Em busca do pensamento livre.
Segunda-feira, 02.05.16

 

 

 

 

 

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Luís Afonso



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 08:35 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 01.05.16

 

 

 

Precisamente por ser muito difícil apresentar conclusões na investigação em Educação, exige-se ponderação, sensatez, mudança gradual, equilíbrio e testagem em pequenos universos antes de generalizar em qualquer área da política educativa. Se o período de Crato foi de radicalismo ideológico com cortes a eito (não apenas financeiros), exige-se a quem se segue que recentre. Contudo, o actual Governo nunca poderá esquecer que o período de Lurdes Rodrigues foi também de ruptura radical através de uma confessada guerra aos professores da escola pública. E o que se vai percebendo nalguns dos documentos são esses tiques lurdianos que fizeram do sistema escolar um grande primeiro ciclo recheado de políticas de infantilização da educação, de hiperburocracia e inutilidades e de generalização da síndrome de burnout.

 

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Sábado, 30.04.16

 

 

 

A poesia de Rainer Maria Rilke não é fácil. Exige leitura repetida. O resultado é sempre sublime. É um dos meus poetas preferidos.

 

Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno, que se situa perto da cidade de Trieste e sobre o mar Adriático.

 

Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.

 

  

Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias

dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse

para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua

natureza mais potente. Pois o belo apenas é

o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,

e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha

destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

 

Por isso me contenho e engulo o apelo

deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia

valer? Nem Anjos, nem homens,

e os argutos animais sabem já

que nós no mundo interpretado não estamos

confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez

uma árvore na encosta que possamos rever

diariamente; resta-nos a rua de ontem

e a fidelidade continuada de um hábito,

que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.

 

Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo

nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,

suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente

do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?

Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)



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Sexta-feira, 29.04.16

 

 

 

Impressiona a febre do despacho na nossa organização escolar. Por mau centralismo ou por tiques de caciquismo nas propaladas ideias de autonomia e desconcentração, o que se evidencia no estado febril crónico é a desconfiança, a irresponsabilidade e, em sentido mais profundo, o facto de estarmos nos primeiros passos da gestão escolar propriamente dita.

 

Há vozes preocupadas com o "regresso" de Lurdes Rodrigues. Encontrei outro sinal desses tempos de muito má memória. Leio a proposta de despacho para a organização do ano lectivo 2016/17 que o Governo enviou aos sindicatos e detecto a "presença" do pesadelo Valter Lemos.

 

Ora leia:

 

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Quinta-feira, 28.04.16

 

 

 

Não posso estar mais de acordo com este post do Paulo Guinote sobre o assunto em título. Os estudos comparados em educação são muito difíceis e exigem muita prudência nas conclusões. A escolha da escola, e a natureza desta, parece ser mais um dos algoritmos do momento. A indisciplina escolar é outro clássico. O nosso sistema escolar caminha de forma circular e muitos erros (sim, erros crassos, cratos e rodrigueanos) são cometidos em nome de "verdades" não comprovados. Há uma década que a voragem se instalou e foi premonitória para o estado de desorientação em que estamos.


A formulação que a seguir volto a apresentar, e que escrevi há uns dois anos, parece-me sempre oportuna.


A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.

Se testássemos 100 alunos em escolas com organizações de níveis opostos mas na mesma sociedade, esperar-se-iam resultados diferentes. Todavia, essa diferença não seria tão acentuada como no primeiro caso. As condições de realização do ensino (clima escolar, disciplina, número de alunos por turma e na escola, autonomia da escola, desenho curricular, meios de ensino) devem influenciar em 30% e são mais significativas do que o conjunto dos professores.

Se 100 alunos cumprissem duas escolaridades com 100 professores diferentes, os resultados deveriam oscilar muito pouco. É neste sentido, abrangente, histórico e generalista que se deve considerar os 10% atribuídos aos professores.

É também por isso que pode ser um logro absoluto que uma sociedade com baixos níveis de escolaridade consuma as suas energias à volta do desempenho dos 10% ou sequer se convença que basta mudar o conteúdo físico ou contratual dos 30% para que tudo se resolva. A componente sociedade é decisiva e se fecharmos bem os olhos podemos até considerar que 60% é um número por defeito. Mas mais: por paradoxal que pareça, sem os 10% nada acontece e não há ensino.



