Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 12.06.17

 

 

 

Passos Coelho apressou-se a dizer "que não éramos a Grécia (2011)". Foi uma vergonha. Agora, ficamos a saber que um "acordo secreto de Merkel isolou Schäuble e Portugal. A chanceler alemã fez um acordo com a Grécia, em 2015, contra a vontade do seu ministro das Finanças. Numa reunião do Eurogrupo, Schäuble opôs-se, em vão, e só teve o apoio de Portugal e da Espanha, conta Yanis Varoufakis, o ex-ministro grego". Aguardemos os desenvolvimentos.



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Segunda-feira, 22.05.17

 

 

 

É um dia importante e responsabiliza a política pela imperdoável austeridade a eito iniciada em 2010. Agora, espera-se que o crescimento económico seja a "maré enchente que subirá todos os barcos" e não apenas os iates. Há uma barca quatrocentista (antecessora da caravela até 1434) a afundar-se com 2 milhões e 500 mil marinheiros no limiar da pobreza (meio milhão de crianças) e até o navio-escola, que viu atirados ao mar - no período austero de fortes ventos offshores - 42 mil dos 160 mil pedagogos, transborda de precários, congelados, remadores exauridos e reformados retardados. 

 

Dombrovskis: “Este é um dia importante para Portugal”

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Segunda-feira, 15.05.17

 

 

 

O "PIB tem o melhor resultado da última década" (2,8% de crescimento da economia no último trimestre). Para confirmar que até os deuses estão com a Geringonça, o crescimento deveu-se aos aumentos do investimento e das exportações que compensaram a quebra do consumo interno. É bom recordar que o aumento do consumo interno era a principal aposta do plano macro de Costa e Centeno. O "desemprego caiu para o nível mais baixo dos últimos oito anos", tivemos, em 2016, o défice mais baixo da democracia e "emitimos a dívida com a taxa mais negativa de sempre". A gestão da dívida do anterior arco governativo está controlada, apesar de impagável.

Para um Governo que seria o fim da nação não está nada mal, apesar de tanta austeridade por reverter. Esperam-se as análises de Medina Carreira, Gomes Ferreira, Camilo Lourenço, Nogueira Leite e de um representante do Compromisso Portugal; e do Diabo.

 

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Antero



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Domingo, 03.04.16

 

 

 

Portugal não se libertará tão cedo da condição de protectorado (Draghi no Conselho de Estado é mais um exemplo). Não se trata apenas da tímida Federação de Estados Europeus que permite a arrogância de alguns comissários sem legitimidade democrática.

 

O que mais surpreende é a venialidade às posições do errante FMI. O que é que se passa? O FMI, que nos dias pares confessa erros graves e nos ímpares "alarma-se" com qualquer sinal não austeritarista, publica relatórios inundados de lugares comuns e depois tem parangonas na abertura de telejornais? E é endeusado nos congressos da oposição? É espantosa, e misteriosa, a condição de protectorado (por exemplo, leia: FMI apanhado a planear nova bancarrota na Grécia; pode saber mais aqui).



publicado por paulo prudêncio às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 30.03.16

 

 

 

"Os debates económicos raramente terminam com uma derrota técnica. Mas o grande debate político dos últimos anos, entre keynesianos (que defendem a manutenção, e até aumento, dos níveis de despesa pública em contextos de recessão), e os austeritários (que pugnam por cortes imediatos na despesa), está - pelo menos no plano das ideias - a chegar ao fim. No ponto em que estamos, a perspectiva austeritária implodiu: não só todas as suas previsões falharam por completo quando confrontadas com a realidade, como a própria investigação académica, invocada para suportar essa doutrina, acabaria por se revelar repleta de erros e omissões e feita com estatísticas duvidosas.(...)"

 

Post de Paul Krugman (The New York Times) de 25 de Abril de 2013.



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Terça-feira, 02.02.16

 

 

 

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"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."

 


Paul Krugman
New York Times
2 de Setembro de 2009



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Sexta-feira, 11.12.15

 

 

 

A Finlândia cumpriu todo o ritual austeritarista via CE, OCDE e FMI e está na maior crise financeira das últimas décadas (não é alheia, por exemplo, a situação da Nokia) e não pode, como noutras alturas, desvalorizar a moeda por causa do euro. Para além disso, este tratado orçamental limita outros caminhos. Com a PàF lá do sítio, os tais "verdadeiros finlandeses", em tarefas governativas, a situação agravou-se e bem nos lembramos desses bons alunos no eurogrupo. Os finlandeses olham para o gráfico e vêem os vizinhos suecos sempre a crescer com uma particularidade: não estão no euro.

