Em busca do pensamento livre.
Sexta-feira, 03.07.15

 

 

 

As maiorias de direita que governam na Península Ibérica desesperam pela derrota em toda a linha do Governo grego, mas será, no mínimo, tortuosidade táctica que as oposições desejem o mesmo ou que apostem no-dia-sim-dia-não. Para além de tudo, a verdade é que as dívidas todas estão há muito a ser reestruturadas por "baixo-da-mesa", à "escondida" dos eleitores e como máscaras do falhanço austeritarista logo confessado até por Gaspar. Do que todos devem estar conscientes, eleitores à direita e à esquerda, é que estamos a assistir a uma espécie de "para-aquém-da-democracia" onde não "terão lugar" nem as classes médias europeias.



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Se a elogiada, neutral e paradisíaca Suíça até referenda a proibição dos imigrantes cortarem as unhas na sala de estar das suas casas, e os corta unhas são um monopólio chinês, por que raio é que os financeiros "europeus" se abespinham com o Syriza por referendar a dívida colossal permitida pelos governos anteriores ao seu?

 

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Quinta-feira, 02.07.15

 

 

 

Comecei a ler o exame de português, mas podia ser um de filosofia, e viajei no tempo. Lembrei-me do professor que pegava numa obra, passava aulas à volta do conteúdo e tratava da gramática e das circunstâncias mais variadas. Um teste com duas ou três perguntas era suficiente para nos avaliar.

 

Mas voltando ao tal exame, impressionou-me a fragmentação das duas ou três obras incluídas. Não há belo que resista. Não sei se esse tipo de obsessão métrica não nos está a impedir de olhar para a crise da Europa sem ser através de uma folha excel onde muito remotamente cabem pessoas.

 

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Aqui.



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Quarta-feira, 01.07.15

 

 

 

Se choca, e com razão, os analistas que se tenha cortado, nos últimos anos, 25% dos funcionários públicos gregos, então o que se dirá do corte no número de professores portugueses que foi superior a 30%?



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 18:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

Percebeu-se, desde logo, que os governantes gregos não tinham descido do Olimpo e que estavam determinados a enfrentar a dívida colossal e os indicadores de miséria da Grécia. Revelaram-se preparados para ir ao casino da banca alemã e francesa (não esqueçamos os "Goldman Sachs") e jogar contra os DDT's deste mundo correspondendo ao apelo dos europeus que, contudo, consideravam o combate impossível e destinado ao fracasso na primeira esquina. Os governantes gregos estão a enfrentar o fim da história decretado pelo Eurogrupo. Compreendo os avanços e recuos e desejo que sejam bem sucedidos. Estão a tentar e não se refugiaram nos prognósticos no fim do jogo nem no "não há nada a fazer". Sem precipitações, os casinos assim o exigem, esperemos pelos próximos lances.

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 14:04 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Nasci na então Lourenço Marques e ouvia com frequência que era branco de segunda (verdade se diga que só após o primeiro inverno europeu é que percebi que não era o moreno que me achava) e que mesmo como português não seria um eleito.

 

Mais tarde, percebi que os que me apontavam como retornado após a fuga de Moçambique mais pareciam indígenas saídos de um país que tinha adormecido na modernidade do meu tetravô. Quase 40 anos depois, esse país apontador não é o mesmo por obra de milhões de formigas. É claro que não haveria fábula sem as inevitáveis cigarras.

 

Dito isto e para salientar que já sorrio (sempre fui um pouco assim) com discriminações que me incluam até com as que são repetidas por quem governa Portugal. Passos, Relvas, Gaspar e Portas foram incansáveis em fazer coro com quem nos classificava como PIGS, gastadores, piegas, preguiçosos, propensos à emigração e outras coisas mais desagradáveis. Terão razões para isso. Os espelhos servirão para alguma coisa, mas já lá vou ao assunto.

 

Li hoje no Público a entrevista do primeiro-ministro finlandês. É um tipo de 41 anos, de direita, condescendente com os para além da troika e, se não houve lapsos de tradução, com algumas certezas absolutas. Uma delas é que Portugal vai no caminho certo e que não é justo que, mesmo numa moeda única, cada um não pague pela sua condição. Deve ser um tipo exemplar e severo nos costumes.

 

Se foi Mitterrand quem tudo fez para que com a criação do euro a Alemanha ficasse "impedida" de provocar outra guerra mundial, talvez seja o poder vigente alemão quem usa o euro para impor de novo uma espécie de imperialismo. Quem diria. Cada vez se percebem mais as carradas de preconceitos que inundam as mentes dos anti-eurobonds.

