Em busca do pensamento livre.
Quinta-feira, 30.10.14

 

 

 

Obscenidade é, por exemplo, lançar o nome de uma pessoa e depois afirmar-se a sua inocência. O vale tudo tem a ética em estado de sítio.

 

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Já se tinha dado conta que o MEC continuaria a colocar professores em plena época natalícia. Mas afinal a coisa já vai em partidas de carnaval. Isto é que é capacidade de antecipação, realmente.

 

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Quarta-feira, 29.10.14

 

 

 

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Terça-feira, 28.10.14

 

 

... e não é porque a OCDE veio dizer que temos professores e polícias a mais. Até a ministra das finanças já afirmou que os dados estão desactualizados.

 

O que se percebe é que a maioria desses relatórios, e salvo melhor opinião, servem para alimentar tecnocratas que estão a milhas, a quilómetros, das escolas, mas que têm que fazer os seus estudos.

 

Até se aceitam regressões lineares múltiplas desde que tenham a coragem de publicar as conclusões que nada concluem, e passe a redundância. Se a variável independente não é influenciada pelas dependentes escolhidas, que o digam e que não inventem conclusões de sentido único e ultraliberal. E vamos lá, também temos de gramar umas coisas assim de quando em vez para que o desemprego não seja praga também aí.

 

E há sempre a hipótese do Governo justificar porque é que à entrada de Novembro ainda não conseguiu colocar os professores. Francamente: nunca vi tanta incompetência em simultâneo.

 

 

 



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Segunda-feira, 27.10.14

 

 

 

O Governo especializou-se na divisão dos portugueses, convencido da "bondade" do ciúme social bem estimulado.

 

Nuno Crato parece que ainda recorre à receita. Desta vez foi em plena Assembleia da República.

 

Tratou de estimular, para além do referido no primeiro parágrafo, a desconfiança entre pares com a conversa dos professores do topo da carreira que têm horários de 14 horas. Já se sabe: com um estatuto da carreira em bolandas, com as reduções na carreira por idade em estado de sítio e num mês de mais cortes a eito nos salários, o discurso do ministro parece uma receita spin.

 

Só os eternamente jovens ou os que estão anos a fio sem sala de aula é que acham que um professor não deve ter redução lectiva com a idade. O estatuto da carreira tem que garantir mecanismos de redução para os diversos ciclos de escolaridade e para as especificidades das disciplinas que se lecciona. Dá trabalho, mas nunca ouvi dizer que a democracia funcionasse de outro modo.

 

O que Nuno Crato nunca diz é que aumentou os horários dos professores e não tocou no desmiolo legal vigente nas reduções da componente lectiva por idade e tempo de serviço.

 

 

 

 

 



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O BCP foi o único banco que reprovou nos testes de stress do fim de semana. É um bom indicador para o banco. Se olharmos para a história recente, os aprovados, mesmo com distinção, conhecem a hecatombe pouco tempo depois.

 

 

 



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Domingo, 26.10.14

 

 

 

Se dependesse de mim, as noites tinham todas uma hora a mais. Gosto da noite e o deitar tarde e tarde erguer é um lema que me custa quebrar quase diariamente.

 

Mas há um estudo, da London School of Economics and Political Science com conclusões que me fazem sorrir:

 

"(...)É que há vários estudos que demonstram que há efeitos positivos em tarde deitar e tarde erguer(...)Segundo Satoshi Kanazawa, um cientista evolucionista,“crianças mais inteligentes tenderão a desenvolver um comportamento de vida noturna, tornando-se pessoas que vão para a cama tarde e que acordam tarde, quer aos dias de semana quer aos fins de semana”(...)Investigadores da Universidade de Alberta testaram a força nas pernas de indivíduos que se deitavam tarde e cedo e descobriram(...)quem se deitava tarde tinha picos de força à noite.(...)quem se deita mais tarde tem um QI mais elevado.(...)"

 

 

 

 



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Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.

 

 

 



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Sábado, 25.10.14

 

 

 

Não me surpreendi quando o orador apontou o outsourcing (que é predominante nas tecnologias da informação e nos respectivos sistemas) como uma das decisões que mais desvantagens associou ao mundo organizacional na modernidade e que contribuiu para a queda da industria florescente nesse período recente da história: a financeira.

