Em busca do pensamento livre.
Segunda-feira, 20.10.14

 

 

 

NBA está em pré-época e faz algumas experiências não influenciada pelas metodologias AirCrato e muito menos pelas nave-Citius.

 

Sei lá.

 

Uma das ligas mais antigas do desporto profissional, com resultados importantes na lógica de mercado puro e duro abençoada pelo AirGoverno, está a pensar reduzir o tempo do jogo a par de outros detalhes associados.

 

Ou seja, os jogos são de 48 minutos (4 períodos de 12) e pensam na redução para 44 (4 períodos de 11). Experimentaram ontem no jogo Boston Celtics x Brooklyn Nets que era não pontuável para o campeonato. Vão tirar conclusões, mas, e quando muito, a alteração entrará na época 2015/2016. 

 

AirCrato, por exemplo, generalizou tudo sem testar: exames para todas as idades e concursos baseados em experimentalismos; tudo além da troika, note-se. 

 

 

 



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Domingo, 19.10.14

 

 

No trágico legado de Nuno Crato evidencia-se o desamparo da escola pública. O ainda ministro, e escrevi-o antes de o ser, revelava duas características decisivas: desconhecimento do sistema escolar e associação, por ideologia (penso eu), ao lado pior das cooperativas de ensino. Está tudo, infelizmente, comprovado.

 

O desconhecimento do sistema escolar levou-o a não defender a escola pública dos preconceitos e das inverdades da forte agenda "tudo está mal numa escola pública dominada por sindicatos".

 

Nunca se tinha visto um ministro assim e mais ainda num tempo de troika com a escola pública como alvo primeiro duma administração central controlada por "gaspares&rosalinos".

 

Os preconceitos de Crato levaram-nos a deixar em roda livre o tal núcleo das cooperativas que, por manifesta incompetência técnica, derrubou a pouca credibilidade que restava a Nuno Crato.

 

Fica a ideia, para animar a consciência dos optimistas iniciais, que AirCrato acordou tarde para o vírus do experimentalismo.

 

O que resta é penoso. Nunca um ministro da Educação se arrastou no lugar com tanta desconsideração mediática.

 

 



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Como vivemos fora do tempo conhecido - curto, médio e longo prazos (opinião pública, legislatura e constituição) -, a discussão à volta do orçamento de Estado tem o tempo da opinião pública. Basta olharmos para os últimos orçamentos e para os respectivos rectificativos, para concluirmos que o documento é mais um exercício retórico que governos e oposições usam com oportunidade mediática.

 

Até há, no tempo vigente em Portugal, uma sensação de conhecido. Parece um contraponto à prevalência avassaladora da opinião pública: a constituição vai sobrevivendo e os governos, mesmo os mais desastrados, aguentam legislaturas (nem que seja por uma espécie de castigo).



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Sábado, 18.10.14

 

 

 

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Expresso, 18 de Outubro de 2014, primeiro caderno, página 02.

 

 

 



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O ainda ministro dirá que somos uns parolos muito dados ao facilitismo; sei lá, uns sem-mundo (para parafrasear um político especializado em contratos PPP´s e contratado pelo Goldman Sach´s), empobrecidos e com inveja da gestão de proximidade aos emigrados. 

 

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Expresso, 18 de Outubro de 2014, primeiro caderno, página 19.

 

 

 



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Sexta-feira, 17.10.14

 

 

 

A agenda mediática da Educação inscreve a acusação por plágio a um dos secretários de Estado da Educação.

 

Não vou dedicar mais qualquer minuto ao assunto.

 

Notícias destas são cíclicas e uns clássicos. Por mais argumentos que me apresentem, não consigo aceitar como razoável a ideia de copiar. É uma desonestidade intelectual grave, não se constrói uma sociedade credível numa atmosfera assim e já assisti, mesmo entre professores, a coisas muito desagradáveis.

 

 

 



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Quinta-feira, 16.10.14

 

 

 

O Governo que, por confessado experimentalismo, anuncia aulas de compensação por causa do rol de incompetências nos concursos, decide que o mesmo sector sofrerá um corte de 700 milhões.

 

Sinceramente: não raramente, dou comigo a pensar como foi possível Portugal ser governado por pessoas assim.