 

O que se vai observando (e que muitos não se cansavam de sublinhar) é que os europeus são mais parecidos do que se supunha e até na preguiça, na corrupção, na utilização fraudulenta de paraísos fiscais, na produtividade e por aí fora. O que mais aborrece é termos governantes que se apressam a acusar os seus e depois dão os exemplos que se conhecem. Os ajustes directos do Governo português para se estudar mais do mesmo ou o uso dos grandes escritórios de advogados são um insulto à inteligência das pessoas e explicam a baixa auto-estima profissional dos governantes. A falta de patriotismo é uma das consequências e foi pena não se ouvir o primeiro-ministro finlandês sobre o assunto.

 

A corrupção desgraçou-nos e à Europa também. O centro do velho continente está também infestado de maus exemplos. Por outro lado, há inúmeros portugueses que se orgulham de o ser e do seu grau de profissionalidade e não os vejo a apontar o dedo às comunidades que param de laborar às 15h00 ou que se embebedam às sextas por sistema (as lojas de produtos alcoólicos são blindadas) e por aí fora. Somos mais cabisbaixos, sem dúvida, mas devíamos ser representados por quem não tivesse vergonha da sua nacionalidade.

 

Post de 14 de Abril de 2013.

 



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Terça-feira, 30.06.15

 

 

 

Paul Krugman e Joseph Stiglitz, norte-americanos distinguidos com o Nobel da economia, defendem o não no referendo grego. Cavaco Silva e Passos Coelho, portugueses que também estudaram economia, nem precisam de declarar o lado que apoiam. Francamente: desejo que Portugal não perceba tarde demais o efeito dos seus incompreendidos representantes.

 

A seguinte observação não é ensinada em todos os cursos de economia e é pena: é inigualável a grandeza de quem não se verga para não perder a liberdade.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 18:33 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

... o que diremos dos para além da troika?



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Segunda-feira, 29.06.15

 

 

 

"Se a Grécia sair ainda ficam 18. Há outros que querem aderir", disse Cavaco Silva num registo áudio que ouvi na TSF. Como não tinha imagem, não confirmei se foi um improviso; mas deve ter sido, tal a demonstração de generosidade. Cá para mim, o júri do Nobel tem andado distraído com a sapiência deste lusitano que é o único cientista económico do planeta a adivinhar o futuro e sem qualquer dúvida.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 22:27 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

E se em vez de Obama os EUA tivessem um presidente no modelo Bush, George com W pelo meio e aconselhado por um Rumsfeld que voltaria a condecorar Portas na primeira oportunidade?

 

Podemos acreditar que Tsipras e Varoufakis já estavam acusados da concepção de armas de destruição maciça e que Merkel (acho que Cameron continuaria desalinhado), Rajoy e Passos jurariam que viram as provas. O português acusaria os cépticos de viciados em mitos urbanos.

 

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Domingo, 28.06.15

 

 

 

Hoje são os "problemas com a formação dos correctores de exames". Ou seja, Crato, o do "horror ao facilitismo dos outros", esqueceu-se que para a industria dos exames necessitava de correctores e não de pessoas que na recta final do ano lectivo levassem com centenas de provas e em muitos casos de programas que não leccionavam há anos ou que nunca leccionaram. Afinal, a examinocracia cratiana, cuja propaganda exige catadupas de provas a todos e nos anos quase todos, tinha mais desconhecimentos para além dos já identificados: exames exigem salas sem aulas, vigilantes sem alunos, secretariados de exames sem alunos, agrupamentos de exames sem alunos e correctores de exames sem alunos.

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 16:18 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

 

Tenho ideia de ter lido algures e concordo: "o plano A do Syriza contava com a social-democracia europeia, mas essa corrente está dominada pelo neoliberalismo: por ideologia ou benesses ilimitadas ou por táctica eleitoral".

 

Por cá não é diferente.

 

Está a "ver-se grego" significa "está a passar um mau bocado". Esta antiga expressão portuguesa deve ser, e repito o post que fiz há dias, bem recordada pelos portugueses. Quando Lagarde diz, hoje, "que o referendo não faz sentido", está a comprovar pela enésima vez a determinação do FMI em passar por cima da democracia. E se o faz com a Grécia por que é que não o fará de seguida com Portugal? Sinceramente, admira-me a disciplina FMI de grande parte dos portugueses com o Governo de Passos à frente.

