Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 15.03.17

 

 

 

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Luís Afonso



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Terça-feira, 21.02.17

 

 

No mesmo período em que o Estado injectou 4 mil milhões de euros no Novo Banco (o Governo da altura garantiu que seriam totalmente recuperáveis e agora sabe-se que voaram), o  "fisco deixou sair 10 mil milhões para offshores, entre 2011 e 2014, sem vigiar as transferências". E é isto. Se um contribuinte se atrasar um dia no reembolso de 10 euros de acerto do IRS o fisco será implacável. O Estado é uma espécie de plataforma bancária que facilita a passagem do capital retirado aos contribuintes com destino aos offshores. E depois há quem se admire com a eleição, e não só, dos trump's deste mundo (também por cá, mesmo que numa versão muito mais suave, não nos iludamos) que, ainda por cima e por suprema ironia, são especialistas das ilegalidades e do desvio mediático das atenções.

 

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Terça-feira, 14.02.17

 

 

 

Falta saber quanto custa a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e como vai ser feita. Também falta saber a quem foram concedidos os créditos que originaram esta situação. Como os contribuintes vão pagar com impostos ou com mais dívida, têm o direito de saber quem são os devedores e quais os motivos do perdão financeiro.



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Quarta-feira, 18.01.17

 

 

Objectivamente, e para além dos resultados da justiça (a Operação Marquês conheceu hoje mais um avanço), estamos a pagar, e vamos continuar (a tal dívida impagável), anos a fio de desvario financeiro; em Portugal, na Europa e no mundo do capitalismo selvagem.



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Sexta-feira, 16.12.16

 

 

 

De 2007 a 2015, o financiamento à banca (BPN, BES Novo Banco e BANIF), apresentou os seguinte números (fonte BdP): 12.600 milhões no défice orçamental e 20.000 milhões na dívida pública. Em 2016, a CGD contribuiu com cerca 4.000 milhões e dá ideia que em 2017 serão mais 3.000 milhões. Há a ténue boa notícia da possível venda do antigo BES. E pergunta-se: quem é que vivia acima das possibilidades? Quem é que está a pagar as imparidades (registado muito superior ao executável) e os empréstimos impossíveis de pagar? Onde é que continua o intocável dinheiro (sabe-se que ele existe) e a quem é que isso interessa?



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Sábado, 10.12.16

 

 

 

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Sábado, 26.11.16

 

 

 

 

 

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Domingo, 13.11.16

 

 

 

É o que não se pagou dos empréstimos. 40 mil milhões (na banca portuguesa) é cerca de 25% do PIB e o dobro da requalificação bancária; ou seja, poderá ser o verdadeiro valor da segunda variável.

 

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Quinta-feira, 27.10.16

 

 

 

No mesmo dia em "que Centeno vai responder a Bruxelas dentro do prazo", o presidente do PS critica duramente, e muito bem, o ministro Schäuble ("é um incendiário a vender a imagem de bombeiro"). São atitudes que fazem a diferença e que reforçam a solução governativa apoiada pelo Parlamento. O arco governativo (AG) prevaleceu anos a fio como o fim da história. Quiseram as circunstâncias que se formasse um Governo que o quebrasse. Como logo se intuiu, a geringonça não nos atiraria para Marte. Deu provas. O tal descontrole orçamental não acontece pela segunda vez. O que nos consome é uma dívida impagável gerada na vigência do AG. É pena que uma geringonça não se tenha antecipado contrariando a "sapiência" dos DDT´s, e da bancocracia, que associavam o fim do AG à desgraça financeira.

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Quinta-feira, 20.10.16

 

 

 

 

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Luís Afonso

 

 



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Sexta-feira, 23.09.16

 

 

 

 

A profissão de professor é, de longe, a mais escrutinada em Portugal. Até o verniz da bancocracia estalar de vez, era a culpada pelo estado da nação. A devassa permitiu tudo.

