Em busca do pensamento livre.
Terça-feira, 26.07.16

 

 

 

"(...)Às vezes, ela chamava àquele prato a sua mousse de frango com gelatina, outras vezes chamava-lhe mousse de gelatina e frango. Eis mais uma de entre mil e uma facetas práticas da gelatina. A palavra encaixa em qualquer lado, no princípio, no fim ou no meio. Era uma palavra semelhante a um botão, basta premir e já está, à imagem de tantas outras coisas hoje em dia, o mundo inteiro a desvendar-se atrás de um botão, basta premir.(...)"

 

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DeLillo, Don (2010:527). "Submundo". Sextante Editora. Lisboa.



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Segunda-feira, 25.07.16

 

 

 

 

"90% dos alunos considera que o sucesso escolar se deve mais ao seu esforço do que aos professores. Apenas 10% considera que ser bem sucedido se deve aos professores". Ora aí está um estudo que a plêiade de especialistas em Educação, de governantes da última década a comentaristas profissionais e passando por sei lá quem mais, tudo fará por ignorar. Tenho insistido neste algoritmo, construído com elementar bom senso, que vai no sentido do estudo mas que "desempregava" toneladas de burocratas escolares. Como se observa no desenho, os alunos reconhecem a autoridade escolar dos professores.

 

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"(...)O gesto é extremo porque o espírito está a cessar a sua actividade. É o fim da consciência. É por isso que o corpo fica destrambelhado. O corpo mostra-nos o que está a acontecer ao espírito. Assim como a amargura de uma pessoa lhe verga o corpo. É este o aspecto físico da consciência. É assim que ela se debate e se agita com brutalidade, quando o fim é súbito e violento e o espírito não está preparado.(...)"

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DeLillo, Don (2010:521). "Submundo". Sextante Editora. Lisboa.



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Domingo, 24.07.16

 

 

 

 

Um ex-Presidente a avisar que dirá o que ainda não se sabe? Um ex-Presidente a insinuar que se passaram coisas graves que não são do conhecimento público? É surpreendente. Cavaco Silva, poucos meses depois de deixar o cargo, afirmou ontem que "(...)saiu "de consciência bem tranquila" de Belém e referiu que muita coisa não se sabe sobre a forma como exerceu funções, mas não quis agora "fazer revelações"(...)". O desenho ajuda a interrogação: nem um ex-Presidente resiste ao estatuto de "encostado às cordas"?

 

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Sábado, 23.07.16

 

 

 1ª edição em 5 de Novembro de 2015.

 

 

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".



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Luís Afonso 

 



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Sexta-feira, 22.07.16

 

 

 

 

"Em comunicado, as autoridades pedem a não divulgação de vídeos ou fotos do acto terrorista", repetem as televisões imediatamente a seguir à apresentação do vídeo amador mais oportuno. Os actos terroristas têm uma ocorrência quase diária, hoje é em Munique, e os canais de cabo já só têm que programar as horas sobrantes. O mal faz sempre o seu caminho, como lemos na história e temos registado nestes tempos de triunfo do neoliberalismo como caminho ideológico único.

 

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"Francofonia" é um bom filme de Aleksandr Sokurov. 1940: as tropas nazis entram em Paris e ficamos a saber o que aconteceu ao Museu do Louvre. É o ponto central do argumento. Os conceitos de "Liberdade, fraternidade e igualdade", "gosto pela arte" e "relação entre arte e guerra" são friamente analisados e ilustrados por imagens de um navio que transporta, e vai perdendo, contentores de arte em tempestuoso alto mar. A ver.

 

 

Título original: Francofonia; De: Aleksandr Sokurov; Com: Louis-Do de LencquesaingBenjamin UtzerathVincent Nemeth; 88 min.

 

1940. As tropas Nazis tomam conta da cidade de Paris (França). Jacques Jaujard (Louis-Do De Lencquesaing), director do Museu do Louvre, e o Comandante Franz Wolff-Metternich (Benjamin Utzerath), chefe da comissão alemã para a protecção das obras de arte em França, vêem-se obrigados a colocar as suas diferenças de parte e aliam-se para preservar os tesouros do museu. Assim, ao mesmo tempo que os exércitos arrasam a cidade, eles fazem o que podem para proteger algumas das mais importantes criações da Humanidade.
Com realização do aclamado realizador Aleksandr Sokurov (“A Arca Russa”, “Pai e Filho”, “Alexandra”, “Fausto”), um filme sobre um período negro da História europeia, onde se reflecte sobre a arte, o poder e a cultura e a importância dos museus na preservação da identidade humana. 

