Em busca do pensamento livre.
Terça-feira, 06.02.18

 

 

 

Numa pesquisa dentro do blogue, fui parar a um post de 10 de Fevereiro de 2017 com o título "do Pisa e do óbvio".

 

Escrevi assim (antes de o leitor continuar, olhe para a imagem que acompanhou o post e recorde-se da recente desobediência da ex-ministra no preenchimento de uma plataforma com a sua avaliação; sorria, abane a cabeça na horizontal, mantenha-se sentado e continue; se for caso disso, claro):

 

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Os resultados dos alunos melhoram em proporcionalidade directa com os aumentos da escolarização da sociedade e do número de pessoas da classe média (ou da redução de pobres), num processo que exige tempo. Este princípio elementar é confirmado por Portugal nos resultados PISA, de 2000 a 2015, que testa alunos de 15 anos em competências (e não nos tradicionais conteúdos disciplinares) de leitura, ciência e matemática. Mesmo que as principais políticas educativas dos diversos governos tenham sido (em regra e reconhecido pelos próprios) inaplicáveis, inexequíveis, com radicalismo ideológico, contraditórias ou incoerentes, a ambição escolar das famílias, associada à capacidade dos professores na adaptação das aulas aos alunos (os professores portugueses são os melhores da OCDE neste requisito), assegura o progresso dos resultados.

A Europa "concluiu" a massificação escolar no período em que Portugal a iniciou: a década de setenta do século passado. Em 2003, já iniciávamos uma recessão escolar coordenada pelos ministros que se vêem na imagem, com excepção do moderador, Marçal Grilo, que é do tempo expansionista. Esse despovoamento a eito do território, em modo de mega-escala desconhecida no mundo estudado, foi a linha condutora entre os ministros (como nestes assuntos os resultados são a médio e longo prazos, o INE acaba de anunciar que o abandono escolar precoce aumentou em 2016, depois de 13 anos em queda, com saliência para o número de jovens que não concluiu o 12º ano; desde 2002 que isso não acontecia). A jornalista do Público titulou a notícia do encontro de ministros com mais um momento de delírio revisionista: "Maria de Lurdes Rodrigues diz que a avaliação de professores terminou em Portugal". É difícil ler o texto sem abanar a cabeça ou sorrir e a culpa não será da jornalista.



publicado por paulo prudêncio às 15:15 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 05.02.18

 

 

 

 

O perfil do professor assumirá como fundamental a competência numa parafernália de procedimentos digitais cuja (in)utilidade é um ilusório controle das salas de aula. O cumprimento de prazos insensatos reforçará o bom desempenho (associado à capacidade de fazer de conta). Essa hiperburocracia afirmará a crescente desconfiança nos professores e nivelará por baixo. Eliminará, como alguém disse, o carisma das salas de aula. Transformará as escolas em linhas de montagem avessas a qualquer tipo de ousadia ou poesia. Será uma precarização normalizada em ambiente administrativo ou indisciplinado. Não sobrará tempo, nem energia, para a aula. O desgaste será indisfarçável.

Já há história suficiente para não repetir o erro. Aliás, volta a ser recomendável o visionamento do "Clube dos Poetas Mortos" e sublinhar que a confiança nos profissionais (não aprecio mesmo as expressões recursos humanos ou colaboradores) é uma chave fundamental, como se percebe no estudo de qualquer organização bem sucedida.

 

Imagem do filme referido.

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Domingo, 04.02.18

 

 

 

 

 

Como disse Joseph Stiglitz, em Portugal "houve uma transferência inédita de recursos financeiros das classes média e baixa para a banca desregulada e foi esse radicalismo que provocou o empobrecimento." Por incrível que pareça, a queda dos salários provocou a subida dos lucros e a manutenção das rendas (estude-se a EDP e outros monopólios). Não será por acaso que os orientais adquirem rendas (no caso EDP os chineses traziam a lição bem estudada) e não se metem nos casinos (que conhecem melhor que ninguém) das dívidas públicas como os investidores ocidentais.

