Em busca do pensamento livre.

Domingo, 05.02.17

 

 

 

"(...)Pior do que a crueldade, sempre gratuita, é esta indiferença perante a crueldade. As pessoas que resolvem olhar para o lado, fugir com o rabo à seringa, pretendendo não ver. As pessoas que têm horror da resistência. Os facilitadores. Os cúmplices. Os assalariados. Os corrompidos. Os cobardes. Os amorais. Os neutros.

O que assusta em Trump não são as políticas de Trump. O que assusta é a crueldade, traço evidente para quem viu os episódios de "O Aprendiz" ou os primeiros debates contra os republicanos, quando ele não esperava ganhar.(...)"

 

Clara Ferreira Alves (2017.02.04:03)

Revista do Expresso



publicado por paulo prudêncio às 15:05 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 02.11.16

 

 

 


Peter Albert David Singer (nascido em 1946 em Melbourne, Austrália) é filósofo e professor na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, na área da ética prática. Trata questões éticas numa perspectiva utilitarista. Recomento o seu livro "Ética Prática".

Retenho esta frase:


"A ética é prática, senão não é verdadeira ética. Se não for boa na prática, também não é boa na teoria".

 

Captura de Tela 2016-11-02 às 15.41.35

 



publicado por paulo prudêncio às 15:37 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 08.08.16

 

 

 

 

1066877.jpeg

Cópia de 1066877.jpeg

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 10:37 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 08.04.16

 

 

 

Precisamos de um "novo" abecedário. Mas um abecedário despretensioso e artesanal como na imagem. E olhem que não é falho de ambição.

 

7180264_C9oW2.jpeg

 



publicado por paulo prudêncio às 17:11 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 07.04.16

 

 

 

Não há americanos no Panamá? A roupa com nódoas mais difíceis lava-se em casa.

 

goldman-sachs-cartoon.JPG

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 05.04.16

 

 

 

Se a panamiana Mossack Fonseca é a quarta do ranking, que papelada andará pelas três primeiras?

 

image.jpeg

 



publicado por paulo prudêncio às 17:24 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 04.04.16

 

 

 

Não gostei de Pedro Almodóvar aos papéis no Panamá. Já li umas justificações no El País. Acompanho há muito, e com muito interesse, o cineasta e recordo-me dos seus ataques ferozes ao capitalismo desregulado e aos offshores. Veremos como se explica. Mas tudo isto não significa que não canse um bocado o lançamento de pedras à esquerda e à direita. A superioridade moral na humanidade não me parece que dependa da ideologia. Há corrupção onde há humanos. É evidente que o capitalismo desregulado mostra que é ainda mais propício às fragilidades de carácter e que não olha a ideologias; digamos que é corrupção a eito.

 

600full-pedro-almodovar.jpeg

 



publicado por paulo prudêncio às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 07.08.15

 

 

 

Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.



publicado por paulo prudêncio às 09:52 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 12.05.15

 

 

 

 

Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.



publicado por paulo prudêncio às 10:29 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 26.02.15

 

 

 

"Há um exagero em muitas das pessoas que se queixam que cederam por causa da pressão", disse a especialista, não ouvi o nome, na TSF. O tema era o assédio nas relações de trabalho e a consequente "desculpa" para a fraqueza moral.  

 

Não é preciso ouvir uma especialista para comprovar a evidência. Os últimos anos do sistema escolar foram férteis. Quantas e quantas vezes (é uma lista mesmo interminável) não ouvimos o argumento da pressão, e da necessidade, para justificar o mais notado oportunismo? E como disse a especialista, este tipo de "fraquezas" são sempre, e a prazo, prejudiciais aos indivíduos que as praticam e vezes de mais aos grupos onde se inserem.



publicado por paulo prudêncio às 19:56 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 19.02.15

 

 

 

 

"(...)Creio que a mediocridade se mede pela ausência de princípios éticos, e as pessoas que fazem uma carreira na ciência, na indústria, no comércio, nas letras, na função pública e que são bem formadas têm alguma dificuldade em aceitar, por um lado, o servilismo em relação aos partidos, por outro lado, o maquiavelismo e o oportunismo a que as máquinas partidárias dão ensejo.(...)