 

Quem acompanha o blogue há mais tempo sabe que gosto de dar exemplos. Numa fase em que há erros na colocação de professores e em que decorrem as matriculas de alunos, é bom recordar um texto que escrevi há tempos e pensar que o "ver-se grego" é um estado que não preocupa os pequenos FMI que por aí pululam até que os próprios se tornem gregos que é o que acontece nas crises de grande escala.

 

 

Leia este post de 8 de Março de 2015:

 

Abriu o concurso interno de professores e as "inúmeras" vagas negativas têm uma qualquer relação com o mercado escolar. A regra, para o apuramento de vagas, do actual MEC considera 25 horas lectivas para os lugares do 1º ciclo e 22 para os do 2º e 3º ciclos e do ensino secundário. Como existem reduções e outras situações análogas, para além dos cortes a eito de Nuno Crato, as vagas negativas subiram em flecha (o Arlindo Ferreira apura-as aqui) e nem há 3 anos os ultraliberais embriagavam-se com 50 mil professores para a mobilidade.

 

Sejamos claros e peguemos num exemplo: se num grupo de recrutamento (antes da militarização taylorista designava-se disciplinar) existem 4 vagas negativas, só se 5 lugares ficarem vagos é que alguém é colocado nessa escola. Como se sabe, nada disto se relaciona com mobilidade especial e por aí fora. Só quem quiser jogar grãos de areia para as retinas menos atentas é que pode encontrar outra consequência.

 

Um dos concelhos mais mediatizados na relação público-privado do mercado escolar é o das Caldas da Rainha. Nem por acaso, o ranking das vagas negativas coloca um dos seus agrupamentos destacadíssimo em primeiro lugar. Os defensores, mesmo que em voz oculta e articulada, da situação vigente alarmam-se e lá terão construído as tácticas. É muito embaraçoso para a existência das cooperativas de ensino um número elevado de vagas negativas. Aliás, e a par do já descrito neste post, é a conclusão que resta.

 

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Sábado, 27.06.15

 

 

 

 

O prémio Nobel Paul Krugman diz que sim e arrasa os credores, em especial o FMI. Tese semelhante é defendida por Dominique Strauss-Khan que assume "os erros cometidos pelo FMI na Grécia".

 

A disputa continuou ontem com uma surpreendente jogada de Alex Tsipras, que demonstra uma determinação "muito menos bom aluno" do que os países do sul da Europa que foram sugados pela troika. A resposta grega de referendo, "como resposta a um "ultimato" dos parceiros europeus e da troika", inclui o respeito pelo resultado da consulta. Parece um lance importante. Aconteça um não ou um sim, o Governo grego faz prevalecer a democracia, legitima-se e reforçará a resposta recente de Tsipras ao presidente do Conselho Europeu: "não é avisado humilhar um povo". Veremos se conseguirá uma inflexão da UE.

 

EUA e China assistem preocupados. Os norte-americanos voltam a exigir sensatez a Merkel numa altura em que a intervenção da Rússia nos Balcãs é ainda mais "solicitada" e em que a instabilidade no mediterrâneo parece em escalada imparável. A China defendeu há pouco "a continuação da Grécia na zona euro, mostrando-se disponível para "contribuir" para uma solução para a crise".

 

Começa a ser difícil encontrar observadores externos que defendam as teses da maioria do Eurogrupo e percebe-se o nervosismo radical do pessoal além da troika.



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Sexta-feira, 26.06.15

 

 

 

 

O MEC de Crato recorda aquelas pessoas que só evitam decisões incompetentes quando não decidem. Então sempre que há concursos de professores já sabemos que haverá confusão. A última é um "protocolo com um Instituto Chinês sob suspeita noutros países". Mas será possível tanta impreparação? Não haverá uma raiz ideológica a orquestrar o plano inclinado?

 

No legado de Nuno Crato evidencia-se um forte ataque à imagem da escola pública. Se o ministro revelava duas características decisivas, desconhecimento do sistema escolar e associação, por ideologia, às cooperativas de ensino, o tempo comprovou-o. 

 

Crato corporizou duas ideias feitas (a primeira falaciosa): "tudo está mal numa escola pública dominada por sindicatos" e "não se pode confiar em escolas controladas pelo pior da partidocracia local". Mas não foi o poder central que criou o modelo de gestão escolar? E não foram avisados que o pior ainda estava para acontecer? E não estão a promover um tipo de municipalização que acentuará a desgraça?

