Em busca do pensamento livre.
Quinta-feira, 02.10.14

 

 

Quem exerça, sem licença, a função de ama pagará coimas até 3.740 euros. Num país em os DDT´s continuam a dar a conhecer, impunemente, prendas de 5 milhões pela compra de submarinos e em que prescrevem coisas como a Tecnoforma, não surpreende se um dirigente da maioria que governa considere esta medida da família do "fascismo higiénico".

 

 



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Quarta-feira, 01.10.14

 

 

 

Temos que ser justos: Nuno Crato prometeu implodir o MEC e todos os dias temos confirmações. Desta vez é a plataforma informática que "não aguentou o tráfego e pode deixar os alunos do ensino superior sem um mês de bolsa".

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:18 | link do post | comentar | ver comentários (5)

 

 

 

A terraplenagem era o metabolismo do MEC que provocava a descida ao zero organizacional, muitas vezes até menos do que isso, dos inícios dos anos lectivos. Era como se o recomeço negasse sempre a história. Desta vez, e ancorado na presença da troika, o Governo da destruição criadora deu asas ao eduquês II, o Cratiano, numa sucessão estonteante de decisões impreparadas. Os resultados mais visíveis estão aí.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 11:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

 

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Terça-feira, 30.09.14

 

 

 

Os "verdes levam a redução de alunos por turma ao Parlamento" e, se for aprovado o projecto de lei, suspendo as publicações por quinze dias. Ainda estive para prometer encerrar o blogue, mas, e como entrámos em ano eleitoral, tudo é possível e gosto de alimentar este espaço.

 

Os nossos ecologistas sistémicos propõem qualquer coisa do género:

 

"(...)redução do número máximo de alunos por turma desde o pré-escolar até ao ensino secundário, a partir do próximo ano lectivo.(...)querem uma redução, em média, de 25% do número máximo de alunos por turma(...)na educação pré-escolar as turmas tenham no máximo 18 crianças e se integrarem alunos com necessidades educativas especiais só devem ter até 15(...) No primeiro ciclo querem reduzir para 19(...)e se tiverem alunos com necessidades especiais, os limites baixam de 20 para 15(...)nos segundo e terceiro ciclos o tamanho máximo das turmas deve ser de 20 alunos e com necessidades especiais esse limite passa para 16(...)no secundário o máximo previsto para os cursos científico-humanísticos e ensino artístico é de 21 (agora são 26); nos cursos profissionais propõe-se uma redução de 30 para 19 alunos e se tiverem necessidades especiais 15 em vez de 20(...)".

 

Se o Governo diz que vão entrar nos quadros todos os professores lesados no concurso desmiolado da BCE, não me importo nada se ficar quinze dias "impedido" de postar.

 

 

 

 



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Segunda-feira, 29.09.14

 

 

 

 

O MEC continua sem revelar o ajustamento da fórmula iluminada que infernizou os concursos de professores. A tragédia nunca nos surpreende quando é acompanhada pela comédia.

 

Uma semana depois de admitirem, a muito custo, o erro, as pessoas do MEC talvez pensassem em dar um ar de Stephen Hawking (que responde com três palavras por hora), mas baralharam-se quando o físico brilhante se afirmou ateu e não crente em milagres.

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 28.09.14

 

 

 

 

Caso se confirme a previsível vitória de António Costa, há algumas interrogações que se colocam: o Governo já pode cair? Já se pode marcar a data das eleições legislativas antecipadas? Ou ainda é preciso que Rio seja eleito no PSD?

 

Olhando a partir do sistema escolar, não me esqueço do post de 24 de Junho de 2014 em que António Costa denunciou a "injusta guerra aos professores como o principal erro do PS".

 

 

 

 



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O Governo Regional dos Açores perece conhecedor do inferno burocrático das escolas e, pasme-se, diz que vai tomar medidas para atenuar o flagelo organizacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 27.09.14

 

 

 

 

A rubrica de humor, "Gente" do Expresso , tem um detalhe que explica uma série de equívocos e divisões?

 

 

 

 

 

 

 



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Portugal criou um outro triângulo das Bermudas que sugou o orçamento do Estado: ONG´s, fundos europeus e offshores. Não havia yuppie-jotinha-(mesmo-que-só-em-espírito)-dos-mais-diversos-escalões-etários, ligado aos aparelhos do arco ou a sociedades mais ou menos secretas, que não exibisse a solução triangular "empreendedora" numa sociedade que entrou no euro convencida que a bancarrota era uma impossibilidade - ao que consta, tese em voga nas universidades de verão de então. Ora veja a capa do Expresso sobre o caso Tecnoforma.

 

 

 

 

 

 

 



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É espantoso como o MEC andou semanas a acusar professores e sindicatos de agitadores por causa da fórmula dos concursos de professores. Ora leia este pedaço da página 31 do primeiro caderno do Expresso e veja lá como estas pessoas são de uma incompetência de bradar. E claro: o assunto fica longe de estar resolvido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Perguntas subterrâneas ao subdirector sobre os subcritérios

 

 



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Sexta-feira, 26.09.14

 

 

 

Passos Coelho disse, pela enésima vez e agora na Assembleia da República, que os erros nos concursos de professores atingiram apenas 2%. E repetiu a falácia de forma enfática. Francamente, nem sei se sabe do que fala ou se repete o que lhe dizem. É grave de qualquer dos modos e é um péssimo retrato.