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:29 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

Parece que até os "pais" e os sindicatos estão perplexos com os cortes de 700 milhões no ensino não superior. Ninguém encontra, nem no osso, substância para a intenção governamental.

 

Só podemos ironizar: Crato&Casanova estão em desgraça e o ensino dito privado será o alvo do Governo.

 

Expliquemo-nos: ao contrário da descentralização apressada declarada por Cavaco Silva, e logo aproveitada por Nuno Crato, as pessoas que sabem de administração escolar reconhecem a "incompetência" como a causa única nos concursos de professores.

 

Mas há mais.

 

O radicalismo ideológico de Crato&Casanova também tem, ou tinha, crença nas contratações das cooperativas de ensino. Acham, ou achavam, que era o modelo de amiguismo a seguir e resolveram exportar o experimentalismo (palavras de Passos Coelho logo repetidas pelo cata-vento Nuno Crato) para a implosão do MEC. Nada me move contra a ideia de ensino privado ou confessional e todos sabemos que não é de nada disso que se trata.

 

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O PS vai votar contra o orçamento do Estado porque "há um aumento generalizado da carga fiscal". E não há uma qualquer referência à escola pública como alvo preferencial e bem destacado de mais cortes a eito?

 

 

 



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Quarta-feira, 15.10.14

 

 

O orçamento de Estado para 2015 tem um sector alvo dos cortes mais elevados. É difícil adivinhar qual é? Claro que não. O ensino não superior, com um corte previsto de 700 milhões, ficará sem osso. 

 

O detalhe do Expresso é curioso. Remete os cortes para o "primeiro ciclo por causa da natalidade" e para a eficácia na constituição de turmas nos privados encostados ao Estado.

 

Ou seja, como não se prevê que decidam no que seria óbvio (redução de turmas), esperam-se turmas de 50 alunos nas escolas com contrato de associação. Crato achará que será uma questão da qualidade dos professores e deverá introduzir uma prova de acesso para esses docentes.

 

"O documento sublinha os "ganhos de eficiência que têm vindo a ser conseguidos anos após ano" e ainda as poupanças conseguidas por via da redução de alunos, decorrente da diminuição da natalidade. A continuação do processo de reorganização escolar (com mais fechos de escolas do 1º ciclo de pequena dimensão) e uma "maior eficácia na constituição de turmas", designadamente das que recebem financiamento público através dos contratos de associação com o privado são algumas das medidas que permitirão "melhorias ao nível da gestão dos recursos educativos"."



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Encontrei aqui uma descrição do estado do MEC que é muito próxima do real e que não é só de agora:

 

"Falta de planificação atempada. Falta de critérios. Muita falta de trabalho. Para que o Sr. Ministro faça desfiles na televisão há funcionários a trabalhar até às 24 horas nas direções gerais e de serviços a ligar e a aconselhar diretores em assuntos dos quais não fazem ideia nenhuma, numa cadeia de incompetência e de pseudo-autoridade que começa a ser um cancro dentro do ministério. Quanto mais distante da sala de aula mais manda o funcionário. Este tipo de situações foi proliferando a partir do momento em que o Professor e o Aluno deixaram de ser pessoas e passaram a ser números e ferramentas. Não há baixa de natalidade que explique a falta de cultura."

 

 

 



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Terça-feira, 14.10.14

 

 

 

Cavaco Silva apoiou, por "nomeação" ou cooperação estratégica, as trágicas equipas de David Justino, Lurdes Rodrigues e Nuno Crato. Apenas as "bombeiras" Maria do Carmo Seabra e Isabel Alçada parecem ter escapado à tutela: duraram pouco e tinham um qualquer caos por resolver.

 

David Justino e Nuno Crato foram ao fundo por incompetência técnica e política nos concursos (as outras delapidações da escola pública até passaram, e passam, pelos pingos da chuva da mediatização) e Lurdes Rodrigues por causa da criação de outros monstros.

 

Mas é espantoso como Cavaco Silva não desiste e aparece a questionar os concursos tentando esconder as incompetências. E o argumento são as escolas inglesas de há cinquenta anos, como se o ainda presidente dominasse os concursos britânicos por essa altura. O homem que desprezava a política e que foi eleito sucessivamente porque controlaria as contas, é, talvez, a figura mais nefasta de uma democracia que tanto se esforçou por "desprezar politicamente". Coerência, realmente.