 

A opção pela fonte exterior foi, desde logo, uma auto-certificação de incapacidade.

 

Ter a liberdade de agir sobre os seus sistemas de informação é um valor precioso para uma instituição.

 

O outsourcing em sistemas de informação satisfazia o novo grupo de stakeholders das organizações modernas: os accionistas. O bem-estar destes investidores resumia-se aos lucros obtidos que subiam sempre que havia uma redução de profissionais. Essa decapitação cerebral levou a que a decisão sobre os detalhes da informação a obter passasse para fora. E por mais partilhado que fosse o período de análise dos sistemas, os decisores do exterior podiam sempre responder: "é uma boa ideia, realmente, mas é impossível de concretizar".

 

A dependência externa na definição da informação que deve ser obtida na rede para suporte à tomada de decisões revelou-se fatal e generalizou-se. 

 

São poucas as administrações com condições para definirem os campos da informação e dá ideia que o assunto tem toda a relação com o Citius e com os concursos de professores, para além da comprovada, nesses casos, incapacidade política e técnica dos decisores.

 

 

 

Já usei parte desta

argumentação noutros textos.

 

 

 



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Sexta-feira, 24.10.14

 

 

 

Aprender de Cor quem Amamos

 

  

"Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. 
Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter. Funciona." 

 


Miguel Esteves Cardoso, 

em "As Minhas Aventuras na República Portuguesa"

 

 



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Quinta-feira, 23.10.14

 

 

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Contactei, que me lembre, claro, a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver no serviço militar: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido.

 

Vem isto a propósito do Governo, do recurso aos especialistas da troika para a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. Só têm alguma atenuante se recorreram a Maquiavel. 

 

A sugestão para o tempo militar subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para as fraudes, que nos arruinaram, do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, detectam os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para a média.

 

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.

 

O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.

 

Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika e os tecnopolíticos como Gaspar, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.

 

 

 

 



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 Post de 3 de Outubro de 2014.

 

 

O professor colocado a 12 de Setembro na BCE a 300 Kms de casa, ouviu as garantias do ministro, pagou os dois meses de aluguer da casa, matriculou os dois filhos pequenos perto da nova escola e hoje disseram-lhe que passasse nos serviços administrativos. O assistente administrativo, e talvez para aligeirar o ambiente, sentenciou: "O professor tem que assinar este papel de despedimento".

Não gosto de fulanizar, mas, que raio, há coisas que são sei lá o quê. A pessoa que ontem tomou posse e que assinou esta sentença é militante do PSD. Contudo, em 2010 andava pelo "Novo Rumo" do PS.

A confiança dos professores na palavra do MEC desceu a um grau impensável. Já nem um contrato para um ano consegue um mês de garantia.

 

 

 



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Quarta-feira, 22.10.14

 

 

 

Enquanto o PSD e o CDS se entretêm em mútuas acusações, a saga mais tresloucada e incompetente da história dos concursos de professores continua a prejudicar seriamente alunos e professores e as respectivas famílias. Bem pode o Governo agradecer o facto do concurso ser "apenas" para menos de 5% dos lugares. Se por acaso tem existido um concurso interno aberto a todos os professores do quadro sem ser na lógica vigente da mobilidade interna, o caos seria sei lá o quê. Se Nuno Crato pouco sabia do sistema escolar e depositou no SE do CDS a responsabilidade pelos concursos, e se a composição destas equipas obedece às cotas partidárias, então está tudo explicado.

 

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Os concursos de professores: ponto da situação

 

 

 

 



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A PACC voltou ontem a ser debate na A. R.

 

 

 

 



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(Este post é de 5 de Junho de 2013.

Ao que vai ler, acrescente epifanias consecutivas,

com destaque para o concurso BCE que parece

não ter fim e que anuncia um somatório de injustiças)

 

 

 

"Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse ontem Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma. Nuno Crato disse que concorda com o especialista norteamericano (é mesmo um hanushekiano) que andou por aí noutro dia a apregoar o mesmo e revelou-se mais uma pessoa que nos deixa dúvidas quanto ao juízo ou ao conhecimento sobre uma escola do não superior. Temos de concordar: os professores portugueses têm azar com a sucessão de ministros. Nuno Crato afirmou a sua tese e nem sequer se escudou na troika; nesta variável está, também, para além dela.