 

Uma hora escolar foi de 50 minutos durante décadas. No final do milénio passado, a duração passou para 45 ou 90. Ou seja: a redução de 50 para 45 originou um imbróglio lusitano de 5 minutos (já vai quase em 20 anos sem solução à vista). Crato equacionou a possibilidade dos 50 (mas cheia de perversidades), sem eliminar os 45 e os 90. Os horários dos professores passaram a ser contados ao minuto e os intervalos dos petizes a quimeras; valha-lhes não sei o quê e ficou tudo como estava. Se para que as escolas abram todas em Setembro não fossem suficientes alunos, professores, outros profissionais e horários, algumas estavam décadas a organizarem-se. 

 

Os ""Maluquinhos de Arroios", como lhes chamou, veja-se lá, Vasco Pulido Valente no Público, tiveram outra epifania: passar a hora escolar para 60 minutos. Andaram as escolas a operacionalizar a "possibilidade austeritária" que se esfumou de imediato por falta de racionalidade.

 

Se Vasco Pulido Valente escreveu (13 de Janeiro de 2013) o que pode ler a seguir, e que se mantém, é altura de interrogarmos o futuro imediato. 

 

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Sexta-feira, 02.09.16

 

 

 

CGD não voltará a falir de imediato uma vez que chumbou nos testes de stress do BCE. Sempre que um banco português passou nestes testes, faliu na semana seguinte. O BES teve mesmo um excelente antes da necessidade de requalificação (o eufemismo dos média para as falências na alta finança que, como na imagem, jamais pisa a relva). Entretanto, a injecção de capital na CGD já serviu, garante a nova administração, de fármaco para o stress. Para o ano, a síndrome anual (um banco por ano desde 2008) deve atingir o Montepio.

 

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Sábado, 27.08.16

 

 

 

Subida de impostos, desemprego em números inéditos, cortes a eito em salários e pensões durante anos a fio, carreiras (de professores, por exemplo) há oito anos congeladas, pessoas, sem acesso aos quadros, com dez a vinte anos sucessivos de contratos anuais, emigração em massa à procura de salários que permitam viver, quebra populacional, precariedade e insegurança profissional que atinge principalmente os jovens adultos e por aí fora. Há explicações? Encontrei uma com sentido de Pedro Pais de Vasconcelos que podíamos multiplicar por todo o arco governativo e pelos diversos bancos; depois é fazer contas até mais de 20 mil milhões de euros "desaparecidos". Era o tal pântano?

 

"CGD: quando eu Presidia ao seu Conselho Fiscal, a Caixa, sozinha, valia mais do que o resto do sistema bancário. O governo de Guterres extinguiu o Conselho Fiscal por Decreto-Lei.
O resultado foi a sucessão de grandes operações de financiamento a clientes especiais que não vieram a pagar, mas a quem também ninguém tem vontade de cobrar.
Tanto a concessão de crédito como a sua não cobrança merecem ser investigadas, é tão fácil...
E, depois de investigadas, deve ser feitas duas coisas: castigar exemplarmente os responsáveis e cobrar os créditos com a mesma energia que usam quando cobram sobre as pobres famílias que ficam sem casa.
Porque é que ninguém cobra o crédito da Caixa sobre o Berardo? E quem é que propôs em Conselho a sua concessão e quem é que no mesmo Conselho votou a favor.
Alguém que responda, por favor."

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Adenda com vídeo com declarações de Miguel Sousa Tavares:

"Muitos dos piores negócios da Caixa foram feitos sob égide de administrações nomeadas pelo PSD".



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Sexta-feira, 26.08.16

 

 

 

A falência da banca portuguesa obedece a uma precisão suíça: desde 2007 que é um por ano para não tornar "impossíveis" os orçamentos rectificativos. Nos anos mais recentes, o ritmo anual registou o BPN, seguiu-se o BES, depois o Banif, agora a CGD e parece que se adivinha o Montepio. É uma espécie de relógio suíço, quiçá em homenagem à nação neutra que não se limita a lavar vil metal: seca, lava a seco, engoma e faz entregas ao domicílio. Nem a tal de FIFA conhece qualquer obstáculo. É o modelo chuva que se vê na imagem. Talvez seja um modo prospectivo, mais amigo do ambiente, de tratar os trajes.