 

O que acabou de ler é uma das faces do prolongamento da "Nova teoria do mal" de Miguel Real que encontra, na edição do Público de hoje, em forma de entrevista.

 

A visão maniqueísta consolidou-se e ainda há dias ouvi Mariano Gago contrapôr, com absoluta mágoa, a necessidade do bem se impôr ao mal. Para o ex-ministro (mais ou menos, claro), quando o bem desafia o mal no seu reduto, todos começamos por sofrer com as consequências; mas com o tempo, a força moral do bem sobrepõe-se às circunstâncias.

Captura de Tela 2015-02-22 às 17.08.01.png

"Aos 61 anos, o filósofo, ensaísta e romancista Miguel Real lança mais um romance. Agora, em vez de ficcionar sobre a actualidade ou sobre a história, constrói uma utopia ficcional em que projecta o futuro: O Último Europeu, Edições D. Quixote.(...)

E a classe política?

(...)A classe política foi tomada de assalto, sobretudo a governação, por um conjunto de funcionários das jotas que foram servilmente subindo degrau a degrau, limpando tudo em redor como os eucaliptos, até ao momento em que não há alternativa dentro dos partidos. As possíveis grandes alternativas, as alternativas de mérito fogem para a sua profissão, para a ciência, para as artes, para o comércio, para a economia, para as finanças.

Vivemos em democracia?

Há vários tipos de democracia. Do ponto de vista formal não podemos negar que há democracia, nos grandes princípios da Europa a democracia cumpre-se: há alternativas, há alternâncias, há possibilidade de contestação, há liberdade de expressão, de reunião, de manifestação, tudo isso é muito importante. Quem viveu antes do 25 de Abril não pode negar que este é o melhor regime.(...)

Há excepções?

(...)Agostinho da Silva contava uma história da serra da Malcata, onde na década de 1960 havia cinco famílias num povoado. Três dessas famílias emigraram, sem saber a língua, com os costumes rurais que tinham, a mentalidade da Nossa Senhora de Fátima, mas tiveram a ousadia e a coragem de ir a salto para a Alemanha e a França. Quando mais tarde regressaram triunfantes, com uma família, um carro, uma casa, quem dominava a aldeia? Os que não tinham tido a coragem de partir. Dominavam a sacristia, o minimercado, a serração da madeira e também a junta de freguesia. Portugal é um pouco isso. As elites corajosas e ousadas são as que partem. Ficam cá, em parte pois não quero generalizar, os que não têm coragem de partir, ou seja, não têm coragem de inovar. A elite portuguesa reflecte hoje isso.

No actual relativismo ético, idolatra-se o dinheiro e o consumo. Vivemos uma regressão civilizacional e estamos a voltar a um mundo mais desigual?

Socialmente mais desigual, inevitavelmente estamos. A Europa transformou-se numa empresa de negócios, uma grande empresa. As nações, os países são os sócios dessa empresa. A empresa fez-se para trocar, vender, comprar.(...)



publicado por paulo prudêncio às 17:34 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 15.01.15

 

 

 

Há muito que não ouvia Júlio Machado Vaz. Está pelo "Porto Canal" e "recuperou" um adjectivo muito usado no norte: velhaco, ou velhaca claro. É aquela pessoa que assassina (foi o verbo usado) o carácter de outro de forma traiçoeira. O adjectivo estava em desuso, mas a prática nem por isso.

 

 

 

 

 

 


tags: ,

publicado por paulo prudêncio às 15:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 17.11.14

 

 

Mais do que gestores do público ou do privado, há pessoas honestas e outras que nem por isso.

 

O que o caso dos vistos gold mais salienta, para além da corrupção que nos consome, são as quase certas ilegalidades de funcionários públicos com cargos elevados na hierarquia. Já estávamos habituados à corrupção dos privados, com a banca em lugar de destaque, e às práticas lesivas do Estado praticadas pelo poder político, mas desta vez o flagelo atinge o âmago da democracia.

 

O caso dos vistos gold é imperdoável. Quem serve a coisa pública tem o dever de proteger a instituição que serve e de a colocar acima dos interesses pessoais. A legalidade é um dever de cidadania para todos, sabemos isso, mas estes quadros da função pública foram, ao que tudo indica, de um egoísmo inaceitável numa sociedade flagelada por cortes salariais, pelo desemprego, pela emigração e pelo empobrecimento.