Neste contexto, é impossível escapar à análise da globalização. Estamos perante um novo modo de produção - aumenta a produtividade, mas concentra o lucro nas rendas e não cria empregos nos países mais ricos - e de organização planetária, que reduziu a pobreza mundial. Estas contradições têm de ser resolvidas dentro de cada bloco. Não se vê outro caminho na impossibilidade de um governo mundial. E, já agora, os neoliberais podem ainda recuar mais um bocado e lerem quem não se cansam de citar.

 

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Adam Smith (2010:171) em "Riqueza das nações", Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.



publicado por paulo prudêncio às 14:54 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

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Captei a imagem na primeira página do Expresso online. Dos ex-ministros recentes, não encontrei declarações de David Justino, Isabel Alçada, Nuno Crato ou Maria Seabra.

Pode saber mais nas bases do dados do Expresso, Público (com a variável contextos) ou DN. Em geral, os privados (onde se desconhece o índice sócio-económico, enquanto que o das públicas é integrado em três escalões) dominam as primeiras quatro ou cinco dezenas de lugares o que lhes garante a tradicional publicidade.

 



publicado por paulo prudêncio às 08:42 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 03.02.18

 

 

 

Paulo Guinote numa Opinião Pública de Novembro de 2011.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:49 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

É um vídeo do parlamento (2015), com a opinião do actual SE João Costa.

 

 



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Sexta-feira, 02.02.18

 

 

 

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Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 16:53 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 01.02.18

 

 

 

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O Expresso anuncia o seguinte: 

"Pretende ser o maior estudo de sempre sobre o desgaste emocional dos professores, “burnout” incluído”, e sobre as condições em que estes trabalham - se há cansaço, desânimo, desmotivação ou, pelo contrário, alegria. Ainda não há conclusões - essas serão divulgadas em junho - mas já há algumas certezas. “Estamos a assistir a um adoecimento inédito dos professores nas últimas quatro décadas”, diz Raquel Varela, investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova e coordenadora de um estudo em curso sobre o desgaste dos professores, realizado em parceria com a Fenprof(...)"

Tenho a certeza que não há qualquer dúvida nos membros do Governo e das organizações sindicais sobre o estado das condições de realização da profissão de professor. Sabem-no e têm os números: das baixas médicas, por exemplo, dos inquéritos que não comprometem os actores e dos dados relativos à profissão docente. Também conhecem o rol de testemunhos da última década. Ou seja, para se decidir nesta matéria não são necessários mais estudos, embora o que acabei de escrever não injustifique o presente anúncio.

A investigadora acrescenta:

"(...)Isto é um estudo não só sobre o desgaste emocional e o chamado “burnout”, mas também sobre as condições de vida e sobre a vivência subjetiva dos professores nas escolas. Ou seja, o que eles sentem em relação aos alunos, em relação à gestão, em relação aos superiores hierárquicos e em relação aos seus colegas. Tudo isso será abrangido neste inquérito. Estamos a apontar para uma recolha individual de cerca de 40 mil inquéritos. Se conseguimos fazer isso, será de facto um dos maiores estudos realizados desde que existem estudos semelhantes, ou seja, desde os anos 70. Note-se que estamos a falar de uma categoria de profissionais que são responsáveis pelo futuro do país, que formam o país e os trabalhadores do país. As condições de vida e de trabalho desde 130 mil docentes são absolutamente essenciais para determinar como é que vão ser formados os atuais alunos.(...)



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Quarta-feira, 31.01.18

 

 

 

"Apenas os jovens do agrupamento de escolas público pior classificado no ranking afirmaram não recorrer a explicações porque “a sua condição socioeconómica não lhes permitia”, conclui ainda o estudo.