 

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Quinta-feira, 25.08.16

 

 

 

Estive umas semanas sem telejornais e regressei ontem: abertura com a tragédia em Itália e com a violência juvenil que envolveu dois iraquianos filhos de embaixador. No segundo caso, impressiona a força de um petróleo diplomático acima da lei num país devastado pela violência.

 

Mas vi dois momentos de humor irresistível: Passos Coelho (PSD) e Mota Soares (CDS) irados com o caso CGD, mais propriamente com duas reduções: trabalhadores e actividade da banca pública; e Horta Osório: será uma espécie de Bava do Lloyd´s às aranhas com a reputação? Querem ver que também foi muito premiado no modelo Super Bock Prémio Dourado e que o banco está a afundar-se. Esteve uns dias a trabalhar no Oriente e apresentou despesas, profissionais que passam a pessoais numa trapalhada no modelo Galp Lusitano, de 3800 euros em massagens.

 

Só faltava uma notícia a anunciar a regulamentação que se segue, no jeito desastroso dos burkínis.

 

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Luís Afonso



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Quinta-feira, 28.07.16

 

 

 

 

Até arrepia: os números do "desaparecimento" de professores continuam a desmentir os defensores da bancocracia. Desde 2004/2005, "desapareceram" das escolas públicas 42.000 professores; cerca de 25% dos 167.000 que existiam. Para além das consequências que não nos cansamos de repetir, sabe-se que o número de professores com menos de 30 anos já vai em 451; 1,4%. Ou seja: os professores, os causadores do défice por serem muitos, "desapareciam" na inversa proporcionalidade da aproximação à bancarrota. Para onde foi o tal financiamento despesista?

 

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Terça-feira, 26.07.16

 

 

 

 

 

Algures em 2010, ouvia um grupo de amigos defensores da escola pública, e da democracia, a discutir em quem votar. No PS, obviamente e com razão, não podia ser. Tinha de ser à direita ou à esquerda dos socialistas. Percebia-se a inclinação à direita. O arco governativo era justamente diabolizado, mas o hábito sobrepunha-se. Alguém foi taxativo em jeito de aviso: será ainda pior. No caso dos professores, serão despedimentos em massa e precarização absoluta. Confirmou-se. A existência do TC, e de uma heróica luta em plena troika, impediu o desastre total. Quiseram as circunstâncias que se formasse um Governo que quebrasse o beatificado arco governativo: a gerigonça. Como logo se intuiu, a geringonça não nos atiraria de imediato para Marte. Já deu algumas provas e a escola pública testemunha-o. Temia-se o descontrole orçamental; mas pelos vistos, e com redução de impostos para pequenos empresários e reposição de salários e pensões, até "Bruxelas foi surpreendida pela "positiva" com a execução orçamental". Ou seja, a quebra do arco vai dando algumas lições e lamenta-se que o fenómeno não se tenha verificado com muitos anos de antecedência contrariando a "sábia" premonição dos DDT´s, e da bancocracia, que associava o fim do arco a uma desgraça financeira. Espantoso, realmente.

 

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Sábado, 09.07.16

 

 

 

O que é que cimenta o título? Goldman Sachs (pode saber mais aqui).

 

Em 20 de Janeiro de 2015, um post dizia assim:

"Arnualt "interveio decisivamente para que fosse desbloqueado o empréstimo do Goldman Sach´s ao BES em vésperas do colapso do banco" e "já estava já no Goldman Sachs quando elogiou "o legado de Ricardo Salgado" e afirmou que "o BES é um banco profundamente estável". Esta malta, que acusava os seus críticos de uns sem-mundo, têm também um historial de delapidação do orçamento do Estado e são responsáveis pelo estado a que chegámos."

 

Sobre a personagem Durrão Barroso pode começar por aqui (Jorge Sampaio responsabiliza o Cherne pela invasão do Iraque): pelo demolidor romance de Clara Ferreira Alves.

 

Sobre o Goldman Sachs fica o vídeo.

 

 



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Quarta-feira, 22.06.16

 

 

 

O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que influenciaria o modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, estará patente no neoliberalismo que afundou o país e a maioria das instituições.