 

Se se comprovar a sua inocência, então o caso terá contornos gravíssimos na mesma.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:35 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 16.11.14

 

 

quinoética.jpeg

 

 O eterno desenho do Quino.

 

O liberalismo selvagem (ou ultraliberalismo) vigente, persistente, totalitário e já com história, tem contornos evidentes. A sua agenda consistiu na diluição de alguns valores essenciais à democracia. Por exemplo, a ideia de transparência foi-se tornando em algo só ao alcance de pessoas pouco espertas ou nada expeditas: uma coisa démodé

 

Nada tens a esconder? Não és interessante. És um aborrecido.

 

A revista do Expresso tem uma interessante entrevista sobre a necessidade de desconstruir o tal liberalismo:

dodescanso0.png

 

O título está também interessante:

dodescanso1.png

 

 

A entrevista é extensa. Escolhi uma das lides (de lead :)):

 

dodescanso3.png

 

E por falar em revistas e peças interessantes, também aconselho a peça da Revista do Público sobre "O estado da meritocracia em Portugal".

 

merito1.png

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:16 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

Sabe-se agora que os múltiplos prémios de gestão recebidos pela PT eram comprados. É uma espécie de cúmulo do liberalismo selvagem em que vivemos.

 

A grande corrupção domina a Europa. Desgraçadamente é assim. Para cada 20 novos ricos são espremidos uns 20 milhões das classes média e baixa. O limiar está atingido e nem se imagina onde vamos parar. 

 

Há uma lógica de incumprimento da lei, de chico-espertismo, que se alastrou. Sabe-se das justas críticas ao legislador, mas também se desespera por uma qualquer refundação moral.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:26 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Segunda-feira, 03.11.14

 

 

 

Não podemos despir a pele e ainda bem que é assim. A singularidade dos humanos é um verdadeiro oxigénio.

 

Mas a história já nos ensinou vezes sem conta que quando colocamos os interesses individuais muito acima dos colectivos acabamos por afectar os segundos e irremediavelmente os primeiros. Os gestos mais egoístas que prejudicam os interesses dos grupos acabam sempre com danos sérios para ambos, seja no âmbito nacional ou local; é só deixar passar o tempo, embora se tenha que registar, e infelizmente, que há danos que são quase irreparáveis.

 

Ter um olhar para o grupo e outro para o individual é uma formulação difícil; sabemos disso. Mas quem olha para o interesse geral consegue sempre proteger os interesses mais particulares.

 

 Já usei esta argumentação noutros posts.



publicado por paulo prudêncio às 09:57 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sábado, 01.11.14

 

 

"Vê lá que a filha da minha empregada senta-se ao meu lado na faculdade", é um espanto misturado com indignação que pode ser escutado aos filhos da geração ainda adolescente no 25 de Abril e nas que se seguiram.

 

E nesse grupo encontramos, para além dos óbvios e imutáveis conservadores, MRPP´s, esquerdas minoritárias diversas, socialistas e sociais-democratas de vias avançadas e até os freaks da altura.

 

Não direi que é uma desilusão, pois para isso tínhamos de estar iludidos e não era caso para tal. É uma espécie de tristeza, de ligeiro choque e de surpresa com o estado em que ainda estamos com quase quarenta anos de democracia. Às vezes até parece que regredimos e que eliminámos a memória.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 26.10.14

 

 

 

Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:31 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quarta-feira, 08.10.14

 

 

17400063_EdoSI.jpeg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os concursos de professores, nas suas variadas formas, têm de obedecer à graduação profissional. Está mais do que provado. A dimensão geográfica da área de concurso não impede esse objectivo. A metodologia e os procedimentos devem ser modernos e civilizados. Se são, aplicam-se a qualquer dimensão geográfica e ponto final.

 

O sistema escolar está em roda livre e abandonar a graduação profissional é perigosíssimo. Somos uma sociedade assim e não adianta escondê-lo. A graduação é de imediato substituída pelo amiguismo-e-por-outras-coisas-do-género, mesmo que se conheçam honrosas excepções.

