Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 26.01.17

 

 

 

O ambiente no país melhorou com o novo Governo, mas é inquestionável, e com todo o realismo, que se mantêm as componentes críticas da vida profissional de milhares de professores. Temos o dever de o sublinhar. E nem todas têm implicações financeiras; algumas melhoravam a capacidade volitiva, atenuavam o burnout e reduziam a despesa.

É a 4ª edição desta curta radiografia. A 1ª é de 5 de Novembro de 2015, a 2ª de 10 de Junho de 2016 e a 3ª de 20 de Novembro de 2016. Vou repetindo o post enquanto se justificar, sem esquecer boas intervenções em variáveis importantes (por exemplo: concursos BCE, prova de acesso e rede escolar).

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais e da aposentação retardada. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".

 

 

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Domingo, 20.11.16

 

 

É a 3ª edição desta curta radiografia. É um facto que o ambiente no país está desanuviado, mas também é inquestionável que nada mudou no essencial na vida profissional de milhares de professores. A 1ª edição foi em 5 de Novembro de 2015 e a 2ª em 10 de Junho de 2016. Vou repetindo o post enquanto se justificar e apesar da eliminação de algumas variáveis importantes que não constavam do exame (por exemplo: concursos BCE e prova de acesso).

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".

 

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Sexta-feira, 18.11.16

 

 

 

 

Ouvi há pouco na TSF a seguinte conclusão: "as nossas elites, de esquerda e de direita, estão muito mais próximas do que imaginam." Não reparei no nome do investigador. Do ponto vista da Educação, a conclusão tem validade e até considerando a ideia mais contundente: "são historicamente viciadas em viver à custa do trabalho dos outros". Em geral, viveram da escravatura durante três séculos, também com o ouro e as especiarias e até com o colonialismo. Em tempos recentes, o dilúvio de fundos europeus acomodou as almas. Na crise actual, os "desgraçados" são os pagadores de impostos e as políticas sociais. Na saúde, os alarmes soam quando "começam" a morrer pessoas e é surpreendente a sobrevivência do SNS. Na justiça, há que manter os povos minimamente em ordem e na segurança social o objectivo é impedir que os descontinuados se aglomerem perigosamente. Na Educação, até se pode encher salas de aula, entreter o auditório com "reformas", encerrar ou aglomerar escolas sem critério civilizado, manter números elevados de analfabetismo ou negligenciar o insucesso escolar em crianças e jovens. Também é surpreendente a sobrevivência da rede de escolas públicas, apesar da babilónia criada pelas tais elites que, como sublinhou o investigador, nunca "olharam para a organização como um valor precioso".

 

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Quinta-feira, 17.11.16

 

 

 

"Em 2021 as escolas públicas vão ter menos 109 mil alunos", diz o Público. É uma oportunidade para recuperar o ensino público, desde logo reduzindo o número de alunos por turma. O estudo diz que a redução se verificará em todos os ciclos. Veremos. Há, contudo, um dado importante não abrangido pelo estudo: a mudança de sentido dos fluxos migratórios. No nosso caso, há sinais de menos emigração e mais imigração (não apenas de portugueses regressados ou de outros europeus).

 

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Terça-feira, 15.11.16

 

 

 

Crato aumentou a eito o número de alunos por turma. O Governo, pela voz do ministro da Educação, anunciou que a "forma como se fará a redução de alunos por turma depende do impacto financeiro". Aguardemos pelo processo. Mas há matérias, e muitas não financeiras ou com reduzido impacto, que devem ser revertidas.



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Terça-feira, 13.09.16

 

 

 

As nossas "elites", por exemplo, são historicamente viciadas em viver à custa do trabalho dos outros. Foi assim durante três séculos com a escravatura, também com o ouro e as especiarias e até com o colonialismo. Na crise actual, os "desgraçados" são os pagadores de impostos e as políticas sociais. 

 

Na saúde, os alarmes soam quando "começam" a morrer pessoas. Na justiça, há que manter os povos minimamente em ordem e na segurança social o objectivo é impedir que os descontinuados se aglomerem perigosamente. Na Educação, até se pode encher salas de aula, passar a vida em "reformas" para entreter o auditório, encerrar ou aglomerar escolas sem critério civilizado, manter números vergonhosos de analfabetismo ou aumentar o insucesso escolar em crianças e jovens. O que interessa é que os Dragui´s que controlam o protectorado se satisfaçam com a coluna excel da despesa e aprovem os sucessivos governos.

 

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Domingo, 11.09.16

 

 

 

A descida da natalidade até 2014 influenciou o pré-escolar. As inscrições no superior - sobe pelo 3º ano - provam que o secundário tem mais alunos e que o sistema não têm excesso de professores, mas turmas com alunos a mais.

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Sábado, 10.09.16

 

 

 

Há décadas que as escolas abrem todas em Setembro. O início é ruidoso quando há disparates como a eliminada BCE. E o que fez o Governo para além disso para ser elogiado pela claque de apoio? Reverteu cortes salariais, eliminou, com coragem informada, contratos com "privados" e alterou provas dos mais pequenos. Mas grande parte das variáveis que degradaram a escola pública estão intocáveis. António Costa, que confessou a guerra aos professores decretada nos primeiros conselhos de ministros de Sócrates, mantém as variáveis bélicas somadas aos excessos ideológicos de Crato que instituiu um preconceituoso back to basics a cavalgar o além da troika.

 

Sumariemos: anos a fio com avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), carreiras congeladas desde 2005, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horários zero, contratados "eternos" e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tanta desconfiança e agravada pela idade avançada do grupo de professores. Mas seria indecente que se fizesse das reformas antecipadas uma espécie de cortina de fumo que pede repetidamente o "impossível" para que o desespero acabe num mal menor e na manutenção dos instrumentos da referida guerra.