 

 



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Concerto marcado para as 21h30 e início pontual; como sempre. Chegar ao largo do Teatro Nacional de S. Carlos pouco depois das 20h00 não foi suficiente. Cerca das 18h30 já não havia lugares frontais. Mas como o tempo, que nunca pára, também o lugar "ultrapassou" o ângulo de visão muito lateral. O som continuou perfeito. Via-se o movimento dos bastidores. Para além do referido no programa, a 5ª sinfonia de Beethoven tornou o concerto ainda mais memorável.

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21 de julho, 21h30

Orquestra Gulbenkian

Pedro Neves, direção musical; Mário Laginha, piano

Um programa de luxo, com destaque para a interpretação de Mário Laginha do seu Concerto para piano e orquestra, estreado em 2009 no 31.º Festival Internacional de Música do Algarve, que junta referências a Mozart, Beethoven, Prokofiev ou Ravel, mas também ao jazz e à música étnica.



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Quinta-feira, 21.07.16

 

 

 

 

O muito bom filme de Emmanuelle Bercot, "De cebeça erguida" (na imagem), retrata as tutorias no sistema francês. Considerando que um jovem pré-delinquente (ou sem pré) passará umas cinco a sete horas diárias na escola, o tutor supervisiona, logicamente, as restantes dezassete ou dezanove horas. O tutor é, portanto, um profissional ligado aos sistemas social e judicial. Em Portugal é o inverso. O tutor é um professor inspirado em Sísifo. Todos dias parte do "mesmo" grau. Faz numa dezena, se tanto, de horas semanais o que provavelmente "será desconstruído" nas restantes 158. É também aqui que se constata a ubiquidade da escola a tempo inteiro.

 

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Quarta-feira, 20.07.16

 

 

 

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Luís Afonso

 



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Terça-feira, 19.07.16

 

 

 

 

"De cabeça erguida" tem como figura central uma juíza (Catherine Deneuve) de um tribunal de menores francês. Isso diz muito do argumento e tem uma relação poderosa com os actos terroristas a que temos assistido. O muito bom filme de Emmanuelle Bercot devia ser de visionamento obrigatório para as pessoas que opinam sobre o abandono escolar e a delinquência juvenil num tom crítico para os profissionais ou com ligeireza. A personagem interpretada por Catherine Deneuve dá uma lição de pedagogia, sensatez, firmeza e sabedoria. Imperdível mesmo.

 

 

 

Título original: La Tête Haute; De: Emmanuelle Bercot; Com: Catherine DeneuveRod ParadotBenoît MagimelSara Forestier; 120 min.

 



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Segunda-feira, 18.07.16

 

 

 

 

(Ao que vai ler, acrescente epifanias consecutivas 

com destaque para o concurso BCE,

para a prova PACC, para o desmiolo Cambridge,

e para a industria dos exames.)

 

 

 

"Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma. Nuno Crato disse que concorda com o especialista norteamericano (é mesmo um hanushekiano) que andou por aí a apregoar o mesmo e revelou-se mais uma pessoa que nos deixa dúvidas quanto ao juízo ou ao conhecimento sobre uma escola do não superior. Temos de concordar: os professores portugueses têm azar com a sucessão de ministros. Nuno Crato afirmou a sua tese e nem sequer se escudou na troika; nesta variável está, também, para além dela.

 

William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante 30 anos, foi taxativo numa entrevista à RTP2: " Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes". Essa entrevista descansou-me muito. Tinha leccionado cerca de 10 turmas do ensino secundário, cada uma com mais de 30 alunos, e estava preocupado com a profissão que tinha escolhido e com a minha memória. Já íamos em Maio e nem o nome dos alunos todos conhecia. Numa sociedade ausente como a nossa, e mais ainda nos tempos que correm, a relação entre os professores e os alunos atenua muito a taxa de abandono escolar para além de ser um indicador da qualidade do ensino. Nunca imaginei que 30 anos depois ouviria o ministro da Educação do meu país, qual Taliban, a defender uma coisa destas com a máxima convicção. Que tempos, realmente.