 

Como os números deste MEC "nunca" batem certo, mas vamos lá apurar os tais 2% de forma arredondada.

 

Imaginemos que há 105 mil professores. 1700 vincularam recentemente, o MEC diz que reduziu a zero a mobilidade interna (mais uma falácia) e uns 100 mil são do quadro e não concorreram este ano. Se a BCE envolve umas 4000 vagas, o erro grave no algoritmo do concurso atingiu uns 80% dos professores que concorreram este ano e que tinham que ser colocados.

 

Talvez o fantasma de Passos lhe soletre: ai se os da BEC fossem mesmo 2% dos que concorreram. Esta AD a organizar concursos para 105 mil demoraria uma década a acertar o algoritmo.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 12:17 | link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 25.09.14

 

 

 

 

Vou repetir o post que publiquei pela primeira vez em 18 de Julho de 2008 e que inscreve uma parte do que li aqui publicado hoje. Passaram seis anos e estamos num pico de inferno burocrático associado, naturalmente, a incompetências. Será que daqui a seis estaremos na mesma ou pior?

 

- "Devia de ser proibido legislar durante um ano em Portugal e, esse período, teria de ser dedicado a eliminar parte da legislação que existe".

 

Chegámos a casa por volta da uma da manhã. Na televisão corria um programa de prós e contras na RTP1: não sabíamos o tema mas ouvimos uma pessoa dizer a frase com que comecei o post. Que coisa mais acertada.

 

Em Portugal é assim e já o escrevi vezes sem conta: legisla-se de modo compulsivo.

 

Então no Ministério da Educação é mesmo uma coisa com décadas. Mas o mais grave neste Ministério, é que as pessoas que o fazem não tem o menor respeito pelo metabolismo das escolas.

 

Senão vejamos: se a legislação obriga a alterações significativas na organização escolar, o natural seria que fosse publicada no primeiro período lectivo, de modo a permitir que as escolas preparassem com tempo a sua aplicação. Mas não. Todos anos é a mesma coisa. Escolhe-se os meses de Julho, Agosto e muitas vezes Setembro, para divulgar novas "ideias" que obrigam as escolas a refazer, vezes sem conta, o seu trabalho de planeamento. É como já escrevi: os governantes nunca dirigiram uma escola, ou são incompetentes, ou não respeitam quem as dirige.

 

Nem era preciso parar durante um ano. Bastava dizer-se aos governantes da Educação que está reservado o período de Outubro a Dezembro para produzir nova legislação.

 

(Reedição. 1ª edição em 18 de Julho de 2008)

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 21:51 | link do post | comentar | ver comentários (6)

 

 

 

O sistema escolar está, para não variar, em reboliço. Mudou-se a eito e sem testar (depois de tanto se criticar a prática impensada) e a aflição generalizou-se.

 

Os indicadores da troika determinaram: reduzir, suprimir e cortar. É lamentável que tenhamos chegado a esse estado de urgência, que permitiu a sentença de quem veio de fora: é tarde para terem direito a pensar.

 

Mesmo assim, os verbos que o empobrecimento nos obrigou a conjugar não explicam a ausência de pensamento e nós ainda conseguimos ir além disso.

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 18:00 | link do post | comentar

 

 

 

Recebi por email com pedido de divulgação:

 

 

"Estimados bloguers,
 
Acompanho com assiduidade os blogues do quarteto educativo como outros que têm o mínimo de imparcialidade e rigor técnico, como forma de reconhecimento pelo trabalho apresentado, já que não possuo as qualidades para pertencer e colaborar nesses grupos que se destacam. Dito isto, envio em anexo um artigo de um comentador do jornal Expresso que me fez revolver as entranhas, levando à náusea. Simpatizo a quem é dirigido o artigo e com o conteúdo; apenas fiquei irado de jamais ter sido escrito um artigo nos mesmos termos em relação aos ‘colaboradores’ em funções públicas.
Confesso que me assaltaram imagens pouco civilizadas, fantasiando estar vestido de negro a degolar umas quantas personalidades perante a câmara de vídeo, tal foi a revolta, raiva e indignação com que fiquei, por constatar que quem trabalha na administração pública é menos considerado que o dejeto do cão no passeio da rua…
No que respeita ao artigo, declaro que existiram vários portugueses, nos quais me incluo, que consideravam há vários anos a administração BES criminosa; e quando o exprimiam em conversas, eram rejeitados e atacados pelos que lá trabalhavam, com a cartilha psicológica que lhes tinha sido impingida no ambiente laboral.
Talvez agora, finalmente(?), percebam os sentimentos de há muitos anos, daqueles que têm como patrão o governo, e que têm sido os bodes expiatórios dos vários 'Ricardos Salgados' que por lá passaram, sendo apelidados de privilegiados em vez de vitimas. Têm sido responsabilizados, como manobra de diversão, pela porcaria que os outros fizeram, odiados, desprezados e prejudicados fortemente nas suas profissões, que dão o peito às balas, e são simplesmente 'colaboradores' como todos os outros. Para esses, que também estão a explorar à custa deles, não foi escrito um artigo de jornal a encorajá-los...
Contudo, contrariamente ao estado geral da população, empatizo sempre com todos aqueles que são vitimizados pelas decisões dos outros e considero indecente, abjeto e imoral destruírem as vidas dessas pessoas que não contribuíram para o descalabro; é pena que não haja a mesma empatia com as pessoas que trabalham em funções públicas...
E mais não revelo o que vai na minha alma, tal seria a repulsa com que ficariam se o revelasse; apenas declaro o profundo desgosto e tristeza de viver numa merda de sociedade tão culturalmente pobre..."