 

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Quinta-feira, 01.09.16

 

 

 

Bem sei que existe um objectivo central na defesa da escola pública: "rejuvenescer" o grupo de professores. Mas a democracia nas escolas não passa, principalmente, por aí. Há, desde logo, questões não financeiras por reverter e para essas não tem fundamento a desculpa com o orçamento. É também o momento para se avaliar o número de alunos por turma, incluindo as turmas com alunos com necessidades educativas especiais. Falou-se numa redução gradual, mas é preciso começar.

 

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(Ao que vai ler, acrescente epifanias consecutivas 

com destaque para o concurso BCE,

para a prova PACC, para o desmiolo Cambridge,

e para a industria dos exames.)

 

 

 

"Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma. Nuno Crato disse que concorda com o especialista norteamericano (é mesmo um hanushekiano) que andou por aí a apregoar o mesmo e revelou-se mais uma pessoa que nos deixa dúvidas quanto ao juízo ou ao conhecimento sobre uma escola do não superior. Temos de concordar: os professores portugueses têm azar com a sucessão de ministros. Nuno Crato afirmou a sua tese e nem sequer se escudou na troika; nesta variável está, também, para além dela.

 

William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante 30 anos, foi taxativo numa entrevista à RTP2: " Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes". Essa entrevista descansou-me muito. Tinha leccionado cerca de 10 turmas do ensino secundário, cada uma com mais de 30 alunos, e estava preocupado com a profissão que tinha escolhido e com a minha memória. Já íamos em Maio e nem o nome dos alunos todos conhecia. Numa sociedade ausente como a nossa, e mais ainda nos tempos que correm, a relação entre os professores e os alunos atenua muito a taxa de abandono escolar para além de ser um indicador da qualidade do ensino. Nunca imaginei que 30 anos depois ouviria o ministro da Educação do meu país, qual Taliban, a defender uma coisa destas com a máxima convicção. Que tempos, realmente.

 

 

Este post é de 5 de Junho de 2013.

 



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Sábado, 23.07.16

 

 

 1ª edição em 5 de Novembro de 2015.

 

 

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".



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Segunda-feira, 13.06.16

 

 

 

É o momento para se esclarecer o que se fará com o número de alunos por turma. Já se percebeu que será uma redução gradual, mas é preciso começar.



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Domingo, 17.04.16

 

 

 

A imperativa redução de alunos num número significativo de turmas ainda está por legislar. Mas o novo Governo já despachou uma relação com a educação especial. O Despacho Normativo n.º 1-H/2016  diz que “(...)a redução de turmas prevista no número anterior [incluindo alunos com NEE] fica dependente do acompanhamento e permanência destes alunos na turma em pelo menos 60% do tempo curricular.(...)”. Ou seja: se os alunos com mais dificuldades frequentam menos tempo as turmas porque estão com problemas de inclusão, isso tem uma qualquer relação com a redução de turmas? É estranho.



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Segunda-feira, 04.04.16

 

 

 

Têm-me solicitado que explique melhor os mais 750 milhões de euros por ano motivados pela redução de alunos por turma.

 

Imaginemos que, em 2013, Nuno Crato não era ministro e se candidatava a director de uma escola. Com o modelo em curso, Nuno Crato, para quem "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", teria todo o apoio do MEC, e bastava-lhe o de uma minoria da "comunidade escolar", para constituir turmas com esse número; e até por excesso e nunca por defeito, naturalmente. Beneficiaria de todas as possibilidades legais para "obrigar" os professores às suas descobertas. É precisamente por causa de casos destes, em que Portugal é fértil, que deve existir um limite máximo legal de alunos por turma.

 

A estimativa de custos da página 45, os tais 753.290 milhões, do estudo do CNE, carece, desde logo, da observação de uma passagem de Adam Smith (2010:80) em Riqueza das Nações: alunos não são alfinetes.

 

Se usássemos uma regressão linear múltipla e se considerássemos os alunos por turma a variável dependente e incluíssemos o número de salas, de escolas, de professores por turma, de alunos por escola e por ano de escolaridade, de professores com insuficiência de serviço e por aí fora como variáveis independentes, verificaríamos da complexidade de se chegar a conclusões numéricas como as que são apresentadas no estudo do CNE.

 

O estudo tem a virtualidade, da página 30 à 41 no capítulo 5, de explicar a sensatez que é reduzir gradualmente o limite máximo de alunos por turma e até de acordo com o parágrafo da página 6, da autoria de David Justino, que é mais avisado do que as conclusões da página 45: "(...)A manutenção do controlo burocrático e centralizado da constituição de turmas deveria naquele contexto dar lugar a um critério mais geral de distribuição de recursos cuja afetação seria da inteira responsabilidade das escolas e agrupamentos, em função das características dos seus alunos e das opções de desenvolvimento educativo consagradas nos seus projetos educativos(...)".

 

A lei em vigor estabelece um limite máximo que não é cumprido pela maioria das turmas dos diversos ciclos, como é o caso que apresento no gráfico que acompanha o post. Se Nuno Crato, por absurdo, dirigisse todas as escolas do país, usaria a metodologia do estudo do CNE, encheria as turmas de acordo com a lei que fez aprovar, cortaria mais uns 10 a 20% no depauperado orçamento da Educação e teria direito a umas belas férias no Panamá financiadas pelas farmacêuticas da área da burnout.

 

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Sábado, 02.04.16

 

 

 

 

O CNE publicou um estudo, "Organização Escolar - As Turmas", que não explica como é que a redução do limite máximo do número de alunos por turma pode aumentar a despesa nuns descomunais 750 milhões de euros por ano. O estudo até explica a sensatez da redução do tal limite máximo. Quem lançou o número estratosférico, como despesa e nunca como investimento, foi, recentemente, o presidente do CNE nestas jornadas do seu partido, o PSD.

 

Agora, na introdução ao estudo, David Justino inscreve uma frase (2016:06) que me recorda aquelas personagens, com uma espantosa capacidade de sobrevivência, dos romances sobre o Médio Oriente que, misteriosamente, aparecem sempre do "lado certo":"(...)A manutenção do controlo burocrático e centralizado da constituição de turmas deveria naquele contexto dar lugar a um critério mais geral de distribuição de recursos cuja afetação seria da inteira responsabilidade das escolas e agrupamentos, em função das características dos seus alunos e das opções de desenvolvimento educativo consagradas nos seus projetos educativos(...)".