 

Ansiamos por uma saída. Olhar para essa corrente ajudaria, até para os que atingiram um pico de adrenalina como foi o caso do ex-primeiro-ministro que anteontem confessou sobre o inquérito à CGD: "infantil manobra tática preventiva" do parceiro da bancarrota.

 

Ou seja, primeiro destrói-se e depois "trocam-se infantilidades". E aí voltamos à análise do surrealismo. A sua saída exige psicanálise. Convém recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente, o que influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.

 

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Domingo, 19.06.16

 

 

 

"Não concordo com uma comissão parlamentar de inquérito à CGD", disse Daniel Oliveira no Eixo do Mal de ontem. Para este comentador, que foi do BE, é do Livre e apoia o Governo, está em causa a imagem da instituição que sofrerá estragos com o inquérito porque se tornarão públicas uma série de irreguralidadades que os mentores (arco governativo) até já conhecem. E é isto. "Escondem-se" irregularidades em nome de uma suposta imagem e de um tortuoso interesse público. Imagine-se o que diria o comentador se a PàF usasse o mesmo argumentário nos casos da banca privada (e qualquer que seja o momento jurídico e público de uma instituição): o mainstream sabe o que se passou e chega: ponto final. Há que perservar a imagem; em caso contrário, sai mais caro aos contribuintes.

 

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Sábado, 18.06.16

 

 

 

 

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Luís Afonso

 

 



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Domingo, 12.06.16

 

 

 

Depois da falência generalizada, suportada pelos contribuintes, da banca privada (20 mil milhões em 8 anos), a "impossibilidade" de mais encenação incluiu a Caixa Geral de Depósitos (mais de 4 mil milhões só este ano). Mesmo sem pessimismos, é a confirmação da falência do sistema (espera-se que o regime sobreviva). Chega a ser caricato ouvir os comentaristas mais mediáticos; de uma ponta à outra do espectro ideológico. Parecem aflitos. E como é que chegámos aqui? Imparidades (escriturado (muito) superior ao executável) e dívidas "impossíveis" de pagar; coitados.

 

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Quarta-feira, 01.06.16

  

 

De 2007 a 2015, o financiamento à banca apresentou (BPN, BES Novo Banco e BANIF), números do BdP, as seguintes crateras: 12.600 milhões de euros no défice orçamental e 20.000 milhões de euros na dívida pública. É só fazer mais contas e perguntar quem é que vivia acima das possibilidades. São imparidades e empréstimos impossíveis de pagar; coitados.



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Domingo, 29.05.16

 

 

 

Há umas duas décadas alastrou-se aos serviços públicos a primazia da ideia de negócio. A gestão foi o primeiro objectivo. A alegação repetida com critério: eliminação do corporativismo e do despesismo.

 

A agenda mediática introduziu impedimentos para o exercício dos cargos: médicos a gerir hospitais, juízes a gerir tribunais, professores a gerir escolas, bancários a gerir bancos, engenheiros a gerir a EDP, a PT ou obras públicas e por aí fora. Quem seriam, então, os gestores? Saltitantes especializados em tudologia e boas relações com a partidocracia. Sabiam de offshores e swap´s e tinham treino de casino. Os resultados falam por si.

 

 

PS: para os DDT´s, os colégios "privados" são a gota que os assusta e que descartam se der muito nas vistas. O que os preocupa são as descomunais EDP, segurança social, saúde e banca.

 

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Segunda-feira, 16.05.16

 

 

 

 

Foi com o "país de tanga" de Barroso (2002) que o plano inclinou. Classificou os funcionários públicos (700 mil na administração central) como "culpados pelo despesismo" com os professores (175 mil) na primeira linha.

 

Mais tarde, em 2007, o país apresentava três indicadores: dívida de 67% do PIB, défice inferior a 3% (2.8% ou menos em cumprimento das regras europeias) e um crescimento de 2,3 ou 2,4%. Os número de funcionários públicos era semelhante a 2002,


Em 2016, os três indicadores dizem: défice de 11%, e só um brutal aumento de impostos conseguiu uma redução que não atingiu o número de 2007, o crescimento tem sido mais recessão e o ano mais elevado é inferior a dois. A dívida duplicou: 130% do PIB.


