Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 24.11.17

 

 

 

Há quem repita um hábito do bloco central: o PCP e os sindicatos são os obstáculos à boa governação. Teimam no raciocínio, em simultâneo com a eliminação de qualquer responsabilidade para a bancocracia e para a captura do orçamento do Estado. Nem uma linha nesse sentido. A dívida continua por reestruturar, os credores não se comovem, Bruxelas será "protectorado" de um sistema financeiro mais poderoso e o consumo interno entretém-se com fantasmas. Dá ideia que só somos nação quando pagamos o que devemos com o exclusivo contributo dos do costume.



publicado por paulo prudêncio às 08:50 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 23.11.17

 

 

Recebido por email devidamente identificado.

 

“Banca vai abater 5 mil milhões ao IRC nos próximos 19 anos. Centeno já mobilizou 9,9 mil milhões de euros para estabilizar a banca. O Governo elegeu a estabilização do sector financeiro como uma das prioridades. Entre empréstimos, garantias e recapitalizações Mário Centeno já mobilizou quase 5% do PIB.” Jornal de Negócios.

 

"Tantos comentadores a vociferar contra os salários dos professores, policias, militares, médicos, trabalhadores nas empresas, que têm de ser mais baixos porque o Estado ou empresas não podem pagar, e depois não têm a mesma indignação perante a organização criminosa bancária? Qual o interesse pessoal dessa gente que tanto tolera este terrorismo económico?
E onde está a indignação do BE e PCP, que sempre atacaram esta tolerância por parte do(s) governo(s) anterior(es)? E vão votar contra ou “engolir um sapo” em prol de outros interesses partidários?
Agora já se compreende porque se invoca falta de dinheiro(!) para o funcionamento dos serviços públicos e salários…
E também se compreende a porcaria de governação que sempre existiu e existirá, perante o panorama partidário que existe…"
 
Mário Silva


publicado por paulo prudêncio às 08:15 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 01.11.17

 

 

 

O OE2018 inscreve 211 milhões de euros para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos (e acima de 1000 milhões para as falências do BES, Banif e BPN), como sublinha este texto de Santana Castilho. Se as dívidas aos professores ascendem aos impagáveis 5.400 milhões, o financiamento da banca já ultrapassou 20.000 milhões.

Soube-se, por estes dias, que os OE2018 e 2019 inscreverão 600 milhões para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos, que é uma quantia igual à contagem de todo o tempo de serviço dos professores (os únicos a quem o Governo não reconhece esse direito). Pois bem: que sejam esses os números. E o que é que os professores têm a ver com isso, a não ser terem contribuído como ninguém na administração pública para a redução do défice e terem sido alvo do maior despedimento colectivo da história? Não chega? Se não se descongelar carreiras, não há aumento de despesa. Se é para descongelar, que se faça para todos e com o faseamento possível. Ou será que não estou a equacionar bem o problema?

 

IMG_1576

 

Caldas da Rainha. Praça da fruta. Agosto de 2015.



publicado por paulo prudêncio às 17:09 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 30.06.17

 

 

 

"O futebol português é hoje em dia uma bolha financeira", diz Pippo Russo, jornalista e sociólogo italiano, autor do livro "A Orgia do Poder". Só hoje?! E só em Portugal?! Os défices acumulados, e outras coisas mais do tal negócio da alta finança, têm no futebol um pathos que atinge de tal modo todos os sectores políticos e sociais que o torna um instrumento ideal. Até o sportinguista Paulo Guinote faz de conta que não percebe.



publicado por paulo prudêncio às 16:13 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 27.06.17

 

 

 

Confirma-se: "pessoas cercadas pelo fogo e sem assistência devido a falhas do SIRESP", uma das PPP´s (esta com BPN, BES, PT e CGD) que as associadas, "elites" e lado-tóxico-dos-partidos, usaram na delapidação do Estado.

As associadas impacientaram-se com a tragédia. Um "Miguel de Vasconcelos", com o pseudónimo Sebastião Pereira, apressou-se na crítica ao Governo. Usou o "El Mundo" para gáudio da direita ibérica mais extremada.  Por muito que custe, há poucas organizações sem telhados de vidro na lógica do fanatismo. E ainda ontem o diabo deu sinal de si. Bastou um microfone para o desrespeito pelo elementar silêncio perante a dor. É: a tragédia de Pedrógão Grande tem demasiados ângulos muito lamentáveis.

 

Captura de Tela 2017-06-27 às 10.33.23

 "Muitos pedidos de ajuda não tiveram seguimento devido a falhas nas comunicações".