 

 

 



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 Zeinal Bava na comissão de ética no dia 10 de Março de 2010.

 

 



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Segunda-feira, 13.10.14

 

 

Passos Coelho repetiu à exaustão a falácia dos 2% de professores em concurso. Usando números redondos para facilitar a leitura a alguém deste MEC que passe por aqui, podemos resumir assim: havia uns 7 mil horários a concurso e existem cerca de 105 mil professores nas escolas públicas.

 

Ou seja, se por acaso, e por absurdo (mas...), tivesse existido um concurso para todos os professores, as escolas só abririam uns dois anos depois contrariando a verdade há muito repetida: as escolas abrem todas em Setembro.

 

Se a perspicácia de Luís Afonso se verificasse, nem dois anos chegariam.

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A Assembleia Municipal das Caldas da Rainha aprovou, por unanimidade e em 30 de Setembro de 2014, o seguinte voto de louvor:

 

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Como cedo se começou a perceber, a dificuldade deste MEC em lidar com fenómenos numéricos e concursos públicos não se remeteu ao erro na fórmula.

 

O Nuno Rolo enviou-me uma tabela, acompanhada das resspectivas explicações, com colocações duplicadas na última reserva de recrutamento (RR3). São colocações em escolas que não são TEIP nem têm contrato de autonomia.

 

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Domingo, 12.10.14

 

 

 

 

A queda de Crato afunda mitos e preconceitos: os de ordem ideológica que, sem fundamentos empíricos, "permitiram" afunilamentos curriculares e aumento do número de alunos por turma e os de ordem social e de estatuto profissional. Olhemos para os segundos.

 

Era vigente que só podiam ascender ao MEC pessoas do ensino superior, mesmo que nunca tivessem leccionado no não superior e dirigido com bons resultados uma dessas instituições. Esse preconceito, comprovadamente e sucessivamente arrasador (os Lurditas D´Oiro eram do género e os seus anteriores familiares), foi exponenciado em Crato mesmo antes de tomar posse. Via-se que se ia espalhar, mas tinha a aura do "matemático superior" que até era menos trágica do que o livre de trânsito de um dos seus secretários: o desastroso Casanova parece que só tinha de efectivo o cartão do CDS.

 

Mas não se pense que no não superior não há preconceitos semelhantes para qualquer escala de gestão. Os do secundário acham-se mais sabedores do que os dos ciclos mais abaixo, estes consideram-se mais aptos do que os do 1º ciclo e os últimos estão sempre acima dos do pré-escolar. E ficávamos aqui umas horas a enunciar os preconceitos do não superior.

 

É também isto que explica o estado em que estamos.

 

 

 

 



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Sábado, 11.10.14

 

 

 

"Um professor foi colocado em 75 escolas depois de ter desistido do concurso" é o último episódio, relatado pelo Público, da concursite-a-caminho-de-crónica. "O massacre" é o título mais adequado para o enésimo capítulo da saga "escola pública ao fundo".

 

 



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Sexta-feira, 10.10.14

 

 

Cada vez que faço um post sobre a concursite-a-caminho-de-crónica convenço-me que é o último. Apetecia-me dizer que o demiolo já só é risível, mas não me esqueço que há gente a sofrer.

A incompetência é tanta, que há quem faça sondagens para conhecer o record do professor colocado em mais escolas. O Público diz que vai em 10, mas o máximo conhecido são 12.

 

 

 



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Estamos a 10 de Outubro e o problema das colocações dos professores continua por resolver.

 

Já se preceberam as causas, já se apresentaram soluções e já se esgotaram as palavras para classficar a incompetência.

 

Entrámos no domínio do estranho.

 

São as escolas que "declaram falta de meios para detectar as falsas declarações" ou que viram aumentar o número de professores por colocar.



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Quinta-feira, 09.10.14

 

 

 

Chegámos a um estado tal, que lemos argumentos, a culpabilizar a centralização dos concursos de professores, assinados por quem se movimenta com ligeireza na macrocefalia reinante. E enquanto gastamos os caracteres a desmontar preconceitos com décadas, as taxas de insucesso e abandono escolares parecem regressar a uma trajectória ascendente como se relata no texto. São correlações.

