Em busca do pensamento livre.

Domingo, 06.08.17

 

 

 

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Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 10:19 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 05.08.17

 

 

 

"A formação da personalidade apoia-se na sua negação", é uma verdade educativa intemporal. Por mais que os destinatários reajam (e é bom que o façam), o "não" é desejado, e inconfessado, pelos educandos, necessário e útil.

Outra verdade é a necessidade do "não" escolar aos encarregados de educação (não organizacional e curricular, obviamente) que a lógica do "cliente tem sempre razão" tem eliminado. Há encarregados de educação mais "tudólogos", ou necessitados da sensatez do não escolar, que confundem o "outro" com o "igual" na relação com os educandos e que desvalorizam a importância destas questões para a saúde da democracia como sublinharam Hannah Arendt e muitos outros. A gravidade acentua-se se a desinformação atinge agentes escolares.

 

3ª edição.

 

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Domingo, 30.07.17

 

 

 

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(Este texto não é inédito. Foi reescrito.

O original foi publicado neste blogue

em 27 de Maio de 2004)

 

 

Não foi fácil. Só ao terceiro encontrei a auto-estima. Passei pelo que estava mais à mão, o da Porto Editora, um só volume, e nada. Fui ao grande dicionário da língua portuguesa, do Círculo de Leitores, seis volumes, e zero. Não desisti. Recorri ao Houaiss da língua portuguesa, também do Círculo de Leitores, seis volumes, seguramente os mais pesados e por isso ficaram para o fim, e lá encontrei: "“qualidade de quem se valoriza, de quem se contenta com o seu modo de ser e demonstra confiança nos seus actos e julgamentos”". 

A minha dúvida não estava tanto no significado. Situava-se mais na questão da palavra composta o ser por justaposição ou por aglutinação; ter ou não hífen. Neste caso tem, porque, e muito justamente, o sujeito até pode não se estimar.

Ouvi (em 27 de Maio de 2004) uma notícia surpreendente: um conjunto de sábios, afectos à maioria que nos desgovernava na altura, discutiu o porquê da baixa auto-estima dos portugueses. O painel incluiu: Marcelo Rebelo de Sousa, Clara Ferreira Alves, Vasco Graça Moura e António Borges (foi a primeira vez que ouvi falar do último, um empresário bem sucedido). Depois da mesa-redonda (por justaposição porque existem mesas que não são redondas), a auto-estima dos conferencistas subiu em flecha. Uns anos depois entrámos em bancarrota e treze anos após a discussão de sábios ainda andamos à volta de dívidas sem fim e a auto-estima continua irregular.



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Sexta-feira, 28.07.17

 

 

 

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O regresso da flexibilidade curricular cria legítimas preocupações, tal o inferno burocrático em que se viu enredada a última experiência. A imagem acima é elucidativa. Inscreve-se, em 1, um registo do plano curricular da turma em "forma sumária", mas lê-se o 2 e os seguintes e até nos arrepiamos. Para além de todos os devaneios didácticos, há que conhecer o método. Prever a organização e eliminar patamares informacionais desnecessários. Quanto a isso, zero. Percebe-se, para começar, a ideia de faz de conta. Mas isso não é o simplex; é impreparação por excesso das ciências da educação. É legislar o impossível. O simplex dois refere a plataforma digital única. Mas só se o período de análise e programação envolver todas as entidades que obtêm informação, desde logo a Inspecção-Geral da Educação (avaliação externa) que deve premiar as boas práticas nos métodos de tratamento da informação; e não o contrário. Na actualidade, agrava-se porque estimula mesmo esse contrário e quanto ao método ficou pela tal "idade da pedra digital". É por aí que se deve começar.

Recordo um post de 8 de Julho de 2016.

 

"Aceitei estar aqui, mas tem de me deixar explicar tudo", disse MdCR, em representação da ministra Lurdes Rodrigues, para Fátima Campos Ferreira num prós e contras da RTP1 no auge da guerra da avaliação de professores (2008). E explicou: "pela primeira vez há uma avaliação com rigor: pontuação de 1 a 10 e quotas. Criámos 4 dimensões na avaliação. Para cada uma há 5 domínios (20 no total). Tudo pontuado de 1 a 10. Aplicam-se as quotas. O resto é com as escolas."

