentários recentes
Comentário bem humorado :)
não há cultura de serviço público na tugalândia pa...
Um bom ponto de partida para uma reflexão. E há mu...
Pois. Mas para combater Trump, Le Pen e outros há ...
1- está instituído nos gabinetes que a progressão ...
Não te intrometes nem tens que pedir desculpa, Luí...
posts recentes

redes sociais

da blogosfera - Atenta In...

um pedaço de memória

Da blogosfera - O Estado ...

Das polémicas curriculare...

ligações
posts mais comentados
tags

agrupamentos

além da troika

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

banda desenhada

bartoon

blogues

caldas da rainha

campanhas eleitorais

cartoon

cinema

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

crise mundial

crónicas

democracia mediatizada

desenhos

direito

direitos

economia

educação

efemérides

escolas em luta

estatuto da carreira

exames

falta de pachorra

filosofia

finanças

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

mais do mesmo

manifestação

movimentos independentes

música

organização curricular

paulo guinote

política

política educativa

portugal

professores contratados

público-privado

queda de crato

queda do governo

rede escolar

sociedade da informação

tijolos do muro

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

sua excelência (2) (reedi...

sua excelência (1) (reedi...

subscrever feeds

web site counter
Twingly BlogRank
arquivo
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676
mais sobre mim