E o que é que aconteceu aos professores e à escola pública? Um corte a eito de 30 a 40% dos professores (mais de 50 mil) e oito anos sem progressões na carreira. Nos últimos quatro anos, cada professor teve um corte líquido no salário que em muitos casos chegou aos 400 euros mensais. Encerraram mais de 4000 escolas.


E os tais do "país de tanga"? Ligavam-se ao sistema financeiro (nomeadamente garantias ao sector bancário e empresas públicas) que "já consumiu em oito anos" o equivalente a cinco anos sem alunos, professores, e outros profissionais, e escolas. No mínimo, um encerramento absoluto do sistema escolar durante meia década. E ainda queriam, como na imagem, que os professores tivessem sido uma espécie de rebanho em forma de ram?

 

Já usei parte deste texto noutro post.

 

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Segunda-feira, 14.03.16

 

 

 

 

Por mais que Draghi reme contra a corrente, as imparidades (executável inferior, muito neste caso, ao escriturado), desnudadas em 2007, transformam crescimentos económicos em "pagamento" de dívidas soberanas que requerem reestruturação ou consolidação; no segundo caso creio que só se houver vida em Marte. É um círculo vicioso que o tempo não resolve. A bancocracia absorve as "ofertas" do BCE e nada sobra para a economia.

 

Insistir no retratado na imagem, só acelera várias expressões: "luta de classes", "este capitalismo de saque é uma ofensa ao capitalismo", "a classe dos super-ricos está a fazer a guerra e a ganhá-la", "austeridade ruinosa a favor de uma minoria", "a desigualdade é uma escolha política", "os EUA exportaram o seu modelo de corrupção" e podia ficar a tarde toda a escrever, e a repetir, expressões que não são de radicais de esquerda nem nada que se aproxime. É só pesquisar. 

 

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Quinta-feira, 10.03.16

 

 

 

 

Draghi afirma "que entregar dinheiro directamente às pessoas é um conceito muito interessante”. Quem diria. O processo dá que pensar, realmente: os bancos recebem juros para pedir emprestado. Espera-se que o dinheiro chegue mesmo à economia e que não sirva apenas a deficitária contabilidade bancária.

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Quarta-feira, 09.03.16

 

 

 

 

Se existissem blogues em 1996, teria escolhido um título para o post que significasse alívio com o fim de Cavaco Silva como chefe de Governo. Para confirmar a sensação, basta olhar para o percurso da maioria dos políticos que o acompanhavam. Dez anos depois disso, Cavaco Silva candidatou-se a PR e fez dois mandatos com a promessa primeira de serenidade financeira. Vá lá compreender-se a memória eleitoral.

 

Sabemos dos poderes presidenciais e da impossibilidade de escapar às conjunturas internacionais, mas de 2005 a 2015 faliram bancos em catadupa atolados em casos de corrupção, houve uma bancarrota, escutas presidenciais, cortes a eito nos salários, aumentos exponenciais de impostos, empobrecimento objectivo e generalizado, emigração de meio milhão de pessoas, desemprego jovem com números assustadores, encerramento de mais de 4000 escolas e por aí fora. Os seus defensores advogarão que o país não encerrou devido ao sentido de Estado do ex-PR e quem sou eu para os contrariar.

 

 

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Terça-feira, 16.02.16

 

 

 

Foi no "país de tanga" de Barroso (2002) que os funcionários públicos (700 mil na administração central) receberam a classificação "culpados pelo despesismo" com os professores (mais de 175 mil) na primeira linha por serem muitos. Em 2007, e estou à vontade para o recordar, Sócrates apresentava, quase com o mesmo número de professores, três indicadores: dívida de 67% do PIB, défice inferior a 3% (2.8% ou menos em cumprimento das regras europeias) e um crescimento de 2,3 ou 2,4%.

 

Em 2016, os três indicadores dizem o seguinte: o défice chegou aos 11% e só um brutal aumento de impostos conseguiu uma redução que ainda não atingiu o número de 2007, o crescimento tem sido em modo de recessão e no ano mais elevado o resultado é inferior a dois. A dívida duplicou e chegou a 130% do PIB.