 

 

Mário Silva

 

 

 



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Falemos então de emprego

 

 

(Cortesia do António Ferreira)

 

 

 



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Desculpas e cinismos



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Todas as faltas por doença contam para todos os efeitos

 

 

 

(Não há termómetros no MEC?)

 



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Quarta-feira, 24.09.14

 

 

 

 

O caso Tecnoforma, a ser verdade, é grave e pode ser apenas um efeito do já raro jornalismo de investigação. Mas quando há dias escrevi que a mediatização do caso Passos-Tecnoforma-1999 seria uma forma de desviar a atenção, não retirei peso ao assunto. O facto de se pegar num caso prescrito é que me pareceu o spin habitual. Nesta altura, a coisa parece que tem sinergias com as primárias do PS. Ou seja, depois dessas eleições já existe alternativa de Governo?

 

 

 

 

 

 

 

 



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Pode ler aqui.

 

 

 

 

 

 



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E depois do caos?

 

 

 

 



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Terça-feira, 23.09.14

 

 

 

 

plano B para o bloqueio do Citius é em excel? A coisa é pior do que se podia imaginar e espera-se que o gabinete de Passos não torne o plano transversal e o aplique aos concursos de professores. O excel é uma poderosa folha de cálculo, mas é uma impossibilidade para a gestão de dados numa rede com estas características.

 

 

 

A ameaça de demissões é um plano C do mesmo nível de gestão?

 

 

 

 



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Publiquei pela primeira vez, em 10 de Junho de 2009, o vídeo que vai ver. O post tinha como título "E lá nos havemos de safar". Recomendo-o ao alto comando que opera na solução para a inenarrável fórmula do concurso de professores BCE. É uma mensagem de esperança.

 

Na altura escrevi assim:

 

"É tal o estado a que chegou o sistema escolar em Portugal que não me lembro de outro ano assim (talvez aquela saga dos concursos com uma aplicação informática inenarrável tenha algumas semelhanças no domínio da incompetência técnica). Desalento, confusão, inacção e uma série de diplomas legais sem pés nem cabeça que a grande maioria não consegue cumprir e os que dizem que os executam fazem-no a fingir, por temor ou por oportunismo.

 

E lembrei-me de um pequeno vídeo, de cerca de 2 minutos, que nos pode dar alguma esperança e que sublinha um dos motes mais conhecidos da nossa organização: "lá nos havemos de safar"; é só ver o vídeo com atenção e dar asas à esperança.

 

Ora clique."

 

 

 



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Recebi por email com pedido de divulgação:

 

 

"A maior vergonha dos últimos tempos...

 

 

Assisto incrédula aos últimos acontecimentos. Não sei aquilo que me deixou mais perplexa, se o erro matemático cometido e já admitido na colocação de professores se os acontecimentos que se seguiram, assistimos na última semana a um ministro que assume o erro ao ponto de pedir desculpas aos portugueses mas não ao ponto de se demitir, tenta menorizar um erro gravíssimo e até científico justificando que afetou “apenas” cerca de 2% dos docentes (mil a dois mil professores), e com o aval do primeiro ministro. O que quer isto dizer? Se o erro só afetasse 100 professores ou 1 a injustiça era menos grave? E ainda assim, a comitiva do ministério de educação continua a cumprir a agenda politica e dá prioridade a inaugurações em vez de dedicarem todos os esforços à resolução deste problema, quanto mais não fosse porque foi e continua a ser posto em causa o principal assento politico deste ministério. Já todos percebemos que um ministro que estava tão preocupado em escolher os melhores professores para os poucos lugares disponíveis, tanto que criou uma prova “inédita” para candidatos a docentes, veio agora colocar os professores seguindo uma lista que não cumpre a legislação e que o erro já admitido colocou injustamente cerca de dois mil docentes. O que ainda não sabemos é como será resolvida esta “incongruência de escalas”. O secretário de Estado da Educação garantiu publicamente que estes professores já colocados não sairão prejudicados. A classe docente em particular e a sociedade em geral ficou muito mais aliviada em saber que aqueles que foram colocados injustamente, estão a ensinar os nossos filhos, não precisaram de se inscrever no centro de emprego e continuam a contabilizar tempo de serviço, desde a passada segunda-feira, e que até, quem sabe, para o próximo ano podem passar à frente de dezenas e até centenas de colegas, mais uma vez injustamente. O que estou à espera de saber é o que acontecerá aos docentes que foram ultrapassados, muito dificilmente, estes, nos quais me incluo, não sairão prejudicados. É importante que toda a sociedade perceba que o que se está a passar transcende o limite do desculpável e não é como alguns comentadores políticos o querem fazer ver um “erro comum resolvido pontualmente como acontece todos os anos”. O erro Crato, como alguns já o designaram, leva-nos a um paradoxo que não tem resolução possível, dado que a solução justa passa por uma anulação completa das listas e consequente anulação das colocações já realizadas mas como pode ser isto possível se estes docentes estão desde o dia 15 de Setembro ao serviço do Ministério de Educação. Após doze anos de serviço ao Ministério de Educação, nunca presenciei uma injustiça com estas dimensões que afeta não apenas 2% dos professores, como nos querem fazer ver, mas toda a sociedade, à qual me tenho dedicado, ao longo destes anos para que a falta de cultura não seja a condenação do povo. Por uma questão de verdade e justiça, por mim, pelas minhas filhas e pelo futuro deste país que também é meu e no qual ainda acredito, não baixarei os braços até que este erro que nos querem fazer parecer pequeno seja corrigido e sirva de exemplo para que tamanhas injustiças não venham a ser cometidas no futuro seja na Educação ou em qualquer outra área."