 

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Via Evans-Pritchard



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Quinta-feira, 16.07.15

 

 

 

A maioria dos eleitores europeus (e dos eleitos) defende o euro como garante da paz, da solidariedade entre povos e dos restantes ideais europeus. Ou seja, pensam em política e desconhecem o amanhã em termos económicos e financeiros. Essa supressão do futuro, que arrasta os mais conscientes economistas, não impede conclusões fundamentadas sobre um passado recente em que a Europa austeritarista foi um erro grave que sucedeu a outro: um desenfreado investimento público estimulado por Bruxelas como fuga para a frente. Ambos foram respostas descontroladas à hecatombe bancária mundial de 2007 (é fundamental não esquecer). Enquanto a Europa enlouquecia e se dividia nas "soluções", os EUA e a Rússia assistiam com políticas expansionistas. O caos europeu chegou ao paradoxo "solidário" bem caricaturado na imagem ou nas inúmeras referências pela "turba dos valores" ao facto de gélido Schäuble se deslocar em cadeira de rodas. A discriminação na Europa da entrada do século XXI parece não ter limites e isso volta a colocar a política no lugar central do problema.

 

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Quinta-feira, 22.01.15

 

 

 

 

Dá ideia que o BCE já está a contrariar a austeridade como fim da história e a antecipar o efeito de uma provável vitória do Syriza que pode "contaminar" os países do sul da Europa.

 

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Quarta-feira, 09.07.14

 

 

 

 

 

 

Passos Coelho disse ao que vinha: revolucionar o país com uma "destruição criadora" através do empobrecimento, da emigração e de uma revisão profunda da constituição. Afirmou-se para além da troika, enquanto disfarçava o recuo constitucional, e essa espécie de PREC de sinal contrário só não é recordado porque vivemos tempos de eliminação das memórias de médio e longo prazos.

 

Na última reunião europeia dos ministros das finanças dos 28, Portugal foi o país mais ortodoxo na defesa da inflexibilidade do pacto de estabilidade e crescimento. Ao que se se vai sabendo, a ministra MLAlbuquerque advogou o radicalismo austeritarista com o comprovado flagelo que já impôs aos portugueses e contrariou as intenções do Governo que mais esperança transporta para a Europa: o italiano.

 

A imagem parece elucidativa. O presidente da reunião, o ministro holandês que há pouco tempo declarou um mestrado falso, parece muito satisfeito a cumprimentar esse génio das finanças que exerce as funções de ministra no Governo português. Devem estar a caminho do FMI.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:34 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 17.06.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."

 

 

Paul Krugman

New York Times

2 de Setembro de 2009

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:33 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 30.05.14

 

 

 

 

 

"Em cada turma de 30 alunos, 6 têm problemas psicológicos", diz a Ordem dos Psicólogos e imagine-se a tarefa dos professores que não têm os dotes de Nuno Crato, esse incompreendido génio da docência no ensino não superior, que afirmou que só os professores com má qualidade não conseguem leccionar três dezenas de alunos na mesma sala de aula.

 

Até os alemães, veja-se lá, concluem que a "austeridade destrói a qualidade da Educação em Portugal".

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:26 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Segunda-feira, 28.04.14

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo numa crise profunda, a força das democracias é insuperável e a do voto inquestionável. A notícia que leu na imagem tem um desenvolvimento muito interessante e é da mesma família que anuncia o recuo do Governo nas indemnizações por despedimento "ilegal" (o inenarrável ministro da segurança social aparecerá a dar a boa nova, já que o pequeno partido da coligação está em campanha desde o início). As campanhas eleitorais têm muita força.

 

Soube-se que 30 mil milhões de euros de austeridade foram desastrosos, não cumpriram as metas do défice e não chegaram para tapar a corrupção dos bancos (sublinhe-se que bancos desses pululam pela Europa e pelo mundo ocidental; claro que o BPN é o auge da falta de vergonha). E vai-se sabendo muito mais nesta fase de campanha eleitoral numa Europa composta por egoístas a norte e a centro que se apressaram a apontar o dedo aos do sul. E o mais grave é que houve governos sulistas que se afirmaram para além da troika.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:19 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Domingo, 06.04.14

 

 

 

Victor Gaspar disse, no auge da austeridade para além da troika, que o povo português era o melhor do mundo. A asserção só pode ter um significado: a banca roubou (é literal) milhares de milhões de euros e o povo paga. A banca continua a festa e os buracos vão sendo tapados. Os corruptos continuam por aí: pavoneiam-se, entram em governos, vêem os crimes prescrever e quando muito andam de pulseira electrónica ou cumprem pequenas penas. Já levamos seis anos disto (há quem diga nove ou doze). Muita conversa e cortes nos do costume. A discussão em conselho de ministros para 2014 e 2015 não varia. Entraremos no sétimo ano de gozo com o pagode. Será que o melhor povo do mundo nunca se saturará?