 

E o que é que aconteceu aos professores e à escola pública? Um corte a eito de 30 a 40% dos professores (mais de 50 mil) e oito anos sem progressões na carreira. Mais? Nos últimos quatro anos, cada professor teve um corte líquido no salário que em muitos casos chegou aos 400 euros mensais. Encerraram mais de 4000 escolas.

 

Impressionante. Os fundamentalistas do "país da tanga" ligavam-se ao sistema financeiro (nomeadamente garantias ao sector bancário e empresas públicas) "que já consumiu em oito anos" o equivalente a cinco anos sem alunos, professores, e outros profissionais, e escolas. Leu bem: no mínimo, um encerramento absoluto do sistema escolar durante meia década. E os da "tanga" ainda queriam, como na imagem, que os professores tivessem sido uma espécie de rebanho em forma de ram?

 

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Sexta-feira, 12.02.16

 

 

 

 

Impressiona-me, sinceramente que me impressiona, a interminável indignação mediática à volta da supressão de uma prova final (vulgo exame do quarto ano) para as crianças. Desconfio que o eurogrupo discutirá essa eliminação como ponto prévio ao orçamento português ou mesmo à crise financeira alemã, também orçamental e da bancocracia, responsável pela investida dos mercados à zona euro.

 

Até Crato, e a propósito de uma condecoração presidencial à sua veia provadora, vem sentenciar: "não é por deixar de haver avaliação que os alunos aprendem mais". Valha-nos não sei o quê. As crianças fazem, e inevitavelmente, provas sobre provas durante os quatro anos do primeiro ciclo e há quarenta anos que aprendiam sem essa prova final como acontece, de resto, com as crianças dos países mais avançados há quase um século. O problema não são as crianças, nem se aguentam a pressão; esse argumento chega a ser ridículo. O mistério está na cabeça dos adultos, no modo como tratam os resultados dessa prova e na indústria que agregam. E sobre isso as crianças nada podem fazer. Começam a receber comendas como a de Crato por causa dos resultados dessa prova e até prémios monetários. Algumas até se vêem impedidas de ir para a mesma escola dos colegas que conseguem melhores resultados na tal prova final. O que as crianças sentem mais é, por exemplo, a inabalável política dos manuais escolares, o número de alunos por turma, a falta de tempo para brincar ou o apoio, em modo de privilégio, dos Cratos deste mundo ao ensino privado. Mas sobre isso, nem o Crato, nem os indignados diários, debitam uma linha em modo de descalabro orçamental. Estranho, no mínimo, para quem se preocupa tanto com as aprendizagens das crianças.

 

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Terça-feira, 12.01.16

 

 

 

 

Sucedem-se as quedas bancárias e os banqueiros sofrem uma erosão na imagem pública inferior aos decisores políticos; no mínimo, menos definitiva. E porquê? Há, desde logo, toda uma moralidade dos limites do mercado por repensar numa fase em que é tal o prestígio e o poder da sua razão de existir, que torna minoritário o discurso político não vazio e capaz de provocar qualquer mudança.

 

Nem o estrondoso fracasso dos mercados financeiros em 2008 reduziu a aura de totalidade. Por incrível que possa parecer, a crise mais grave dos últimos oitenta anos fragilizou mais governos do que bancos. Bem sei que houve movimentos como o Ocupar Wall Street, mas uma discussão aprofundada sobre o papel dos mercados continua por fazer. O resultado mais palpável é o afastamento dos cidadãos da política que é o que parece interessar aos fervorosos adeptos da sociedade de mercado. E nada há fazer? Claro que sim e existem ideias consistentes. Desde logo, afastar as questões escolares do mercado. É um tema vasto que fica para outro post.