Paulo Pimenta. Público.



publicado por paulo prudêncio às 10:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 02.05.17

 

 

 

"Portugal é o terceiro país da Europa com mais trabalho temporário". E é assim. Se pedirem uma opinião aos outrora exemplares da bancocracia, decerto que ouvirão que não temos investimento por causa da rigidez do código do trabalho. Somos superados pelos "canalizadores" polacos e pelos "camareros" espanhóis. Sabe-se que Berlim é a cidade europeia com mais mini-jobs e que a Alemanha vive numa espécie de quadratura do círculo. Se continuar a aplicar a receita que destinava aos povos que se desorientam em vida desregrada, a extrema-direita terá espaço eleitoral para progredir.



publicado por paulo prudêncio às 11:39 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 20.04.17

 

 

 

Os números do "desaparecimento" de professores até arrepiam. Desde 2004/2005, "desapareceram" das escolas públicas 42.000 professores; cerca de 25% dos 167.000 que existiam e cerca do dobro da percentagem da redução de alunos (14%). É fazer as contas. Para além disso, o número de professores com menos de 30 anos já ia, em 2016, em 451; 1,4%. Ou seja: os professores, os causadores do défice por serem muitos, "desapareciam" na inversa proporcionalidade da aproximação à bancarrota. O tal financiamento despesista foi afinal para a banca - alguém tem dúvidas? - que prossegue alegremente em registo de perdão de dívida, enquanto os professores congelam, precarizam, imergem em burocracia e inutilidades e "aposentam-se" em "estado crítico para a saúde pública".



publicado por paulo prudêncio às 12:53 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 16.04.17

 

 

 

A especialização desportiva percebeu, há muito, que existe um esgotamento das capacidades volitivas. O corpo reage. A energia psicológica não é inesgotável. É também por isso que se contraria a precocidade nessa especialização. Os modelos de formação bem sucedidos são graduais na exposição aos quadros competitivos e "exigem" que as políticas de competição escolar (as mais diversas e não apenas as desportivas) destinadas às crianças sejam diferentes das aplicadas aos jovens e aos adultos. Em geral, quem começa muito cedo a competir como se de um adulto se tratasse atinge a saturação volitiva quando era esperado um rendimento que maximizasse as potencialidades desportivas. Os muito difíceis estudos empíricos neste domínio dão passos e são fundamentais para comprovarem os efeitos da saturação da vontade. O psicólogo Roy Baumeister é citado com importantes contributos. Criou o conceito "depleção do ego". É como se a vontade fosse um músculo que deixa de ser irrigado; acelera a queda de açúcar e cria um efeito geral de fadiga. Estes estudos são usados, e por incrível que pareça, para explicar o burnout dos professores (e não apenas dos portugueses) porque tomam muitas decisões diárias em clima de ansiedade. Daí ao esgotamento é um passo frequente com o prolongamento, e a degradação (mais turmas, mais alunos, mais burocracia, mais procedimentos inúteis, menos confiança), das carreiras associado a um indicador fundamental representado na imagem: o sono. Ou seja, abandonámos o tempo das incertezas (é também o tempo dos governos mudarem de vez a agulha) em relação ao esgotamento da força de vontade que não era mensurável por "invisibilidade" e que os crédulos, que só admitem o perdão da dívida dos bancos, "confundiam" com corporativismo ou com classificações desinformadas.

salvador-dali

 

Sleep

Salvador Dalí



publicado por paulo prudêncio às 11:16 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 04.04.17

 

 

Houve uma fase em que os bancos eram avaliados nos testes de stresse; nem sei se ainda o são, tal o surreal da coisa. Havia uma espécie de variável independente (dito assim em registo humorado): banco aprovado no stresse falia de seguida; lembro-me de um que obteve um excelente imediatamente antes da queda.

Os contribuintes também desconfiam dos elogios dos presidentes da República aos bancos. Sempre que os PR´s se metem nisso, o resultado é oposto. 

 

1121756

Cópia de 1121756

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 17:21 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 15.03.17

 

 

 

1116690

Cópia de 1116690

 

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 16:07 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 21.02.17

 

 

No mesmo período em que o Estado injectou 4 mil milhões de euros no Novo Banco (o Governo da altura garantiu que seriam totalmente recuperáveis e agora sabe-se que voaram), o  "fisco deixou sair 10 mil milhões para offshores, entre 2011 e 2014, sem vigiar as transferências". E é isto. Se um contribuinte se atrasar um dia no reembolso de 10 euros de acerto do IRS o fisco será implacável. O Estado é uma espécie de plataforma bancária que facilita a passagem do capital retirado aos contribuintes com destino aos offshores. E depois há quem se admire com a eleição, e não só, dos trump's deste mundo (também por cá, mesmo que numa versão muito mais suave, não nos iludamos) que, ainda por cima e por suprema ironia, são especialistas das ilegalidades e do desvio mediático das atenções.