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Quarta-feira, 27.04.16

 

 

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A espiral recessiva foi atenuada pela acção do tribunal constitucional. A história lá se encarregará de explicar. Talvez ajude a leitura seguinte:

 

"(...)O mesmo é válido na crise decorrente, em que uma das reações espontâneas à mesma é recorrer a uma diretriz de senso comum: "As dívidas têm de ser pagas!", "Não se pode gastar mais do que se produz!" ou algo parecido - e isto, claro está, é a pior escolha que se pode fazer, uma vez que, deste modo, se é imediatamente apanhado numa espiral descendente.(...)"

 

Zizek (2014:45),
em "Problemas no paraíso"



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O texto de John Searle que se encontra no livro "Mente, Cérebro e Ciência" pode ajudar a explicar o desinvestimento (que também se expressa nas inutilidades que o poder central exporta incessantemente) na escola pública em Portugal.

Fica-se com a ideia que os sucessivos governantes não conhecem a semântica que envolve as escolas portuguesas: ficam, quando muito, pela sintaxe.

Ora leia. 


"A razão por que nenhum programa de computador pode alguma vez ser uma mente é simplesmente porque um programa de computador é apenas sintáctico, e as mentes são mais do que sintácticas. As mentes são semânticas, no sentido de que possuem mais do que uma estrutura formal, têm um conteúdo.
Para ilustrar este ponto, concebi uma certa experiência intelectual. Imaginemos que um grupo de programadores de computador escreveu um programa que capacitará um computador para simular a compreensão do chinês. Assim, por exemplo, se ao computador se puser uma questão em chinês, ele conferirá a questão com a sua memória ou a base de dados e produzirá respostas apropriadas para as perguntas em chinês. Suponhamos, em vista da discussão, que as respostas do computador são tão boas como as de um falante chinês nativo. Ora bem, entenderá o computador, nesta base, o chinês tal como os falantes chineses entendem o chinês? Bem, imaginemos que alguém está fechado num quarto e que neste quarto há vários cestos cheios de símbolos chineses. Imaginemos que alguém, como eu, não compreende uma palavra de chinês, mas que lhe é fornecido um livro de regras em português para manipular os símbolos chineses. As regras especificam as manipulações dos símbolos de um modo puramente formal em termos da sua sintaxe e não da sua semântica. Assim a regra poderá dizer: «Tire do cesto número 1 um símbolo esticado e ponha o junto de um símbolo encolhido do cesto número 2.» Suponhamos agora que alguns outros símbolos chineses são introduzidos no quarto e que esse alguém recebe mais regras para passar símbolos chineses para o exterior do quarto. Suponhamos que, sem ele saber, os símbolos introduzidos no quarto se chamam «perguntas» feitas pelas pessoas que se encontram fora do quarto e que os símbolos mandados para fora do quarto se chamam «respostas às perguntas». Suponhamos, além disso, que os programadores são tão bons a escrever programas e que alguém é igualmente tão bom em manipular os símbolos que muito depressa as suas respostas são indistinguíveis das de um falante chinês nativo. Lá está ele fechado no quarto manipulando os símbolos chineses e passando cá para fora símbolos chineses em resposta aos símbolos chineses que são introduzidos. [...].
Ora, o cerne da história, é apenas este: em virtude da realização de um programa formal de computador, do ponto de vista de um observador externo, esse alguém comporta se exactamente como se entendesse chinês, mas de qualquer modo não compreende uma só palavra de chinês. [...] Repetindo, um computador tem uma sintaxe, mas não uma semântica. Tudo o que a parábola do quarto chinês pretende é lembrar um facto que já conhecíamos. Entender uma língua ou, sem dúvida, ter estados mentais, implica mais do que a simples posse de um feixe de símbolos formais. Implica ter uma compreensão ou um significado associado a esses símbolos. (John Searle, Minds, Brains and Science, Cambridge [Mass.], Harvard University Press, 1984, pp.31-33; Mente, Cérebro e Ciência, trad.port., Lisboa, Ed.70, 1987, pp.39-41).



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Terça-feira, 26.04.16

 

 

"(...)Actualmente, um verdadeiro conservador é aquele que admite sem reservas os antagonismos e becos sem saída dos capitalismos globais, aquele que recusa o simples progressismo e que está atento à face negativa do progresso. Neste sentido, só um radical de esquerda pode ser um verdadeiro conservador.(...)"