 

  

 



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Sucedem-se os observadores que consideram o MEC um manicómio.

 

 

 

 

 

 



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O MEC, pela voz de um dos secretários de estado, remeteu para "processos nos tribunais" os danos sofridos pelos professores despedidos no âmbito da BCE e dois dias depois Nuno Crato diz que vai pedir "uma análise de casos" para compensar esses profissionais. É um ministro aos papéis.

 

 

 



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Quarta-feira, 08.10.14

 

 

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Os concursos de professores, nas suas variadas formas, têm de obedecer à graduação profissional. Está mais do que provado. A dimensão geográfica da área de concurso não impede esse objectivo. A metodologia e os procedimentos devem ser modernos e civilizados. Se são, aplicam-se a qualquer dimensão geográfica e ponto final.

 

O sistema escolar está em roda livre e abandonar a graduação profissional é perigosíssimo. Somos uma sociedade assim e não adianta escondê-lo. A graduação é de imediato substituída pelo amiguismo-e-por-outras-coisas-do-género, mesmo que se conheçam honrosas excepções.

 

A esse propósito, Luhmann (1989) interroga-nos sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro. Seria porque o deseja ou porque há procedimentos e regras de controlo dos comportamentos? É natural que não se consiga responder univocamente a este problema. Contudo, pode servir para reflectirmos sobre o que estamos a viver nos mais variados concursos e sobre os caminhos que nos trouxeram até aqui.

 

  

Luhmann, N. (1989). La moral social y su reflexión etica.

Barcelona: Antropos

 

 

Post de 14 de Setembro de 2014



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O que tem piada é que se esclarifique com tanta convicção. Talvez seja o resultado da desorientação associada a boas perguntas.

 

 

 



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Terça-feira, 07.10.14

 

 

 

Há duas teorias para o caos nos concursos: incompetência política e técnica ou intenção deliberada de descredibilizar a escola pública. Os erros são de palmatória, compreende-se a perplexidade e, por isso, as  possiblidades resumem-se às enunciadas.

 

Há atenuantes. Os concursos nas TEIP já eram injustos e com os contratos de autonomia havia que dar algum "poder" às escolas; ainda por cima, houve um aumento exponencial das escolas e agrupamentos que assinaram a papelada.

 

A questão deve colocar-se de outra forma e podemos usar a dialéctica para satisfazermos os que encontram no marxismo a causa primeira

 

Existem duas categorias em contradição: os candidatos e os contratantes, mesmo os que rubricaram a substância formada de matérias vegetais ou de trapos reduzidos a massa (vulgarmente conhecida como papel). Um bom princípio será não se sobrevalorizar qualquer das categorias da lógica Hegeliana com o objectivo de ultrapassar o conflito.

 

Havendo horários a concurso por escola ou agrupamento e por grupo de recrutamento, é mais civilizado, mais ainda com os meios ao dispor, que o concurso seja linear, por lista graduada e centralizado. Não há atrasos e reduzem-se ao mínimo as possíveis injustiças. Até os candidatos concordarão com o princípio.

 

Se, pelo contrário e como há décadas se sabe, se realiza um concurso independente para cada horário, sobrevaloriza-se a categoria contratante, cria-se o inferno para os candidatos, não se garante nada de especial e acontece o caos em curso.

 

A intenção deliberada de descredibilizar a escola pública é uma hipótese a considerar. O Governo já comprovou a tendência para beneficiar os "privados" encostados ao Estado (apenas o caso GPS abanou a sofreguidão) e Crato e Casanova são insuspeitos de não defenderem com afinco essa via para chegar ao orçamento do Estado, mesmo que o façam com base na ideologia.

 

A questão fundamental é outra: devem existir excepções de contratação à lista graduada? Claro que sim. Para novas disciplinas ou cursos, para a recondução num apoio muito bem sucedido a um aluno com necessidades educativas especiais e para outras situações em que a recondução bem fundamentada seja óbvia.