 

A esse propósito, Luhmann (1989) interroga-nos sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro. Seria porque o deseja ou porque há procedimentos e regras de controlo dos comportamentos? É natural que não se consiga responder univocamente a este problema. Contudo, pode servir para reflectirmos sobre o que estamos a viver nos mais variados concursos e sobre os caminhos que nos trouxeram até aqui.

 

  

Luhmann, N. (1989). La moral social y su reflexión etica.

Barcelona: Antropos

 

 

Post de 14 de Setembro de 2014



publicado por paulo prudêncio às 21:12 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 25.09.14

 

 

 

Desculpas e cinismos



publicado por paulo prudêncio às 11:38 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 17.08.14

 

 

 

Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:57 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 11.07.14

 

 

 

 

 

"(...)Suponhamos agora que começo a pensar eticamente, a ponto de reconhecer que os meus interesses, pelo simples facto de serem os meus, já não podem contar mais que os interesses alheios. Em lugar dos meus interesses, tenho agora de tomar em consideração os interesses de todas as pessoas que serão afectadas pela minha decisão. Isso exige que eu pondere todos esses interesses e adopte a acção que tenha maior probabilidade de maximizar os interesses dos afectados (...)."

 

 

 

 

 

Peter Singer (2000:02); Ética Prática; Gradiva;

Tradução de Álvaro Augusto Fernandes.

 



publicado por paulo prudêncio às 17:55 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

 

 

 

 

"Existe no homem moral abandonado a si próprio um ponto em torno do qual todas as paixões, todas as forças que o dominam se equilibram. Este ponto é análogo àquilo que designamos nos corpos por "centro de gravidade": eu chamo-lhe centro moral."

 

 

 

L.-A. Quételet (1796-1874).

De l´homme.

 



publicado por paulo prudêncio às 15:50 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 10.07.14

 

 

 

 

 

 

“(…)Não há qualquer razão logicamente imperiosa para pressupor que uma diferença de capacidade entre duas pessoas justifica quaisquer diferenças na consideração que damos aos seus interesses. A igualdade é um princípio ético fundamental e não um enunciado de factos. Compreendê-lo-emos melhor se retomarmos a abordagem universal do juízo ético. (...)Mas o elemento fundamental - a consideração dos interesses das pessoas, quaisquer que sejam - tem de aplicar-se a todas as pessoas, independentemente da raça, sexo ou desempenho num teste de inteligência.(...)"

 

 

 

 

Peter Singer (2000)

Ética Prática. Gradiva

 


publicado por paulo prudêncio às 15:46 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 02.03.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:15 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Quarta-feira, 19.02.14

 

 

 

 

 

 

O tempo tem uma relação directamente proporcional com a verdade e com o azeite. Nos inúmeros processos da vida das pessoas, e qualquer que seja o lugar na sala de espectáculos, a conclusão tem uma constante: a verdade acaba por se impor.

 

É estranho, ou talvez não, que o tal de azeite (tempero antigo que foi um dos primeiros produtos que exportámos) não se imponha até com efeito preventivo; talvez por isso, por tanta exportação, nos esqueçamos da sua inapelável sentença. Não usamos o que receitamos aos outros.

 

Era, contudo, desnecessário que, nos tais processos, nos esquecêssemos tanto do respeito por um mínimo, no mínimo, claro, de verdade. Não se devia menosprezar a qualidade do tempo. Não magoaríamos os outros (se os outros estiverem para isso ou pouco habituados) nem sofreríamos o efeito boomerang. Poupava-se duplamente em sofrimento, uma das preocupações maiores da saúde pública. A soberba, a inveja, o narcisismo, a mesquinhez, a maledicência, o oportunismo, o desrespeito pelo outro, o excesso de individualismo, a chico-espertice e por aí fora parecem obliterar a ideia de tempo e isso acaba por ser fatal.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:15 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sexta-feira, 07.02.14

 

 

 

 

Estamos a precisar de um novo abecedário para escrever palavras como honra, honestidade, prestígio, modéstia, humildade, amizade, respeito e por aí fora. Mas de um abecedário despretensioso e construído com paciência e de modo artesanal; como na imagem. E olhem que não é falho de ambição.