 

William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante 30 anos, foi taxativo numa entrevista à RTP2: " Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes". Essa entrevista descansou-me muito. Tinha leccionado cerca de 10 turmas do ensino secundário, cada uma com mais de 30 alunos, e estava preocupado com a profissão que tinha escolhido e com a minha memória. Já íamos em Maio e nem o nome dos alunos todos conhecia. Numa sociedade ausente como a nossa, e mais ainda nos tempos que correm, a relação entre os professores e os alunos atenua muito a taxa de abandono escolar para além de ser um indicador da qualidade do ensino. Nunca imaginei que 30 anos depois ouviria o ministro da Educação do meu país, qual Taliban, a defender uma coisa destas com a máxima convicção. Que tempos, realmente.

 

 



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O professor recordista já ia nas 104 colocações no início da semana do "tudo resolvido" porque a acertada escolha Nuno Crato "pôs as mãos" no assunto.

 

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Terça-feira, 21.10.14

 

 

 

É penoso ver um ministro da Educação com o descrédito do actual. É bom que se diga que se olharmos para o prós e contras de ontem é caso para ficarmos preocupados com o futuro.

 

Nuno Crato já nem evoca como "obras" as metas ou os achamentos curriculares com cortes a eito nas artes e nas humanidades. O ainda ministro não fala de exames nem da "papelada" denominada por contratos de autonomia. Crato não refere o combate ao facilitismo e nem consegue colocar o emblema do "não-à-parque-escolar-e-às-novas-oportunidade". Já nem os 30 alunos por turma ou a prova de ingresso para professores conseguem pôr o ministro a dar asas à soberba em descrédito dos colegas de profissão.

 

Repare-se nas quatro "obras" que o ministro acha que deixou como legado: as duas primeiras estão por provar e aa seguintes fazem-nos recuar à década de 60 do século passado.

 

"(...)O alargamento da rede pré-escolar, a alteração do currículo para o 1.º ciclo, a redução das taxas de abandono escolar e as vias profissionalizantes do ensino secundário foram algumas das medidas apontadas hoje por Nuno Crato, durante a cerimónia de encerramento da conferência “Os Direitos da Criança – Prioridade para quando?”. 

“Temos aqui três ou quatro coisas de que o ministério se orgulha muito”, concluiu o ministro da Educação, no final da cerimónia realizada no parlamento e organizada pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC). 

Segundo dados citados hoje por Nuno Crato, 99% das crianças com cinco anos frequentam o ensino pré-escolar e quase metade dos alunos do ensino secundário (47%) já opta pela via profissionalizante em alternativa ao ensino regular.(...)"

 

 

 



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Das duas uma: a malta destes concursos é tresloucada ou isto é de propósito para afundar a escola pública.

 

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Segunda-feira, 20.10.14

 

 

 

João Grancho, ex-secretário de Estado no MEC, foi presidente da Associação Nacional de Professores. Parece que se demitiu por causa de uns textos plagiados que enviou para uma conferência sobre a "dimensão moral dos professores".

 

Repare-se nesta entrevista de 22 de Abril de 2011 (e não no século passado nem sequer na primeira década deste milénio). Aguardava-se que a vergonha fizesse qualquer coisa pela dignidade antes do final do mandato e talvez o convívio com tanto além da troika tivesse aberto a oportunidade (e isto sem qualquer atenuante para plágios e afins).

 

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A mentira descarada

 

 

 



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NBA está em pré-época e faz algumas experiências não influenciada pelas metodologias AirCrato e muito menos pelas nave-Citius.

 

Sei lá.

 

Uma das ligas mais antigas do desporto profissional, com resultados importantes na lógica de mercado puro e duro abençoada pelo AirGoverno, está a pensar reduzir o tempo do jogo a par de outros detalhes associados.