 


publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:55 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

Vi ontem a entrevista ao SE de Estado do ensino e da administração escolar na SICN e encontrei o vídeo. Impressiona o modo como se desresponsabiliza, mas o melhor é ver o filme. O momento mais deprimente é a resposta à jornalista quando questionado sobre as indemnizações aos professores que pagaram rendas de casa em vão. Aí, o SE foi igual ao que de pior tem a política partidária e que nos empurrou para onde estamos: não posso fazer ajustes directos.

 

 

 

 

 



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Aqui

 

"(...)um secretário de Estado (aquele que agora desistiu de aparecer) cuja função parece ter sido apenas a de estabelecer “pontes” e “diálogos frutuosos” com alguns grupos de pressão na área do mercado da Educação, mas que se revelou sempre de grande inépcia ou banalidade nas intervenções públicas sobre o sector, em especial quando empurrado para falar pelo próprio ministro em audições parlamentares e outras circunstâncias semelhantes.(...)"

 

 

 



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Segunda-feira, 06.10.14

 

 

Até posso aceitar a credulidade, das pessoas que têm passado pelo MEC, em acabar com concursos pelas listas graduadas. A crença está aquém da competência. Foi assim com o concurso de titulares inventado por Lurdes Rodrigues e é agora com a Bolsa de Contratação de Escola e congéneres. E não se ilibem de responsabilidades muitos dos decisores escolares.

 

A causa é simples e comum aos dois processos: inexistência de objectividade e muitas vezes de certificação e crença na divina providência do contratante.

 

É precisamente por isso que concluí que os actuais decisores, que protestaram (associaram-se tarde ao processo e próximo de eleições, para sermos mais rigorosos) e acabaram com o concurso de titulares, nem esta evidência devem conhecer.

 

E desculpem citar-me outra vez, mas em 18 de Setembro escrevi assim"(...)À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.(...)".

 

O caos está instalado e, a exemplo de 2004, só se sairá disto mantendo um rol de injustiças e enganando pessoas saturadas ou fazendo um novo concurso pela lista graduada para todos os professores contratados e para todos os horários. 

 

 



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Nuno Crato: da incompetência à indecência

 

 

 

 



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Negócios da China

 

(Cortesia do António Ferreira)

 

 

 

 



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5 de Outubro de 2014 - Dia Mundial do Professor (e o 2º ano consecutivo do caos)

 

 

 

 



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Domingo, 05.10.14

 

 

 

Os blogues e os jornalistas já gastaram as palavras para o interminável desmiolo do MEC com os concursos de professores. O Paulo Guinote já lhe chama manicómio, depois de se auto classificar, com humor irónico, como "um centralista com grau zero de inteligência" e desconhecedor de "matemáticas profundas" para explicar a incompreensão do MEC com quem há muito defende a sensatez: o concurso por lista graduada.

 

Nesta altura, um único concurso por lista graduada já é mesmo a única saída e não apenas para os professores que concorrem à BCE.

 

Para quem não saiba, há dois tipos de escolas divididas em grupos de má burocracia: com contrato de autonomia e TEIP (CA e TEIP) e sem o referido contrato (SRC). Os candidatos têm de se submeter a subcritérios para além da graduação profissional na desmiolada BCE para as escolas CA e TEIP e concorrem apenas com a graduação profissional para as SRC. O segundo concurso vai sobre rodas, mas como os candidatos são os mesmo para os dois processos é fácil imaginar a confusão e o rol de injustiças que se estão a cometer.

 

Os subcritérios carecem de objectividade e muitas de vezes de certificação. Ora foi exactamente por isso que caiu o desmiolado concurso de professores titulares do tempo de Lurdes Rodrigues e que a actual maioria tanto condenou. Às tantas, os actuais decisores nem esta evidência devem conhecer.

 

 



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Como se explica aqui, tudo indica que há um erro na nova fórmula da famigerada BCE. Há algum tempo que se sabe, como aconteceu nos célebres concursos de 2004, que a "impossibilidade" de concretização da BCE é provocada por impreparação política e técnica associada a preconceitos contra a escolha de professores por concurso público transparente. E se olharmos para a prática de amiguismo das cooperativas de ensino que Crato e Casanova tanto defendem, não deixamos de sorrir quando vemos deputados da maioria a apontar o dedo ao parceiro da coligação. Como em 2004, a AD, no seu conjuntonão é dada aos fenómenos numéricos e menos ainda aos concursos públicos. É crente na divina providência do contratante.