 

 

 

 

 

(1ª edição em 25 de Dezembro de 2010)

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:31 | link do post | comentar | ver comentários (14) | partilhar

Quinta-feira, 06.02.14

 

 

 

 

 

“(…)Não há qualquer razão logicamente imperiosa para pressupor que uma diferença de capacidade entre duas pessoas justifica quaisquer diferenças na consideração que damos aos seus interesses. A igualdade é um princípio ético fundamental e não um enunciado de factos. Compreendê-lo-emos melhor se retomarmos a abordagem universal do juízo ético. (...)Mas o elemento fundamental - a consideração dos interesses das pessoas, quaisquer que sejam - tem de aplicar-se a todas as pessoas, independentemente da raça, sexo ou desempenho num teste de inteligência.(...)"

 

 

 

Peter Singer (2000)

Ética Prática. Gradiva

 


publicado por paulo prudêncio às 13:58 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 14.01.14

 

 

 

 

Não simpatizo com o primarismo antiamericano e reconheço as virtudes dessa sociedade. Mas os Impérios são o que sempre foram e vivemos tempos em que a cultura americana parece ter derrubado todas as fronteiras acentuando também a decadência da Europa. Para além disso, não se conhecem bons resultados na importação de modelos de sociedade com géneses e histórias tão diferenciadas.

 

Foi num Nobel norte-americano, Joseph Stiglitz, que li, em 2009, que a crise que se iniciou em 2007, e que ainda perdura, se devia "à corrupção ao estilo americano". A economia global impôs uma série de multinacionais norte-americanas, da alimentação à informática e ao cinema passando por inúmeras actividades que condicionaram o modelo de vida e de sociedade, que arrastaram consigo os conceitos de meritocracia e de mercado como patamares acima da dignidade pessoal e profissional das pessoas e que estabeleceram novas balizas éticas.

 

É também isso que se vai observando no estranho caso do presidente Francês, onde a conhecida hipocrisia moral que vigia a política norte-americana parece ter entrado de vez na política de um dos países europeus que mais se tem esforçado por marcar o seu espaço identitário.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:06 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Domingo, 01.12.13

 

 

 

 

"A homenagem a Eanes é perigosa, uma vez que sobrepõe a ética à política", dizem os comentaristas mainstream. Compreendo o argumento e é verdade que as ditaduras nasceram em momentos de crise moral, digamos assim. Mas é perigosa porquê? Não vivemos em democracia e os cidadãos não são todos inteligentes, iguais perante a lei e com o mesmo direito ao voto e demais deveres? Era o que mais faltava que não se pudesse homenagear um ex-presidente da República.

 

Não partilhei da referida homenagem, mas parece-me que capto o essencial da espécie de grito dos organizadores. É que não chegámos à bancarrota por acaso. Os BPN´s medraram na nossa sociedade. Nas últimas duas décadas não foram muitos os que disseram não às benesses ilimitadas, aos cargos aparelhísticos em comunhão com os "espertos" que viveram "da festa" que nos arruinou e à pequena corrupção que aprisionou as consciências e legitimou a de grande escala.

 

Às vezes dá ideia que a intenção quase consensual de se deixar de comemorar o 1º de Dezembro tem alguma relação com o estado a que chegámos; estamos envergonhados. Lembro-me muitas vezes da afirmação, em 2003, do presidente da associação de municípios de uma região de turismo muito badalada: "os presidentes de câmara desta região são todos corruptos. Só quem der provas de alguma "esperteza" nesse domínio é que consegue o favor dos votos".







publicado por paulo prudêncio às 17:54 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 20.09.13

 

 

 

Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.






publicado por paulo prudêncio às 21:55 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 18.09.13

 

 

 

 

 

 

 

1ª edição em 8 de Julho de 2010.

 

 

Na entrada na puberdade as raparigas efectivam um avanço de cerca de dois anos no seu desenvolvimento. A questão que se pode colocar afirma uma situação de desigualdade de oportunidades que parece desfavorecer os rapazes, o que seria impensável questionar há cerca de vinte anos.

 

O sistema escolar é competitivo desde cedo e as turmas são constituídas em regime da paridade quanto ao número de elementos de cada sexo. Os processos de avaliação dentro dos grupos referidos sujeitam os alunos a frequentes procedimentos de comparação que evidenciam, em regra, um notório conjunto de melhores classificações para quem revele índices de maturidade mais elevados. Essa melhoria de resultados apresenta diferenças mais acentuadas à medida que os anos de escolaridade se somam.