 

Ou seja, os jogos são de 48 minutos (4 períodos de 12) e pensam na redução para 44 (4 períodos de 11). Experimentaram ontem no jogo Boston Celtics x Brooklyn Nets que era não pontuável para o campeonato. Vão tirar conclusões, mas, e quando muito, a alteração entrará na época 2015/2016. 

 

AirCrato, por exemplo, generalizou tudo sem testar: exames para todas as idades e concursos baseados em experimentalismos; tudo além da troika, note-se. 

 

 

 



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Domingo, 19.10.14

 

 

No trágico legado de Nuno Crato evidencia-se o desamparo da escola pública. O ainda ministro, e escrevi-o antes de o ser, revelava duas características decisivas: desconhecimento do sistema escolar e associação, por ideologia (penso eu), ao lado pior das cooperativas de ensino. Está tudo, infelizmente, comprovado.

 

O desconhecimento do sistema escolar levou-o a não defender a escola pública dos preconceitos e das inverdades da forte agenda "tudo está mal numa escola pública dominada por sindicatos".

 

Nunca se tinha visto um ministro assim e mais ainda num tempo de troika com a escola pública como alvo primeiro duma administração central controlada por "gaspares&rosalinos".

 

Os preconceitos de Crato levaram-nos a deixar em roda livre o tal núcleo das cooperativas que, por manifesta incompetência técnica, derrubou a pouca credibilidade que restava a Nuno Crato.

 

Fica a ideia, para animar a consciência dos optimistas iniciais, que AirCrato acordou tarde para o vírus do experimentalismo.

 

O que resta é penoso. Nunca um ministro da Educação se arrastou no lugar com tanta desconsideração mediática.

 

 



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Como vivemos fora do tempo conhecido - curto, médio e longo prazos (opinião pública, legislatura e constituição) -, a discussão à volta do orçamento de Estado tem o tempo da opinião pública. Basta olharmos para os últimos orçamentos e para os respectivos rectificativos, para concluirmos que o documento é mais um exercício retórico que governos e oposições usam com oportunidade mediática.

 

Até há, no tempo vigente em Portugal, uma sensação de conhecido. Parece um contraponto à prevalência avassaladora da opinião pública: a constituição vai sobrevivendo e os governos, mesmo os mais desastrados, aguentam legislaturas (nem que seja por uma espécie de castigo).



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Sábado, 18.10.14

 

 

 

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Expresso, 18 de Outubro de 2014, primeiro caderno, página 02.

 

 

 



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O ainda ministro dirá que somos uns parolos muito dados ao facilitismo; sei lá, uns sem-mundo (para parafrasear um político especializado em contratos PPP´s e contratado pelo Goldman Sach´s), empobrecidos e com inveja da gestão de proximidade aos emigrados. 

 

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Expresso, 18 de Outubro de 2014, primeiro caderno, página 19.

 

 

 



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Sexta-feira, 17.10.14

 

 

 

A agenda mediática da Educação inscreve a acusação por plágio a um dos secretários de Estado da Educação.

 

Não vou dedicar mais qualquer minuto ao assunto.

 

Notícias destas são cíclicas e uns clássicos. Por mais argumentos que me apresentem, não consigo aceitar como razoável a ideia de copiar. É uma desonestidade intelectual grave, não se constrói uma sociedade credível numa atmosfera assim e já assisti, mesmo entre professores, a coisas muito desagradáveis.

 

 

 



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Quinta-feira, 16.10.14

 

 

 

O Governo que, por confessado experimentalismo, anuncia aulas de compensação por causa do rol de incompetências nos concursos, decide que o mesmo sector sofrerá um corte de 700 milhões.

 

Sinceramente: não raramente, dou comigo a pensar como foi possível Portugal ser governado por pessoas assim.

 

 



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Parece que até os "pais" e os sindicatos estão perplexos com os cortes de 700 milhões no ensino não superior. Ninguém encontra, nem no osso, substância para a intenção governamental.

 

Só podemos ironizar: Crato&Casanova estão em desgraça e o ensino dito privado será o alvo do Governo.

 

Expliquemo-nos: ao contrário da descentralização apressada declarada por Cavaco Silva, e logo aproveitada por Nuno Crato, as pessoas que sabem de administração escolar reconhecem a "incompetência" como a causa única nos concursos de professores.