 

 

Célia Lopes

 

 



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Segunda-feira, 22.09.14

 

 

 

 

Não sei se Passos Coelho já vai no registo de vale tudo para tergiversar, mas como o descalabro dos concursos de professores, com o SE Casanova a comandar as operações, se eterniza e o "citius" da justiça não tem fim, tudo indica que sim. Deve haver mão de conselheiros comunicacionais.

 

Mostrou-se aberto a todas as perguntas no caso prescrito Tecnoforma de 1999 (quem terá apresentado a queixa?) e hoje profere uma qualquer "salsicha educativa" no Conselho Nacional de Educação. Mais até em relação ao segundo caso, não posso acreditar que o primeiro-ministro seja de um nível tão rasca assim.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 23:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

 

Do grupo que há pouco mais de dois anos esteve pela Bairrada, faltam o Nuno e o Abel do Ad Duo (encerrado), o Nuno Domingues do Educar a Educação (hibernado) e o Fafe que edita no blogue do Paulo Guinote.

 

A edição do DN de hoje inclui a peça seguinte da autoria da jornalista Patrícia Jesus a quem agradeço a atenção.

 

 

 

 

 

 

 

 Diário de Notícias, 22 de Setembro de 2014.

 

 

A blogosfera dos professores é feita, naturalmente, de muitos outros blogues e de todos os que ajudam a manter a chama.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:42 | link do post | comentar | ver comentários (16)

 

 

 

Se a taxa de mortalidade infantil é um indicador determinante da qualidade de um sistema de saúde, a percentagem do abandono escolar precoce tem o mesmo efeito na qualidade de um sistema escolar. Em ambos os casos tem que se considerar, naturalmente, o papel incontornável da sociedade.

 

Em 1991, o abandono escolar precoce era de 63% (sim, leu bem). 22 anos depois caiu para 18,9%, numa fase em que os resultados de Portugal nos testes internacionais (PISA, TIMMS, PIRLS) ultrapassaram, grosso modo, países com a Suécia, os Estados Unidos ou a Alemanha. É evidente que o progresso (confirmado no último relatório do CNE), até uma percentagem próxima dos 10% esperada em 2020, ficou comprometida com a chegada ao poder da destruição criadora para além da troika de Coelho&Gaspar&Crato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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O quarteto que dá voz aos professores na internet

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:30 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Domingo, 21.09.14

 

 

 

 

Já fiz uma leitura na diagonal do relatório, do CNE, "Estado da Educação 2013", que é, se me permitem, um importante contributo mesmo que se evidencie a sua marca ideológica. Certifica o brutal desinvestimento na Educação.

 

A inflação das notas no secundário e nos cursos de formação de professores preenche a agenda mediática da Educação em consequência do relatório e das entrevistas do presidente do CNE. O ensino privado é acusado de inflacionar as classificações. É recorrente a acusação de que os colégios privados facilitam, por exemplo, o acesso às respostas de escolha múltipla nos exames do secundário e que os cursos de professores do ensino superior privado, que incluem estágio integrado (pasme-se), fazem "batota" (são estas as palavras atribuídas ao presidente do CNE).

 

É evidente que não basta apontar o dedo, é preciso agir.

 

Por exemplo, é comum falar-se da "batota" dos colégios privados nos exames do secundário para uma melhor fotografia nos rankings. É importante não omitir que a fotografia nos rankings dos jornais (com todo o respeito, valem o que valem e são muitas vezes mais uma espécie de atrevimento lusitano desconhecido no mundo conhecido) também se faz à custa da exclusão dos alunos que podem estragar a média. Ainda mais determinante na discussão da inflação batoteira é a nota de acesso ao ensino superior que não se apura apenas com as notas dos exames.

 

Por outro lado, é ainda sei lá o quê pensar-se que se reduz a "batota" nas contratações dos professores criando fómulas, mesmo que competentes, para dar corpo a epifanias como as que regulam o concurso "Bolsa de Contratação de Escola".

