Em busca do pensamento livre.
Sábado, 1 de Dezembro de 2012

 

 

 

 

 

 

 

Depois de ter visto o anúncio, encontrei no site da TVI a seguinte sinopse:.

 

 

"PRÓXIMO PROGRAMA: "Dinheiros Públicos, Vícios Privados - 3 de dezembro de 2012

 

"São colégios privados, totalmente financiados pelo estado, ou seja, pagos por todos nós. Só este ano receberam de financiamento, qualquer coisa como 25 milhões de euros.

Foram construídos de Norte a Sul do país, onde supostamente, as escolas públicas já não podiam receber mais alunos. Mas, na realidade o que uma equipa da TVI encontrou no terreno é completamente diferente.

Fomos encontrar escolas públicas subaproveitadas, com salas vazias, à espera de alunos que foram transferidos para os colégios privados. O «Repórter TVI» mostra-lhe também um retrato do que se passa nesses colégios, com professores a serem ameaçados de despedimento, denúncias de manipulação de notas, professores que se sujeitam a humilhações. Ao todo são 26 colégios, todos do Grupo GPS, que tem como consultores, deputados e Ex-Secretários de Estado que depois de deixarem o cargo, passaram a trabalhar para o grupo.

«Dinheiros Públicos, Vícios Privados» é uma reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de Gonçalo Prego e montagem de Miguel Freitas."



publicado por paulo prudêncio às 15:17 | link do post | comentar | partilhar

64 comentários:
De anónimo a 1 de Dezembro de 2012 às 17:21
CORJA!!!! Há anos e anos que denuncias este polvo!!!


De paulo prudêncio a 1 de Dezembro de 2012 às 23:04
Tenho escrito sobre a privatização de lucros e as ilegalidades. Tem razão. Desde 2005 que o faço.

Mas os post que fiz sobre as cooperativas de ensino foram para divulgar peças do jornalismo de investigação, como acontece neste caso.


De João Pereira a 1 de Dezembro de 2012 às 20:29
Se depois da transmissão desta reportagem, o Ministério da Educação não fizer nada... Estamos perante um crime! Gostaria de saber que mentiras dirão os responsáveis pelos colégios do Grupo GPS depois de segunda-feira. Num estado de direito (verdadeiro), seguir-se-ia um inquérito, o apuramento de responsabilidades e a condenação de muitos. Num estado decente, os contratos com estes colégios seriam denunciados e terminados. Mas como vivemos num país onde reina a corrupção, já é de esperar tudo!


De paulo prudêncio a 1 de Dezembro de 2012 às 23:04
Vamos aguardar João.


De Anónimo a 1 de Dezembro de 2012 às 22:19
São os Colégios Cooperativos que muitas vezes recebem alunos medíocres, indisciplinados que as Escolas Publicas enviam no sentido de os descartar, pois não se querem dar ao trabalho de os disciplinar, de implementar medidas corretivas quando necessário, de reunir com os Pais em qualquer dia e hora ainda que não seja o horário de atendimento, de harmonizar procedimentos com o Conselho de Turma no sentido de os disciplinar, de dar apoios aos alunos fragilizados nas horas de almoço, etc. São estes os professores como eu que trabalham desde as 8h30 da manhã muitas vezes até às 21h30, chegam a casa e ainda fazem trabalho de muita preparação de aulas., estratégias e preenchimento de todos impressos e mais alguns para justificar todos os resultados obtidos e não obtidos. São estes os Colégios que ficam nos primeiros 8 lugares do ranking quando a escola do lado, que é Pública fica num lugar vergonhoso de 600.º lugar no ranking.
São esses os alunos que tinham sido descartados pela Pública, que no 12.º ano entraram em medicina, pois foram devidamente “domesticados” pelo Cooperativo e Particular, que no 6.º ano a escola do lado rejeitou.
No cooperativo/particular o grau de exigência é muito superior e só transita de ano quem domina os conteúdos. Não há Conselhos de Turma a passar os meninos com 3- por favor. Quando esses 3- à maioria das disciplinas eram nitidamente 2…
Um aluno que não é pelo menos razoável a língua portuguesa e matemática, nunca poderá ser efetivamente bom às outras disciplinas, pois irá sempre denotar dificuldades de interpretação de enunciados e raciocínio lógico.
No Cooperativo, todos os alunos vão a exame, sem exceção e a média interna é sempre inferior à média dos exames nacionais. Sou professora do grupo, farto-me de trabalhar é verdade, mas os resultados estão à vista de todos, na comunicação social.
Quanto às despesas dos alunos, o ensino cooperativo é mais barato do que o ensino público cerca de 400 euros anuais por aluno e NÃO estamos a contabilizar arranjos/obras que são necessárias fazer (telhas, pinturas de escola, mobiliário escolar, etc.). Porque se o estado divulgasse esses resultados ia-se envergonhar. As cooperativas não têm bons laboratórios, os materiais são escassos a comparar com as Escolas Públicas e no entanto eis os resultados…
É no ensino público, que instalam sanitas suspensas nos WC (Parque Escolar). Em casa, quantas pessoas têm esse luxo? Depois partem-nas como vinha no jornal e obviamente que o pai do menino não quis pagar e achei muito bem.
Na Escola Pública nenhum diretor, professor ou auxiliar disponibiliza a sua hora de almoço ou intervalo para acompanhar os meninos no cumprimento de trabalho cívico (limpeza do refeitório, wc, etc.).
Falam falam… que os professores do público deveriam ir para o privado/cooperativo, mas estariam dispostos a fazer 200 km por dia, a gastar este valor em combustível, ter 500 alunos e no fim apresentar excelentes resultados?
São os professores que tinham redução de horário que iam fazer agora 8 a 12horas de trabalho por dia quando trabalhavam isso numa semana?