 

Fica a ideia, para animar a consciência dos optimistas iniciais, que AirCrato acordou tarde para o vírus do experimentalismo.

 

O que resta é penoso. Nunca um ministro da Educação se arrastou no lugar com tanta desconsideração mediática.

 

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Reedição no dia seguinte à comemoração
do 40º aniversário da independência
da República Popular de Moçambique.
 
Parece que foi ontem.
 
(1ª edição em 20 de Fevereiro de 2008)

 
 
Aproximava-se a independência de Moçambique quando fiz uma visita que guardo em lugar seguro.
 
Integrei uma selecção que representava a futura nação. Percorremos as principais cidades e realizámos jogos de basquetebol integrados nos festejos. O dia 25 de Junho de 1975 foi eleito para o momento mais esperado: descerrar a bandeira portuguesa e substitui-la pela moçambicana. A delegação era chefiada por um guerrilheiro da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), o generoso Cariquirique.
 
O 25 de Junho coincidiu com o intervalo da digressão. Três dias de descanso e contemplação na Gorongosa, no centro do país: uma extensa e deslumbrante savana, onde se convivia com animais que povoavam os nossos imaginários.
 
Cariquirique estava preparado.
 
À meia-noite em ponto trocou os galhardetes, discursou - falou-nos num Moçambique livre e multirracial, usando como metáfora uma sopa de legumes -, e deu-nos a ouvir pela rádio, apenas a letra teve direito a conhecimento prévio, o hino da Nação. Cantámos e festejámos com habitantes da região, tocadores de tambor ao melhor ritmo moçambicano, numa cerimónia libertadora e em que fomos voluntários e felizes convidados. Estávamos ali de alma e coração. O sol nasceu e para todos: nós vimos.
 
Em virtude da guerra civil que estalou no país, a Gorongosa foi palco dos desmandos guerreiros dos humanos. Foi flagelada pela cobiça dos traficantes de peles e de marfins, e de toda a espécie de adereços de animais selvagens que deliciavam alguns consumidores dos lados mais requintados que a inteligência humana conseguiu arquitectar.

A Gorongosa foi dizimada.
 
Recupera, agora, os seus habitantes naturais. Na savana também se combate para viver. Os animais são destituídos dos melhores atributos da nobre ciência humana, mas revelam uma qualidade nada desprezível: têm muita paciência.
 
Encontrei um vídeo espantoso que até nem é muito do meu género e apetite. Mas merece que o veja; suposição minha, claro. São quase oito minutos e só no final é que deve tirar conclusões. Pode dizer-se assim: 
 
Gorongosa, para uma teoria da paz restaurada.
 
Ora clique.

 



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"Foram 15 dias a sulcar o Atlântico no Niassa. Perto da casa das máquinas. Em beliches coberto por números mecanográficos de soldados embarcados em viagens anteriores. De Luanda para Lourenço Marques, a viagem fez-se num B 747 da TAP. Contudo, a verdadeira experiência africana foram esses meses de agosto e setembro de 1973, em Moçambique. Uma conjugação improvável colocou um estudante liceal de 15 anos perante a possibilidade de fazer uma viagem de estudo aos últimos meses do Império, nesse longínquo país de geografia feminina, encostado ao Índico. Apesar da escolta militar que acompanhou o nosso grupo de nove estudantes, na visita ao Parque Nacional de Gorongosa, nessa altura transbordante de elefantes, leões e hipopótamos, a guerra parecia distante e localizada, embora omnipresente, nas conversas e silêncios. Recordo o voo em torno do sistema defensivo de Cahora Bassa, e a malha de túneis para aprisionar o Zambeze. A ousadia da traça urbana de Lourenço Marques. A intensidade económica de Nacala (onde li as notícias do derrube de Allende através de um artigo de Dutra Faria) e o fervilhar da Beira. O grande quartel chamado Nampula. A monumentalidade nostálgica da Ilha de Moçambique. Uma conversa sobre teologia numa mesquita de Quelimane. As noites nas praias, nadando para lá das redes dos tubarões. Em Moçambique, o espaço entre as pessoas era maior. Na altura não o sabia, mas as conversas traiam a perda das convicções que mantêm os regimes coesos. Numa mesa, onde chegava o som do mar, um alferes, a recuperar de ferimentos, criticava a guerra, sem medo de sanção. Noutro sítio, depois de um espetáculo dos Marimbeiros de Zavala, um colono branco censurava a presença militar portuguesa, falando em nome de um nacionalismo moçambicano de tonalidades rodesianas. Não o sabia ainda, mas quando o avião levantou voo do aeroporto da Beira, a luz da manhã escondia os perfumes e as emoções de uma excecional peregrinação ao crepúsculo de uma era que perdera o rumo do futuro."