O que a realidade nos mostra, é que é um imperativo de consciência treinar os alunos para que "tudo tenha sido feito" na tal décima que pode faltar no sacrossanto acesso ao superior; e isso influencia o sistema desde a entrada na escola. Aliás, as crianças já integraram as explicações como uma rotina tão óbvia como a frequência escolar e o "impensado" de as sujeitar a quadros de mérito, e a outras publicitações semelhantes, sobrecarrega a competição e acentua uma teia "invisível" de conflitualidade, indisciplina e desigualdades.

É um universo tão tristemente contraditório, que nem se trata de discutir se os alunos aprenderão mais com tecnologias e interdisciplinaridades. Só em escolas sem secundário, ou que, tendo-o, grande parte dos alunos não se imagina no ensino superior, é que há espaço para reduzir o treino disciplinar em favor de uma suposta "escola do século XXI" (um sombrio século XXI, se ficasse apenas por estes espaços). E mesmo aí, a máquina do ME, e a hiperburocracia dos excessos das ciências da educação cruzada com os atavismos das ciências da administração, tenta de imediato eliminar qualquer ousadia com uma pesadíssima quadratura do círculo que nos devia envergonhar.

 

Já usei esta argumentação em inúmeros posts.

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publicado por paulo prudêncio às 15:10 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 30.01.18

 

 

 

Qual é o país da OCDE onde os professores perdem mais tempo com a disciplina para começar uma aula? É Portugal, onde existem inúmeras salas de aula em que "reina a "pequena indisciplina"". E não saímos disto, com o discurso circular de "especialistas" (em 07 de Fevereiro de 2017) a culpar "mais os professores do que os alunos". E se procurássemos, definitivamente, outras culpas? Um ano depois, olhemos para as componentes críticas e para o que foi feito.

Sumariemos: escola "armazém", como resultado da sociedade ausente; aluno-cliente como negação dos elementares princípios docimológicos (não tarda e a publicitação da calendarização de testes chega ao primeiro ciclo para que um petiz convoque os advogados porque o professor o submeteu a um questionário de avaliação sem calendarização; isto sim, o nefasto "facilitismo"); uma década de devassa, mediatizada em primeira página, da carreira dos professores; indústria da medição, com os respectivas pautas e quadros de mérito para os resultados de crianças (é a preparação para a selva, dizem "especialistas da ordem contrária"); "supressão" de intervalos escolares; aulas de noventa minutos como receita do 5º ao 12º ano e em todas as disciplinas; mais alunos por turma; mais turmas por professor; terraplenagem do estatuto da carreira dos professores; agrupamentos de escolas com organograma "impensado" e com aumento da hiperburocracia como factor ilusório de controle; legislação de disciplina escolar na lógica de um "tribunal dos pequeninos"; e por aí fora. Se nada de moderado, sensato e democrático acontecer, daqui por uma década voltaremos, seguramente, ao mesmo e, obviamente, aos culpados do costume.

 

Já usei esta argumentação noutros posts.



publicado por paulo prudêncio às 18:04 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 29.01.18

 

 

 

 

Surprende como, ciclicamente, se assume o afastamento do professor da centralidade do processo de ensino e aprendizagem. No século XVII, por exemplo, procuravam-se novos recursos didácticos mas sempre com o professor dentro do espaço central. Aliás, foi com a célebre "Lição de Anatomia do Dr Nicolaes Tulp" (1632) que Rembrandt se apresentou, e se afirmou, em Amesterdam. Se atentar, verá que os alunos deixaram de estar alinhados e que o seu olhar divergia: para o professor, para o livro aberto, para o objecto de estudo e até para a "objectiva". E claro: todos estavam iluminados mas muito atentos, como que a sublinhar que na pedagogia há intemporalidades que é fundamental que sobrevivam aos modismos.