E o que era o resto? Para cada domínio (20 no total), havia 5 indicadores (100 no total). Para cada um dos 100 indicadores, existiam 10 descritores (1000 no total) para cumprir com rigor a pontuação de 1 a 10.

Este sumário do inferno encontra sinais de um qualquer retorno? É bom avisar antes que seja tarde quando se começa a perceber o programa para o sucesso escolar. E era uma pena, convenhamos que era. O pior eduquês tem tendência para começar na estratosfera central e ganhar asas até nos locais mais recônditos.

A imagem que acompanhava o post era a seguinte:

 

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Segunda-feira, 24.07.17

 

 

 

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Luís Afonso

 

 



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Sexta-feira, 07.07.17

 

 

 

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Luís Afonso



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Segunda-feira, 03.07.17

 

 

 

"Tancos esteve 20 horas sem rondas de vigilância na noite do assalto", diz o Público. Conhecem-se detalhes e conclui-se que os os cortes a eito escandalizam quando são mediatizados e graves (mas alguém tem que se explicar). Depois, há todo o abandono silencioso dos serviços públicos para gáudio de uma parte dos 99% que não se cansou de advogar o aumento da riqueza dos 1%; nunca tiveram olhos para as PPP´s nem para os offshores que diziam representar a superioridade moral da gestão pela "elite" financeira (pode substituir "elite" por oligarquia-que-capturou-o-orçamento-do-Estado). E insistem, para sossego de uma qualquer minoria.

 

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Quinta-feira, 29.06.17

 

 

 

As PPP's desenhadas pelas "elites" em associação com o lado-tóxico-dos-partidos foram trágicas e ponto final. Não me surpreendem os seus defensores habituais, nem a recente dissertação de Passos Coelho sobre "a teoria mercantil do eucalipto"; neste caso, espanta-me que tenha sido PM. O que também sempre me espanta é o fanatismo dos 99% de peões. Mal intuíram o fim do luto oficioso em Pedrógão, começaram a contenda para sossego de uma qualquer minoria. 

 

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Luís Afonso



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Sábado, 24.06.17

 

 

 

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Mas no facebook não é seguido: faz como aquelas pessoas que pedem amizade sem qualquer amigo, nunca publicam e têm perfil de outro mundo :). São invisíveis e espreitam o mundo; socializam. Haja paciência.



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Sexta-feira, 16.06.17

 

 

 

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Cópia de 1139802

 

Luís Afonso

 

 



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Domingo, 11.06.17

 

 

 

Percebe-se António Costa. Proporá sempre uma geringonça para condicionar o apetite do PS. Contudo, o PM deve ser informado para não irritar as pessoas. Se a geringonça escolar registou três méritos iniciais - inferno da mediação com crianças, concursos de professores e rede escolar -, há duas medidas que o PM não deve evidenciar: redução de alunos por turma e gestão curricular. A primeira é uma miragem e a segunda uma incógnita. Se a ideia antiga da interdisciplinaridade é uma tentativa (elogie-se os candidatos) para ultrapassar a escola tradicional como fim da história, a sua aplicação recente evidenciou uma fatalidade burocrática que persiste: excessos da ciências da educação associados a atavismos administrativos.

Por outro lado, há ruído na rede escolar. "Governo altera mapa para financiar colégio de amigos socialistas" é uma notícia que exige esclarecimentos. Já há tempos referi, aqui, o caso das Caldas da Rainha, que conheço bem, onde um "privado" passa de zero para cinco turmas financiadas num ano inicial de ciclo. Haverá duplicação de oferta. Há escolas públicas com capacidade para todas as turmas do concelho. A lei não mudou. É referido um acordo com Nuno Crato. Ou seja, a geringonça, "exigida" pelo PM, deve estar atenta aos compulsivos jogos dos aparelhos retratados no desenho e eliminar qualquer ruído antes que se torne ensurdecedor.

 

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Compulsive Gambling, Xavier Bonilla

World Press Cartoon

Exposição patente no CCC das Caldas da Rainha



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World Press Cartoon

Exposição no CCC das Caldas da Rainha

 



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Sábado, 03.06.17

 

 

 

 

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Luís Afonso

 

 



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Sábado, 27.05.17

 

 

 

A propósito da revolução que a presença da troika destapou, recorda-se os teóricos da simculta revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução? Há sempre sinais; até existiram alguns, mas não sobreviveram. Nunca se sabe se uma contra-revolução será tranquila, mas espera-se que sim e igualmente rápida. Desta vez, percebe-se que as personagens carregadas de ideologia neoliberal ficaram com o discurso descontinuado e datado. Muito do mal não é reparável, embora a mensagem da imagem estimule os contraditórios que, sublinhe-se, não escapam à asserção: é mais rápido e fácil destruir do que construir. Há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é revertível: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.