 

Viriato Soromenho Marques.



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Quinta-feira, 25.06.15

 

 

 

Como ontem interroguei, "professores do quadro concorreram e foram colocados noutras escolas em vagas sem horário?"

 

O Público diz hoje que os "sindicatos denunciam erros e injustiças nos concursos".

 

Lendo os depoimentos sobre o assunto, conclui-se: existem dois tipos de erros das escolas: de planeamento ou no lançamento digital das vagas a concurso. No segundo caso, o MEC não terá corrigido as solicitações para a reparação do erro.

 

Mas há erros do MEC: num possível lançamento digital das vagas ou no algoritmo da aplicação informática. Percebe-se que o processo errático tem uma grande dimensão e que os professores seriamente lesados (os que concorreram e os que não concorreram e ficaram com horário zero) não podem entrar em mobilidade especial. É o mínimo; mas mais: era uma boa oportunidade para acabar com esta praga dos horários zero.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 14:51 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

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Desde 2004, ano da inauguração do blogue, que a evolução, apesar de pontual, nos procedimentos de edição dos posts permitiu rotinas para uma melhor gestão do tempo. O antigo conceito evernet vai fazendo o seu caminho.

 

Acima de tudo gosto de ter um blogue e procuro a coerência editorial. Lamento não conseguir escrever sobre mais temas que me interessam, mas as causas que preenchem o blogue continuam desafiantes.

 

É habitual falar de audiências nestes editoriais e nada melhor do que os números (8471 posts e 25502 comentários).

 

Nesse aspecto existiram alterações.

 

Mantenho dois contadores como se pode ver na coluna direita do blogue: o Apollofind (desde 2010) e o Twingly (desde 2009).

 

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As proveniências dos visitantes tinham, ontem, os seguintes números (abaixo dos momentos históricos da luta dos professores, mas dentro das valores mais altos da história do blogue):

 

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O Correntes atingiu o nível 10 no Twingly, na escala de 1 a 10, com os seguintes números:

 

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Repito um parágrafo que usei noutros editoriais: seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.

 

Obrigado a todos os que passam por aqui.


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Quarta-feira, 24.06.15

 

 

 

Professores do quadro concorreram e foram colocados noutras escolas em vagas sem horário? Este absurdo é a novidade do último concurso e a culpa é do MEC ou das escolas destinatárias que declararam com erros de planeamento as vagas do quadro a concurso. Quem não tem culpa são os professores que são os únicos a sofrerem as consequências se não "passarem" a desgraça dos horários zero aos seus colegas das escolas destinatárias.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 21:45 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

Há estados norte-americanos com três dias de aulas por semana para poupar dólares com professores. Será que o Governo de Passos segue essa lógica Tea Party e está a atrasar a reabertura das aulas com medo de não conseguir colocar professores antes das legislativas? Neste caso, a austeridade caíu em cima da ética mais elementar.

 

Se nos lembraramos da retórica PassoCratianaMitoUrbano só podemos abanar a cabeça na horizontal.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:09 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

"O fiasco"

 

Palavras que se retribuem.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:22 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

(Ao que vai ler, acrescente epifanias consecutivas,

com destaque para o concurso BCE, para a Prova PACC,

para o desmiolo Cambridge e para o calendário escolar.)

 

 

 

"Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma. Nuno Crato disse que concorda com o especialista norteamericano (é mesmo um hanushekiano) que andou por aí a apregoar o mesmo e revelou-se mais uma pessoa que nos deixa dúvidas quanto ao juízo ou ao conhecimento sobre uma escola do não superior. Temos de concordar: os professores portugueses têm azar com a sucessão de ministros. Nuno Crato afirmou a sua tese e nem sequer se escudou na troika; nesta variável está, também, para além dela.