 

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Segunda-feira, 28.12.15

 

 

 

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Os Emídios Catuns que nos pregaram um calote de 6,3 mil milhões e andam à solta



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Terça-feira, 22.12.15

 

 

 

"Luta de classes", "este capitalismo de saque é uma ofensa ao capitalismo", "a classe dos super-ricos está a fazer a guerra e a ganhá-la", "austeridade ruinosa a favor de uma minoria", "a desigualdade é uma escolha política", "os EUA exportaram o seu modelo de corrupção" e podia ficar aqui a noite toda a escrever expressões-chave deste ultraliberalismo (ou totalitarismo) que capturou os estados e o poder político e que tenta convencer as pessoas que é o fim da história. As expressões que escrevi não são de radicais de esquerda nem nada que se pareça. É só pesquisar. É evidente que as imparidades (executável inferior, muito neste caso, ao escriturado) desnudadas com a crise de 2008 (o auge deste radicalismo e que não tem solução pela mão da bancocracia que o criou) estão a ser pagas pelo aumento das dívidas públicas da forma retratada pela imagem.

 

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publicado por paulo prudêncio às 19:42 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 21.12.15

 

 

 

PàF usou truques orçamentais eleitoralistas que "atrasaram e oneraram a operação Banif" e que influenciam o défice 2015 (mesmo que não entre no "défice excessivo") e o dos próximos anos. Depois das eleições, a mesma PàF mentiu sobre as rescisões de professores e sobre a relação desta variável com o apuramento do défice. Passos & Portas, mesmo na oposição e com coreografias de guinada ao centro, devem demitir-se como se percebeu logo na noite eleitoral.

 

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publicado por paulo prudêncio às 18:35 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 18.12.15

 

 

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:05 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 16.12.15

 

 

 

Claro que a corrupção de diversas dimensões não se circunscreveu aos privados e à banca. Na gestão pública tropeçamos com coisas que nos deixam perplexos e sempre com os grandes aparelhos partidários envolvidos nos mais diversos níveis.

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:03 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 15.12.15

 

 

 

 

A faseada queda dos bancos deve ser planeada: cai um banco, os contribuintes são lesados, ouvem-se iras e protestos e regressa a calmaria com cortes nos do costume e venda de anéis a preço de saldo. Sossegada a memória colectiva, acciona-se outra queda. Desta vez é o Banif, o Montepio está na fila e a CGD ainda não está porque não foi privatizada. Nada me move, naturalmente, contra a iniciativa privada, mas o que cansa "nesta malta" é o seu desprezo pela gestão pública que tem há muito um objectivo conhecido: delapidar o orçamento de Estado, porque de privado só conhecem o lucro fácil. Espero estar enganado, mas a história registará esta parte maior da queda de democracia nascida com o 25 de Abril de 1974.

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 09:20 | link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Domingo, 22.11.15

 

 

 

Depois de ter mentido em campanha com os juros ganhos pelo Estado no BES, conheceu-se agora mais esta cratera. O ainda primeiro-ministro terá um nariz que, sem mais espaço para crescer, também recorrerá a coreografias mais ambientais.

 

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publicado por paulo prudêncio às 12:18 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 20.07.15

 

 

 

 

A Grécia está a ser usada para encobrir o escândalo de salvamento dos bancos europeus

 

Cortesia do António Ferreira



publicado por paulo prudêncio às 12:23 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 14.07.15

 

 

 

"Se o Governo grego apresentasse um plano B com a saída do euro a maioria do Eurogrupo tinha provocado o Grexit", concordo com esta ideia. Há uma componente política que desesperou os defensores da tragédia austeritarista e que se acentuou nos que vão a votos entretanto. E acho uma certa piada aos "heróis" que acusam o Governo grego de capitulação. Mas há alguém que acha que é fácil ir às altas paradas do casino desafiar os falcões dominadores apoiados por inúmeros "bons alunos"? É bom não esquecer a herança grega de corrupção (e é também bom que os portugueses não se esqueçam das analogias com a Grécia, nomeadamente as "ruas de pobres" e a corrupção perpetrada pela bancocracia e pela partidocracia). Há um mérito grego inquestionável: "desmontou" o colete de forças do euro, oxigenou, como ninguém até aqui, uma alternativa e o tempo lá se encarregará de outras explicações.  

 

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publicado por paulo prudêncio às 13:55 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
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