 

Slavoj Zizek (2014:34),

em "Problemas no paraíso".

 

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Segunda-feira, 25.04.16

 

 

 

"Em Portugal sabiam tudo, não tinham dúvidas e nem sequer podíamos fazer perguntas. Cheguei a Londres, fui investigar com os melhores do mundo e eles nada sabiam, estavam cheios de dúvidas e ávidos de quem os questionasse", foi mais ao menos assim que a investigadora da área de medicina descreveu a mudança da Faculdade de Medicina de Lisboa para o mais conceituado centro de investigação, na Grã-Bretanha, durante a ditadura portuguesa (finais dos anos sessenta).

 

É um retrato significativo. O país das trevas, do analfabetismo, da pobreza e dos sabichões, poucos, que constituíam a "elite", não desapareceu. Mais de quarenta anos depois, e com avanços inquestionáveis, Portugal ainda tem que gramar com a presença, por vezes devastadora, dos que sabem tudo. É evidente que evoluíram e até revelam uma ignorância: a atmosfera descrita pela investigadora.

 

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Não escolhi Abril, mas depois o 25 foi intencional. Gosto que o Correntes faça anos no 25 de Abril. Obrigado pela atenção.

 

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Domingo, 24.04.16

 

 

Precisamos de mais escola a tempo inteiro ou de sociedade democratizada a tempo inteiro? Em 2014, 11 mil alunos reprovaram no 2º ano (números chocantes) e o insucesso subiu em todos os anos.

 

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As elevadas taxas de insucesso escolar evergonham-nos e aumentaram nos últimos anos. O empobrecimento só podia dar nisto. Choca saber que, em 2014, 11 mil crianças reprovaram no 2º ano de escolaridade, o tal que o inferno da medição vai passar a aferir depois de inúmeros seminários, colóquios e horas mediáticas.

 

director-geral de uma tal de EPIS (empresários pela inclusão) que se dedica há muito ao apoio social a estudantes, também se choca e escreveu para o Expresso. E não se indigna com a fuga aos impostos através dos Panamás Leaks nem sequer com o empobrecimento. Toca ao de leve nos problemas das famílias e das comunidades e conclui no género "são 11x11 e no fim ganha a Alemanha": "É, pois, urgente transformar a escola dos seis aos dez anos". Não defendo um qualquer modelo de escola como fim da história, mas já se torna sei lá o quê ler vezes sem fim as mesmas coreografadas, e circulares, conclusões.

 

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Expresso, 1º caderno de 23 de Abril de 2016



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Sábado, 23.04.16

 

 

"On bullshit”" é o título do livro do filósofo americano Harry Frankfurt. Na tradução portuguesa ficou "a conversa da treta”". Apesar da enorme quantidade do fenómeno, não há, diz o autor, estudos profundos sobre o tema. 

Não existe uma teoria geral do “bullshit”, o que é paradoxal considerando a sua ubiquidade. Reconhece-se que é uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, uma vez que não tem qualquer preocupação com o rigor. O “bullshit” é objecto de uma estranha tolerância, enquanto que a mentira é vista sem benevolência. “A principal razão para o seu aumento é o facto da sociedade exigir que todos tenham opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecem. É evidente que o mundo da comunicação social, e das redes sociais, constitui um abundante caldo de cultura “bullshit “”.  

 

 

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Luís Afonso

 

 



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Sexta-feira, 22.04.16

 

 

 

 

Que me recorde, é a primeira vez que os visitantes vindos do facebook ocupam o primeiro lugar nas audiências do blogue. Nos registos de ontem, e que se vêem na imagem, a origem nessa rede social superou mesmo os visitantes que entram no blogue como "self referring/bookmarker" ou através do google (que registaram os números habituais). O fenómeno tem uma explicação: os posts sobre os colégios "privados" suscitam muito interesse.

 

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Autonomia será outros resolverem a bagunça que a escola cria?

 

Que vergonha.



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Quinta-feira, 21.04.16

 

 

 

Nunca um ministro disse algo que se aproximasse. Conheço bem o tema e estou à vontade para o sublinhado. A Secretária de Estado da Educação afirmou ontem, na mesma sessão, que finalizou um estudo sobre a rede escolar e que nos anos iniciais de ciclo não ficarão salas vazias nas escolas públicas que se situem "ao lado" de colégios financiados pelo Estado.

