Em busca do pensamento livre.
Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017

 

 

 

 

 

 

 Foto de António Curado  

recolhida no facebook.

 

Este post é de 30 de Maio de 2013.

 

Está de parabéns a comissão de representantes do "Movimento em Defesa da Escola Pública no Oeste".

 

Se dúvidas havia, ficou claro que a não construção da escola pública, em 2005 e na zona da cidade das Caldas da Rainha onde se edificou um colégio da cooperativa GPS, se deveu a um problema de terrenos, para além de uma intenção ideológica no sentido da privatização do sistema escolar.

 

Também se confirmou que a sobrelotação da rede escolar se circunscrevia ao segundo ciclo e que a opção por uma escola com terceiro ciclo fundamentava-se no facto da "tipologia de escolas" ter abandonado o "modelo ciclo preparatório". A decisão política contrariou os estudos, a sensatez e a boa gestão do território e da coisa pública e permitiu a edificação de uma escola cooperativa, também com ensino secundário, pasme-se, que provocou um efeito sistémico que sublotou as escolas públicas, "duplicou" a despesa e originou as conhecidas injustiças nos profissionais de Educação do concelho.

 

Com os cortes curriculares em curso e com o número de turmas existentes, são suficientes as escolas edificadas anteriormente a 2005 para a frequência de todos os alunos do concelho. Se os cortes a eito (aumento de alunos por turma e de horários de professores, revisão curricular e mega-agrupamentos) criaram a injustiça dos horários zero nos professores portugueses, a situação descrita duplica a fatalidade para os professores que leccionam nas Caldas da Rainha.

 

Foi esta a conclusão do debate em que, com muito gosto, aceitei participar num agradável convite feito por pares e com excelente moderação de José Fontes. O auditório esteve lotado, a sessão prolongou-se para lá da uma da manhã e terminou com uma importante intervenção política de Santana Castilho.



publicado por paulo prudêncio às 22:55 | link do post | comentar | partilhar

8 comentários:
De João Pereira a 30 de Maio de 2013 às 17:17
Paulo, subscrevo as palavras da Isabel.

Opiniões dos candidatos à Câmara são para reflectir: o doutor Tinta Ferreira, como vereador da Educação, representante do poder eleito pelo povo, devia defender a causa pública e não continuar a massacrar-nos com o "equilíbrio", ignorando o que está na lei: as turmas com as cooperativas de ensino só deveriam ser contratualizadas quando se esgotarem as capacidades das escolas públicas.
Como vereador, deveria "mexer-se" e fazer chegar a quem toma decisões (na nebulosa em que se transformou a rede escolar) os números reais: são menos 500 alunos nas escolas públicas e são mais 500 alunos nos colégios (isto em apenas 5 anos). 500 alunos são 20 turmas. 20 turmas a 85 000 euros são 1 700 000 euros dos contribuintes a seguirem para bolsos (uns identificáveis, outros nem por isso). Os contribuintes, não só os professores, não autorizaram este esbanjamento de dinheiros públicos.

O processo de "transferência" foi lento, mas os senhores do grupo GPS lá conseguiram levar a água ao seu moinho... Lucro e mais lucro.

De elogiar a participação/puxão de orelhas de Santana Castilho. Os professores do ensino público têm de deixar de ser "zombies" e começarem o caminho da união... Foi bom ver tantos docentes na plateia!

Confrangedora a participação do representante do CDS, comparando o colégio caldense com o Externato da Benedita, como se as histórias da criação, funcionamento e de serviço educativo se possam assemelhar... Mas foi este mesmo quem afirmou: "o colégio, depois destas polémicas, já não é a escola da moda". Que os encarregados de educação começam a abrir os olhos, lá isso começam, pena é que muitos ainda se deixem enganar e manipular de forma tão visível e tão vil.

Elogios também para a intervenção de Lino Romão, que não se absteve de comentar os exames e o número de alunos que são levados a exame. Na escola pública, 195 alunos realizaram a prova de Português (média de 24-25 por turma). Na cooperativa, foram apenas 68 (média de 17). Se os professores do ensino público optassem por este processo de selecção, "cortando as pernas" aos 7-8 alunos mais fracos da turma, a média obtida no exame dispararia...

Já agora, também convém lembrar que muitos alunos do privado aparecem na escola pública para se inscreverem nos exames, realizando-os como alunos externos, não contando, por isso, para o ranking.

É o que se chama o belo marketing para encarregado de educação ver: vejam as médias dos nossos alunos, vejam como somos bons... Não liguem se o número de alunos a realizar exames for muito baixo, nós protegemos os melhores!

Destaque para a presença, na plateia, de duas dezenas, pelo menos, de docentes do privado. Não podemos deixar de pensar o que os levou ali: se uma verdadeira preocupação com a rede escolar, se uma "arregimentação" feita por quem, digamos, lhes controla os destinos. Todos juntos, lembraram-me uma galera, remando todos a compasso. Preocupante é verificar que a precariedade anda de mãos dadas com o medo...

Foi pena que não se tenha falado: da reportagem da TVI, das ilegalidades detectadas e das que ainda serão detectadas e divulgadas (ou acham que as pessoas não sabem que elas existem?).

E faltou a grande questão: como é que o governo de uma nação assina contratos com empresas-agentes que praticam ilegalidades?

Enfim, um grande aplauso para a tua intervenção, Paulo.

Fica a certeza que os professores estão atentos e com "ganas" de continuarem a lutar pelos seus direitos.

Um abraço.


De paulo prudêncio a 30 de Maio de 2013 às 21:35
Obrigado João.


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