 

William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante 30 anos, foi taxativo numa entrevista à RTP2: " Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes". Essa entrevista descansou-me muito. Tinha leccionado cerca de 10 turmas do ensino secundário, cada uma com mais de 30 alunos, e estava preocupado com a profissão que tinha escolhido e com a minha memória. Já íamos em Maio e nem o nome dos alunos todos conhecia. Numa sociedade ausente como a nossa, e mais ainda nos tempos que correm, a relação entre os professores e os alunos atenua muito a taxa de abandono escolar para além de ser um indicador da qualidade do ensino. Nunca imaginei que 30 anos depois ouviria o ministro da Educação do meu país, qual Taliban, a defender uma coisa destas com a máxima convicção. Que tempos, realmente.

 

 

Este post é de 5 de Junho de 2013.

 



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Terça-feira, 23.06.15

 

 

 

 

O fenómeno grego condiciona os políticos europeus e provoca um mar de contra-informação com coreografias acompanhadas pelos fazedores de opinião. Ninguém escapa à voracidade do momento e à procura do lugar na fotografia certa.

 

Schäuble e os seus seguidores finlandeses, holandeses, irlandeses, espanhóis e portugueses, os últimos talvez os mais além do fanatismo, tremem com a vitória helénica que levará os eleitores a perceberem erros históricos. Os adversários do grupo referido anseiam pela vitória grega: uns preferem após prolongamento porque são assim-assim e outros porque sempre apontaram alternativas. EUA, China e Rússia estão do lado grego e, embora os dois primeiros tenham muito financiamento a perder, estão assustados com a escala de uma próxima guerra.

 

Conclui-se, portanto, que um mérito grego é ter-se apropriado da posição que toca na primeira tecla destes dominós agora jogados numa versão beta para computador.

 

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 Da saga dos mitos urbanos:

 

O professor colocado a 12 de Setembro na BCE a 300 Kms de casa, ouviu as garantias do ministro, pagou os dois meses de aluguer da casa, matriculou os dois filhos pequenos perto da nova escola e hoje disseram-lhe que passasse nos serviços administrativos. O assistente administrativo, e talvez para aligeirar o ambiente, sentenciou: "O professor tem que assinar este papel de despedimento".

Não gosto de fulanizar, mas, que raio, há coisas que são sei lá o quê. A pessoa que ontem tomou posse e que assinou esta sentença é militante do PSD. Contudo, em 2010 andava pelo "Novo Rumo" do PS.

A confiança dos professores na palavra do MEC desceu a um grau impensável. Já nem um contrato para um ano consegue um mês de garantia.

 

Post de 3 de Outubro de 2014.

 

 



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Segunda-feira, 22.06.15

 

 

 

Sim e não. É o principal responsável pela examinite que deixa alunos mais de quatro meses seguidos sem aulas, mas não é o único, nem o principal, pela concursite (a procissão ainda nem saiu do adro) que mereceu o recente destaque da primeira página do Expresso sobrepondo-se à grave crise europeia, às sondagens das legislativas, à corrupção no Brasil que envolve políticos portugueses ou às novas revelações do caso BES.

 

A examinite foi ao jeito obsessivo que os eleitores portugueses apreciam: só que Crato, "O fiasco", desconhecia que exames exigem salas sem aulas, vigilantes sem alunos, secretariados de exames sem alunos, agrupamentos de exames sem alunos e correctores de exames sem alunos.

 

A concursite foi administrada pelo secretário Casanova do CDS e atingiu o cúmulo no início do ano lectivo que agora termina.

 

Como Passos é também obcecado, e como lhe devem ter dito que se mentir muito pode vulgarizar a coisa e ter mais votos em campanhas lusitanas, assumiu o leme do caos (as pessoas que debandaram dos concursos no MEC devem ter deixado o processo quase terminado para as listas de anteontem) e esbanjou capital da almofada em empresas externas por causa das eleições. É o que o Expresso quis dizer. Os seus jornalistas não ensandeceram, mas não deixou de ser cómico o silêncio de comentadores e escribas vários e até de defensores das causas educativas mas que também foram picados pela clubite eleitoral. Como se vê, portanto, Crato fez o que fez porque o deixaram.

 

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Domingo, 21.06.15

 

 

 

E quais são as instituições mais confiáveis nas sociedades mais atrasadas? As religiosas, diz o estudo do Público do passado fim de semana, e as da alta finança, digo eu e já explico.

 

Na página 15 da revista, e citando Pedro Magalhães, lê-se que "para pessoas como Putnam, a origem deste capital tem a ver com as instituições políticas no passado serem mais ou menos centralizadas, hierarquizadas, autoritárias; quanto mais, maiores os padrões de desconfiança". Villaverde Cabral "adverte que no caso português havia um indicador nada desprezível: o distanciamento ao poder é inversamente proporcional ao nível de educação".