 

Começa também a ser notória a presença de mais elementos do sexo feminino no ensino superior (dados do www.pordata.pt, indicam, em, 2009 115.372 matrículas pela primeira vez nesse grau de ensino, sendo 51.947 do sexo masculino e 63.425 do sexo feminino) onde chegam com classificações mais elevadas obtidas no final do ensino secundário, tendência que se verifica nos últimos 13 anos e de acordo com os dados do sítio da internet referido.

 

Peter Singer (2000,) no seu livro Ética Prática, desenvolve um conjunto de pressupostos, de reflexões e de interrogações sobre a aplicação da ética que parecem muito pertinentes e úteis para quem se dedica ao estudo destas matérias.

 

“(…) Não há qualquer razão logicamente imperiosa para pressupor que uma diferença de capacidade entre duas pessoas justifica quaisquer diferenças na consideração que damos aos seus interesses. A igualdade é um princípio ético fundamental, e não um enunciado de factos. Compreendê-lo-emos melhor se retomarmos a abordagem universal do juízo ético. (...) Mas o elemento fundamental - a consideração dos interesses das pessoas, quaisquer que sejam - tem de aplicar-se a todas as pessoas, independentemente da raça, sexo ou desempenho num teste de inteligência".

 

Parece que se justifica um qualquer movimento em defesa da igualdade de oportunidades para os rapazes. Era bom que estas e outras reflexões não fossem esquecidas pelos países do ocidente; a ousadia não paga imposto nem está sujeita a raitings. O fim da história foi sempre ontem.

 

Ps: bem sei que editar um post com este conteúdo é altamente desfavorável se se considerar o lóbi feminino existente (não estou a pensar no de Santo Onofre, juro que não); devo dizer, desde logo, que no meu argumentário inscreve-se uma óbvia verdade (assim mesmo): no estado adulto recuperamos e de que maneira; como se comprova, aliás.



publicado por paulo prudêncio às 11:59 | link do post | comentar | ver comentários (23) | partilhar

Domingo, 23.06.13

 

 

 

 

 

 

 

A jornalista São José Almeida escreveu ontem este artigo na impressa do Público muito elogioso para os professores. Concordo: os professores têm sido uma referência contra o medo, mas também têm de combater o flagelo no seu seio. O medo e o medo de ter medo são mesmo os fenómenos mais dilacerantes a que assisti no sistema escolar nos últimos anos.

 

Desde de 2007 que se instalou na atmosfera escolar um ambiente cortante que evidenciou o pior que há nos humanos e em que a eliminação da memória fez escola. Os paralisados pelo medo, muitas vezes apenas uma outra forma de oportunismo, rapidamente passam pelos pingos da chuva como se o comportamento fosse normal ou invisível. A abjecção moral tornou-se banal e quotidiana e vai deixando marcas profundas.


É por isso imperdoável que, no dia anterior ao exame de 17 de Junho, Nuno Crato tenha convocado 115 mil professores estimulando a divisão e a emersão dos comportamentos mais medrosos ou oportunistas. O MEC perdeu em toda a linha; é só deixar que o tempo passe e desde que os professores se mantenham firmes no essencial.





publicado por paulo prudêncio às 12:35 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Segunda-feira, 03.06.13

 

 

 

 

 

Aqui.



publicado por paulo prudêncio às 16:35 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sexta-feira, 26.04.13

 

 

 

 

O Estado tem sido tão vilipendiado e acusado de malfeitorias tal que se as suas paredes falassem nem sei o que aconteceria ao pântano em que mergulhou a sociedade portuguesa.

 

A advocacia de defesa do Estado já nem vai ao tempo em que português que se prezasse sacava ao bem comum, mesmo que em pequena escala, e que quem não o fizesse era minorado socialmente. Assistimos a um tempo que duvido que tenha paralelo tal o grau de corrupção e de "encostados" ao orçamento que não perdem uma oportunidade para zurzir no "malfeitor".

 

Há uma espécie de praga que vai das PPP´s aos swaps, passando por estudos, pareceres, reformas, ajudas de custo e por aí fora e em escalas para todos os gostos.