 

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Quarta-feira, 24.05.17

 

 

 

Leia, sff, e tente adivinhar quem fez as declarações seguintes antes de encontrar a solução no parágrafo final.

  1. “Não é preciso ser altruísta para apoiar políticas que elevem a renda dos pobres e da classe média. Todos beneficiarão com essas políticas porque são essenciais para gerar crescimento mais alto, mais inclusivo e mais sustentado. Ou seja, para se ter crescimento mais duradouro será necessário gerar crescimento mais equitativo."
  2. "Novos estudos demonstram que elevar em um (1) ponto percentual a parcela da renda dos pobres e da classe média aumenta o crescimento do PIB de um país até 0,38 pontos percentuais em cinco anos. Em contrapartida, elevar em um (1) ponto percentual a parcela da renda dos ricos reduz o crescimento do PIB em 0,08 pontos percentuais. Nossas constatações sugerem que – contrariando a sabedoria popular – os benefícios da renda mais alta estão a "espalhar" para cima e não para baixo. Para além de outras variáveis, constata-se que os ricos gastam uma fracção menor da sua renda o que reduz a procura agregada e enfraquece o crescimento. Os nosso estudos anteriores demonstram que a desigualdade excessiva de renda reduz, e na verdade, a taxa de crescimento económico e torna o crescimento menos sustentável com o tempo."

São declarações, em Bruxelas, de Christine Lagarde, em Junho de 2015, baseadas no boletim oficial do FMI de 17 de Junho de 2015 que integra o estudo, também de Junho de 2015 e do mesmo FMI"Causes and Consequences of Income Inequality: A Global Perspective". Se Maquiavel estivesse por cá, teria explicação: "disse ao Príncipe: faz a maldade toda em pouco tempo e depois confessa-a; sei lá: afirma-te neoliberal no início e "social-democrata para sempre" no fim; confia na sabedoria popular."

 

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Domingo, 21.05.17

 

 

 

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Luís Afonso



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Terça-feira, 16.05.17

 

 

 

Cresce o optimismo em relação à situação económica e financeira e há especialistas a concluir que os indicadores determinantes já estão ao nível de 2008. É cedo para consolidar expectativas, mas é tempo de insistir em cenários que incluam pessoas uma vez que se comprovou o efeito positivo (anulado, em parte, pelos impostos indirectos) de contrariar a austeridade a eito. Aliás, a reposição de salários foi a excepção do Governo na exclusão dos professores por serem muitos. É que, e entretanto, foi-se ouvindo: se o descongelamento de carreiras incluir subidas de dois escalões, excluem-se os professores por serem muitos; se as reformas voluntárias forem decentes, excluem-se os professores por serem muitos; se a recuperação da dignidade alterar o estatuto das carreiras (onde se inclui a precarização com décadas), excluem-se os professores por serem muitos. É óbvio, portanto, que se renovem os votos de um "regresso" a 2008, mas que se inicie, no mínimo isso, um exercício transversal. 

 

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Segunda-feira, 15.05.17

 

 

 

O "PIB tem o melhor resultado da última década" (2,8% de crescimento da economia no último trimestre). Para confirmar que até os deuses estão com a Geringonça, o crescimento deveu-se aos aumentos do investimento e das exportações que compensaram a quebra do consumo interno. É bom recordar que o aumento do consumo interno era a principal aposta do plano macro de Costa e Centeno. O "desemprego caiu para o nível mais baixo dos últimos oito anos", tivemos, em 2016, o défice mais baixo da democracia e "emitimos a dívida com a taxa mais negativa de sempre". A gestão da dívida do anterior arco governativo está controlada, apesar de impagável.

Para um Governo que seria o fim da nação não está nada mal, apesar de tanta austeridade por reverter. Esperam-se as análises de Medina Carreira, Gomes Ferreira, Camilo Lourenço, Nogueira Leite e de um representante do Compromisso Portugal; e do Diabo.

 

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Antero



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Sábado, 13.05.17

 

 

 

 

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Luís Afonso



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Autor:
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