 

Quem conheça o sistema escolar português não vacilará na conclusão: a hiperburocracia, por exemplo, deve-se a um estado insuportável de desconfiança. Por outro lado, a história recente comprovou a generalização da desconfiança para cima das classes média e baixa (quem não se lembra do mil vezes repetido: não prestam contas) enquanto a alta, com os casos BES & BPN como expoentes, vivia numa roda livre da máxima confiança.

 

Voltando ao sistema escolar, e agarrando num exemplo do momento, pensemos no acesso ao ensino superior: o júri nacional de exames montou paulatinamente uma teia que divinizou a desconfiança num processo de exames que equivale a 30% da nota de acesso, enquanto que estudos recentes comprovaram que há mais de uma década que há instituições mais endinheiradas que cometem irregularidades graves, e que têm provocado injustiças brutais e "irreparáveis", nos outros 70% da nota. E nada muda, nem sequer são emitidos quaisquer sinais disso, e repito uma antiga impressão inesquecível para quem tem memória para além do dia anterior: confiar?! Só confiamos no BES.

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 15:58 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

É natural nos países europeus que as escolas encerrem para férias algumas vezes por ano de modo a que alunos, professores e outros profissionais escolares renovem as energias. É assim e ponto final. Em Portugal é diferente, é o grau sei lá o quê dos eufemismos: os "órgãos" das escolas dizem que interrompem para reflectir e os dos pais que querem os alunos a frequentar a escola durante 11 meses ao ano (e com férias nas escolas, digo eu).

 

Há em Portugal outra perda grave (com mais uns faz de conta à mistura): a autoridade escolar. Como se confunde legitimidade democrática com comunidade educativa e se tratam alunos e filhos como iguais e não como "o outro", a autoridade escolar vive num género de PRECeterno. A ideia do cliente escolar nivelou muito por baixo, como se comprovou.

 

O blogue Atenta Inquietude tem um bom texto, se me permitem, sobre o assunto em que acrescenta uma reflexão sobre a industria dos exames cratiana que tira ritmo às disciplinas "não estruturantes" durante uns cinco meses seguidos.

 

Encontrei um cartoon (já o vi noutras alturas) com uma boa análise da sociedade ausente que remete os tais 11 meses para a escola, como remete os problemas rodoviários, o empreendedorismo, o consumo das pastilhas elásticas, o uso excessivo das tecnologias em casa, a obesidade precoce pelas horas no sofá caseiro, o excesso de doces à venda no café da esquina, a hora tardia a que as crianças se deitam e tudo o que der trabalho a educar.

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 15:04 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

 

 

 

 

Foi com Nuno Crato que os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Os cortes a eito (nomeadamente os aumentos de alunos por turma e nos horários dos professores, os cortes curriculares e os mega-agrupamentos) foram o motivo. Se os professores não tivessem decidido assim, cerca de 10000 dos quadros seriam empurrados para uma brutal requalificação rosalina e mais uns 10000 ficariam sem contrato.

 

Como resultado dessas acções, o MEC comprometeu-se a incluir no despacho de organização do ano lectivo uma compensação horária conjuntural para impedir mais horários zero. Este ano voltou a sair tarde e está aqui.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 11:04 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 20.06.15

 

 

 

A principal notícia da primeira página do semanário mais lido do país é aterradora para a imagem da escola pública: "colocação de professores: governo cria plano para evitar caos antes das eleições". É tal a incompetência de quem governa o MEC (estão há dois anos em exercício demissionário e isso permite todas as humilhações "como as de Passos nesta semana"), que o Governo contratou auditores externos e diz que anda a simplificar procedimentos. Ou seja: fazer de conta, no regime de vale tudo, para os eleitores permite gastos que o quotidiano da vida das escolas proíbe. Bater mais fundo é difícil, realmente.

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 16:03 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sexta-feira, 19.06.15

 

 

 

"As redes sociais inundaram-se durante uns quatro anos de portugueses indignados: não pagamos mais a esses corruptos da banca e da política. É tudo a mesma coisa. Nem mais um cêntimo. Os gregos elegeram um Governo que deu corpo ao protesto e não é que os indignados se passaram de imediato para o lado dos bancos e dos tais políticos? Os gregos que paguem que nós também o fizemos. Queriam o quê? Paguem e deixem de ser parasitas". Ouvi a ideia e não pude estar mais de acordo. É realmente sei lá o quê ouvir tanto cata-vento a defender Lagarde, Schäuble, Cavaco, P. Coelho e restante SA. Não tarda farão o mesmo com o BES e o BPN e mais ainda se as vítimas de Salgado forem indemnizadas. Não é excessivo sublinhar que é justo o reconhecimento do mérito de Tsipras e companhia qualquer que seja o desfecho.