 

Há muito para fazer, mas com ideias despidas de tanto preconceito contra a escola pública e assentes num valor inalienável das democracias: a igualdade de oportunidades.

 

 

 



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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:52 | link do post | comentar

 

 

 

 

Está aqui o "Relatório estado da Educação de 2013", do CNE, cujo presidente, o ex-ministro no MEC, David Justino, se tem desdobrado em afirmações do género: "(...)Há uma completa desregulação do fenómeno de recrutamento e, havendo essa desregulação, safa-se quem fizer batota, nomeadamente com as classificações", alerta David Justino, apontando que a maior parte dos professores contratados são provenientes das universidades privadas.(...)".

 

É evidente que este problema é antigo, que tínhamos de olhar para a história da formação de professores nas últimas três a quatro décadas para o compreender e o post ficava muito longo.

 

Mas quando os aparelhos partidários promoviam o ensino privado com a atribuição de licenças como verdadeiros euromilhões, tudo isto era silenciado. Já se conheciam os fenómenos inflacionários há muito e nada se fez.

 

Retirou-se, erradamente, paulatinamente a profissionalização dos professores das escolas, que era um mecanismo de seriação e de formação no real, a par da desregulação mercantil da formação de professores. Mas o mercado era deus e as pessoas da família dos promotores acordaram tarde. Mas pior: culpam os concursos de professores por lista graduada e passam a vida com epifanias "empresariais" que infernizam a vida das escolas e dos seus profissionais.

 

Já em relação à inflação de notas no não superior, percebe-se que está implícito o mesmo problema e o silêncio ensurdecedor repete-se. E depois é apenas uma questão de escada e de treino na impunidade.

 

 

 

 



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Sábado, 20.09.14

 

 

 

O "Relatório estado da Educação 2013" do CNE parece que conclui que há escolas que inflacionam as notas dos alunos e que excluem os mais fracos por causa dos rankings. O Governo diz que desde de 2003 que se conhece o fenómeno, com a escolha da data a indicar que a aliança democrática está na queda habitual.

 

É tudo tão previsível e circular que não nos podemos queixar com o retrocesso dos indicadores escolares. E o que mais cansa é o assobio lateral dos descomplexados competitivos que mais não fazem do que debitar receitas para os filhos dos outros. Em regra, estes "especialistas" "encostam-se" aos top performers, como se estes e as suas famílias precisassem da sua existência, e lá se devem considerar sócios do clube restrito e com aversão aos que "não querem aprender".

 

Pedir à escola que seja, simultaneamente, exigente e inclusiva é a verdadeira quadratura do círculo já conhecida no século passado. Torna-se numa alucinação quando se absolutiza a categoria exigência que exclui sem dó no mercado puro e duro que estamos a viver há cerca de uma década.

 

Nem os países que eliminaram o analfabetismo no século XIX encontraram uma saída democrática na alucinação descrita. Instituíram ideias que esbarraram no aumento da desigualdade de oportunidades.

 

Portugal tem indicadores de exclusão escolar que aumentarão em sentido proporcional à alucinação.

 

Abandonámos a sensatez.

 

Advogar o fim dos mecanismos de mercado puro e duro ("mercado puro e duro", ou selva para se ser mais preciso, é diferente de avaliar com rigor organizações escolares onde se incluem os resultados dos alunos) é considerado pouco ambicioso e falho de modernidade. Haverá mesmo quem considere falho de empreendedorismo. Só que qualquer sistema bem sucedido na formação de pessoas foi construído com bases alargadas. Aos advogados da alucinação falta-lhes contacto com o real e humildade.

 

Portugal é, e escrevo-o com tristeza, cada vez mais um país com um sistema escolar em profundo estado de alucinação.

 

 

 

 

Já usei esta argumentação noutros posts.

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:58 | link do post | comentar | ver comentários (7)

 

 

 

Já há conclusões sobre o "Relatório Estado da Educação 2013" do Conselho Nacional de Educação que, ao que me parece, ainda não é público. O Paulo Guinote já fez alguns posts que concluem no sentido do plano inclinado fortíssimo do sistema escolar nos últimos anos: os números apenas confirmam o óbvio. Retirei o quadro seguinte, sobre o número de professores de educação especial, deste post.

 

 

 

 

Bem sei que não se deve ironizar à volta de assuntos sérios, mas conclui-se que de 2012/2013 para 2013/14 o MEC terá conseguido, por exemplo, que crianças surdas passassem a ouvir e que as de baixa visão se transformassem em alta visão. É uma "normalidade", com ganhos de eficiência, como não se cansa de repetir Nuno Crato.

 

 

 



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Sexta-feira, 19.09.14

 

 

 

Estará Nuno Crato a tentar passar pelos pingos da chuva?

É que o rol de casos está muito para além de uma fórmula.

Mas o melhor é ver o vídeo.

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 15:16 | link do post | comentar | ver comentários (5)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 18.09.14

 

 

 

É assim há cerca de uma década: o MEC erra por impreparação e preconceitos ministeriais, prejudica, mas prejudica mesmo e seriamente, a vida de milhares de professores e raramente reconhece o erro. E o que mais cansa, é que os professores têm de aturar quem os classifica como agitadores comandados pelos sindicatos. Nuno Crato, depois de mais uns números de ilusionismo, pede desculpa aos professores e diz que vai reparar os erros.