 

O erro da nova fórmula captado no blogue do Arlindo Ferreira.

 

 

 

 

 



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Sábado, 04.10.14

 

 

 

Fui ler este texto (que intitulei "Pensar o sistema escolar" e que publiquei em diversos sítios) que escrevi há quase dez anos e repubico a parte final. 

 

O que podemos fazer? 

Eliminar, como medida inadiável e prioritária, os horários de desdobramento nas escolas, garantindo que nenhum estabelecimento de ensino funcione nesse regime e que o número máximo de alunos por turma se situe próximo dos 20.
 
Os horários escolares dos alunos têm que respeitar a inclusão das actividades lectivas no período da manhã, ficando o período de início da tarde reservado para as actividades de complemento. Todas as escolas que não cumpram estes objectivos devem ser responsabilizadas, ficando o insucesso desta medida associado à responsabilização política local e regional.
 
Estou certo que os opositores a estas ideias assentarão os seu argumentos nos imperativos financeiros ou aludirão à complexidade da situação e daqui a uns anos gastaremos fortunas em obras escolares sem projecto que se perceba. O costume. Obstáculos e mais obstáculos que mais não servem do que pugnar pela asfixia, por vezes mesmo que de modo inconsciente, do futuro colectivo. 

Mas o sistema é despesista. Nisso estamos todos de acordo. E é despesista, porque, como diz o arquitecto Nuno Teotónio Pereira, e muitos outros especialistas o seguem, Portugal tem 38 quadros de divisão administrativa do território e não um como seria moderno e razoável. O que se pouparia aí em recursos financeiros e em capacidade de planeamento regional da carta educativa leva a que se considere o objectivo primordial de fácil realização. 

Uma outra ideia fundamental e de alcance estratégico inquestionável passa pela estafada reforma da administração pública. Mas qual o cerne dessa reforma na educação? Muito se tem falado da avaliação do mérito. Mérito de quem? 

Olhemos para os concursos de professores para o ano lectivo 2003/04: quem os desenhou propalava o primado da competência da gestão privada. Todos sentimos arrepios. 

Encontramos na rede multibanco do sistema bancário o paradigma daquilo que deve ser feito. Importa que o poder central consiga criar os métodos de gestão da informação em tempo real e que estabeleça as redes com as escolas. 

Chega de discutir a gestão escolar do modo ingrato, para os docentes claro, que todos conhecemos. (...)Por incrível que possa parecer, nem em 2005 a gestão financeira das escolas passa pelas redes informáticas. Culpa de quem?
 
A maioria das escolas recorre ao software de empresas supostamente especializadas ou constrói as suas próprias bases de dados. E o poder central? Para que serve? Como pode falar de competência em gestão quem nunca o fez de modo eficiente. É como na gestão da casa de cada um de nós: só devemos gastar aquilo que temos e não confiar na bondade do que está escrito nas estrelas. E para isso devemos estar bem informados e em tempo útil.(...)

Estão aqui três ideias fundamentais.
 
Investir fortemente no desígnio de eliminar a sobrelotação das escolas e das turmas e considerar como prioritários os horários dos alunos no sentido do rendimento pedagógico.
 
Administrar o território com objectivos claros, mensuráveis, consensuais e modernos e legitimados pelo sufrágio directo e universal.
 
Recorrer às novas tecnologias da informação, criando a rede das escolas através da disponibilização dos indispensáveis instrumentos de gestão - vulgo, bases de dados.
 
Com estas três medidas arrastaremos as outras todas: pedagogias mais ou menos directivas, manuais mais ou menos escolares, professores melhor ou pior formados, exames só nos anos terminais ou nos anos todos. Eu sei lá. Ficaremos parecidos com um país a sério e mais aproximado dos ideais democráticos. Mais do que gestores, o que precisamos é de instrumentos modernos de gestão. 

 
 


publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 15:09 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

"Já não há palavras" é o editorial de hoje do Público.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 11:30 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

 

 

 

Guião de Leitura para mais uma atrapalhada nota informativa...