 

 

Este post é de 5 de Junho de 2013.

 



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Muito bom o filme de José Luis Guerin. O lugar das Musas é reflectido através do curso de um professor de Filologia e da sua vida particular. "O amor é uma invenção dos poetas e o matrimónio dos economistas" é uma asserção dissecada com ritmo e oportunidade.

 

 

 

Título original: La academia de las musas; De: José Luis Guerín; Com: Rosa DelorEmanuela ForgettaPatricia GilMireia Iniesta; 92 min.

 

"Ao chegar a casa depois de um dia de aulas na universidade, um professor de Filologia é questionado pela sua mulher sobre o projecto académico que tem em mãos. Convencido do poder da arte, e inspirado pelos clássicos, ele propôs-se a criar uma "Academia das Musas" destinada a regenerar o mundo pela poesia, através das míticas figuras que motivam a criação artística. Durante a discussão, o casal faz uma avaliação da sua vida afectiva, ao mesmo tempo que debate vários tópicos filosóficos: o amor, o belo, a subjectividade ou o papel do criador e da criação. A relação dele com as suas alunas, que inevitavelmente acaba por seduzir, acaba por ter repercussões directas no seu casamento e na forma como a esposa o vê.
Numa mistura de documentário e ficção, o realizador catalão José Luis Guerín ("Comboio de Sombras", "Dans la Ville de Sylvia") constrói uma história sobre o desejo, a infidelidade e a necessidade de inspiração. Em competição no Festival de Locarno (Suíça) e no Lisbon & Estoril Film Festival (Portugal), este filme arrecadou o Giraldillo de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cinema de Sevilha (Espanha)."


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A espera implicou observar em detalhe, e com tempo, a estátua de Pessoa com cabeça de livro.

 

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Mas valeu a pena:

 

17 de julho, 21h30

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Fantasia para Romeu e Julieta

Dinis Sousa, direção musical; Cristiana Oliveira, soprano; Airam Hernández, tenor.

Num concerto que evoca os 400 anos da morte de Shakespeare, ouvem-se peças inspiradas por Romeu e Julieta, a sua obra mais popular: Abertura Romeu e Julieta de Tchaikovski, Árias e duetos de Romeu e Julieta de Charles Gounod e Suites 1 e 2 de Romeu e Julieta de Prokofiev.



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Domingo, 17.07.16

 

 

 

 

Crato confessa: acentuou o mercado desregulado aplicado à educação crente que no mundo actual é suficiente um qualquer regresso ao "back to basics" numa espécie de escola transbordante. Mas mais: quem discorde do seu trajecto de mercado é classificado como "puramente ideológico", como se o "radicalismo ideológico" não fosse a sebenta que o sustentou na estratosfera. Afirmar-se professor não significa que se conheça a escola e que se tenha desenvolvido estudos sobre a sua gestão. Dizer que teve os professores do seus lado, não significa que a realidade o tivesse confirmado. O resto da entrevista é poeira.

 

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Não haverá sistema perfeito de acesso ao ensino superior, mas o sistema português, que detecta há muito injustiças graves, teima em não eliminar o ruído mais ensurdecedor. A decisiva média do final do ensino secundário vai muito para além dos exames do 12º ano (valem 30% da classificação nas respectivas disciplinas; os restantes 70% correspondem à classificação interna atribuída pelos professores das disciplinas) e inclui a classificação em disciplinas sem exame. 

 

A Gazeta das Caldas relata aqui uma situação que está longe de ser um caso isolado ou sequer uma novidade.

 

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Sábado, 16.07.16

 

 

 

 

O Governo criou um programa para o sucesso escolar (PSE) que as escolas devem operacionalizar. Para além do tradicional mais do mesmo que remete para a escola um caderno de encargos insuportável e ausenta a sociedade, o que mais obriga a umas beliscadelas é a existência de empresas que se dedicarão a elaborar os tais PSE´s. Leu bem. Empresarialização em modo outsourcing e desculpem os inglesismos para mais em tempo de brexit. Sim, é risível que programas com estas características tenham este trato. Isso reforça os argumentos de quem desconfia que, para além do temor justificado com a epidemia caciquista, a tal municipalização passa muito pela guloseima do aparelhismo com fundos estruturais. Como dizia um antigo pedagogo: tudo-está-ligado-a-tudo-nada-está-solto-de-nada.