 

Escrevi muito sobre este assunto. Pode consultar nas etiquetas do blogue. Li muitas opiniões nos últimos dias. Recordei-me de Pedro Santos Guerreiro do Expresso a propósito do Panamá Leaks: precisamos que os cidadãos mantenham a pressão alta; os jornalistas caminham numa difícil pista de obstáculos.

 

Esta variável da rede escolar tem contornos semelhantes. Todos têm que fazer o seu papel. Não adianta atrasar mais esta nódoa na decisão política. Para além das questões que interessam aos alunos e a quem os educa (mesmo que desconheçam que lhes diz respeito em primeiro lugar), professores do público e do "privado" merecem decisões civilizadas. Há duplicação de despesa, ou de investimento se não se privatizassem lucros à custa da precarização de profissionais. É imperativo que em cada concelho se apurem números reais. Quando se deu o boom de 2005 com colégios ilegais, as escolas públicas tinham cargas curriculares muito superiores ao que existe hoje. Têm, portanto, mais capacidade para a frequência de turmas. Com a associação de outras variáveis, é possível encontrar soluções que minimizem os danos para as pessoas. Quanto mais tarde se resolver este problema, mais graves serão as consequências.

 

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Quarta-feira, 20.04.16

 

 

 

Sou incompetente.

 

 

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A crítica ao eurocentrismo anuncia a "criação de uma universidade por semana numa China que olha para a Europa como um futuro museu". E parece que já não é apenas a China que atribui esse destino ao velho continente. 

 

Slavoj Zizek (2014:31), em "Problemas no paraíso", tem uma passagem que ajuda à reflexão: 

 

"(...)Portanto, encontramos, na Coreia do Sul, um desempenho económico de topo mas com um ritmo de trabalho de intensidade frenética; um paraíso de consumo desenfreado mas atravessado pelo inferno da solidão e do desespero; riqueza material abundante mas com a desertificação da paisagem; a imitação de tradições ancestrais mas a maior taxa de suicídio do mundo. Esta ambiguidade radical perturba a imagem da Coreia do Sul como derradeira história de sucesso da actualidade - sucesso, sim, mas que tipo de sucesso?(...)"



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Terça-feira, 19.04.16

 

 

 

É já no verão que se perceberá a vontade política para não permitir escolas públicas com salas vazias ao lado de colégios "privados" financiados pelo Estado. Esta duplicação de despesa teve um boom em 2005. Com os cortes curriculares dos últimos anos, as escolas públicas têm ainda mais capacidade para a frequência de turmas do que no período dos governos de Barroso, Santana Lopes e Sócrates. O atraso na resolução desta componente crítica da rede escolar tem originado graves problemas.

 

Foi publicado, em 15 de Abril de 2016, o despacho que regula o regime de matrículas e frequência de escolas. A associação que representa os colégios teme "despedimentos em massa" e afirma que "o despacho altera regras que deveriam vigorar por três anos, na sequência de um concurso público realizado no ano passado. Este diploma vai restringir os alunos que podem aceder aos contratos de associação já a partir de Setembro".

 

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site da PR anuncia (15 de Abril de 2016) a promulgação da lei "que elimina a requalificação de docentes". A decisão justifica-se por "não existirem efeitos orçamentais relevantes”. Por muito que custe ao pessoal do Panamá Papers, a variável "existiu" por radicalismo ideológico "rosalino".



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Segunda-feira, 18.04.16

 

 

 

Nem quero acreditar que a ideia do Despacho Normativo n.º 1-H/2016, quando refere “(...)a permanência destes alunos na turma em pelo menos 60% do tempo curricular(...)”, é "forçar" a inclusão. Ou seja: o legislador acha que os alunos, com educação especial, que frequentam as turmas regulares em menos de 60% do tempo o fazem porque a organização os exclui? Se assim acha, é um péssimo sinal.



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Não é apenas consensual a necessidade de um programa especial de aposentações para professores. O que também já se percebeu, é que a profissionalidade docente exige reduções da componente lectiva com a idade. Esta segunda variável, assumida até durante a ditadura, foi "esquecida" na última década: redução máxima apenas aos 60 anos (no primeiro ciclo, e julgo que também no pré-escolar, a aposentação antecipada desapareceu), aumento da componente lectiva e a componente não lectiva recheada de inutilidades que acentuam o desgaste profissional.