De paulo prudêncio a 1 de Dezembro de 2012 às 23:16
Compreendo o seu desalento. Como diz que é professora numa cooperativa de ensino, e como se esforça tanto, é natural o seu desânimo e apreensão. Ninguém gosta de ver a instituição onde trabalha nestas condições, mais ainda se exerce a sua actividade com profissionalismo.

Mas não está a ser justa com as escolas do Estado.

Não sei por onde tem andado, mas já leccionei em mais 13 escolas do norte a sul do país, ao longo de cerca de 30 anos e em todos os ciclos de escolaridade, e encontrei uma legião de professores e de outros profissionais a "massificarem" o ensino sabe-se lá em que condições. Podia ficar a noite toda a testemunhar a verdadeira dedicação à causa, que foi muito para além do exigível.

Escreve: "(...)Falam falam… que os professores do público deveriam ir para o privado/cooperativo, mas estariam dispostos a fazer 200 km por dia, a gastar este valor em combustível, ter 500 alunos e no fim apresentar excelentes resultados?(...). É isto que defende como padrão de qualidade?

Desculpe, mas os números que apresenta não estão correctos.

Tenho num post mais abaixo o seguinte:

"(...)E por que é pessoas informadas na actual maioria estão tão desesperadas?

Em primeiro lugar, porque os últimos estudos e relatórios não ajudam os seus propósitos como esperavam.

O derradeiro, encomendado pelo MEC, apresenta, de forma resumida, os seguintes números para o investimento médio por turma: 70000 euros nos 2º e 3º ciclos do ensino básico e 89000 euros no ensino secundário (apura-se um valor médio de 76000 euros) nas escolas do Estado e 85000 euros nas escolas cooperativas. Ou seja: nos 2º e 3º ciclos do ensino básico o custo por turma nas escolas do estado é inferior em 15000 euros em relação ao das cooperativas.(...)"


De ana a 1 de Dezembro de 2012 às 23:23
O que fará com que uma professora escravizada no ensino privado, com turmas de "alunos medíocres, indisciplinados" descartados pelas escolas públicas, sacrificada a "implementar medidas corretivas quando necessário", a ter "de reunir com os Pais em qualquer dia e hora ainda que não seja o horário de atendimento", a ter "de harmonizar procedimentos com o Conselho de Turma no sentido de os disciplinar, de dar apoios aos alunos fragilizados nas horas de almoço", a ter de trabalhar "desde as 8h30 da manhã muitas vezes até às 21h30", chegando a a casa e ainda fazendo "trabalho de muita preparação de aulas, estratégias e preenchimento de todos impressos e mais alguns para justificar todos os resultados obtidos e não obtidos", a ter de disponibilizar "a sua hora de almoço ou intervalo para acompanhar os meninos no cumprimento de trabalho cívico (limpeza do refeitório, wc, etc.)", a ter de "fazer 200 km por dia, a gastar este valor em combustível", a ter "500 alunos", a ter de fazer "8 a 12 horas de trabalho por dia"... retomo o início: o que faz uma professora destas, com tanta abnegação, mas que não invoca sequer qualquer experiência pessoal no ensino público, comparando as suas vivências, para dar alguma credibilidade ao seu testemunho e reforçar a sua perspetiva estoica... volto a questionar: o que faz uma professora destas manter-se no ensino privado??? Incompetência para conseguir melhor?
Afinal, quem tem este nível de dedicação, de sacrifício, e resultados tão invejáveis apenas com esforço e mérito próprio, teria sucesso em qualquer outro paraíso educacional como descreve o ensino público.
Olhe, senhora anónima, poupe-nos a mais demagogia. Já temos q.b.
E fique apenas com este repto: quando esses pobres alunos, por vezes medíocres e indisciplinados, do ensino privado frequentarem turmas de 30 e fizerem exames nacionais nas escolas públicas, vigiados por professores desconhecidos, a gente conversa sobre esses rankings e sobre essa excelência.
Já agora, também poderá identificar-se: a um bom engraxador às vezes sai uma sapataria.


De Anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 00:26
Desde quando zelar pela educação dos meus alunos é ser escravizada? É isso que sentem em relação aos vossos filhos? Estamos a criar cidadãos ou alunos com comportamentos displicentes que fazem o que querem?
Escravizados são alguns professores do ensino público que muitas vezes ouvem o que não querem, aparecem com carros riscados, apresentam queixa aos Diretores e estes passam a mão pelos meninos, sem agirem por receio das consequências. Esses diretores não estão na escola a solucionar os problemas das 8h00 da manhã às 22h00. Esses diretores das públicas não chamam atenção os professores que em vez de entrarem às 9h00 chegam às 9h20, como já presenciei e ninguém lhes marcou falta.
Quanto alunos andam nas escolas públicas a passear pelos recreios porque faltam às aulas? Sabe quantos alunos passeiam nos recreios durante as aulas nas privadas? Zero. E na primeira vez que isso aconteceu os funcionários foram os primeiros a identifica-los, passar registo de ocorrência e a levá-los paras as aulas. O professor foi o primeiro a informar via caderneta e o diretor de turma no mesmo dia a convocar os Pais. Pode acontecer uma vez mas não acontece mais vez nenhuma. E os alunos percebem que a autoridade são os professores, funcionários e direção.
Relativamente à vigilância de exames, todos os anos temos inspeção e está tudo em conformidade.
Ainda bem que a professora domina na perfeição todos os conteúdos programáticos de 12.º ano às disciplinas alvo de exame para poder dar as respostas aos seus alunos. Se acha que isso é ser profissional…
Já trabalhei no público e já fui colocada no público nos anos anteriores e não senti vontade de abandonar o cooperativo. No cooperativo não há faltas de respeito. Sabe quanto vale um professor passar pelo corredor para se dirigir à sala e os meninos estarem em fila organizados à nossa espera?
Se o púbico é tão bom, porque é que os ministros insistem em colocar os filhos no cooperativo e privado? Afinal não estão a dar o exemplo à sociedade. Mas para os professores que são pais dava jeito que as escolas estivessem abertas até às 20h00 da noite. ..
Conheço muitos professores do ensino público com bastante mérito, pois efetivamente trabalham muito diariamente, fins de semana a arranjarem estratégias de melhoria e alcançam excelentes resultados. Esses não merecem estar rotulados como pessoas que pertencem a uma classe qualquer. Pois é assim que a sociedade nos vê, a todos.
Sabe quanto pais nos informam que somos muito mais exigentes, que os testes são muito mais complexos e os conteúdos são muito mais aprofundados em relação à escola publica? Não é por acaso que mesmo com a crise o número de alunos em muitos particulares que têm bons resultados tem aumentado. Quando há uma equipa de professores, funcionários e direção a remar no mesmo barco, estudar compensa e por isso os alunos se esforçam para chegar ao quadro de mérito.


De Anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 00:29
Por curiosidade. O Professor Paulo Prudêncio não é professor de Ed. Física? Acho que conheço o professor da EBI.


De Anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 00:32
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=85948


De Anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 00:48
A professora referiu “o que faz uma professora destas manter-se no ensino privado??? Incompetência para conseguir melhor?”
Tomara eu que “privatizem” as escolas públicas e se os professores lá colocados pelo ministério de educação não mostrarem resultados, como qualquer trabalhador tem o dever de fazer numa empresa privada, que seja despedido e deem oportunidades a outros de mostrar melhor trabalho. Já trabalhei em várias publicas onde assisti um menino a oferecer favas do seu quintal a uma professora e a professora durante o período da manhã pediu a um grupinho que as descascasse.
Tenho a certeza que os professores que frequentam este blog são profissionais. Agora digam-me: acham bem a cambada de professores incompetentes (como esta das favas e que chegava atrasada) contribuir para que vocês e eu, sejamos rotulados como uma classe qualquer, que supostamente trabalha poucas horas e não faz nenhum? É assim que a sociedade nos vê.
Os professores do público são rotulados porque não podem ter autoridade. Felizmente posso ter autoridade e assim a escola funciona mas os alunos também dão o litro caso contrário chumbam. Ninguém os passa com 3- a 9 disciplinas. Se está fraco, chumba! Essa é a chave do sucesso!


