Em busca do pensamento livre.
Quarta-feira, 1 de Março de 2017

 

 

 

Espero que sejam infundados os paralelismos que vou lendo a propósito das semelhanças do que existe com o que antecedeu a segunda-guerra; nomeadamente na Alemanha. "Stefan Zweig - Adeus, Europa", de Maria Shrader, é um bom filme, realizado por actos, que nos narra os últimos anos de vida do escritor judeu Stefan Zweig. É uma obra comovente. Não a deve ver, se me permite, sem um conhecimento sumário do argumento. Fica a sinopse do Público e o official trailer.

 

"Nascido em Viena (Áustria), a 28 de Novembro de 1881, numa abastada família judaica, Stefan Zweig era, nos anos 1920 e 30, um dos mais populares autores europeus. Escreveu sobre a vida e obra de muitos escritores – Dickens, Tolstói, Dostoiévski, Hölderlin, Nietzsche, Balzac, Stendhal, entre outros –, mas também se interessou por figuras históricas como Maria Stuart, rainha da Escócia, ou o navegador português Fernão de Magalhães. Quando, em 1933, Hitler chega ao poder na Alemanha, a influência dos nazis rapidamente se faz sentir na Áustria. Em Fevereiro de 1934, a polícia faz buscas em casa de Zweig. A circunstância persuade o escritor a partir para Londres com Lotte Altmann, a mulher. Quando rebenta a II Grande Guerra e os nazis invadem França, o casal deixa definitivamente a Europa e parte para os EUA. Em 1941, mudam novamente de país, desta vez para o Brasil, instalando-se em Petrópolis, Rio de Janeiro. A 23 de Fevereiro de 1942, deprimido com o crescimento da intolerância e do autoritarismo na Europa e sem qualquer esperança no futuro da Humanidade, Stefan Zweig despede-se com estas palavras: "Envio saudações a todos os meus amigos: que eles possam viver para ver a aurora após esta longa noite. Eu, que sou demasiado impaciente, vou à frente". Zweig e Lotte foram encontrados mortos na tarde do dia seguinte, deitados lado a lado. Tinham ingerido uma dose fatal de barbitúricos. A notícia do suicídio de ambos chocou o mundo.
Parcialmente rodado em Portugal, um "biopic" realizado por Maria Schrader ("Liebesleben"), segundo um argumento seu e de Jan Schomburg. Josef Hader, Aenne Schwarz, Tómas Lemarquis e Barbara Sukowa dão vida aos personagens."

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:52 | link do post | comentar | partilhar

2 comentários:
De mario silva a 4 de Março de 2017 às 23:14
os paralelismos existem; será que se concretizam no mesmo resultado?


De paulo prudêncio a 5 de Março de 2017 às 13:48
Esperemos que não.


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