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:34 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 03.10.14

 

 

 

O professor colocado a 12 de Setembro na BCE a 300 Kms de casa, ouviu as garantias do ministro, pagou os dois meses de aluguer da casa, matriculou os dois filhos pequenos perto da nova escola e hoje disseram-lhe que passasse nos serviços administrativos. O assistente administrativo, e talvez para aligeirar o ambiente, sentenciou: "O professor tem que assinar este papel de despedimento".

Não gosto de fulanizar, mas, que raio, há coisas que são sei lá o quê. A pessoa que ontem tomou posse e que assinou esta sentença é militante do PSD. Contudo, em 2010 andava pelo "Novo Rumo" do PS.

A confiança dos professores na palavra do MEC desceu a um grau impensável. Já nem um contrato para um ano consegue um mês de garantia.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:32 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

 

 

 

 

(Este post é de 5 de Junho de 2013.

Ao que vai ler, acrescente epifanias consecutivas,

com destaque para o concurso BCE que parece

não ter fim e que anuncia um somatório de injustiças)

 

 

 

"Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse ontem Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma. Nuno Crato disse que concorda com o especialista norteamericano (é mesmo um hanushekiano) que andou por aí noutro dia a apregoar o mesmo e revelou-se mais uma pessoa que nos deixa dúvidas quanto ao juízo ou ao conhecimento sobre uma escola do não superior. Temos de concordar: os professores portugueses têm azar com a sucessão de ministros. Nuno Crato afirmou a sua tese e nem sequer se escudou na troika; nesta variável está, também, para além dela.

 

William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante 30 anos, foi taxativo numa entrevista à RTP2: " Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes". Essa entrevista descansou-me muito. Tinha leccionado cerca de 10 turmas do ensino secundário, cada uma com mais de 30 alunos, e estava preocupado com a profissão que tinha escolhido e com a minha memória. Já íamos em Maio e nem o nome dos alunos todos conhecia. Numa sociedade ausente como a nossa, e mais ainda nos tempos que correm, a relação entre os professores e os alunos atenua muito a taxa de abandono escolar para além de ser um indicador da qualidade do ensino. Nunca imaginei que 30 anos depois ouviria o ministro da Educação do meu país, qual Taliban, a defender uma coisa destas com a máxima convicção. Que tempos, realmente.

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:02 | link do post | comentar | ver comentários (43) | partilhar

 

 

 

 

O primeiro despacho anula todas as colocações na BCE de 12 de Setembro. O MEC, provando que não é uma instituição de bem, não respeita a palavra dada a esses professores.

Desde logo se percebeu que o desmiolo (que não termina aqui) não podia ficar assim e que as afirmações de Nuno Crato eram, para não variar, arrepiantemente desconhecedoras.

 

 

Imagem captada no blog DeAr Lindo

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 11:46 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

O "MEC é acusado de atrasar as colocações dos professores do ensino artístico para não lhes pagar o mês de Setembro".

Depois de cortar a eito na carga curricular dos alunos das escolas públicas reduzindo horários de alguns anos de escolaridade para um mínimo impensável há pouco tempo, depois de ter aumentado o número de alunos por turma e de ter infernizado a vida dos únicos professores que concorrem, o actual MEC consegue dar mais um passo em frente na perversidade que, há cerca de uma década, escolheu os professores como o alvo a abater.

 

Captura de Tela 2014-10-03 às 10.42.24.png

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:43 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 02.10.14

 

 

Quem exerça, sem licença, a função de ama pagará coimas até 3.740 euros. Num país em os DDT´s continuam a dar a conhecer, impunemente, prendas de 5 milhões pela compra de submarinos e em que prescrevem coisas como a Tecnoforma, não surpreende que apareça um dirigente, da maioria que governa, a considerar esta medida da família do "fascismo higiénico".

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:45 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 01.10.14

 

 

 

Temos que ser justos: Nuno Crato prometeu implodir o MEC e todos os dias temos confirmações. Desta vez é a plataforma informática que "não aguentou o tráfego e pode deixar os alunos do ensino superior sem um mês de bolsa".