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Segunda-feira, 22.02.16

 

 

 

 

A que horas se deitam as crianças? Têm televisão e computador com internet no quarto? Quantas horas, e a que horas, é que utilizam para os trabalhos de casa? Quantas horas brincam por dia em "total" liberdade? Em que condições é que o fazem? Quantas horas por dia jogam em computadores e afins? Quanto tempo passam nas deslocações diárias entre a casa e a escola? Por que é que há tantas crianças pobres? E tantos jovens obesos? Por que é que aumentou o número de Centros de Explicações? Que escolas frequentam as crianças pobres? Os horários de trabalho das famílias consideram estas interrogações? E ficávamos o dia todo a lançar perguntas educativas destas que não merecem um segundo de atenção do Conselho Nacional de Educação, apesar da sua Missão dizer que "(...)Ao Conselho Nacional de Educação compete emitir opiniões, pareceres e recomendações sobre todas as questões relativas à educação, por iniciativa própria ou em resposta a solicitações apresentadas pela Assembleia da República e pelo Governo.(...)".

 

Não sei o que pensam disto os 64 conselheiros, mas o presidente do CNE só tem olhos para a "eficiência" do sistema escolar em forma de mais com menos e de cortes a eito. É, realmente, muito difícil remar em favor da escola pública num país "sem sociedade" e em que o que a esta compete é remetido de forma absoluta para uma escola com um insuportável, e "impossível", caderno de encargos. E as crianças, como na imagem, estão condenadas a uma brincadeira: escola.

 

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Sexta-feira, 19.02.16

 

 

 

"Redução de alunos por turma pode custar 750 milhões por ano", disse o presidente do CNE, em Santarém, nas jornadas do PSD, o seu partido. David Justino fez umas contas que nenhum especialista deste planeta consegue fazer, nem sequer por aproximação. Mas faz e lança-as como se fossem umas "bocas". É triste. O "contabilista" é presidente do CNE, ao que consta não é marciano, e nunca lhe ouvimos uma linha sobre a percentagem do PIB para a Educação, por exemplo, que já nos envergonha há uns anos.

 

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Domingo, 20.09.15

 

 

 

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Começou, finalmente e só agora :), a campanha eleitoral. Os nossos calendários são, realmente, de uma complexidade tortuosa e crescente. 

 

Espero que este seja o ultimo post sobre as políticas de Nuno Crato ainda como ministro. 

 

Percebia-se que Crato era elitista, que tinha palas ideológicas e que não conhecia o ensino não superior. Mas o que se tornou ainda mais marcante, foi o uso do que classificou nos seus antecessores como "pato-bravismo": generalizar sem testar. Se nos cortes a eito ou nos alunos por turma estava dominado pelo "além da troika" do Governo (embora tenha dito que "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade"), já na industria dos exames ou nos concursos de professores o seu dedo populista foi determinante.

 

A industria dos exames perturbou a vida das escolas. Testar implicava fazer como nos países civilizados, principalmente nos exames dos mais novos: escolher umas escolas anualmente, ou umas regiões, e aprender com respeito pelo bem comum. Nos concursos BCE exigia-se um processo semelhante. Mas não. Crato revelou toda a sua impreparação desde início e foi mesmo para além da generalização sem testar como ficou patente na conferência de imprensa com a presença técnica de Laura Loura que apresentaria um "power point" sobre a fórmula do crédito horário das escolas. Anunciou o que desconhecia e a "especialista" em estatística que o acompanhava não encontrou local onde meter uma tal de "pen drive" terminando assim de uma forma risível uma conferência de imprensa inédita e inesquecívelEnfim: uma tragédia feita comédia que se recorda em vídeo.

 

 

 



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Sexta-feira, 11.09.15

 

 

 

Há, desde logo, uma questão de financiamento, e de conceitos, a rever: a lei é clara: a escola pública, financiada integralmente pelo Estado, pode exercer-se em dois modos de gestão: directamente pelo Estado ou através de cooperativas de ensino. As segundas, que por princípio normativo só podiam existir nas zonas onde não chegava a rede de escolas públicas geridas directamente pelo Estado, adulteraram a sua função. Com a chegada ao sistema dos descomplexados competitivos vocacionados para a privatização de lucros através do orçamento de Estado, as escolas geridas pelas cooperativas afirmaram-se como privadas numa concorrência também desleal para esse tipo de ensino financiado integralmente com as propinas dos utentes. Ou seja, deixou de fazer sentido a designação de dois tipos de escolas públicas financiadas pelo Estado e isso deve ser legalmente revisto.

 

Mas há um discurso que remete para a exaustão com as mudanças, apesar do que levamos de milénio marcar o sistema escolar por descidas mais do que comprovadas: cortes curriculares a eito, mais alunos nas turmas, modelo, mega, de gestão escolar sem paralelo no mundo civilizado, perda de autonomia das escolas, rede escolar com desperdícios financeiros inadmissíveis, teias burocráticas (analógicas ou digitais) consumidoras de energias vitais, péssimo modelo de avaliação de professores, concursos de professores pejados de injustiças e irregularidades, estatuto da carreira dos professores completamente desestruturado e por aí fora. Afirmar que nada disto deve ser mudado porque as gerações que governam estão acomodadas, cansadas ou desiludidas, é manifestar uma desistência perigosa para a democracia e caracteriza uma sociedade que parece caminhar para uma convulsão com data anunciada.

 

 

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Sábado, 25.07.15

 

 

 

Os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Não teve o impacto mediático das grandes manifestações (há hoje, e até em 2012, menos professores, 100 mil, do que os que se manifestaram em 2008,140 mil de 170 mil), mas atingiu objectivos de forma mais precisa. Se não o tivessem feito, mais de 10 mil professores dos quadros seriam empurrados para uma injusta e brutal requalificação rosalina e mais uns 10 mil ficariam sem contrato. Ou seja, aos 30 mil eliminados que refere o chefe do Governo acrescentaríamos 20 mil.

