Em busca do pensamento livre.
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

 

 

Não me quero repetir, mas haverá alguém responsável pela presença numa qualquer mesa de negociação que não tenha percebido, ainda em 2009, que não haveria aumentos salariais nem progressões na carreira nos próximos anos? Ou não repararam na chuva de milhões que foram metidos nos mercados para que a grande depressão não acontecesse de imediato? Se não viram nada disto é grave. Eu vi, e sou apenas um blogger não alinhado, e escrevi-o vezes sem conta; como aqui.

 

Por isso, é quase obsceno remediar o que se está a assistir com devaneios do tipo: mas os professores voltam a garantir as progressões na carreira. Logo no mesmo dia leram o que está aqui para que ninguém se esqueça: neste e nos próximos anos não existirão progressões e quanto a aumentos salariais será melhor meter outro vocábulo na nomenclatura: reduções.

 

Se já se sabia que seria assim, se os titulares (a divisão, salvo seja) e o monstro da avaliação se derrotaram a si próprios, e pela acção dos professores, ainda em finais de 2008, digam-me por favor: o que é que negociaram da gestão escolar, dos horários dos professores, da rede escolar, do inferno da burocracia, da escola a tempo inteiro, dos salários dos professores das AEC´s e por aí adiante.

 

Mas o que mais me aborrece é o seguinte: como é que os resultados do primeiro ciclo de avaliação influenciam a graduação em concurso dos professores contratados? Digam-me lá?

 

Francamente; muito francamente. Não assinaria um qualquer acordo sem que questões como esta estivessem decididas de forma inequívoca.



publicado por paulo prudêncio às 21:37 | link do post | comentar | partilhar

7 comentários:
De Francisco a 23 de Junho de 2010 às 22:07
Os resultados afinal contam? Não sabia.


De Sindicalista a 23 de Junho de 2010 às 22:49
Não concordo. Os sindicatos não governam. Conseguiram o possível. A plataforma é constituída por enorme diversidade. Onde estão os outros?


De Marco Santos a 23 de Junho de 2010 às 22:55
Olá Paulo boa noite,

O problema é que essas questões até parecem que nunca foram ponderadas, com a devida seriedade, por quem quer que seja!

Um abraço, Marco Santos


De pronúncia do norte a 23 de Junho de 2010 às 23:38

Parece que andamos todos( quase todos) a dormir.
Excelente trabalho Paulo.


De paulo prudêncio a 24 de Junho de 2010 às 15:55
Viva Marco.

Tens razão e ponto final.

Força aí.

Abraço.


De Citoyen Donatien a 24 de Junho de 2010 às 00:21
Andaram aí a fazer demagogia com a estória dos titulares. Claro que a divisão da carreira era um absurdo. Parece que este era a fonte de todos os males. No entanto, nas escolas, foram os titulares que apanharam com uma enorme carga de trabalhos para fazer funcionar os orgãos pedagógicos, sem qualquer contrapartida, note-se. Agora, caem os titulares, mas mantém-se a divisão de carreira, de uma forma mais encapotada, mas muito mais gravosa. A Fenprof congratula-se com isto...fraca coisa. Assinaram um acordo em troca de nada. Quem faz,afinal,o jogo do governo?


De paulo prudêncio a 24 de Junho de 2010 às 15:56
Viva Donatien.

É importante o ponto de vista que aqui expressas; muito importante mesmo, se me permites



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