 

Discordo das classificações de corporativismo baseadas nos excessos que ocorreram. Os excessos eliminam-se sem baixar o nível e estão associados a todas as profissões. O discurso ainda mais difícil de perceber tem origem em professores mais jovens que discordam que um professor acima dos 50 anos de idade (e aos 27 anos de serviço, como era o caso) leccione 14 aulas por semana e beneficie de redução da componente lectiva para o exercício de cargos. Acham que isto é corporativo e escrevem-no como um acto de coragem que fará sorrir a malta envolvida no Panamá Leaks. Mudarão de opinião quando a sua idade avançar e talvez nessa altura compreendam o número elevado de baixas médicas que se regista há anos a fio e entendam o clima de burnout que se generalizou numa classe profissional com uma elevada média etária.



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Domingo, 17.04.16

 

 

 

Sem a crise do subprime, Ricardo Salgado ainda seria o DDT e José Sócrates PR ou coisa do género. É óbvio que havia corrupção antes de 2007. É exactamente por causa disso que se impõe uma interrogação: e os outros? Os anteriores, os contemporâneos e por aí fora?

 

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A imperativa redução de alunos num número significativo de turmas ainda está por legislar. Mas o novo Governo já despachou uma relação com a educação especial. O Despacho Normativo n.º 1-H/2016  diz que “(...)a redução de turmas prevista no número anterior [incluindo alunos com NEE] fica dependente do acompanhamento e permanência destes alunos na turma em pelo menos 60% do tempo curricular.(...)”. Ou seja: se os alunos com mais dificuldades frequentam menos tempo as turmas porque estão com problemas de inclusão, isso tem uma qualquer relação com a redução de turmas? É estranho.



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Sábado, 16.04.16

 

 

 

O Parlamento legislou o fim das provas finais dos 4º e 6º anos e o Governo introduziu provas nos 2º, 5º e 8º anos incluídas num sistema integrado (SI). O sistema não mexe no sacrossanto acesso ao ensino superior (como se fosse justo) porque é poderosa a indústria dos exames. O que é demasiado guloso é querer, e na nossa sociedade basta a insinuação, a submissão industrial logo aos sete ou oito anos como engendrou "O Provas".

 

Quem se indigna com a fuga aos impostos pelos Panamás Leaks incomoda-se com "guloseimas". O Governo eliminou as provas finais e anunciou como facultativa a entrada este ano no SI e mais umas trapalhadas negociadas com o novo PR. Parece que agora já é aconselhado um facultativo com dificuldades na faculdade de não facultar. É, realmente, demasiado. Eram suspensas e ponto final e no ano seguinte começava o tal SI. Havia convicção ou estavam quietos.

 

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 Antero



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Sexta-feira, 15.04.16

 

 

 

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Manuel António Pina

 

também aqui - Setembro de 2011

 

 

"Muitos criticavam o presidente da República (PR) por não dizer nada sobre os buracos postos a descoberto nas contas da Madeira, agravando os défices de 2008, 2009 e 2010 e a factura dos "sacrifícios" impostos aos portugueses (o PR aparentava ser o único português sem coisa nenhuma a dizer sobre o assunto).

O caso afigurava-se ainda mais estranho considerando o memorável dia em que o PR interrompeu umas merecidas férias no Algarve para falar ao país do ingente problema de um artigo do Estatuto dos Açores.

Afinal, o PR só aguardava o momento propício para dizer de sua justiça. E o momento chegou ontem (nos Açores, onde haveria de ser?). O país ficou a saber o que o PR pensa não só sobre a Madeira mas também sobre os demais problemas que afligem os portugueses e mantêm o país em estado de alerta laranja: "Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante".

Trata-se de uma tomada de posição enigmática mas que, devidamente decifrada, decerto tranquilizará os portugueses: quem sabe se "vacas" não será uma metáfora de "mercados" e se o "pasto que começava a ficar verdejante" não significará a diminuição do défice ou que o ministro Álvaro irá finalmente aparecer numa manhã de nevoeiro?

Ganha assim sentido o misterioso conceito de "magistratura activa" que Cavaco não se cansou de prometer aos portugueses durante a sua campanha eleitoral."



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Quinta-feira, 14.04.16

 

 

 

Os programas de certificação de competências existem em sociedades avançadas. O programa "novas oportunidades" foi desacreditado pela propaganda eleitoral dos governos de Sócrates. Foi injusto para muitos dos envolvidos. É positivo que novo ministro da Educação lance "um programa para educação de adultos", embora só por desconhecimento, ou por outro motivo que não percepciono, elogie as extintas "novas oportunidades".