 

É bom que se sublinhe, e nesta altura mais ainda, que as lutas valem a pena. Está em vigor um despacho de crédito de horas que disfarça os cortes a eito dos além da troika: alunos por turma, cortes curriculares, horários dos professores e mega-agrupamentos. E já se sabe: se estes cortes a eito se mantiverem, basta que um Governo elimine o referido despacho para que a tragédia se acentue.

 

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Domingo, 21.06.15

 

 

 

 

Foi com Nuno Crato que os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Os cortes a eito (nomeadamente os aumentos de alunos por turma e nos horários dos professores, os cortes curriculares e os mega-agrupamentos) foram o motivo. Se os professores não tivessem decidido assim, cerca de 10000 dos quadros seriam empurrados para uma brutal requalificação rosalina e mais uns 10000 ficariam sem contrato.

 

Como resultado dessas acções, o MEC comprometeu-se a incluir no despacho de organização do ano lectivo uma compensação horária conjuntural para impedir mais horários zero. Este ano voltou a sair tarde e está aqui.



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Segunda-feira, 08.06.15

 

 

 

 

Nuno Crato diz hoje ao económico que "(...)vivemos momentos excepcionais, de que já nos esquecemos um pouco. Há quatro anos, quando chegou a troika, estávamos em pré-bancarrrota. Estivemos num período de vigilância e fomos obrigados a seguir um programa com grande atenção aos gastos. Na educação também foi necessária contenção de custos muito grande, sobre (...)a constituição de turmas.(...)". É a mesma pessoa que em 5 de Junho de 2013 disse, numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma, que "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade".



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Terça-feira, 02.06.15

 

 

 

 

Nuno Crato, esse misturador do "além da troika" com o Eduquês II, aumentou o número de alunos por turma, cortou a eito em tudo o que achava não estruturante e acentuou a infernização da profissionalidade dos professores. Para além disso, criou, ou permitiu, uma catadupa de exames acrescentados, em alguns casos, de apoios no período pós-lectivo para as crianças com negativas. Os resultados do conhecido mais do mesmo são inequívocos: "foi uma espécie de engodo".

 

Achar que se recupera crianças com apoios entre Junho e Julho testados por uma segunda fase de exames, é algo só ao alcance do mix referido. Turmas mais pequenas, apoios ao longo do ano e professores motivados são ideias despesistas.

 

Não sei se podemos criar algum optimismo.

 

Parece que se prepara uma nova vaga centrada no conjuntural, e justo, "novas oportunidades". Ou seja, nem uma linha sobre a redução do número de alunos por turma, sobre a reposição da sensatez nos currículos e na profissionalidade dos professores ou sequer nessa coisa de "somenos" que é o ambiente democrático das escolas (os socialistas mais socráticos e lurditas d´oiro fascinaram-se com o modelo GES/BES/BCP/BPN/BPP).

 

Dá ideia que não se mexe nisso para se eternizar a necessidade de "novas oportunidades". É que nem algumas pessoas da ciência se convencem mesmo que só terão alunos se aumentarem a base no ensino não superior "regular" e num profissional digno.



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Quinta-feira, 07.05.15

 

 

 

Custa muito a crer que as políticas educativas da última década não tenham sido desenhadas para destruir a escola pública. Sim, dito assim sem tibiezas. O desrespeito pelo esforço da elevação organizacional da escola em plena massificação da escolaridade acentuou-se poucos anos depois da mudança de milénio. Mandatos escolares sem tempo legal e concursos de professores recheados de ilegalidades, permitiram a regência em roda livre de políticos de arrepiar.

Enquanto isso, os Donos Disto Tudo saciavam-se com as obras públicas e só a aproximação da bolha imobiliária os fez derivar para a Saúde. A Educação era ainda uma coutada livre para os modelares-GPS. Os yuppies do arco governativo desprezavam a Educação.

Conclusão: a impreparação tomou conta da máquina escolar. Avaliações kafkianas, estatuto da carreira terraplenado, modelo de gestão escolar "impensado", escolas amontoadas, turmas com mais alunos, professores com mais turmas, inutilidades informacionais como serviço não lectivo, burocracia em regime bacteriano e podíamos ficar aqui uma boa hora a elencar causas de uma fuga anunciada. Já são muito poucos os professores que não interiorizaram o flagelo. Não é estranho, portanto, que tantos professores desejem uma rescisão, que queiram mudar de escola convencidos que assim concretizam a fuga ou que tenham como conversa mais comum a ideia de reforma.

Não é estranho também que a CG de Aposentações ande às aranhas com tanto reformado e que a discussão económica do país fique aprisionada por esta variável. No caso dos professores, tudo foi feito ao contrário. Os aumentos dos horários foram estabelecidos a eito e com preconceito e os programas de "reformas a tempo parcial", que são exigentes e dão muito trabalho a construir, já levam mais de uma década de atraso porque os Donos Disto Tudo tinham o tempo ocupado pelos fundos de alto risco, pelas PPP´s e pelos swap. E a perplexidade maior começa a desenhar-se: será que se preparam para outra vaga?



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Quarta-feira, 08.04.15

 

  

 

Nuno Crato revelou toda a impreparação em Maio de 2013. Daí para cá tem sido ainda mais penoso, uma vez que a demisão lhe está vedada e os "equívocos" sucedem-se. Dois anos depois, sabe-se que o seu MEC acrescenta o eduquês hiperburocrático, que tanto criticava, vezes dois: dezenas de objectivos, centenas de descritores e milhares de metas para o português, com a sublime contagem de 40 palavras lidas por minuto no 1º ciclo. Vale a pena ler a "Educação afunda-se com Nuno Crato no convés", em mais uma lúcida e demolidora crónica de Santana Castilho.