De paulo prudêncio a 2 de Dezembro de 2012 às 01:22
Sou professor na EBI de Santo Onofre, sim.

A escola é um bom exemplo para se compreender as políticas das últimas duas décadas no sistema escolar e o mérito da escola pública.

Fizemos de uma escola TEIP uma referência e muito pretendida pelas famílias.

Em 2007 começou o desvario de políticas e a lógica de mercado (e outras coisas mais como as que são referidas na sinopse divulgada neste post) fez com que perdesse 50% dos alunos.

O link que indica é referente ao relatório do tribunal de contas, refere-se ao ano lectivo 2009/10 e as conclusões que o link indica estão erradas e manipuladas.

Os dados que indiquei são de um estudo posterior e encomendado pelo MEC. São também de 2009/10. Nesta altura, o custo por turma nas escolas do estado ainda é mais baixo.

Lamento que se tenha chegado a este ponto.

Ando desde 2005 a alertar para as consequências relacionadas com a guloseima e com a privatização de lucros (responsáveis pelo estado em que estamos) no ensino não superior.


De ana a 2 de Dezembro de 2012 às 01:35
Não vou alongar-me na resposta, porque, perdoe a franqueza, parece-me que o seu discurso revela demasiadas contradições, paradoxos e incoerências para merecer contraditório.
Deixo apenas alguns apontamentos avulso, para meditar:
- Estudos recentes comprovaram que os alunos oriundos das escolas públicas têm melhores resultados no Ensino Superior do que os que provêm do ensino privado, para além de os primeiros saírem mais baratos ao contribuinte.
- O actual modelo de gestão da escolas públicas permitiu e promoveu a proliferação de compadrios e despotismos, por exemplo com o mesmo desacerto e a mesma impunidade, por parte da tutela, com que se foram financiando escolas privadas com dinheiros públicos para gastarem mais na formação dos alunos do que as escolas públicas vizinhas e paulatinamente esvaziadas.
- Graças ao empenho da ex-ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues e da sua equipa, da qual saliento o secretário de estado Valter Lemos e a directora regional Margarida Moreira, assim como graças às características supracitadas do actual modelo de gestão das escolas públicas , muitos alunos, pais e encarregados de educação deixaram de perceber que a autoridade são os professores e funcionários.
- Relativamente à vigilância de exames, as escolas públicas também têm inspecção todos os anos, só não são é avisadas, muito menos os professores vigilantes dentro das salas de aula.
- Muitos ministros insistem em colocar os filhos no cooperativo e privado para obter as benesses que decorrem do processo, quer em termos pessoais e profissionais, quer em termos familiares. Infelizmente, de há uns bons anos a esta parte, os ministros portugueses não têm servido senão para dar maus exemplos à sociedade.
- Pelo contrário, parece que os professores insistem em colocar os filhos no ensino público, porque, quando são pais, querem o melhor e mais credível para os seus filhos, sem estratagemas nem prolongamento de horários, de modo a prestarem-lhes o devido acompanhamento em casa.
- Também conheço muitos professores do ensino público com bastante mérito, que trabalham muito diariamente e aos fins de semana, para arranjarem estratégias de melhoria, e alcançam excelentes resultados, sobretudo quando os respectivos alunos são maioritariamente oriundos de famílias desfavorecidas, onde abundam o desemprego, a pobreza, a desestruturação familiar, o alcoolismo e outras pechas sociais, onde cerca de metade das crianças são dependentes dos subsídios da Acção Social Escolar e chegam à escola duas horas depois de se terem levantado, para se sentar ao lado de 29 colegas. Tudo isto é muitíssimo mais exigente se comparado à realidade das escolas privadas, daí que também o trabalho dos professores deva sê-lo.

Finalmente, tem toda a razão:

"Quando há uma equipa de professores, funcionários e direção a remar no mesmo barco, estudar compensa e por isso os alunos se esforçam para chegar ao quadro de mérito."