 

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Sexta-feira, 15.07.16

 

 

 

 

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Óbidos, Serra d'El-Rei, 15 de Julho de 2016



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"Os privados educam melhor porque privilegiam a qualidade e a excelência. Basta ver os rankings dos exames do 12º ano em que as trinta primeiras escolas são privadas", disse o político e dirigente escolar ligado a uma cooperativa que, ao que percebi, gere uma escola privada do ensino superior que passou pós-graduações e até mestrados irregulares. É preciso descaramento para incluir tantas falácias num pequeno parágrafo.

 

Primeiro: quem educa são as sociedades e as famílias. As escolas ajudam na educação de alunos que "não querem aprender", mas esses raramente chegam ao 12º ano. E se o fazem, não é nessas escolas. Os que "aprendem em qualquer sistema", ajudados pela ambição escolar das sociedades e das famílias e, em regra, com bons apoios sócio-económicos, não precisam das escolas, e muito menos dos seus dirigentes, para se educarem. Quando muito, e para aprenderem e com isso melhorarem a sua educação, beneficiam do ensino dos seus professores ou de apoios fora da escola. O que se pede aos dirigentes escolares é que façam gestão. Numa democracia, uma escola deve ser um lugar de referência nos procedimentos de gestão de quem presta um serviço ao público e, assim, favorecer a igualdade de oportunidades e as condições de realização do ensino. Como isso dá trabalho e é exigente, é mais cómodo para estes dirigentes pavonearem-se com méritos escolares que não são seus, encherem o discurso de conversa fiada e revelarem queda para irregularidades.

 

1ª edição em 15 de Novembro de 2015. 

 

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"Um outro passo para a paz exige que os quatro das Lajes sejam julgados no TPI e não pelo Goldman Sachs", 

 

é um raciocínio que ouvi a quem conhece o efeito devastador que Bush, Aznar, Blair e Barroso provocaram no médio oriente. O Tribunal Penal Internacional deve ter a palavra para tentar pacificar (e absolver os "quatro", se for esse o caso) a onda de terror e delinquência que se vai globalizando.

 



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Agora é Nice a viver horas de terror com mais de 70 mortos e uma centena de feridos. O terrorismo é, cada vez mais, uma arma global. 

 

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Quinta-feira, 14.07.16

 

 

 

"O senhor Barroso fez a cama dos antieuropeus. Apelo, pois, solenemente, a que abandone esse cargo", apela o secretário dos Assuntos Europeus francês Harlem Désir. Barroso tem um grande descaramento e continua, como político, a enriquecer longe dos eleitores. A sério e repito: vale a pena ler o romance "Pai Nosso" de Clara Ferreira Alves; a personagem é bem desmontada.

 

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Quarta-feira, 13.07.16

 

 

 

"Vais marcar," é o que se diz a todo o avançado que é lançado no jogo. Quando a "profecia" se concretiza, uma em mil, transforma-se num crente feeling. Compreende-se os protagonistas. Aceita-se. Não se espera diferente. Já um PR deixar escapar uma escapadela a Fátima também se aceita. Da figura não se espera diferente. São feelings. Se a antevisão mediática de um jogo chegava com dois dias e o rescaldo com outros dois, a partir de agora será permanente. São feelings para todos. É irrefutável a festa. Nem os exemplares islandeses escapam à globalização. Pode o Deutsche Bank ter o destino do Lehman Brothers que os pobres portugueses sonharão com a oportunidade futebolística de ouro para os filhos, como substituição escolar, enquanto uns quantos dirigentes lá vão premiados para os Goldman Sachs deste mundo.

 

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Terça-feira, 12.07.16

 

 

 

"(...)A certa altura a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."(...). Daqui.



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Évora -  "O templo romano de Évora, erroneamente conhecido como Templo de Diana".



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Segunda-feira, 11.07.16

 

 

 

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Rui Patrício e Ronaldo não se contiveram.



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"(...)quem se limita ao que está a acontecer nem sequer compreende o que acontece.(...)" 