 

Mas há mais.

 

O radicalismo ideológico de Crato&Casanova também tem, ou tinha, crença nas contratações das cooperativas de ensino. Acham, ou achavam, que era o modelo de amiguismo a seguir e resolveram exportar o experimentalismo (palavras de Passos Coelho logo repetidas pelo cata-vento Nuno Crato) para a implosão do MEC. Nada me move contra a ideia de ensino privado ou confessional e todos sabemos que não é de nada disso que se trata.

 

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O PS vai votar contra o orçamento do Estado porque "há um aumento generalizado da carga fiscal". E não há uma qualquer referência à escola pública como alvo preferencial e bem destacado de mais cortes a eito?

 

 

 



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Quarta-feira, 15.10.14

 

 

O orçamento de Estado para 2015 tem um sector alvo dos cortes mais elevados. É difícil adivinhar qual é? Claro que não. O ensino não superior, com um corte previsto de 700 milhões, ficará sem osso. 

 

O detalhe do Expresso é curioso. Remete os cortes para o "primeiro ciclo por causa da natalidade" e para a eficácia na constituição de turmas nos privados encostados ao Estado.

 

Ou seja, como não se prevê que decidam no que seria óbvio (redução de turmas), esperam-se turmas de 50 alunos nas escolas com contrato de associação. Crato achará que será uma questão da qualidade dos professores e deverá introduzir uma prova de acesso para esses docentes.

 

"O documento sublinha os "ganhos de eficiência que têm vindo a ser conseguidos anos após ano" e ainda as poupanças conseguidas por via da redução de alunos, decorrente da diminuição da natalidade. A continuação do processo de reorganização escolar (com mais fechos de escolas do 1º ciclo de pequena dimensão) e uma "maior eficácia na constituição de turmas", designadamente das que recebem financiamento público através dos contratos de associação com o privado são algumas das medidas que permitirão "melhorias ao nível da gestão dos recursos educativos"."



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Encontrei aqui uma descrição do estado do MEC que é muito próxima do real e que não é só de agora:

 

"Falta de planificação atempada. Falta de critérios. Muita falta de trabalho. Para que o Sr. Ministro faça desfiles na televisão há funcionários a trabalhar até às 24 horas nas direções gerais e de serviços a ligar e a aconselhar diretores em assuntos dos quais não fazem ideia nenhuma, numa cadeia de incompetência e de pseudo-autoridade que começa a ser um cancro dentro do ministério. Quanto mais distante da sala de aula mais manda o funcionário. Este tipo de situações foi proliferando a partir do momento em que o Professor e o Aluno deixaram de ser pessoas e passaram a ser números e ferramentas. Não há baixa de natalidade que explique a falta de cultura."

 

 

 



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Terça-feira, 14.10.14

 

 

 

Cavaco Silva apoiou, por "nomeação" ou cooperação estratégica, as trágicas equipas de David Justino, Lurdes Rodrigues e Nuno Crato. Apenas as "bombeiras" Maria do Carmo Seabra e Isabel Alçada parecem ter escapado à tutela: duraram pouco e tinham um qualquer caos por resolver.

 

David Justino e Nuno Crato foram ao fundo por incompetência técnica e política nos concursos (as outras delapidações da escola pública até passaram, e passam, pelos pingos da chuva da mediatização) e Lurdes Rodrigues por causa da criação de outros monstros.

 

Mas é espantoso como Cavaco Silva não desiste e aparece a questionar os concursos tentando esconder as incompetências. E o argumento são as escolas inglesas de há cinquenta anos, como se o ainda presidente dominasse os concursos britânicos por essa altura. O homem que desprezava a política e que foi eleito sucessivamente porque controlaria as contas, é, talvez, a figura mais nefasta de uma democracia que tanto se esforçou por "desprezar politicamente". Coerência, realmente.

 

 

 



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 Zeinal Bava na comissão de ética no dia 10 de Março de 2010.