Esta é mesmo a conjuntura que o Ministério da Educação se tem esforçado por desmembrar e implodir nas escolas públicas, quanto mais não seja para perpetuar a existência de escolas privadas financiadas pelo Estado, apesar de estas terem custos mais elevados, mas garantindo assim a sobrevivência e o negócio de muitos ex-políticos e simpatizantes dos partidos do arco da governação. Não hão-de eles pôr lá os seus filhos?!
Por último, posso dizer-lhe ainda que frequentei toda a escolaridade básica e secundária no ensino privado, num dos colégios (ainda e sempre) melhor posicionados nos rankings dos exames nacionais e lecciono há décadas em escolas públicas. Nunca precisei de beneficiar de estratagemas, mas sei bem do que falo.


De Isabel a 2 de Dezembro de 2012 às 15:31
Tenho que me rir! Está desesperada, ou quê?
Poderia estar aqui a esmiuçar tudo o que diz, mas amanhã "alguém" fará isso por todos nós.
Mas vou emendar aí uma frase: só faz exame como interno do colégio (que é o conta para o ranking) quem tem boas notas. Quem não tem, É OBRIGADO A ANULAR A MATRÍCULA! Esqueceu-se de contar isso! Tenho números que o provam, precisamente com a disciplina de Português.


De Isabel a 2 de Dezembro de 2012 às 15:35
Já agora, D. Anónima, também está proibida de se identificar nos comentários?
É o colégio que não deixa?


De Anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 21:13
Não sei a que escola se refere. Mas na minha escola todos os alunos vão a exame e os resultados estão à vista.


De Paula Vicente a 3 de Dezembro de 2012 às 21:40
Louvo a paciência de aqueles que se dignaram volver tanto esforço para lhe responder. Tenho 100% de certeza que a senhora anónima é tão professora como eu sou amoladora de tesouras.


De Rui Andrade a 4 de Dezembro de 2012 às 11:33
2oo Km por dia + 5oo alunos + 12H de trabalho diário.
Tanto sacrificio gera-me desconfiança.
Soa-me antes a "escravatura".
Ensino privado sim, mas, não esse preço. O de sacrificarem a sua qualidade de vida, a sua felicidade, tal como fazem os chineses e os tailandeses que produzem produtos de boa marca a baixo preço...
Rui Andrade
Porto


De Manuela Silveira a 2 de Dezembro de 2012 às 13:44
Paulo e Ana,

Não percam tempo a argumentar... o anónimo/a (supostamente professor/a) não revela competências para ser interlocutor. Nem revela vontade de ouvir, mas sim um esforço desesperado para mostrar as maravilhas do mundo onde tão estoicamente trabalha. Alguém lhe encomendou o serviço?
Só falta dizer que lá, nesse mundo onde trabalha, os professores anda de uniforme às riscas e no portão da escola se pode ler "O trabalho liberta".
Professorinha anónima, recomendo-lhe que leia um post neste blog, onde o Paulo cita o escritor Ondjaki "Para quem está de joelhos, o que sobra é uma forte dor nos ossos (acrescento, um grande vazio de pensamento) e o olhar virado para o chão."




De Isabel a 2 de Dezembro de 2012 às 15:37
Paulo, o desespero está à vista!


De paulo prudêncio a 2 de Dezembro de 2012 às 15:51
Boa tarde a todos.

Li os comentários na diagonal e respondi já tarde. Estive a agora reler e concordo com um detalhe: a anónima que aqui comentou usa argumentos que não parecem de uma professora informada sobre a história do nosso sistema escolar.

Há um argumento que tem sido utilizado ultimamente pelos defensores de que a gestão privada é sempre, e em qualquer circunstância, melhor do que a pública: a disciplina dos alunos.

Como os argumentos financeiros foram derrotados, encontram na disciplina uma espécie de bóia de salvação (também usam os exemplos de mau profissionalismo para os remeterem exclusivamente para as escolas do estado; enfim... alguma ingratidão, no mínimo).

Não me parece que tenham escolhido um bom caminho; só pioram a condição, se me permitem. A agenda de destruição das escolas do estado começa a ficar quase esgotada e a população vai intuindo a coisa.


De Atento&Vigilante a 2 de Dezembro de 2012 às 16:00
Espero que os responsáveis da TVI não sofram pressões e represálias, ou algo do género. Desmascarar negociatas com o dinheiro dos contribuintes
é verdadeiro serviço público. E cá me parece que a reportagem vai desagradar a muita gente.