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:39 | link do post | comentar | ver comentários (5)

 

 

 

 

Ainda há dias escrevi assim: "(...)À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes:"a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.(...)".

 

É evidente que a graduação profissional implica a classificação profissional (académica mais estágio, digamos assim), que há muito requer uma verdadeira regulação do MEC com as instituições do ensino superior, associada ao tempo serviço em funções lectivas ou nos órgãos das escolas.

 

Devem existir excepções de contratação sem ser pela lista graduada? Claro que sim. Para novas disciplinas ou cursos, para projectos bem fundamentados, para a recondução num apoio muito bem sucedido a um aluno com necessidades educativas especiais e por aí fora.

 

Dois dos responsáveis pelo estado a que isto chegou, os sociólogos David Justino e Maria de Lurdes Rodrigues, aparecem hoje com argumentação tão contraditória que apenas podemos lamentar que o sistema escolar tenha estado à mercê de tanta "obra feita". A ex-ministra parece mesmo num pico qualquer.

 

 

 

 

 

Pois é: a culpa é dos professores, concluem os ex-ministros. Aliás, a relação entre formação e concursos é até risível. A selecção pela lista única é desactualizada, afirmam em coro. 

 

A TSF é mais detalhada. Apresenta também as soluções. Se não fosse trágico, até era cómico e, no fundo, até terraplenaram a epifania em vigor do MEC e acabaram a defender o que inicialmente arrasaram (sim, arrasaram: "total absurdo" "grau zero da inteligência").

 

Nada de novo, portanto. É o tal corporativismo ministerial que nos desgraçou. E se é criticável a "eternização" dos sindicalistas, também seria bom percebermos a experiência lectiva, ou efectivamente equiparada, no ensino não superior de quem exerceu, ou exerce, funções de ministro. Ou isso não é importante?

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 14:24 | link do post | comentar | ver comentários (5)

 

 

 

PEDIDO DE DIVULGAÇÃO:  Bolsa de Contratação de Escola - Anulação Imediata das Listas

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:47 | link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

 

Como era óbvio para quem se intressa por estes assuntos, as organizações da Matemática reprovam o concurso da "Bolsa de Contratação de Escola". 

  

 

Nuno Crato não reconhece o erro e tergiversa.

 

  

 

Mas, e ao que parece, o MEC acusa as escolas.

 

 

 

  



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:15 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 17.09.14

 

 

 

 

 

Mesmo que as incompetências do MEC sejam reconhecidas e inaceitáveis, há umas figuras que não resistem ao uso da cassete: os sindicatos comunistas comandam os professores e infernizam, por vício de forma, o sistema escolar.

 

Esta acusação é tão datada e desactualizada como a cassete propriamente dita e leva três décadas de persistência com a agenda "tudo está mal na escola pública". Tem a particularidade de ter contribuído para o estado em que estamos.

 

O autor da prosa indicada é recorrente. Foi um fervoroso Lurditas D´Oiro com a mesma argumentação anti-sindical e tornou-se um anti-Lurdes quando percebeu que os professores não eram comandados, que tinham a força da razão e que até rebocavam os sindicatos. Foi tarde. As pessoas da cassete já tinham apoiado quanto baste o plano inclinado da escola pública e dos seus profissionais.

 

Mas não aprendem nem sequer rebobinam a cassete, uma vez que acrescentam o falido modelo sueco que os citados nórdicos desesperam por abandonar. É uma pena que as nossas "elites" não adiram ao digital. Umas vezes são regionalistas, outras centralistas, mas nunca se modernizam nem reconhecem que a nossa dimensão populacional não é de 400 milhões de cidadãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:06 | link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 08:29 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Terça-feira, 16.09.14

 

 

 

 

Há, pelo menos desde a década de setenta do século passado, literatura docimológica que aborda a transferência entre escalas na avaliação escolar.

 

Os conhecidos Viviane e Gilbert Landsheere introduziam conceitos de estatística elementar para fundamentarem os cuidados nessas transferências.

 

Por exemplo, a escala de 1 a 5 tem a média a meio do 3 (o 3 é o primeiro patamar da positiva escolar, digamos assim), enquanto que a escala de 0 a 20 tem o mesmo patamar no 10 ou a de 0 a 100 no 50. Numa transferência da escala de o a 20 para a de 1 a 5, o 10 não corresponde linearmente ao 3, uma vez que existem valores inferiores ao "meio do 3" que seriam positivos na avaliação escolar considerando a estatística elementar.

 

Apresentei um pequeno exemplo que é tido em conta com todos os cuidados pelos sistemas escolares há cerca de 50 anos.

 

E não é que um MEC, que enche o discurso de atestados de incompetência, principalmente em aritmética, aos seus professores e em pleno 2014, consegue pegar em duas escalas (de 0 a 20 e de 0 a 100), somar a classificação que um individuo obtém em cada uma delas, dividir por dois e achar que, assim, o produto corresponde a um peso de 50% em cada uma das classificações.