 

Recordemos um pico do plano que de inclinado passou a vertical.

 

 

 

 

O Público de 22 de Maio de 2013 retratou bem, com a seta para baixo, a condição de Nuno Crato.

 

Maria de Lurdes Rodrigues iniciou o exercício ministerial com um corte na redução da componente lectiva dos professores. Conseguiu uma rápida eliminação de mais de dez mil docentes e transformou-se numa "estrela financeira" por ser a única governante que conseguia cortar nas pessoas. Os professores foram colocados na linha da frente da enésima "reforma" da administração pública e animaram o ciúme social tão caro a quem espera por votos. Desenvolveram uma luta isolada e só não conseguiram mais vitórias porque foram traídos pelos seus sindicatos e pelos partidos políticos da actual maioria.

 

Nuno Crato já é uma "estrela financeira". Executou um despedimento colectivo de cerca de quinze mil professores e empurrou mais uns milhares para reformas com forte penalização. Aumentou os alunos por turma e os horários dos professores. É também o governante mais "premiado" no corte de pessoas. Vai à frente e bem isolado. Torna insuportável o exercício dos professores com mais idade e ameaça o grupo profissional com uma mobilidade especial intolerável que se alarga a toda a função pública. Mais uma vez a "festa" da luta começou com os professores e com os seus sindicatos. Os outros grupos profissionais, a maioria com menos voz, esperam pelos resultados. Os professores esperam que os seus sindicatos não os voltem a trair e que quem aspira a governar diga ao que vem e sem mentir.

 

 

Este post é de 22 de Maio de 2013.

Acrescentei-lhe os caracteres que estão acima da imagem.

 



publicado por paulo prudêncio às 14:49 | link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Segunda-feira, 20.10.14

 

 

 

João Grancho, ex-secretário de Estado no MEC, foi presidente da Associação Nacional de Professores. Parece que se demitiu por causa de uns textos plagiados que enviou para uma conferência sobre a "dimensão moral dos professores".

 

Repare-se nesta entrevista de 22 de Abril de 2011 (e não no século passado nem sequer na primeira década deste milénio). Aguardava-se que a vergonha fizesse qualquer coisa pela dignidade antes do final do mandato e talvez o convívio com tanto além da troika tivesse aberto a oportunidade (e isto sem qualquer atenuante para plágios e afins).

 

grancho1.png

grancho2.png

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:07 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 30.09.14

 

 

 

Os "verdes levam a redução de alunos por turma ao Parlamento" e, se for aprovado o projecto de lei, suspendo as publicações por quinze dias. Ainda estive para prometer encerrar o blogue, mas, e como entrámos em ano eleitoral, tudo é possível e gosto de alimentar este espaço.

 

Os nossos ecologistas sistémicos propõem qualquer coisa do género:

 

"(...)redução do número máximo de alunos por turma desde o pré-escolar até ao ensino secundário, a partir do próximo ano lectivo.(...)querem uma redução, em média, de 25% do número máximo de alunos por turma(...)na educação pré-escolar as turmas tenham no máximo 18 crianças e se integrarem alunos com necessidades educativas especiais só devem ter até 15(...) No primeiro ciclo querem reduzir para 19(...)e se tiverem alunos com necessidades especiais, os limites baixam de 20 para 15(...)nos segundo e terceiro ciclos o tamanho máximo das turmas deve ser de 20 alunos e com necessidades especiais esse limite passa para 16(...)no secundário o máximo previsto para os cursos científico-humanísticos e ensino artístico é de 21 (agora são 26); nos cursos profissionais propõe-se uma redução de 30 para 19 alunos e se tiverem necessidades especiais 15 em vez de 20(...)".

 

Se o Governo diz que vão entrar nos quadros todos os professores lesados no concurso desmiolado da BCE, não me importo nada se ficar quinze dias "impedido" de postar.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Terça-feira, 02.09.14

 

 

 

Este post é de 24 de Setembro de 2012.

É impressionante como se esfumou o argumento que o MEC

usava para disfarçar os cortes a eito no sistema escolar.

 

 

 

O que sobra é uma falta de respeito pela escola pública,

pelos seus profissionais, alunos e encarregados de educação,

que me leva a repetir a interrogação:

"mas estas pessoas nunca mais são elevadas para uma qualquer fundação?"

 

 

 

 

 

 

 

Pede-me, o blogger Pedro Peixoto, que divulgue esta nota do Público que dá conta de um erro em relação às declarações de Nuno Crato sobre a redução de alunos. Ou seja: se a quebra de 200 mil alunos é referente a adultos o argumento não podia ser usado para justificar os cortes, como o Público salienta na nota. Até já cansa um bocado escrever sobre isto e vou ver se arranjo fôlego.

 

Não sei quem é que tratou os dados. O que sei é que é hoje comum aplicar um modelo de regressão linear múltipla que melhor se ajuste aos dados em questão (aconselho a conhecida aplicação SPSS da IBM).

 

Se se estabelecer a redução de professores (y) como a variável dependente, podemos introduzir as seguintes variáveis independentes: aumento do número de alunos por turma (x1), aumento da componente lectiva dos professores (x2), agregações de escolas (x3), nova estrutura curricular (x4), diminuição da natalidade (x5), alteração nos fluxos migratórios (x5) e diminuição do número de alunos por eliminação do programa novas oportunidades (x6).

 

Se pretendermos saber a influência que as variáveis independentes tiveram na variável dependente, o SPSS nos dirá, nas tabelas de coefficients e ANOVA, e através da aceitação ou rejeição das hipóteses nula e alternativa e na significação global do modelo, que o modelo está situado bem à direita e rejeita a hipótese nula, portanto, existirá pelo menos um B=0 e uma relação linear entre a variável dependente e algumas das variáveis independentes seleccionadas.

 

O estudo do coeficiente de determinação permitirá perceber que o modelo explica mais de 98% dos casos de redução de professores o que será considerado muito bom.