 

Enquanto lia a versão digital do primeiro caderno do Expresso (este jornal descobriu qualquer coisa entre famílias e banca a lembrar meados do século passado), recortava as notícias que referiam o BPN. É isso que vou publicar e nem sei se estão todas. É muito conversa, realmente. Alguns não são meigos no vocabulário.

 

 

 

 

 

Também reduzi a coluna do director Ricardo Costa. Mas no que escolhi, a coisa anda pelos vigaristas. Quem diria.

 

 

 

 

 

Durão Barroso e o seu partido têm tudo para contar. Cavaco Silva, e como alguém disse, vai-se afirmando com uma espécie de Putin também com infiltrados nas mais inimagináveis áreas da sociedade. Veremos se algum dia pagam as contas.

 

 

 

 

Parece que há muito verniz a estalar em período pré-eleitoral. Depois dos votozinhos são os consensos que se conhecem e a democracia vai em plano inclinado. Os últimos dez anos são elucidativos da capitulação dos partidos do tal arco e da corrupção sistémica perpetrada pelos tais de aparelhos.

 

 

 

Miguel S. Tavares aponta, sem rodeios, ao PSD. E termina com um interrogação: Barroso não podia ter dito a Gaspar que esperasse um pouco? Dá ideia que não. Tinham pressa. Estranhei o discurso de M. S. Tavares: esqueceu-se de culpar os professores pela corrupção no BPN:

 

 

 

 

Durão Barroso é agora o bombo da festa.

 

 

 

Até uma espécie de politólogo, daqueles que também culpam os professores pelo Big Bang não nos ter sido mais favorável ou por terem dado más notas a Einstein cuja teoria da relatividade foi finalmente refutada, o que o politólogo duvida, por Hawking, se centra no BPN. E sabem como: posse de bola. Associa a táctica de Barroso à posse de bola no futebol. Leia, embora confesse que já tentei três vezes e nada.

 

 

 

 

De seguida, encontrei uma disputa não futeboleira, mas parecida.

 

 

 

Passei para o Público e lá estava o BPN. Outro anti-professores a perder as estribeiras até na linguagem. Fique com um bocado do Barroso guerrilheiro, o eterno MRPP que foi para a Europa fazer o seu PREC de extrema direita para pôr os países de tanga e os seus mais anfados (de "o eterno" para a frente são ideias minhas). Pode ser que o povo se canse mesmo destes figurões.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:03 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 30.03.14

 

 

 

 

 

Rui Cardoso Martins faz muito bom humor na Revista do Público ao Domingo. Hoje escolheu Teodora Cardoso que inscreveu recentemente uma missão opinativa de "Grande-Educadora-do-Povo-que-a-banca-é-de-gente-de-alto-colarinho".

 

“Há bancos de ideias, bancos alimentares contra a fome, bancos de cardumes de peixe, bancos de esperma, bancos de sangue. Até há bancos que fazem operações bancárias... Finalmente inventaram a ideia de um banco que só serve para taxar impostos e nos descontar no salário, todos os dias.”

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:16 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

 

 

 

É frequente, e tolerável, a intransigência clubística no futebol, mas não podemos ter a mesma condescendência em relação aos partidos políticos. Já nos tempos dos governos de Sócrates deparámos com socialistas (muitos professores) que tardaram em aceitar, ou nunca conseguiram, o óbvio da tragédia. Essa espécie de masoquismo diz muito das limitações humanas.

Passa-se algo semelhante nos tempos que correm, embora os defensores da actual maioria sejam ainda mais dissimulados; mesmo no seio dos professores.