 

 



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Segunda-feira, 13.10.14

 

 

Passos Coelho repetiu à exaustão a falácia dos 2% de professores em concurso. Usando números redondos para facilitar a leitura a alguém deste MEC que passe por aqui, podemos resumir assim: havia uns 7 mil horários a concurso e existem cerca de 105 mil professores nas escolas públicas.

 

Ou seja, se por acaso, e por absurdo (mas...), tivesse existido um concurso para todos os professores, as escolas só abririam uns dois anos depois contrariando a verdade há muito repetida: as escolas abrem todas em Setembro.

 

Se a perspicácia de Luís Afonso se verificasse, nem dois anos chegariam.

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A Assembleia Municipal das Caldas da Rainha aprovou, por unanimidade e em 30 de Setembro de 2014, o seguinte voto de louvor:

 

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Como cedo se começou a perceber, a dificuldade deste MEC em lidar com fenómenos numéricos e concursos públicos não se remeteu ao erro na fórmula.

 

O Nuno Rolo enviou-me uma tabela, acompanhada das resspectivas explicações, com colocações duplicadas na última reserva de recrutamento (RR3). São colocações em escolas que não são TEIP nem têm contrato de autonomia.

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:31 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 12.10.14

 

 

 

 

A queda de Crato afunda mitos e preconceitos: os de ordem ideológica que, sem fundamentos empíricos, "permitiram" afunilamentos curriculares e aumento do número de alunos por turma e os de ordem social e de estatuto profissional. Olhemos para os segundos.

 

Era vigente que só podiam ascender ao MEC pessoas do ensino superior, mesmo que nunca tivessem leccionado no não superior e dirigido com bons resultados uma dessas instituições. Esse preconceito, comprovadamente e sucessivamente arrasador (os Lurditas D´Oiro eram do género e os seus anteriores familiares), foi exponenciado em Crato mesmo antes de tomar posse. Via-se que se ia espalhar, mas tinha a aura do "matemático superior" que até era menos trágica do que o livre de trânsito de um dos seus secretários: o desastroso Casanova parece que só tinha de efectivo o cartão do CDS.

 

Mas não se pense que no não superior não há preconceitos semelhantes para qualquer escala de gestão. Os do secundário acham-se mais sabedores do que os dos ciclos mais abaixo, estes consideram-se mais aptos do que os do 1º ciclo e os últimos estão sempre acima dos do pré-escolar. E ficávamos aqui umas horas a enunciar os preconceitos do não superior.

 

É também isto que explica o estado em que estamos.

 

 

 

 



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Sábado, 11.10.14

 

 

 

"Um professor foi colocado em 75 escolas depois de ter desistido do concurso" é o último episódio, relatado pelo Público, da concursite-a-caminho-de-crónica. "O massacre" é o título mais adequado para o enésimo capítulo da saga "escola pública ao fundo".

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 11:09 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:08 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 10.10.14

 

 

Cada vez que faço um post sobre a concursite-a-caminho-de-crónica convenço-me que é o último. Apetecia-me dizer que o demiolo já só é risível, mas não me esqueço que há gente a sofrer.

A incompetência é tanta, que há quem faça sondagens para conhecer o record do professor colocado em mais escolas. O Público diz que vai em 10, mas o máximo conhecido são 12.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 21:40 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

Estamos a 10 de Outubro e o problema das colocações dos professores continua por resolver.

 

Já se preceberam as causas, já se apresentaram soluções e já se esgotaram as palavras para classficar a incompetência.

 

Entrámos no domínio do estranho.

 

São as escolas que "declaram falta de meios para detectar as falsas declarações" ou que viram aumentar o número de professores por colocar.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:16 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Quinta-feira, 09.10.14

 

 

 

Chegámos a um estado tal, que lemos argumentos, a culpabilizar a centralização dos concursos de professores, assinados por quem se movimenta com ligeireza na macrocefalia reinante. E enquanto gastamos os caracteres a desmontar preconceitos com décadas, as taxas de insucesso e abandono escolares parecem regressar a uma trajectória ascendente como se relata no texto. São correlações.