Imagem:
Rembrandt van Rijn, The Anatomy Lesson of Dr Nicolaes Tulp, 1632
Museu Mauritshuis, Haia, Agosto de 2017

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publicado por paulo prudêncio às 15:13 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 28.01.18

 

 

 

No fim do filme pensei no ensaio de Gilles Lipovetsky, "A Era do Vazio". Este ensaio, ou ensaios, sobre o individualismo contemporâneo é muito bem retratado neste filme a preto branco e com pouco mais de 70 minutos. É evidente que não imagino se o argumentista pensou no ensaio referido. Com quatro ou cinco personagens, Philippe Garrel constrói uma narrativa com silêncios que dizem mais do que mil palavras. A ver mesmo.

 

"O Amante de Um Dia". Título original: L'amant d'un Jour. De: Philippe Garrel. Com: Éric Caravaca, Esther Garrel, Louise Chevillotte. Outros dados: FRA, 2017, Preto e Branco, 76 min.

 

"Quase 50 anos após a estreia de "Le Révélateur", o seu filme de estreia de 1968, Philippe Garrel regressa aos filmes para completar a sua chamada "trilogia do amor", iniciada em 2013 com "Ciúme" e continuada dois anos depois com "À Sombra das Mulheres". Centra-se em Gilles, um professor de filosofia interpretado por Ériv Caravaca que namora e vive com uma das suas alunas, Ariane (Louise Chevillotte). Tudo está bem até ao dia em que a filha de Gilles, Jeanne (Esther Garrel, filha do próprio realizador, além de irmã de Louis Garrel), da mesma idade de Ariane, vai morar com eles após acabar a relação em que estava.
Um drama romântico com apontamentos de comédia que foi originalmente apresentado em Portugal na edição de 2017 do Lisbon & Sintra Film Festival." PÚBLICO

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

Leia devagar, sff, e adivinhe quem fez as declarações seguintes antes de encontrar a solução no último parágrafo.

  1. “Não é preciso ser altruísta para apoiar políticas que elevem a renda dos pobres e da classe média já que todos beneficiarão. São políticas essenciais para gerar crescimento mais alto, mais inclusivo e mais sustentado. Portanto, um crescimento duradouro exige que seja mais equitativo."
  2. "Novos estudos demonstram que a subida em 1% da renda dos pobres e da classe média aumenta até 0,38% o crescimento do PIB em 5 anos. Em contrapartida, elevar em 1% a renda dos ricos reduz o crescimento do PIB em 0,08%. As nossas constatações sugerem que – contrariando a sabedoria popular – os benefícios da renda mais alta "espalham" para cima e não para baixo. Para além de outras variáveis, os ricos gastam uma fracção menor da renda e isso reduz a procura agregada e enfraquece o crescimento. Também se demonstra que a desigualdade excessiva de renda reduz o crescimento económico e torna-o menos sustentável."

São declarações de Christine Lagarde, em Junho de 2015 (Bruxelas), baseadas no boletim oficial do FMI de 17.06.2015 que integra o estudo (FMI"Causes and Consequences of Income Inequality: A Global Perspective". Se Maquiavel estivesse por cá, explicaria: "disse ao Príncipe: faz a maldade toda em pouco tempo e depois confessa-a; afirma-te neoliberal no início e social-democrata para sempre no fim; confia na sabedoria popular."

Notas:

1ª edição deste post foi em 04.02.2016. Esta 2ª edição deveu-se ao acontecimento em imagem (@Luís Reis Ribeiro do dinheiro vivo). Em Davos, no recente 24.01.2018, "Lagarde diz a Costa e Centeno que Portugal é um excelente exemplo". Convenhamos que é preciso descaramento. É claro que não se deve desprezar o pagamento antecipado da parte mais onerosa da dívida.

 

Repeti este post com alguns ajustamentos para o partilhar noutras redes sociais.

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publicado por paulo prudêncio às 14:07 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 27.01.18

 

 

 

 

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Bertrand Russel (1993:51) 

"O Poder, Uma nova análise social", Lisboa, Fragmentos.