 

 

Daniel Innerarity (2011:49). 

"O futuro e os seus inimigos". 

Lisboa: Teorema.



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Domingo, 10.07.16

 

 

 

 

Numa final em Paris, é natural que a França parta com algum favoritismo. Mas Portugal tem argumentos para vencer e é isso que todos desejamos.

 

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Imagem do Expresso 

 



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"Uma sociedade pós-heróica necessita de uma política que se exerça para lá da alternativa enfática entre o poder e a impotência. Tanto o discurso ideologicamente voluntarista como o derrotismo neoliberal ressoam de tempos heróicos em que mandar era entendido como mandar absolutamente com uma disposição soberana, sem verdadeiros interlocutores, sem respeito pela complexidade social. Mas há vida política no poder limitado e na impotência política bem gerida. A falência da política, que uns festejam e outros lamentam, é uma tese que não pode confirmar-se historicamente nem medir-se empiricamente. A política é por vezes desacreditada partindo do modelo de uma competência inalterável, como se os problemas sociais estivessem condenados à alternativa de receberem solução por meio de uma política soberana ou de ficarem abandonados à sua sorte.(...)" 

 

 

 

Daniel Innerarity (2011, p:135).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.

 



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Sábado, 09.07.16

 

 

 

O que é que cimenta o título? Goldman Sachs (pode saber mais aqui).

 

Em 20 de Janeiro de 2015, um post dizia assim:

"Arnualt "interveio decisivamente para que fosse desbloqueado o empréstimo do Goldman Sach´s ao BES em vésperas do colapso do banco" e "já estava já no Goldman Sachs quando elogiou "o legado de Ricardo Salgado" e afirmou que "o BES é um banco profundamente estável". Esta malta, que acusava os seus críticos de uns sem-mundo, têm também um historial de delapidação do orçamento do Estado e são responsáveis pelo estado a que chegámos."

 

Sobre a personagem Durrão Barroso pode começar por aqui (Jorge Sampaio responsabiliza o Cherne pela invasão do Iraque): pelo demolidor romance de Clara Ferreira Alves.

 

Sobre o Goldman Sachs fica o vídeo.

 

 



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Sexta-feira, 08.07.16

 

 

 

"Aceitei estar aqui, mas tem de me deixar explicar tudo", disse MdCR, em representação da ministra Lurdes Rodrigues, para Fátima Campos Ferreira num prós e contras da RTP1 no auge da guerra da avaliação de professores (2008). E explicou: "pela primeira vez há uma avaliação com rigor: pontuação de 1 a 10 e quotas. Criámos 4 dimensões na avaliação. Para cada uma há 5 domínios (20 no total). Tudo pontuado de 1 a 10. Aplicam-se as quotas. O resto é com as escolas."

 

E o que era o resto? Para cada domínio (20 no total), havia 5 indicadores (100 no total). Para cada um dos 100 indicadores, existiam 10 descritores (1000 no total) para cumprir com rigor a pontuação de 1 a 10.

 

Este sumário do inferno encontra sinais de um qualquer retorno? É bom avisar antes que seja tarde quando se começa a perceber o programa para o sucesso escolar. E era uma pena, convenhamos que era. O pior eduquês tem tendência para começar na estratosfera central e ganhar asas até nos locais mais recônditos.

 

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Antero 



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Quinta-feira, 07.07.16





 



"Que o caos está presente em tudo é uma descoberta grega que se torna arrepiante quando se descobre que, em vez de estar no início, está dentro de todas as coisas, mesmo aquelas que fazemos para nossa segurança.".

 

José B. de Miranda,
Queda sem fim.


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Pode ver aqui um vídeo interessante do Expresso sobre Salgueiro Maia.

 

"A história definitiva do homem certo no sítio certo no dia certo. Que falava alto, que cantava desafinado, que não se encolhia, que foi maltratado depois de protagonizar História, que enganou enquanto pôde o que a tristeza lhe tirou na infância e na morte – o direito a ter o que é devido. Um herói português."