 

  

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 16:48 | link do post | comentar | partilhar

 

  

 

Sucedem-se os observadores que consideram o MEC um manicómio.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 14:00 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

O MEC, pela voz de um dos secretários de estado, remeteu para "processos nos tribunais" os danos sofridos pelos professores despedidos no âmbito da BCE e dois dias depois Nuno Crato diz que vai pedir "uma análise de casos" para compensar esses profissionais. É um ministro aos papéis.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:04 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 08.10.14

 

 

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Os concursos de professores, nas suas variadas formas, têm de obedecer à graduação profissional. Está mais do que provado. A dimensão geográfica da área de concurso não impede esse objectivo. A metodologia e os procedimentos devem ser modernos e civilizados. Se são, aplicam-se a qualquer dimensão geográfica e ponto final.

 

O sistema escolar está em roda livre e abandonar a graduação profissional é perigosíssimo. Somos uma sociedade assim e não adianta escondê-lo. A graduação é de imediato substituída pelo amiguismo-e-por-outras-coisas-do-género, mesmo que se conheçam honrosas excepções.

 

A esse propósito, Luhmann (1989) interroga-nos sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro. Seria porque o deseja ou porque há procedimentos e regras de controlo dos comportamentos? É natural que não se consiga responder univocamente a este problema. Contudo, pode servir para reflectirmos sobre o que estamos a viver nos mais variados concursos e sobre os caminhos que nos trouxeram até aqui.

 

  

Luhmann, N. (1989). La moral social y su reflexión etica.

Barcelona: Antropos

 

 

Post de 14 de Setembro de 2014



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 21:12 | link do post | comentar | partilhar

 

 

O que tem piada é que se esclarifique com tanta convicção. Talvez seja o resultado da desorientação associada a boas perguntas.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 13:43 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 07.10.14

 

 

 

Há duas teorias para o caos nos concursos: incompetência política e técnica ou intenção deliberada de descredibilizar a escola pública. Os erros são de palmatória, compreende-se a perplexidade e, por isso, as  possiblidades resumem-se às enunciadas.

 

Há atenuantes. Os concursos nas TEIP já eram injustos e com os contratos de autonomia havia que dar algum "poder" às escolas; ainda por cima, houve um aumento exponencial das escolas e agrupamentos que assinaram a papelada.

 

A questão deve colocar-se de outra forma e podemos usar a dialéctica para satisfazermos os que encontram no marxismo a causa primeira

 

Existem duas categorias em contradição: os candidatos e os contratantes, mesmo os que rubricaram a substância formada de matérias vegetais ou de trapos reduzidos a massa (vulgarmente conhecida como papel). Um bom princípio será não se sobrevalorizar qualquer das categorias da lógica Hegeliana com o objectivo de ultrapassar o conflito.

 

Havendo horários a concurso por escola ou agrupamento e por grupo de recrutamento, é mais civilizado, mais ainda com os meios ao dispor, que o concurso seja linear, por lista graduada e centralizado. Não há atrasos e reduzem-se ao mínimo as possíveis injustiças. Até os candidatos concordarão com o princípio.

 

Se, pelo contrário e como há décadas se sabe, se realiza um concurso independente para cada horário, sobrevaloriza-se a categoria contratante, cria-se o inferno para os candidatos, não se garante nada de especial e acontece o caos em curso.

 

A intenção deliberada de descredibilizar a escola pública é uma hipótese a considerar. O Governo já comprovou a tendência para beneficiar os "privados" encostados ao Estado (apenas o caso GPS abanou a sofreguidão) e Crato e Casanova são insuspeitos de não defenderem com afinco essa via para chegar ao orçamento do Estado, mesmo que o façam com base na ideologia.

 

A questão fundamental é outra: devem existir excepções de contratação à lista graduada? Claro que sim. Para novas disciplinas ou cursos, para a recondução num apoio muito bem sucedido a um aluno com necessidades educativas especiais e para outras situações em que a recondução bem fundamentada seja óbvia.

 


publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:55 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

Vi ontem a entrevista ao SE de Estado do ensino e da administração escolar na SICN e encontrei o vídeo. Impressiona o modo como se desresponsabiliza, mas o melhor é ver o filme. O momento mais deprimente é a resposta à jornalista quando questionado sobre as indemnizações aos professores que pagaram rendas de casa em vão. Aí, o SE foi igual ao que de pior tem a política partidária e que nos empurrou para onde estamos: não posso fazer ajustes directos.