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:39 | link do post | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

Recebi por email com pedido de divulgação.

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:00 | link do post | comentar

 

 

 

 

Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) disse, ontem à noite num canal de cabo, que vai educar a justiça para que os portugueses possam, finalmente, confiar num dos pilares da democracia. Disse ainda que vai trabalhar muito para desconstruir a acusação de que foi alvo.

 

É espantoso, realmente. Uma pessoa é acusada por um acto enquanto ministra da Educação e no mesmo dia vai a um canal de televisão e coloca-se acima da justiça. 

 

A justiça tem que funcionar, embora se tenha a sensação que há alguma impunidade com a corrupção ligada aos aparelhos partidários ou, pelo menos, falta de meios.

 

Não gosto de juízos de carácter. Enquanto ministra, MLR revelou uma gritante impreparação associada a doses elevadas de autoritarismo, arrogância e cinismo. Também me parecia crente na manipulação mediática e na tese de que o sistema escolar era um grande primeiro ciclo. Essa mistura explosiva, e trágica, deu no que se sabe e ficou bem patente na soberba com que ontem se dispôs a, finalmente repito, educar a justiça.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:52 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Segunda-feira, 15.09.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falar do futuro na época em que inaugurei o Correntes era um exercício muito afastado do que se veio a viver; mesmo para os registos mais pessimistas.  

 

O primeiro editorial inscrevia a impossibilidade da escrita sobre Educação, mas em 2006 abandonei a promessa. O registo independente entranhou-se: vinha de trás e a atmosfera de liberdade é inigualável. Já vou em 7894 posts (com 24159 comentários) e não vislumbro um qualquer tempo perdido. Sei que a escrita estrutura a mente e que é um exercício de risco.

 

Em 16 de Dezembro de 2013 escrevi este post sobre os deveres de cidadania em que manifestava algum cansaço com essa espécie de já longa "profissionalização". Reservei para 2014 um abrandamento que cumpri sem muitas cedências.

 

Os blogues afirmaram-se como clássicos das redes sociais e ao fim de uns anos os seus arquivos ensinam-nos a lidar melhor com o tempo.

 

Repito um parágrafo que usei noutros editoriais: Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.

 

Obrigado a todos os que passam por aqui.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:54 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Domingo, 14.09.14

 

 

 

 

 

 

Aguardam-se as explicações, mas tudo indica que há um erro de aritmética 

 

(na notícia, é ouvida a associação de professores de matemática porque não há organização de aritmética que "(...)é o ramo da matemática que lida com números e com as operações possíveis entre eles. É o ramo mais antigo e mais elementar da matemática, usado por quase todos, seja em tarefas do quotidiano, em cálculos científicos ou de negócios"; pois: parece que o actual MEC era "mais negócios") 

 

nos concursos "BCE" para professores "contratados" como se tinha enunciado aqui.

 

Deixo dois links do blogue "visto da província" sobre o assunto:

 

 

Doutor Crato: faça as contas

 

6 notas amigas para quem quiser reclamar da Bolsa de contratação de escola

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 22:10 | link do post | comentar | ver comentários (8)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os concursos de professores, nas suas variadas formas, têm de obedecer à graduação profissional. Está mais do que provado. A dimensão geográfica da área de concurso não impede esse objectivo. A metodologia e os procedimentos devem ser modernos e civilizados. Se são, aplicam-se a qualquer dimensão geográfica e ponto final.

 

O sistema escolar está em roda livre e abandonar a graduação profissional é perigosíssimo. Somos uma sociedade assim e não adianta escondê-lo. A graduação é de imediato substituída pelo amiguismo-e-por-outras-coisas-do-género, mesmo que se conheçam honrosas excepções.

 

A esse propósito, Luhmann (1989) interroga-nos sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro. Seria porque o deseja ou porque há procedimentos e regras de controlo dos comportamentos? É natural que não se consiga responder univocamente a este problema. Contudo, pode servir para reflectirmos sobre o que estamos a viver nos mais variados concursos e sobre os caminhos que nos trouxeram até aqui.

 

 

 

 

Luhmann, N. (1989). La moral social y su reflexión etica.

Barcelona: Antropos

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 18:00 | link do post | comentar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casos, opiniões, natura e uso

Fazem que nos pareça esta vida

Que não há nela mais que o que parece.

 

 

 

 

 

Camões (Citado por Eduardo Lourenço em

"O labirinto da saudade", 1972, p.17)

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:19 | link do post | comentar

Sábado, 13.09.14

 

 

 

 

 

 

 

Desenho de Luís Afonso.

 

Cortesia de CVC.

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 23:54 | link do post | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

Sim, a utilização do substantivo caos não é exagerada. O silêncio que vai imperando talvez se deva ao desconhecimento do caos, mesmo por parte de professores (uma percentagem elevada já não concorre e tem sido devastada por outras matérias), e à degradação mediática e constante da imagem da escola pública.

 

Haverá, no presente desvario, incompetência com o software e quiçá com o hardware que "crasha" com os acessos.