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Sexta-feira, 26.01.18

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 25.01.18

 

 

 

Enquanto existirem professores, haverá cargas genéticas e componentes ambientais a influenciar estilos de ensino. Se o professor quiser que os alunos o ouçam, recorrerá a um estilo de comando ou directivo. Se organizar os alunos por grupos, irá da avaliação recíproca aos pequenos ou grandes grupos e se pretender que os alunos encontrem uma solução pode ir pela resolução de problemas, atribuição de tarefas ou descoberta guiada.

Não é avisado misturar a docimologia e as técnicas de ensino, que são, a par do conhecimento científico, os patrimónios dos professores, com correntes ideológicas. E nada disto significa que na Educação não haja disputa ideológica. Pelo contrário. Só que, e vezes a mais como se tem comprovado, as ideias não coincidem com as acções e muito menos com os resultados.

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)

 

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Quarta-feira, 24.01.18

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 23.01.18

 

 

 

 

Leia, sff, e tente adivinhar quem fez as declarações seguintes antes de encontrar a solução no parágrafo final.

  1. “Não é preciso ser altruísta para apoiar políticas que elevem a renda dos pobres e da classe média. Todos beneficiarão. Essas políticas são essenciais para gerar crescimento mais alto, mais inclusivo e mais sustentado. Ou seja, para se ter crescimento mais duradouro será necessário gerar crescimento mais equitativo."
  2. "Novos estudos demonstram que elevar num (1) ponto percentual a parcela da renda dos pobres e da classe média aumenta o crescimento do PIB dum país até 0,38 pontos percentuais em cinco anos. Em contrapartida, elevar num (1) ponto percentual a parcela da renda dos ricos reduz o crescimento do PIB em 0,08 pontos percentuais. Nossas constatações sugerem que – contrariando a sabedoria popular – os benefícios da renda mais alta "espalham" para cima e não para baixo. Para além de outras variáveis, constata-se que os ricos gastam uma fracção menor da sua renda o que reduz a procura agregada e enfraquece o crescimento. Os nosso estudos anteriores demonstram que a desigualdade excessiva de renda reduz, na verdade, a taxa de crescimento económico e torna-o menos sustentável com o tempo."

São declarações, em Bruxelas, de Christine Lagarde, em Junho de 2015, baseadas no boletim oficial do FMI de 17 de Junho de 2015 que integra o estudo, também de Junho de 2015 e do mesmo FMI"Causes and Consequences of Income Inequality: A Global Perspective". Se Maquiavel estivesse por cá, teria explicação: "disse ao Príncipe: faz a maldade toda em pouco tempo e depois confessa-a; sei lá: afirma-te neoliberal no início e "social-democrata para sempre" no fim; confia na sabedoria popular."

 

2ª edição.

1ª edição em 04 de Fevereiro de 2016.

 

Nota: Davos (24.01.2018): "Lagarde diz a Costa e Centeno que Portugal é um excelente exemplo".

 

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Segunda-feira, 22.01.18

 

 

 

 

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A confiança nos professores, e na sua autoridade enquanto educadores que transportam saberes nucleares, tem um relação decisiva com o futuro da democracia e com as boas aprendizagens dos alunos. A liberdade de aprender e ensinar é um direito inalienável para alunos e professores e há história suficiente para eliminar equívocos quanto aos efeitos. Há um património docimológico com exigências democráticas. É surpreendente que, na ânsia do controlo das salas de aula e num exercício de nivelamento por baixo (ou seja, constroem-se procedimentos centrados na "caça aos desvios", arrasta-se a organização para esse nível e elimina-se a ousadia), sejam os professores a dar corpo à conjugação obsessiva de verbos destinados ao controle burocrático e à consequente crise através do clima de faz de conta.

“(...)uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.

Arendt, H. (2006:195).

Entre o passado e o futuro.

Oito exercícios sobre o pensamento político.

Lisboa: Relógio D´Água.



publicado por paulo prudêncio às 13:54 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 21.01.18

 

 

 

 

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Luís Afonso



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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