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:18 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

A terraplenagem era o metabolismo do MEC que provocava a descida ao zero organizacional, muitas vezes até menos do que isso, dos inícios dos anos lectivos. Era como se o recomeço negasse sempre a história. Desta vez, e ancorado na presença da troika, o Governo da destruição criadora deu asas ao eduquês II, o Cratiano, numa sucessão estonteante de decisões impreparadas. Os resultados mais visíveis estão aí.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 11:30 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:30 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 30.09.14

 

 

 

Os "verdes levam a redução de alunos por turma ao Parlamento" e, se for aprovado o projecto de lei, suspendo as publicações por quinze dias. Ainda estive para prometer encerrar o blogue, mas, e como entrámos em ano eleitoral, tudo é possível e gosto de alimentar este espaço.

 

Os nossos ecologistas sistémicos propõem qualquer coisa do género:

 

"(...)redução do número máximo de alunos por turma desde o pré-escolar até ao ensino secundário, a partir do próximo ano lectivo.(...)querem uma redução, em média, de 25% do número máximo de alunos por turma(...)na educação pré-escolar as turmas tenham no máximo 18 crianças e se integrarem alunos com necessidades educativas especiais só devem ter até 15(...) No primeiro ciclo querem reduzir para 19(...)e se tiverem alunos com necessidades especiais, os limites baixam de 20 para 15(...)nos segundo e terceiro ciclos o tamanho máximo das turmas deve ser de 20 alunos e com necessidades especiais esse limite passa para 16(...)no secundário o máximo previsto para os cursos científico-humanísticos e ensino artístico é de 21 (agora são 26); nos cursos profissionais propõe-se uma redução de 30 para 19 alunos e se tiverem necessidades especiais 15 em vez de 20(...)".

 

Se o Governo diz que vão entrar nos quadros todos os professores lesados no concurso desmiolado da BCE, não me importo nada se ficar quinze dias "impedido" de postar.

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Segunda-feira, 29.09.14

 

 

 

 

O MEC continua sem revelar o ajustamento da fórmula iluminada que infernizou os concursos de professores. A tragédia nunca nos surpreende quando é acompanhada pela comédia.

 

Uma semana depois de admitirem, a muito custo, o erro, as pessoas do MEC talvez pensassem em dar um ar de Stephen Hawking (que responde com três palavras por hora), mas baralharam-se quando o físico brilhante se afirmou ateu e não crente em milagres.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:22 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:41 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 28.09.14

 

 

 

 

Caso se confirme a previsível vitória de António Costa, há algumas interrogações que se colocam: o Governo já pode cair? Já se pode marcar a data das eleições legislativas antecipadas? Ou ainda é preciso que Rio seja eleito no PSD?

 

Olhando a partir do sistema escolar, não me esqueço do post de 24 de Junho de 2014 em que António Costa denunciou a "injusta guerra aos professores como o principal erro do PS".

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:25 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

 

 

 

O Governo Regional dos Açores perece conhecedor do inferno burocrático das escolas e, pasme-se, diz que vai tomar medidas para atenuar o flagelo organizacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 14:12 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 12:22 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 27.09.14

 

 

 

 

A rubrica de humor, "Gente" do Expresso , tem um detalhe que explica uma série de equívocos e divisões?

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:10 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Portugal criou um outro triângulo das Bermudas que sugou o orçamento do Estado: ONG´s, fundos europeus e offshores. Não havia yuppie-jotinha-(mesmo-que-só-em-espírito)-dos-mais-diversos-escalões-etários, ligado aos aparelhos do arco ou a sociedades mais ou menos secretas, que não exibisse a solução triangular "empreendedora" numa sociedade que entrou no euro convencida que a bancarrota era uma impossibilidade - ao que consta, tese em voga nas universidades de verão de então. Ora veja a capa do Expresso sobre o caso Tecnoforma.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:09 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

É espantoso como o MEC andou semanas a acusar professores e sindicatos de agitadores por causa da fórmula dos concursos de professores. Ora leia este pedaço da página 31 do primeiro caderno do Expresso e veja lá como estas pessoas são de uma incompetência de bradar. E claro: o assunto fica longe de estar resolvido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 11:23 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

 

 

Perguntas subterrâneas ao subdirector sobre os subcritérios

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:21 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
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