 

Da análise individual dos parâmetros concluir-se-á que a variável independente x6 (diminuição do número de alunos por eliminação do programa novas oportunidades) aceita h0 e que, portanto, não influencia a variável dependente e que poderia ser retirada do modelo.

 

Também as variáveis, diminuição da natalidade (x5) e alteração nos fluxos migratórios (x5) aceitarão h0 e não influenciarão a variável dependente e poderiam ser retiradas do modelo e incluídas num modelo de regressão linear múltipla que tenha como objectivo perceber o que se vai passar em 2020, sendo seguro que as conclusões não acompanharão as epifanias de Passos Coelho quando remete para 2027 ou 2032 a possibilidade de sairmos da zona de empobrecimento. 

 

Importa referir que a utilização do modelo de regressão linear múltipla requer a verificação de alguns pressupostos.

  1. Pressuposto: se a distribuição dos erros é normal;
  2. Pressuposto: se os erros são variáveis aleatórias de média zero;
  3. Pressuposto: se os erros são variáveis aleatórias de variância constante – homocedasticidade -;
  4. Pressuposto: se as variáveis aleatórias dos erros são independentes;
  5. Pressuposto: se as variáveis independentes estudadas no modelo são não correlacionais – ausência de multicolinearidade -.
É também comum aplicar-se o teste de Durbin Watson (d*) para avaliar a veracidade da independência dos erros, ou seja, a sua auto-correlação ou de primeira ordem. Se os erros forem independentes não influenciam o valor do erro seguinte e nesse sentido a correlação entre erros sucessivos é nula. Seria natural que o estudo do d* aceitaria h0 como significado de que era conclusivo e que não existiria auto-correlação entre as variáveis do modelo.

 

Da matéria estudada também se observaria que a matriz das variáveis independentes permitia concluir que o módulo dos coeficientes de correlação e a respectiva dependência linear eram relevantes e que os valores eram inferiores a 0,8; portanto, não se verificava o problema da multicolinearidade.

 

 



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Domingo, 27.07.14

 

 

 

Nuno Crato, esse misturador do "para além da troika" com o Eduquês II, aumentou o número de alunos por turma, cortou a eito em tudo o que achava não estruturante e acentuou a infernização da profissionalidade dos professores. Em simultâneo, criou uma catadupa de exames acrescentados de apoios no período pós-lectivo para as crianças com negativas. Os resultados do conhecido mais do mesmo são inequívocos: "foi uma espécie de engodo".

 

Achar que se recupera crianças com apoios entre Junho e Julho testados por uma segunda fase de exames, é algo só ao alcance de uma mente em estado do mix referido. Turmas mais pequenas, apoios ao longo do ano e professores motivados são ideias despesistas.

 

Não sei se podemos criar algum optimismo.

 

Parece que se prepara uma nova vaga socialista centrada nos conjunturais, e justos, "novas oportunidades" e "rendimento mínimo garantido". Ou seja, nem uma linha sobre a redução do número de alunos por turma, sobre a reposição da sensatez nos currículos e na profissionalidade dos professores ou sequer nessa coisa de "somenos" que é o ambiente democrático das escolas (os socialistas modernaços fascinaram-se com o modelo GES/BES/BCP/BPN/BPP). Dá ideia que não se mexe nisso para eternizarmos a necessidade de "novas oportunidades" e de "rendimento mínimo garantido". É que nem o pessoal socialista da ciência se convence que só terão alunos se aumentarem a base no ensino não superior "regular"; são da "elite", claro.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:10 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 14.07.14

 

 

 

 

 

 

 

Nuno Crato tem sido interrogado por jornalistas por causa do elevado número de professores que querem rescindir com o MEC. Ao que julgo saber, existem 93 milhões de euros para rescisões, mas as solicitações, cerca de 4000, já vão em mais de 400 milhões. E se as condições do programa fossem mais favoráveis, os números da "fuga" andariam pelos 30 a 40 mil.

 

Recebi um email com um link para o Observador donde tirei a primeira imagem. Escolhi para a segunda imagem, lá mais abaixo, uma parte da entrevista a Nuno Crato no último Expresso.

 

Nas duas entrevistas (até perecem uma só), Crato culpa a indisciplina e desresponsabiliza o aumento do número de alunos por turma. Aponta um número em que vale tudo: uma média de 22 alunos por turma no ensino não superior, na média da OCDE e que já se verificava em 2009. Ou seja, faz uma média incluindo as turmas do 1º ao 12º anos de escolaridade e faz uma espécie de mescla: turmas com alunos inibidores, turmas de cursos CEF, turmas de cursos profissionais, turmas regulares e turmas regulares de opções. Interroguem-se os professores e, se houvesse uma réstia de confiança nesses profissionais, saber-se-ia que as turmas têm excesso de alunos.

 

Estes assuntos exigem muita tecla, mas é óbvia a interrogação dos jornalistas: depois do que disse, não devia diminuir o número de alunos por turma em vez de aumentar? Claro que devia diminuir. Nenhuma turma devia funcionar com mais de 24 alunos em qualquer ciclo de escolaridade, as turmas com alunos inibidores da sua formação com 18 (para 2) ou 20 (para 1) e as turmas dos vocacionais, profissionais e opções com um máximo de 16 e em alguns casos 12. Mas já se sabe que Crato é para além da troika e que não tem coragem para o assumir. Limita-se a mistificar assuntos sérios.

 

O ministro revela, naturalmente, um apego à concorrência entre escolas. É adepto do mercado escolar. Devia saber que onde esse mercado já está instalado em Portugal, e se considerarmos que o eduquês menos sensato, como o de Crato, olha para os encarregados de Educação como "clientes-tout-court", os encarregados de Educação que mais contribuem para a indisciplina impõem a sua cultura às escolas que cada vez mais dependem da matrícula dos seus educandos. Isso é fatal e alastra-se numa sociedade demasiado ausente como a nossa.

 

A destruição do estatuto dos professores no que levamos de milénio é a causa principal da "fuga" e só não conclui assim quem não põe os pés numa sala de aula.