 

image

 



publicado por paulo prudêncio às 12:25 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 14.02.17

 

 

 

Falta saber quanto custa a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e como vai ser feita. Também falta saber a quem foram concedidos os créditos que originaram esta situação. Como os contribuintes vão pagar com impostos ou com mais dívida, têm o direito de saber quem são os devedores e quais os motivos do perdão financeiro.



publicado por paulo prudêncio às 09:51 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 18.01.17

 

 

Objectivamente, e para além dos resultados da justiça (a Operação Marquês conheceu hoje mais um avanço), estamos a pagar, e vamos continuar (a tal dívida impagável), anos a fio de desvario financeiro; em Portugal, na Europa e no mundo do capitalismo selvagem.



publicado por paulo prudêncio às 19:47 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 16.12.16

 

 

 

De 2007 a 2015, o financiamento à banca (BPN, BES Novo Banco e BANIF), apresentou os seguinte números (fonte BdP): 12.600 milhões no défice orçamental e 20.000 milhões na dívida pública. Em 2016, a CGD contribuiu com cerca 4.000 milhões e dá ideia que em 2017 serão mais 3.000 milhões. Há a ténue boa notícia da possível venda do antigo BES. E pergunta-se: quem é que vivia acima das possibilidades? Quem é que está a pagar as imparidades (registado muito superior ao executável) e os empréstimos impossíveis de pagar? Onde é que continua o intocável dinheiro (sabe-se que ele existe) e a quem é que isso interessa?



publicado por paulo prudêncio às 16:02 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 10.12.16

 

 

 

15268069_935961256537162_9158025337478904833_n

Antero

 



publicado por paulo prudêncio às 10:46 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 26.11.16

 

 

 

 

 

18845362_JN4ve

 



publicado por paulo prudêncio às 10:16 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 13.11.16

 

 

 

É o que não se pagou dos empréstimos. 40 mil milhões (na banca portuguesa) é cerca de 25% do PIB e o dobro da requalificação bancária; ou seja, poderá ser o verdadeiro valor da segunda variável.

 

19418919_DIqAq

 



publicado por paulo prudêncio às 19:20 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 27.10.16

 

 

 

No mesmo dia em "que Centeno vai responder a Bruxelas dentro do prazo", o presidente do PS critica duramente, e muito bem, o ministro Schäuble ("é um incendiário a vender a imagem de bombeiro"). São atitudes que fazem a diferença e que reforçam a solução governativa apoiada pelo Parlamento. O arco governativo (AG) prevaleceu anos a fio como o fim da história. Quiseram as circunstâncias que se formasse um Governo que o quebrasse. Como logo se intuiu, a geringonça não nos atiraria para Marte. Deu provas. O tal descontrole orçamental não acontece pela segunda vez. O que nos consome é uma dívida impagável gerada na vigência do AG. É pena que uma geringonça não se tenha antecipado contrariando a "sapiência" dos DDT´s, e da bancocracia, que associavam o fim do AG à desgraça financeira.

Captura de Tela 2016-10-27 às 13.15.01

 



publicado por paulo prudêncio às 13:27 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 20.10.16

 

 

 

 

1081992

Cópia de 1081992

 

Luís Afonso

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:26 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 23.09.16

 

 

 

 

A profissão de professor é, de longe, a mais escrutinada em Portugal. Até o verniz da bancocracia estalar de vez, era a culpada pelo estado da nação. A devassa permitiu tudo.

 

Uma hora escolar foi de 50 minutos durante décadas. No final do milénio passado, a duração passou para 45 ou 90. Ou seja: a redução de 50 para 45 originou um imbróglio lusitano de 5 minutos (já vai quase em 20 anos sem solução à vista). Crato equacionou a possibilidade dos 50 (mas cheia de perversidades), sem eliminar os 45 e os 90. Os horários dos professores passaram a ser contados ao minuto e os intervalos dos petizes a quimeras; valha-lhes não sei o quê e ficou tudo como estava. Se para que as escolas abram todas em Setembro não fossem suficientes alunos, professores, outros profissionais e horários, algumas estavam décadas a organizarem-se. 

 

Os ""Maluquinhos de Arroios", como lhes chamou, veja-se lá, Vasco Pulido Valente no Público, tiveram outra epifania: passar a hora escolar para 60 minutos. Andaram as escolas a operacionalizar a "possibilidade austeritária" que se esfumou de imediato por falta de racionalidade.

 

Se Vasco Pulido Valente escreveu (13 de Janeiro de 2013) o que pode ler a seguir, e que se mantém, é altura de interrogarmos o futuro imediato. 

 

Captura de Tela 2016-09-23 às 14.16.35

 



publicado por paulo prudêncio às 15:06 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
uma opinião favorável aos profs nos jornais, é um ...
fica registado como facto cientifico que 'paga-se ...
Muito preocupante.
Também preocupante...
O texto de António Guerreiro é muito interessante.
Pois... é tudo muito bonito, mas estou farto de am...
Enfim. Parece Roma à beira do fim.
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676