 

Mas há também um braço que não se deixa torcer por parte dos "empresariais" que desgovernam o MEC há cerca de uma década: aceitar como boa a ideia de lista única por graduação profissional, com manifestação de preferências (hierarquização dos código das escolas ou agrupamentos) por zona pedagógica. A ser assim, seria a eliminação do ruído com os meios que existem.

 

À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.

 

A má burocracia do MEC acrescenta sempre uma qualquer incompetência política por lidar mal com a ideia de lista graduada.

 

Desta vez, a lei da "Bolsa de Contratação de Escola" atribui 50% à graduação profissional e 50% aos tais 3 subcritérios (avaliação curricular), entre os 149 encontrados pelo MEC, definidos para cada horário. A graduação profissional (classificação profissional + tempo de serviço) tem um tecto real de cerca de 43 valores e a avaliação curricular um exacto de 100 pontos (por exemplo: (43 da 1ª + 100 da 2ª) / 2 = 71, portanto, a 1ª vale 30% no máximo). Como se acha a média entre as duas variáveis, desaparecem os 50% para cada uma definidos na lei e os candidatos vêem a classificação mudar de horário para horário. Era mais uma festa se não atingisse a dignidade de milhares de pessoas.

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:08 | link do post | comentar | ver comentários (10)

 

 

 

 

Liguei o televisor para ver o "opinião pública", de ontem, sobre Educação, com o Paulo Guinote, e que pode ver no primeiro vídeo do post.

 

Pouco depois do início, o canal interrompeu o programa para fazer uma ligação a uma conferência de imprensa de Nuno Crato. Pensei que o ministro se dedicaria à explicação da intolerável incompetência, por menos caíram ministros, e bem, já neste milénio, que atravessava, e atravessa, o concurso de professores "Bolsa de Contratação de Escola". Mas não.

 

O palavroso Nuno Crato tergiversou. A manobra consistiu em dissertar sobre a fórmula do crédito horário das escolas, veja-se lá.

 

Como o Paulo Guinote sublinhou quando a emissão voltou ao estúdio, quem pensasse que percebia a tal fórmula ficaria baralhado depois da explicação do ainda ministro.

 

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Mas o mais sei lá o quê está no segundo vídeo que tem menos de dois minutos. Crato anunciou na conferência de imprensa a presença técnica de Laura Loura que apresentaria um "power point" sobre a fórmula.
A especialista, ao que parece em estatística como Crato e quiçá tão infoexcluída como poderá ser o ministro, começou a queixar-se que não identificava o sítio de introdução da "pen" que trazia. Quando Crato lhe passou a palavra fez-se silêncio, o ministro teve que retomar o discurso e a comunicação social perdeu a paciência.
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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 15:20 | link do post | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:39 | link do post | comentar

Sexta-feira, 12.09.14

 

 

 

Há já uns dias que se sabe que "directores e professores relatam "situações inexplicáveis" que "apontam para erros" na colocação de professores(...)", mas agora começamos a perceber que há procedimentos graves que têm origem numa intolerável incompetência ou em coisas de outro mundo.

 

Isto não é próprio de uma sociedade moderna e os episódios Kafkianos têm origem num caos administrativo e organizacional. É evidente que o fanatismo ideológico deste Governo tem uma elevada cota de responsabilidade e também não é desprezível a queda da aliança democrática para o caos nos concursos e para a incomodidade com os fenómenos numéricos. Até pode ser redundante o que vou escrever, mas só me sai uma expressão: mas estas pessoas nunca mais são elevadas para uma qualquer fundação?

 

 

 

 

Já usei parte deste texto noutro post.

A repetição é um dever.

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:25 | link do post | comentar | ver comentários (5)

 

 

 

 

 

 

Uns pediatras concluíram contra a corrente: "(...)Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer? Os pediatras americanos defendem que, no caso dos adolescentes, a máxima não é exequível e mais vale ajustar os horários das escolas. É contra a natureza dos miúdos deitarem-se muito cedo e é também por isso que a maioria não dorme o tempo que devia.(...)".

 

Se nas crianças são óbvias as vantagens do deitar muito cedo, nos adolescentes já não é assim. Começar as escolas por volta das 08h30 parece uma boa opção para se considerarem as preocupações dos referidos pediatras.

 

A idade de transição para o estado adulto requer adaptações progressivas.

 

Durante anos (no nosso estado novo eram mesmo totalitaristas) prevaleceram critérios militaristas, conservadores e mesmo improdutivos que "obrigavam os adultos" ao espartano "deitar cedo e levantar cedo" com desrespeito pelos ritmos biológicos.

 

As primeiras horas do dia eram consideradas eleitas e todos tinham de parecer muito ocupados e eficientes nesse período mesmo que se provasse a sua hipo glicemia (no treino desportivo foi mais do que comprovado). As restantes horas do dia eram proscritas e as noites consideradas "horas de pecado". Os noctívagos que defendiam esse período como mais produtivo, para interagirem com pessoas em estado menos teatral ou para desenvolverem trabalhos que exigiam solidão, eram olhados de lado pelo "mundo do trabalho". É interessante assistir a esta evolução dos direitos, até ao de dormir, que, nalguns casos, se pode considerar também um dever.

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 13:20 | link do post | comentar

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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
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