 

O espectáculo está insuportável. Cansa ver tanto oportunismo e é suficiente passar os olhos pelos sites dos jornais de referência. Detesto os discursos imaculados, mas há alturas em que o basta entra em moda. Também aqui há nojo suficiente para todas as escalas. Nem o "salve-se quem puder" justifica tanta mediocridade. Há quem se passe para todas as latitudes e longitudes com a ideia da invisibilidade e desprezando a inteligência alheia. Espera-se que o tempo faça das suas.



publicado por paulo prudêncio às 22:12 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 10.04.13

 

 

 

 

 







publicado por paulo prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 27.09.12

 

 

 

 

Este documento é taxativo: o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) compreende o racionamento de tratamentos para o cancro ao publicar um parecer em que diz que o Ministério da Saúde “pode e deve racionar” o acesso a tratamentos mais dispendiosos para pessoas com cancro, Sida e doenças reumáticas. O presidente do CNECV afirma que o parecer derivou de um pedido do Ministério da Saúde.

 

Para Miguel Oliveira da Silva, presidente do CNECV, “é uma luta contra o desperdício e a ineficiência, que é enorme em Saúde”. O documento lincado refere também exames e meios complementares de diagnóstico como TACs, ecografias e ressonâncias magnéticas. 


O CNECV acha que o racionamento de tratamentos é legítimo, que se deve efectuar depois de ouvidos os médicos, os gestores e os doentes, mas que depende dos custos e da justificação com o prolongamento da vida.

 

É um assunto polémico e nem sei se este conselho não devia ponderar mudar de nome.

 



publicado por paulo prudêncio às 19:39 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 11.09.12

 

 

 

Da legitimidade



publicado por paulo prudêncio às 10:01 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Segunda-feira, 30.07.12

 

 

 

 

"Existe no homem moral abandonado a si próprio um ponto em torno do qual todas as paixões, todas as forças que o dominam se equilibram. Este ponto é análogo àquilo que designamos nos corpos por "centro de gravidade": eu chamo-lhe centro moral."


L.-A. Quételet (1796-1874).

De l´homme.



publicado por paulo prudêncio às 21:55 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 05.07.12

 

 

Miguel Relvas, o ministro que merecemos 

 

O mesmo se passa com a corrupção. Somos um país aprisionado pela grande corrupção porque a pequena está "institucionalizada". Nem que seja na forma de cunha, compadrio ou plágio.

 

É como nas instituições e nas comunidades locais: vamos olhando só para o umbigo e para os interesses mesquinhos e quando damos conta estamos mergulhados na desgraça colectiva. Acusamos em surdina e damos o braço aos acusados em nome da sobrevivência. Essa forma não autêntica de agir nunca dá bons resultados: para os actores e para as instituições.



publicado por paulo prudêncio às 18:05 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
comentários recentes
"Não posso ensinar a falar a quem não se esforça p...
Quando perguntei se a Ana leu mesmo o post não est...
Se não parecesse brincadeira de mau gosto, eu come...
Desculpe Ana, mas leu mesmo o post?Começa assim: "...
"É mais um motivo de esperança no sentido da moder...
Enfim. Nunca se sabe o que pode acontecer; realmen...
Sinceramente espero que venha a ser um mal maior p...
posts recentes

De Trump e da indiferença...

das teorias

das utilidades e do diabo

abecedário

não há americanos no Pana...

ligações
posts mais comentados
23 comentários
22 comentários
15 comentários
14 comentários
11 comentários
11 comentários
10 comentários
9 comentários
9 comentários
8 comentários
7 comentários
7 comentários
7 comentários
6 comentários
6 comentários
6 comentários
tags

agrupamentos

além da troika

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

banda desenhada

bartoon

blogues

caldas da rainha

campanhas eleitorais

cartoon

cinema

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

crise mundial

crónicas

democracia mediatizada

desenhos

direito

direitos

economia

educação

efemérides

escolas em luta

estatuto da carreira

exames

falta de pachorra

filosofia

finanças

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

mais do mesmo

manifestação

movimentos independentes

música

organização curricular

paulo guinote

política

política educativa

portugal

professores contratados

público-privado

queda de crato

queda do governo

rede escolar

sociedade da informação

tijolos do muro

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

sua excelência (2) (reedi...

sua excelência (1) (reedi...

subscrever feeds

web site counter
Twingly BlogRank
arquivo
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676
mais sobre mim