 

Sejamos claros: há mais de 10 anos que a profissionalidade dos professores não recebe uma notícia positiva e é preciso uma boa dose de cinismo para vir agora argumentar com o "desgaste de uma profissão difícil" depois dos cortes a eito para além da troika e de toda a tralha de eduquês II associada. E é ainda mais grave se considerarmos a campanha eleitoral do actual Governo que denunciou a confessada guerra aos professores perpetrada pelos executivos de Sócrates.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:32 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 25.06.14

 

 

 

 

Já não consigo ouvir o receituário para a indisciplina de quem nunca pôs os pés numa sala de aula. Aliás, desde muito cedo, e confesso, que senti essa impaciência. Mas nesta fase a coisa agrava-se com trinta alunos por turma associado ao natural aumento de crianças e jovens empobrecidos e revoltados. 

 

Não chega a ser surpreendente que os professores portugueses sejam "os que passam mais tempo a manter a disciplina nas salas de aula" e ainda tenham que ler, como aqui, pareceres que dizem que eles carecem de formação para lidar com alunos com necessidades educativas especiais ou dificuldades de aprendizagem. E nem estou a associar, naturalmente, as variáveis. Estou apenas a evidenciar, como pode ler a seguir, as condições de realização do ensino.

 

A hipocrisia destes "especialistas" parece não ter limites. Silenciam o aumento do número de alunos por turma, a "ilegalidade" das inúmeras turmas sobrelotadas, e às vezes com vários alunos com programa educativo individual, e os restantes cortes a eito e não mudam uma vírgula à sua escola de sentenças.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:48 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quinta-feira, 12.06.14

 

 

 

 

 

Se o histórico do MEC (principalmente dos últimos anos), e do nosso sistema escolar como aposta nacional de primeira grandeza, fosse de sensatez, apoiaríamos a decisão de se diferenciar a "educação especial" das "dificuldades de aprendizagem" (tudo dito assim para simplificar).

 

Mas um país que tem como ministro da Educação uma pessoa que diz que "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", e depois dos cortes a eito para além da troika (sublinhe-se que a Educação foi, e é, o sector mais devastado da administração central por vontade do Governo e de Crato), não pode confiar nesta evolução semântica e organizacional. Esta malta só pensa em reduzir, pensarão os mais cínicos que se podem considerar os mais realistas.

 

É bom que se diga que em Portugal funcionam turmas, e não são poucas, com 28 alunos que deviam ter 22 no máximo. É bom que se diga que nessas turmas, e na maioria dos casos para uma média de 20% desses alunos, existem necessidades de "educação especial" ou para "dificuldades de aprendizagem". É bom que se diga que o processo de mau centralismo de autorização de turmas que o MEC estabeleceu para o ano em curso não aprovou turmas "ilegais". Deixou a aprovação para os órgãos das escolas ou agrupamentos, num gesto de hipocrisia organizacional que se julgava impossível de acontecer. Ou seja, a desconfiança tem toda a legitimidade.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:46 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sexta-feira, 30.05.14

 

 

 

 

 

"Em cada turma de 30 alunos, 6 têm problemas psicológicos", diz a Ordem dos Psicólogos e imagine-se a tarefa dos professores que não têm os dotes de Nuno Crato, esse incompreendido génio da docência no ensino não superior, que afirmou que só os professores com má qualidade não conseguem leccionar três dezenas de alunos na mesma sala de aula.

 

Até os alemães, veja-se lá, concluem que a "austeridade destrói a qualidade da Educação em Portugal".

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:26 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

 

"Portugal "perdeu" quase um milhão de crianças em trinta anos", diz o INE, mas o Governo para além da troika decidiu, pela voz de Crato, que "(...)"uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade (...)" e retratou o que acontece nos países asiáticos com democracias muito musculadas. É mais um ministro que não consegue ter voz política ou que não está a defender a escola pública e a igualdade de oportunidades.

 

Com o empobrecimento associado à queda da natalidade e à alteração de sentido dos fluxos migratórios, exigia-se que Portugal aumentasse a qualidade do ensino e reduzisse o abandono escolar. E só quem nunca pôs os pés numa sala de aula de um país com as nossas características é que não pecebe a diferença entre 24 e 30 no limite do número de alunos por sala de aula.

 



publicado por paulo prudêncio às 15:13 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 20.05.14

 

 

 

 

 

Bem sei que "o que é irrefutável é falso" (Karl Popper), mas há números que traduzem asserções irrefutáveis. Sabe-se que "mais de 70% dos portugueses que trabalham por conta própria têm apenas o ensino básico" e que apesar dos progressos assinaláveis das últimas décadas estamos novamente em plano inclinado.

 

O aumento do número de alunos por turma, os cortes curriculares, o aumento nos horários dos professores e a constante terraplenagem da cultura organizacional das escolas públicas são um sinal evidente de que as nossas "elites" cansaram-se depressa de investir no sistema escolar e não encontramos nos partidos que aspiram a governar qualquer referência objectiva às variáveis enunciadas. E não adianta argumentaram com a falta de alunos. Os fenómenos recentes de quebra de natalidade e de alteração dos fluxos migratórios sentir-se-ão, e se nada for feito, apenas daqui por uns anos. Os alunos que abandonam a escolaridade sem o secundário completo nasceram no século passado.

 



publicado por paulo prudêncio às 12:38 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sexta-feira, 16.05.14

 

 

 

 

Não sabemos quando é que o PS volta ao Governo e muito menos como. Ou seja, se de acordo com as sondagens se prevê um Governo liderado pelo PS até 2015, não conseguimos imaginar o que se vai passar em termos de Educação.

 

Qualquer que seja a tendência, há umas quantas variáveis no ensino não superior que terão que ser alteradas: número de alunos por turma, estatuto da carreira e componente lectiva (acabar com o controle ao minuto e voltar à aula sem sobrecarregar os professores com mais idade), reposição curricular e gestão escolar (ter dentro de muitas escolas o pior da política partidária local foi um erro tremendo e que está comprovado; e não foi por falta de avisos).