De maria do norte a 2 de Dezembro de 2012 às 18:13
Espero que essa anónima não seja do norte :) Que borgeça:)


De anonimo a 2 de Dezembro de 2012 às 18:35
pelo o que já li acho que há muita coisa que tem de ser dita, ora vamos lá fazer umas contas, os professores das publicas tem mais ferias que qualquer outro funcionário publico, pelo natal existem duas semanas de ferias, uma para dar as notas aos pais ( quando dão porque o novo modelo e dar quando recomeça a escola em janeiro) a outra semana seguinte nunca mais põe os pés na escola que estão a leccionar, pela pascoa volta a repetir se a historia, uma semana para dar as notas ( quando é)a outra vão de ferias, quando chega a junho terminam as aulas a 15 sensivelmente ate ao inicio de julho ainda se vem, mas durante dois meses nunca mais ninguém os ve, so regressam em setembro, é a classe dos funcionários públicos que mais ferias tem cerca de dois meses e meio por ano, enquanto na privada se se deslocarmos a escola os professores estão la, só vão de ferias no mês de agosto, então quem são os maiores corruptos??? onde é que na publica existe um psicólogo a tempo inteiro?? sim e é verdade ha professores na publica que recebem as ditas favas e mais coisas dos pais, para assim os meninos terem benesses e serem ajudados em plena sala de aula, e depois são devidos em grupos dentro da sala de aulas, para um lado os que dão prendas ás professoras e tem de ser bons alunos, para o outro os que não dão nada e por isso são excluídos e postos de parte. na privada e tudo tratado com IGUALDADE!!!
já que se fala tanto na droga qual é culpa dos pais quando se manda uma criança para uma escola publica as 7.30 da manha num autocarro e regressa as 18 horas para ter duas horas de aulas durante todo o dia, pergunto como eu, onde estas crianças passam o tempo disponível??? eu vou dizer: nos cafés, na rua onde tudo se passa, droga, prostituição e sei lá mais o que.
nas privadas as coisas estão muito melhor organizadas e há exigência que é o que falta nas publicas, exigência, organização e as pessoas terem gosto e brio naquilo que fazem.
as publicas quando chega as ferias não dão alternativas aos pais quem trabalha tem de se arranjar, ou arranja um ATL ou vai levar a casa de um familiar, sim porque as pessoas tem de trabalhar para sobreviver, enquanto numa privada é sempre dado aos pais a hipótese de assegurar as crianças durante o tempo de ferias, qual é a escola publica que recebe as crianças a partir das sete e trinta da manha?? nenhuma!!! qual é escola publica que assegura as crianças ate as 19 horas?? nenhuma e são as escolas privadas as corruptas!!!! hoje em dia precisamos de escolas que olhem para os alunos e para os pais com respeito, amizade e assim todos juntos fazermos uma sociedade saudável e não é com a politica das escolas publicas que vamos lá.... devo de vos dizer trabalho numa escola publica que só falta levar um soco na cara quando chamo a responsabilidade de alguma criança e no outro dia tenho lá os pais para me darem também, eu tenho os meus dois filhos numa privada, admiro a organização e a maneira como as coisas são elaboradas. sim é verdade na escola onde eu trabalho ouve duas crianças problemáticas que foi recomendado aos pais irem para um colégio privado porque tem meios que as publicas não tem.
então pergunto eu, não tem porque??? sim porque tem verbas para isso para onde vai o dinheiro que é destinado para isso??? sinceramente acho que os maiores corruptos são mesmos os públicos e não os privados!!! OS PRIVADOS TEM POR OBJETIVO O BEM ESTAR,SUCESSO E PROGRESSO DOS NOSSOS ALUNOS!!!! enquanto que o publico isso fica para segundo plano.....


De paulo prudêncio a 2 de Dezembro de 2012 às 19:14
Boa tarde.

Nem sei se esta anónima é a mesma dos restantes comentários.

Não é muito agradável responder a anónimas, como compreende, mas não só não apago comentário como lhe vou dizer que levanta questões importantes que a sociedade portuguesa tarda em encarar de frente.

Horários de trabalho de quem quer ter filhos (e isso tem uma relação muito directa com a quebra da natalidade, com a emigração fatal de jovens quadros e por aí fora), tempo educativo que as famílias passam com as crianças, problemas de mobilidade nas grandes urbes onde se situa dois terços da população, litoralização do território, insucesso escolar por causa da segregação social que deixa para as escolas com pior imagem as crianças mas necessitadas de apoio e podia ficar aqui horas a desenvolver esses temas.

Misturar tudo isto com corrupção nas escolas do estado é que me parece despropositado. Acusar de corruptos quem trabalha nas escolas do estado e compará-los com as questões que parece que vão ser levantadas pela reportagem de investigação da TVI é que me deixa perplexo.

