Em busca do pensamento livre.
Terça-feira, 1 de Agosto de 2017

 

 

 

 

O que mais me impressiona no "Amor em Berlim"? Impressiona-me que pessoas que combateram o nazismo tenham construído outra ditadura na RDA. Tomar um qualquer poder e não ceder a novas clientelas, nem que, como foi o caso, se queiram legitimar em nome de uma qualquer ideologia "superior e incontestável", é um exercício difícil que só se consegue em democracias em que a classe média é maioritária e em que a limitação de mandatos se aplica aos diversos cargos numa mesma instituição.



publicado por paulo prudêncio às 10:35 | link do post | comentar | partilhar

8 comentários:
De anónimo a 1 de Agosto de 2017 às 17:45
Sem defender o indefensável, gostaria que a contextualização histórica tivesse algo a dizer- fim 2ª GM e Guerra fria.

Talvez, um dia, sem tabus, conheçamos mais do que a história dos vencedores nos deixou, como sempre aconteceu.

Nada mais do que isto. Sem posicionamentos.


De paulo prudêncio a 2 de Agosto de 2017 às 11:53
Ah, sim. A História é o que é: sem isenções, como a generalidade das actividades humanas.


De mario silva a 6 de Agosto de 2017 às 17:08
a única coisa abominável é considerar que só é grotesca a tirania comunista e não a tirania capitalista...


De paulo prudêncio a 7 de Agosto de 2017 às 15:48
Não é a única, mas é sempre bom sublinhar algumas evidências. A democracia tem imperfeições, mas, e como alguém disse, ainda não se inventou melhor.


De mario silva a 6 de Agosto de 2017 às 17:12
A propósito desta série, será interessante visionar o filme "Lucky", que deverá ser culturalmente soberbo, com um ator que nunca esteve na ribalta mediática mas que teve um desempenho brilhante num filme esquecido de wim wenders (Paris, Texas), um autêntico tratado de ontologia. Harry Dean Stanton, com 91 anos(!) aparece a desempenhar a mais básica condição humana: a intrínseca solidão desde o nascimento até à morte, com vários momentos de inter-relação pessoal.
Um filme desaconselhado para quem quer continuar a viver apenas na espuma do quotidiano...

https://www.youtube.com/watch?v=YurR6xZeBCk


De paulo prudêncio a 7 de Agosto de 2017 às 15:47
Não vou perder. Obrigado. Essa mais básica condição humana é muito bem descrita num livro de Rilke (o poeta em prosa nas cartas a um jovem escritor): estamos irremediavelmente sós, mesmo que muito bem acompanhados.


De mario silva a 15 de Agosto de 2017 às 01:44
curvo-me perante uma citação tão sapiente...


De Paulo Prudêncio a 16 de Agosto de 2017 às 16:23


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