 

Um dos argumentos que mais usam para disfarçarem a incomodidade com os cortes a eito, ou até, pasme-se, com a suposta corrupção na relação público-privado, é a redução de alunos. É uma falácia. O decréscimo mais acentuado da natalidade nos últimos três anos só se sentirá no primeiro ciclo a partir de 2017. Existem, todavia, factores transversais: a emigração de 300 mil pessoas em três anos terá "levado" muitos alunos de todos os graus de ensino, há um decréscimo na imigração e existe o empobrecimento. E é bom que se repita: Portugal deve aumentar o número de alunos no 3º ciclo e no ensino secundário e deve reduzir o número de alunos por turma em todos os graus de ensino. Só não regista este argumentário quem, e repetidamente, não vê o óbvio da tragédia.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:45 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

 

 

Depois da actual maioria responsabilizar o consumo interno, e os consumidores, pela crise (uma outra forma de desresponsabilizar a corrupção do BPN, do BPP e das PPP´s - e do BES, do BCP, do BANIF e por aí fora -) e de se sentir legitimada para aplicar uma austeridade empobrecedora para além da troika, eis que o BdP vem constatar que a receita maior do pós-troika é o consumo interno. Mas mais: a destruição destes três anos está a ser suportada pelos do costume que a voltarão a pagar mais tarde.

 

É um falhanço em toda a linha e um Governo no seu fim.

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 29.03.14

 

 

 

 

 

Durão Barroso foi taxativo na entrevista a Ricardo Costa do Expresso: tivemos que pedir financiamento para pagar a corrupção no BPN, BPP e nas PPP´s (rodoviárias, saúde, Educação e por aí fora). O jornalista retorquiu: mas os bancos alemães tiveram o mesmo problema. Durão Barroso voltou a ser taxativo: é isso que outros países não nos perdoam. Eles tinham dinheiro para pagar a corrupção e nós não.

 

Ou seja: são os do costume (funcionários públicos, pensionistas e os que não fogem impostos) que pagam a corrupção e a situação é explosiva e insustentável. Não sei se há algum efeito campanha eleitoral nas surpreendentes confissões de Durão Barroso (o presidente com apoio do "arco da governação" fica para outro post) que também afirmou que avisou o actual primeiro-ministro dos limites para certa política.

 

Cavaco Silva (que só admite mais cortes aos que têm salários mais elevados) e o Governo (que diz discutir novas taxas para grandes empresas) afinam pelo mesmo diapasão o que retira algum impacto às declarações do ainda presidente da Comissão Europeia. So faltava termos confissões parecidas de Oliveira e Costa, Dias Loureiro, João Rendeiro, Duarte Lima e familiares.

 

Estas confissões permitem que António José Seguro acuse o primeiro-ministro de persistir em enganar os portugueses e, quiçá, comece a pensar em eleições legislativas em Outubro de 2014.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:00 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

 

 

 

 

Assinei a petição, "Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente", subscrita inicialmente por 74 pessoas e que necessita de 4000 assinaturas para chegar à Assembleia da República.

 

Pode assinar aqui.

 

ou clicando em

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:35 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 24.03.14

 

 

 

 

Teodora Cardoso, que tem um currículo de ligação estreita ao mainstream que nos trouxe até aqui, propõe que salários e pensões sejam depositados em contas poupança (deixam de ser à ordem) e que se taxe cada levantamento para que os portugueses sejam menos gastadores. Teodora Cardoso encara esta missão opinativa como uma forma de equilibrar as contas do Estado. Vejam lá se a economista se lembrou de educar a banca. Arre, que já nem se sabe o que dizer de tanto educador do povo.

 

Mas não é a única. Já no fim-de-semana, Vasco P. Valente (até ele) dava conta da plêiade de estrelas da bancarrota que exibem uma sabedoria nunca antes aplicada.

 

"(...) Há em Portugal um pequeno grupo de indivíduos que Portugal quer desesperadamente ouvir sobre o futuro. Este grupo passa hoje a vida na televisão e nos jornais, com ou sem espaço próprio, e, fora disso, é fatal em qualquer conferência, encontro, simpósio ou debate que por aí se faça na universidade e nos partidos.

Quem são os génios que adquiriram um prestígio que vai do povinho iletrado da TVI, da RTP ou da SIC, às maiores sumidades do país? São, como seria de calcular, os ministros das finanças que magistralmente nos levaram à bancarrota e à miséria. Não sei ou não percebo por que razão esse fracasso lhes deu uma autoridade para falar sobre o desastre a que presidiram. Mas que deu, com certeza que deu; e eles assoprados pela sua importância, não se importam de o usar.

Tirando Cadilhe, que tem juízo, e Sousa Franco, que já morreu, a espécie não se poupa. Vítor Gaspar, Teixeira dos Santos, Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite, Catroga, Cavaco (que não se demitiu do seu penacho de economista lá por ser primeiro-ministro e Presidente da República), nenhum deles pára.(...)" 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:01 | link do post | comentar | ver comentários (17) | partilhar


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Autor:
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