Isso retira, se me permite, credibilidade à sua argumentação.


De anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 20:18
Tens muito nível Paulo Prudêncio.


De paulo prudêncio a 2 de Dezembro de 2012 às 20:32
Obrigado anónima.


De Anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 21:10
Conheço alguns professores que deram entrevistas para a reportagem. São professores que não serviam para a Escola e que a Escola não servia para eles.


De anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 21:54
Ai e que esta e residir o problema é morder na mao de quem lhe deu de comer....


De paulo prudêncio a 2 de Dezembro de 2012 às 22:00
Lamento, gosto de participar nas discussões neste blogue e tento responder a todos os comentários, mas com este tipo de argumentação vai compreender que é impossível trocar ideias.

Está a focar-se numa reportagem que diz conhecer e que só estará no ar amanhã. Veremos.

Nos tempos que correm, e fazendo alguma analogia com tempos passados, devemos sublinhar a coragem de pessoas que se dispõe a esta exposição.


De Paula Vicente a 3 de Dezembro de 2012 às 22:25
Com esta está tudo dito. Deixou mesmo o gato com o rabo de fora.


De anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 22:11
então se para si o problema se relaciona com a falta de natalidade e com emigração não percebo o que é que as escolas privadas tem a ver com o assunto porque até estão no mesmo barco, com falta de alunos.
agora é assim as publicas tem as mesmas verbas que as privadas, certo? eu só faço uma pergunta para onde vai o dinheiro??
na privada tem ingles desde o ultimo ano da pre-escola.
na publica não
na privada tem professor acolhedor caso falte algum.
na publica também ..na rua porta aberta
na privada quando há uma falta injustificada só que seja os pais são automaticamente chamados
na publica só depois de dar umas quantas e que chamam os pais
só lhe faço uma pergunta porque?????
para onde vão verbas para colmatar estas lacunas????
ainda há mais..



De Anónima a 2 de Dezembro de 2012 às 22:17
Caro colega

Concordo plenamente consigo e acrescento, quando os alunos faltam os professores ficam na escola para aplicar as provas de recuperação de aulas? Não!!!
Não seguem a legislação e quanto ao trabalho cívico desconhecem que está aprovado em decreto-lei. Se conhecessem a lei aplicavam-no. É mais fácil usufruir inteiramente das horas de almoço, usufruir dos intervalos e dos tempos livres, do que aplicar disciplina e harmonizar procedimentos. Top turma nas salas existe? Estabelecer objetivos com os alunos e afixar no placar fazem? Não... e depois vem uma professora perguntar o que é que um professor faz para além das suas 35 horas...
Lamento!


De paulo prudêncio a 2 de Dezembro de 2012 às 22:38
Peço, pela enésima vez, que se moderem e que discutam a questão central.

Sou o único editor do blogue e peço que respeitem a linha editorial.


De anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 22:17
apagar????? isso prova que que o que foi dito tem o seu k de verdade e sabe tão bem quanto eu que há muitas coisas nas escolas publicas que deveriam sair a publico, porque caso contrario não se escandalizava tanto com o comentário....


De paulo prudêncio a 2 de Dezembro de 2012 às 22:25
De modo nenhum. Como sabe, os editores dos blogues podem moderar os comentários e apagar (já o fiz e disse-o) publicidade enganosa e por aí fora.

Só me aborrece o facto de alunos passarem por aqui e lerem estas coisas entre professores.


De Anónima a 3 de Dezembro de 2012 às 22:39
Assino!


De Daniel a 2 de Dezembro de 2012 às 20:46
Com esse horário e calendário tem tempo para estudar, pesquisar, refletir?

E ainda, o que poderão fazer os professores numa escola, 35 horas por semana, quando os alunos lá não estão?


De Anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 21:08
Se tenho tempo??? Estou a terminar Mestrado!


De Anónima - que iniciou o debate a 2 de Dezembro de 2012 às 21:06
Caro anónimo, assino por baixo, não tirando o mérito aos professores do público que efetivamente até trabalham bastante!

Uma professora questionou o que é que um professor faz na escola quando não tem alunos?

Percebo com esta afirmação que um professor destes limita-se a ir à escola, cumprir o seu horário e levar o vencimento para casa. Realmente está muito longe e desconhece a realidade.


De Daniel a 2 de Dezembro de 2012 às 21:19
Não me conhece. O seu último parágrafo é abusivo. Digo-lhe apenas que na minha escola todos os professores, cujos alunos têm exame, estão na escola após o fim das aulas para os apoiar. O mesmo acontece no período das reapreciações.