 

 

Recebi por email um projecto de projecto-lei do PS que está para votação no parlamento.

 

 

Vou publicar umas partes. Quanto mais não seja fica para memória futura para um qualquer vídeo de campanha a 1 de Abril; ou não, claro.

 

 

 

Repare-se: respeito pelos recursos existentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:10 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 11.05.14

 

 

 

 

 

Os excessos de normalização no ensino que se traduzem nas metas curriculares levadas ao cume, na estandardização dos diversos procedimentos didácticos, na uniformização das provas de avaliação e na sua calendarização comum voltam, naturalmente, a aproximar-se de um fim de ciclo.

 

É evidente que a história da docimologia já assistiu a momentos parecidos, mas o capitalismo selvagem como fim da história levou os excessos ao domínio do inumano.

 

Há escolas, quiçá imbuídas de uma qualquer metrologia impensada tão do agrado do senso comum, que aplicaram alguns princípios: data, hora e prova comuns para todos os testes de todas disciplinas. A importância dos ritmos individualizados e da condução de pequenos ou grandes grupos, que é o lado mais misterioso da aprendizagem (António Damásio, ainda há dias, reafirmou o óbvio: "o que sabemos sobre como cada um aprende continua muito mais perto da ignorância do que do conhecimento"), é obliterado para dar lugar às teses Hanushekianas, tão do agrado de Nuno Crato, que também predizem 30 a 50 alunos por turma e, a prazo, o regresso paulatino a uma espécie de telescola em que os precarizados professores terão um papel de vigilante-tira-dúvidas. Sejamos objectivos: a desautorização do professor esteve na base da engenharia social e financeira que os ultraliberais desenharam e que sociais-democratas e socialistas da terceira via aplicaram.

 

É o modelo que parecem reconhecer em democracias musculadas lá para as latitudes asiáticas e é também evidente que as escolas dos filhos dos ricos ficaram a salvo dos impetuosos ventos pós-modernos.

 

Se considerarmos a lógica de mercado total em que vivemos, é óbvio que há neste assunto um efeito offshore. Ou seja, não basta que uma escola faça diferente é necessário que um sistema escolar se desamarre das correntes ultraliberais que o desumanizam e que elevam o preço da desigualdade a um patamar de todo imprevisto.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:34 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Quarta-feira, 07.05.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"A autonomia das escolas cresce no discurso" e "a despesa com salários na função pública recua para níveis de 1981" são duas leituras objectivas, que se relacionam e que até vão para além das questões financeiras: instituiram a desconfiança que foi um passo para o despesismo e para o clientelismo a nível central.

 

A primeira leitura começou o seu trajecto na mudança de milénio, acentuou-se com Lurdes Rodrigues e foi para além da troika com Nuno Crato. O objectivo traduziu-se na segunda leitura: os professores são o primeiríssimo contributo para a queda dos salários na função pública.

 

Podíamos estar a noite a elencar causas e consequências e os mais pacientes podem percorrer as etiquetas do blogue. Desde os primeiros anos do milénio que voltámos a ter um OAL por ano (documento que organiza o ano lectivo elaborado pelos serviços centrais do MEC para todas as escolas do país continental - as ilhas são excepção), como se tudo começasse do zero. Sabe-se que haverá uma reunião a 8 de Maio, pasme-se, para tratar do assunto e o Conselho de Escolas faz um parecer sobre o OAL 2015 que até arrepia só de ler: a organização não é o nosso valor precioso e o centralismo tem picos difícieis de aturar.

 

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 06.05.14

 

 

 

"A austeridade nas escolas teve o triplo da dose prevista e os cortes a eito nos últimos três anos atingiram os 1100 milhões de euros", é uma conclusão que só surpreende os fanáticos ideológicos para quem a escola pública é uma espécie de mal necessário e um desperdício. E o pior é que as nossas "elites" estão impregnadas desse espírito (é antiga a agenda do "tudo está mal na escola pública") e suportaram ministros da Educação, como Crato, Lurdes Rodrigues ou Justino, que se concentraram, respectivamente, em pensamentos plastificados como "cortes a eito para fazer mais como menos", "engenharias sociais e financeiras num modelo que agradaria à Venezuela de Chavez" ou "ganhos de eficiência inspirados em João Rendeiro do BPP".

 

Mas Crato superou tudo o que existia ao transformar-se num subsecretário adjunto das finanças com intuitos, como se comprova, para além da troika. Será premiado com uma qualquer fundação ou com um cargo com ampla projecção internacional.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:35 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Segunda-feira, 07.04.14

 

 

 

Crato diz que a autonomia das escolas teve progressos notáveis ao nível da organização de horários e de currículos. Crato está a referir-se a quê?

 

O que se alterou significativamente no seu exercício foi o aumento do número de alunos por turma, o aumento da componente lectiva dos professores e os cortes curriculares. Tudo decidido centralmente e de forma igual para todas as escolas. Aliás, os horários dos professores, os currículos e a composição das turmas obedeceram a um inédito centralismo burocrático (feito de forma digital) de autorizações.

 

O MEC permite que as aulas se organizem em 45 ou 50 minutos o que criou uma contabilidade horária ao minuto que é perversa e controlada centralmente. Mais uma vez. Querem ver que Crato se está a referir ao facto de, por exemplo, a aula de segunda-feira às 08h30 não ser da mesma disciplina em todas as escolas como se calhar imaginou no seu devaneio centralista? Não é essa aula nem as outras. E já era assim em 1950, 1960, 1970, 1980, 1990, 2000, 2010 e será em 2020.

 

Estes governantes deviam ser responsabilizados por estas afirmações. Parece que Portas disse que as pessoas que ficaram sem RSI tinham 100 mil euros na conta. Ao que se sabe, menos de 10 pessoas estavam nessa condição e 85 mil ficaram sem RSI. Esta tirada de Crato tem o mesmo rigor.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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