 

Para além de todas as polémicas, e se o "regresso" à escola tem uma relação directa com o mercado de trabalho, os jovens adultos só podem ficar como no desenho.

 

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11,5 milhões de documentos expõem corrupção global

 

 

Cortesia do António Ferreira.



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Aos 37 anos e sobrecarregadíssimo com lesões graves, Kobe Bryant fez ontem o seu último jogo na NBA depois de 20 anos recheados de grandes momentos. E não é que ontem Kobe marcou 60 pontos (mais uma marca inédita na NBA para um jogo de despedida) com todos os ingredientes que o tornam uma lenda desportiva. Vale mesmo a pena ver o resumo do jogo. Pode ver mais no site da NBA. Para além de tudo, impressiona como a sua equipa dedicou a época à sua homenagem. Nunca os Lakers sofreram tantas derrotas, mas Kobe foi recebendo o reconhecimento pelos diversos pavilhões até à noite épica de ontem que não tem paralelo na vida desportiva.

 

 

 



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Recibi por email devidamente idenficado.

 

"Tendo como destinatário o governo da república...
 
 
Dirijo-me a V.Exa com a remota esperança de usar o seu poder para terminar com uma injustiça kafkiana que se manteve nos últimos anos. Exercendo a profissão docente no quadro do ME há mais de duas décadas, sou castigado há 10 anos na progressão na carreira sem conhecer o crime que cometi, tendo contudo, cumprido sempre diligentemente o dever profissional. A justificação para suportar esse castigo fornecida pelo poder politico, é que tenho de suportar os custos da incompetência, gestão danosa e criminalidade financeira cometida por outros. 
Mas o limite do tolerável está atingido e está a ser humanamente impossível suportar estoicamente esse castigo sem que haja prejuízo grave para terceiros. Nesta fase da carreira, já deveria estar posicionado no 7º escalão, mas forçadamente continua estagnada no 4º escalão, sem que exista evidência de desempenho profissional insuficiente.
Apelo desesperadamente à compreensão e sentido de justiça de V.Exa. para que cesse imediatamente este homicídio profissional e financeiro, com consequências gravosas para a manutenção de uma motivação necessária a um desempenho com qualidade superior. Sendo impossível ressarcir os prejuízos irreversíveis de curto e longo prazo (como por exemplo, no cálculo de uma putativa pensão de reforma), o mínimo que poderia acontecer para repor a injustiça decretada durante os últimos 10 anos, seria permitir a progressão na carreira tal como está consignada legalmente, permitindo ser posicionado não no escalão imediatamente acima, mas no escalão a que teria direito caso não tivesse sido castigado sem acusação nem condenação.
 
Esperando que seja a pessoa que fique na história governamental como aquela que cessou com uma condenação injusta aplicada a quem não contribuiu para nenhum prejuízo, apresento os mais respeitosos cumprimentos.
 
Mário Silva"


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Quarta-feira, 13.04.16

 

 

 

Pode assinar a petição aqui.

 

Cortesia do António Ferreira.



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Kobe Bryant fará hoje o último jogo na NBA.

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 18:04 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Sobre a Municipalização da Educação - 1

 

Muito bem argumentado, se me permitem.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:06 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

"A terceira guerra já está curso pela Ásia e África. Só que é divida em partes e não se nota tanto." Este facto que ouvi na TSF parece alastrar-se. Pela Europa e Américas, e também por cá e basta observar o que nos rodeia, estamos em francos preparativos. Clara Ferreira Alves (2015:421), em "Pai Nosso", tem uma passagem de arrepiar:

"(...)Nunca peça a um judeu para ser neutral. Veja o que a neutralidade nos fez. Nunca tomámos partido e veja como acabámos. Nos fornos. Nas valas. Amontoados. Que faria num mundo sem guerra?(...)"



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:52 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 12.04.16

 

 

 

Por que será que mais de 90% dos professores são contra a municipalização? Os inquéritos realizados nos últimos anos por sindicatos ou blogues (penso que também por OCS), e até através das redes sociais, apresentam números que dão que pensar num país de comprovado mau centralismo.