Não conheço nenhum sistema educativo, dos tidos como melhores, onde os professores estejam nas escolas, 35horas por semana, nas pausas letivas.


De anónimo a 2 de Dezembro de 2012 às 22:00
infelizmente existem mesmo muitos que só la vão para receber o ordenado no final do mes, em todo o lado há bons e maus profissionais, e os que nao se esforçam nas privadas nao tem caminho para percorrer depois é o que se esta a ver....


De paulo prudêncio a 2 de Dezembro de 2012 às 22:03

Não me parece que esteja em causa o profissionalismo dos professores, quer das escolas do Estado quer das cooperativas.

Pelo que percebo pelo mote do programa, a questão relaciona-se com a administração dos financiamentos dos contribuintes.

Julgo que era isso que interessava discutir.


De Paula Vicente a 3 de Dezembro de 2012 às 22:11
Para professora a Senhora dá com cada pontapé na LP. Mas isso deve dever-se a um estado de sur ménage causado por tanto trabalho e dedicação aos seus alunos.


De Rui andrade a 4 de Dezembro de 2012 às 12:13
Caro anónimo:
Sou nascido e criado no Ensino Público, onde vi todas essas maldades que disse, droga, etc...
Este ano tirei o meu filho do Ensino Público, porque descobri um Colégio Privado onde a qualidade do ensino é melhor. Mas, isso não significa que, a escola pública que ele frequentou seja má. Bem pelo contrário. O meu filho ficou muito triste por ter saido da Escola Pública e nós também. Temos imensas saudades do Corpo Docente e dos Auxiliares. O meu filho foi muito bem tratado naquela escola e digo-lhe isto com um nó na garganta e as lágrimas nos olhos.
Eu vou defender a Escola Pública com todas as minhas forças... sinto-me tão incomodado com isto!!!
Gasta-se tanto dinheiro com blindados, submarinos e senão nos manifestar-mos um dia também nos vão comprar um porta-aviões nuclear para sustentar-mos os empregos dos protegidos, da nobreza, dos amigos do partido, do Triunfo dos Porcos...
Dê a cara Sr. ou Sr.a Anónimo/a...
Tenha coragem!


De anonimo a 4 de Dezembro de 2012 às 18:21
pois o que o sr defende a publica eu condeno!!! e já que defende tanto porque nao procurou outra pública??? sim porque há imensas....


De rui.carlos.andrade@mail.com a 5 de Dezembro de 2012 às 14:30
Nenhuma das escolas públicas fica perto do nosso local de trabalho e a qualidade de ensino deste colégio é sem dúvida melhor do que na Escola Pública. Mas reafirmo que a Escola Pública que o meu filho frequentou tem um Corpo Docente de EXCELÊNCIA, que faz inveja a muitas escolas públicas e privadas. A Escola Pública tem de continuar a existir SEMPRE para que todos tenham direito a uma INFÂNCIA e a uma JUVENTUDE.


De João Pereira a 2 de Dezembro de 2012 às 19:42
Boa tarde.

Inacreditável o que acabei de ler, escrito por "anónimos". Um sem fim de disparates, ideias feitas, ódio... Sobre o que afirmam sobre a Escola Pública dão uma ideia de desnorte completo, o que nos leva a pensar que quem se refugia no anonimato não é professor, coisa nenhuma. Podia estar aqui até amanhã a desmontar argumento por argumento... Mas as melhores respostas serão, com certeza, dadas amanhã na Jornal das 8, da TVI. Vamos ouvir os testemunhos de quem foi humilhado em estabelecimentos de ensino que "prestam serviço público". Haja quem retire ilações do que será revelado e tenha coragem para agir.
Termino com o Pe. António Vieira, paladino da Verdade e da Justiça (e dedico a citação aos "anónimos"):

"Outra cousa muito geral, que não tanto me desedifica quanto me lastima em muitos de vós, é aquela tão notável ignorância e cegueira que em todas as viagens experimentam os que navegam por estas partes."


De paulo prudêncio a 2 de Dezembro de 2012 às 20:34
Boa noite João.


De MJCS a 5 de Dezembro de 2012 às 15:49
Pois é, colega... Andamos nós a tentar inculcar nos alunos valores como verdade e justiça defendidas pelo nosso grande Vieira, para depois serem confrontados com a lamentável e triste verdade dos vícios privados, nas escolas onde estudam. Se o sal não salga e a terra também não se deixa salgar, decerto que nos espera apenas a putrefação. Parece agora que começa a feder... Oxalá o mau cheiro inquiete muita gente...


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