 

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Quarta-feira, 06.07.16

 

 

 

Portugal dominou o jogo com o País de Gales com uma exibição convincente. De Rui Patrício a Ronaldo, é difícil destacar as melhores exibições tal a qualidade competitiva de todos. Um dado importante para certificar a capacidade desta equipa é o fenomenal Cristiano Ronaldo. Um jogador não é suficiente (Bale e Gales provaram-no), mas pode desequilibrar se bem acompanhado como é o caso de Portugal. Nestes jogos, com esta carga emocional, é raro um grande jogador ser tão determinante e, agora, tudo pode acontecer.

 

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Afinal a gabarolice do mais com menos dos "privados" escolares não era apenas à custa da indecente precarização de profissionais. Criavam turmas irreais no modelo de fantasma amealhador.

 

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"O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes."


A lógica defendida por Niklas Luhman tem que ser encarada pelas democracias europeias e pelas suas organizações. Os sistemas de informação, e o capitalismo de génese taylorista, estão numa fase de saturação por entropia informacional? Há, no mínimo, sinais do fenómeno.

As redes têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português (hiperburocracia e burnout são consequências da entropia associada ao taylorismo), temos razões para duvidarmos do "fim da história" e, pelo contrário, todos os motivos para afirmarmos que a história, e até a actualidade, não estranha a regressão política e social. Os sistemas assentes na confiança são mais exigentes, geram mais responsabilidade e, por estranho que hoje possa parecer, só se constroem com pessoas; dá ideia que passa por aqui alguma janela para o pós-capitalismo "num tempo de supressão do futuro e de absolutização do presente" (Daniel Innerarity em "O futuro e os seus inimigos"). E há outro argumento determinante: não "incomodam" a natural supremacia do hedonismo.

 

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Terça-feira, 05.07.16

 

 

 

"Precisamos é de escolas normais para pessoas normais". Ouvi e concordei. Precisamos de escolas com instalações decentes, com um número aceitável de alunos por turma, com uma organização desburocratizada, moderna, ambiciosa e virada para o futuro. Precisamos de escolas não titubeantes na afirmação da democracia. Precisamos de recuperar o respeito pelos profissionais da Educação.

 

Não precisamos da retórica da excelência e da qualidade. Não precisamos desses conjuntos vazios e de propaganda. Não precisamos de redes concelhias com escolas em concorrência. Dispensamos a arrogância. Dispensamos o egocentrismo escolar que nos devia envergonhar com tanto por fazer. Precisamos de outra gramática.

 

As escolas normais cooperam, pensam em conjunto as matrículas de alunos e não excluem; muito menos alunos da educação especial. As escolas normais são as escolas das democracias mais avançadas e com melhores resultados, desconhecem a competição deslocada e a publicação de rankings medíocres para concluir o óbvio. As escolas normais elevam o interesse público. Nos países normais, as pessoas são normais e os resultados democráticos.

 

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1ª edição em 26 de Maio de 2016



publicado por paulo prudêncio às 13:12 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

 

 

 

Na sequência do manifesto assinado por vários blogues, decidiu-se que todos os meses se debateria um assunto comum lançado a partir do blogue ComRegrasEste mês, o tema é "as férias escolares".

 

Confesso que o tema me motiva alguns destinos: Helsínquia, Oviedo, Bilbau, Porto, Chaves e mais uns quantos. Três ou quatro serão concretizados. Bem sei que vivemos no país da "escola transbordante", da "escola faz tudo", da "escola com insuportável caderno de encargos" e da sociedade ausente. Esta última continua a não saber o que fazer às crianças e aos tempos livres. Passa a vida a perorar com a ausência de espaço e tempo para brincar, mas só pensa em armazenar e institucionalizar e com uma agravante: estabelece um calendário escolar que aceita com dificuldade algumas características geográficas, e ignora outras, enquanto a mediatização impõe a comparação com o incomparável.

 

Debater-Escola-Pública.png

 

Outros contributos (em actualização):

O Meu Quintal

Atenta Inquietude

Coisas das Aulas

Escola Portuguesa

Assistente Técnico



publicado por paulo prudêncio às 13:05 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

"O amor nem sempre vence o poder, mas é o único caminho para a sabedoria" é uma frase do cineasta iraniano na obra "Shirin". Encontrei-a por aqui quando ontem o recordava depois de um primeiro post sobre a sua morte.

 

image.jpeg

 

A imagem é do genial "sabor da cereja" (1997).



publicado por paulo prudêncio às 10:53 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
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