 

Em 2002, o arquitecto Nuno Teotónio Pereira encontrou em Portugal 38 quadros (em 2016 devem ultrapassar os 50) de divisão administrativa quando o que seria moderno e razoável era que tivéssemos um. No meio de regiões, províncias, distritos e por aí fora, são os municípios o quadro mais perceptível e mesmo assim a lógica clientelar dos aparelhos partidários, e do caciquismo, criou um clima de "enraizada" desconfiança; raízes geram raízes.

 

É, portanto, "impensado" inventar mais um quadro orgânico com 308 agências municipais escolares descentralizadas (sim, 308 porque nós somos uns 400 milhões; essa coisa dos 10 milhões e da quebra de natalidade é só para impressionar o pessoal dos fundos) depois de se terem assinado centenas de contratos de autonomia com estruturas escolares desconcentradas, que, por sua vez, têm, na maioria dos casos, configurações inenarráveis que desesperam por uma implosão. É confuso, sei disso, mas é mesmo assim. É como na imagem. As trapalhadas, neste país, são ininteligíveis e os professores estão informados até com os exemplos do modelo de gestão escolar em curso. Não há alternativas? Claro que há e têm sido apresentadas como se observa numa consulta às tags do blogue.

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 21:50 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Já não são só os tradicionais. Agora tropeçamos em procuradores, juízes a designaram-se como a "classe menos confiável", funcionários das finanças, directores e chefes de repartições públicas, directores-gerais de diversos ministérios, concursos públicos pejados de irregularidades e por aí fora. Ainda ontem ouvi um jornalistas dizer que o tal gestor de fortunas ligado ao Panamá Leaks trabalhou para ex-ministros portugueses e para um presidente da República (quem será?). Para já o gestor não diz nomes. É tudo muito mau mesmo.

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:12 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Já passei os olhos pelo Plano Nacional de Reformas e pelo Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, e olhem que não foi fácil, e nem uma linha sobre a avaliação de professores que mantém o regime de farsa porque as carreiras há muito que "congelaram de vez". Será que o Governo sofre de esquecimento ou o legado de prestação de contas de Sócrates e Rodrigues é exemplar e intocável?

 

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Antero



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 08:48 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 11.04.16

 

 

 

 

"Aulas no século XXI são um escândalo. Com aulas ninguém aprende.", diz o professor José Pacheco ligado ao projecto "Escola da Ponte". Esta antiga discussão (o fim anunciado da secular escola-indústria) emerge quando mudam governos e se lançam "novas" reformas. Foi assim, por exemplo, "na segunda metade do século XX" com Freinet, Montessori e Summerhill e mais recentemente com as plataformas de comunicação como o Moodle. No último caso, e mais uma vez, o que pode ser uma solução prometedora com adultos ou jovens adultos, torna-se um processo descontrolado se generalizado com crianças e mais ainda em turmas numerosas. E depois há os extremos. Os entusiastas dos modismos que se apressam a classificar de acomodados os tradicionalistas da escola-indústria ou os radicais da tradição que se acham no fim da história por "irrefutabilidade" do modelo vigente.

 

Há alternativas. Exigem estudo e obrigam a testar (sim: testar; experimentar por amostra). Exemplos? Se terminamos com campainhas, não o fazemos de supetão; começamos pelo início das aulas mantendo os toques que indicam o fim dos intervalos maiores, de seguida vamos às extremidades horárias e por ai fora. Se compete ao professor decidir pelo momento de intervalar aulas de 90 minutos, escolhemos primeiro algumas disciplinas de anos iniciais de ciclo e vamos generalizando ano a ano com a preocupação de manter o silêncio nos corredores. Se introduzimos telemóveis nas aulas, ou sofás como é moda nesta altura, usamos uma qualquer progressão disciplinar. Se queremos eliminar manuais e trabalhos de casa, introduzimos progressivamente versões digitais e asseguramos apoio ao estudo bem criterizado. Se acabamos com "aulas de substituição", responsabilizamos os alunos pelas escolhas "escolares" alternativas. Se precisamos de provas para avaliação externa, escolhemos os anos, mantemos o modelo durante anos e contrariamos as tentações internas de criar provas globais por disciplina e ano de forma a não condicionarmos a liberdade de aprender e ensinar e de procurar soluções que busquem a asserção fundamental: há poetas vivos.

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 16:46 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

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Antero



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:57 | link do post | comentar | partilhar


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