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:40 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

É preciso muita paciência, realmente, para o pânico cíclico da sonsice. Os sonsos não se enxergam mesmo e não aprendem. Esquecem-se que é preciso estudar qualquer coisita.

 

E depois é o habitual: tanto querem proteger os seus, mesmo que atropelem os restantes, que acabam por prejudicar os seus e os restantes. E depois andam num afã a passar pelos pingos da chuva, a acentuar as trapalhadas e a julgar que a mudança de discurso de acordo com os ouvintes é táctica de longa duração.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 18.06.15

 

 

 

Ando a testar novas aplicações resultantes de novo software e hardware. Inadvertidamente, têm entrado actualizações automáticas do blogue (e partilhas automáticas) no Twitter e no Facebook (mais até no primeiro) e envio de emails teste. Nem sempre os posts estavam concluídos. Parece-me que está tudo regularizado, obrigado a quem me avisou e estarei desculpado.

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 16:51 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

A não derrota em toda a linha dos gregos descontrola a direita europeia, com particular incidência nos "bons alunos" ou que tenham eleições à vista.

 

O insucesso do programa de afundamento, outrora ajustamento, é já impossível de esconder. Ainda por cima, e Tsipras joga com isso, Putin espreita uma qualquer tábua de salvação com a segurança de que a multiplicação do grexit arruinaria uma União Europeia que não consegue sequer salvar uma pequena economia; e Pequim observa.

 

Os revisionismos são agora mais difíceis. A Grécia era um país do sólido centrão europeu, mas com o programa referido, o arco governativo esfumou-se, os "radicais" diversos entraram no parlamento, os excluídos passaram a grupo maioritário, o PIB caiu acima dos 20%, os inúmeros desenhos económicos falharam e olhamos para o presidente português e revemos os mentores que mais parecem os últimos inconscientes da tragédia do Titanic. Alguém que acorde o senhor, que lhe mude a receita ultraliberal e que lhe segrede que o mundo pula e avança. Quanto ao PS, percebe-se a desorientação e o compasso de espera com a ideia dos prognósticos no fim do jogo.

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 14:23 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 17.06.15

 

 

 

Passos Coelho, o gerente, disse "que promete estudar a redução da carga burocrática dos professores". Este indivíduo é mesmo atrevido. Isto é o cúmulo do nacional faz-de-conta. O que importa é fingir. O actual primeiro-ministro recorda-me um "gerente". Está ali para gerir de acordo com os ditames e sem pensar muito. Em época de campanha tem direito ao atrevimento. Se se der o caso de surpreender positivamente os "patrões", indo além das receitas mais temerosas, espera-se um mútuo esfregar de mãos e uma aflita interrogação: até quando?

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 21:49 | link do post | comentar | partilhar

 

 

1938 foi há um piscar de olhos. Para quem acha que a democracia portuguesa é um dado adquirido ou que os tiques totalitários são apenas impressões, olhe para a imagem e depois leia o texto abaixo. Como alguém disse, há sempre primeiros passos por via administrativa promovidos pelos sem rosto ou pelas figuras menores.

 

 

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"Para quantos acham que o "flirt" entre o salazarismo e o nazismo foi um mito, aqui deixo uma fotografia de 1938, da autoria do fotógrafo setubalense Américo Ribeiro, numa fábrica de conservas de Setúbal. Só hoje reencontrei esta foto, num livro que tinha perdido há uns anos,

Veja-se o pormenor das mesas postas em forma de suástica, o retrato de Hitler ladeado dos de Salazar e de Carmona, bem como as bandeiras nazi e da organização nazi "Força pela Alegria".

Resta esperar que não apareça por aí um fabiano qualquer a dizer que tudo isto se passou à revelia das orientações do regime...

 

Autoria atribuída a Francisco Seixas da Costas e retirada do facebook, assim como o texto (recebi ambos por email devidamente identificado)."



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 16:58 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 11:57 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Não é aceitável que a primeira despesa do Estado sejam PPP e juros da dívida

 

Cortesia do António Ferreira



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:49 | link do post | comentar | partilhar


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25 de Abril de 2004
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Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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