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 12:04 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui

 

"(...)um secretário de Estado (aquele que agora desistiu de aparecer) cuja função parece ter sido apenas a de estabelecer “pontes” e “diálogos frutuosos” com alguns grupos de pressão na área do mercado da Educação, mas que se revelou sempre de grande inépcia ou banalidade nas intervenções públicas sobre o sector, em especial quando empurrado para falar pelo próprio ministro em audições parlamentares e outras circunstâncias semelhantes.(...)"

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:53 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 06.10.14

 

 

Até posso aceitar a credulidade, das pessoas que têm passado pelo MEC, em acabar com concursos pelas listas graduadas. A crença está aquém da competência. Foi assim com o concurso de titulares inventado por Lurdes Rodrigues e é agora com a Bolsa de Contratação de Escola e congéneres. E não se ilibem de responsabilidades muitos dos decisores escolares.

 

A causa é simples e comum aos dois processos: inexistência de objectividade e muitas vezes de certificação e crença na divina providência do contratante.

 

É precisamente por isso que concluí que os actuais decisores, que protestaram (associaram-se tarde ao processo e próximo de eleições, para sermos mais rigorosos) e acabaram com o concurso de titulares, nem esta evidência devem conhecer.

 

E desculpem citar-me outra vez, mas em 18 de Setembro escrevi assim"(...)À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.(...)".

 

O caos está instalado e, a exemplo de 2004, só se sairá disto mantendo um rol de injustiças e enganando pessoas saturadas ou fazendo um novo concurso pela lista graduada para todos os professores contratados e para todos os horários. 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:03 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

 

 

 

Nuno Crato: da incompetência à indecência

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 13:51 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

Negócios da China

 

(Cortesia do António Ferreira)

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 12:18 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

5 de Outubro de 2014 - Dia Mundial do Professor (e o 2º ano consecutivo do caos)

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:10 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 05.10.14

 

 

 

Os blogues e os jornalistas já gastaram as palavras para o interminável desmiolo do MEC com os concursos de professores. O Paulo Guinote já lhe chama manicómio, depois de se auto classificar, com humor irónico, como "um centralista com grau zero de inteligência" e desconhecedor de "matemáticas profundas" para explicar a incompreensão do MEC com quem há muito defende a sensatez: o concurso por lista graduada.

 

Nesta altura, um único concurso por lista graduada já é mesmo a única saída e não apenas para os professores que concorrem à BCE.

 

Para quem não saiba, há dois tipos de escolas divididas em grupos de má burocracia: com contrato de autonomia e TEIP (CA e TEIP) e sem o referido contrato (SRC). Os candidatos têm de se submeter a subcritérios para além da graduação profissional na desmiolada BCE para as escolas CA e TEIP e concorrem apenas com a graduação profissional para as SRC. O segundo concurso vai sobre rodas, mas como os candidatos são os mesmo para os dois processos é fácil imaginar a confusão e o rol de injustiças que se estão a cometer.

 

Os subcritérios carecem de objectividade e muitas de vezes de certificação. Ora foi exactamente por isso que caiu o desmiolado concurso de professores titulares do tempo de Lurdes Rodrigues e que a actual maioria tanto condenou. Às tantas, os actuais decisores nem esta evidência devem conhecer.

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 21:04 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Como se explica aqui, tudo indica que há um erro na nova fórmula da famigerada BCE. Há algum tempo que se sabe, como aconteceu nos célebres concursos de 2004, que a "impossibilidade" de concretização da BCE é provocada por impreparação política e técnica associada a preconceitos contra a escolha de professores por concurso público transparente. E se olharmos para a prática de amiguismo das cooperativas de ensino que Crato e Casanova tanto defendem, não deixamos de sorrir quando vemos deputados da maioria a apontar o dedo ao parceiro da coligação. Como em 2004, a AD, no seu conjuntonão é dada aos fenómenos numéricos e menos ainda aos concursos públicos. É crente na divina providência do contratante.

 

O erro da nova fórmula captado no blogue do Arlindo Ferreira.

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 12:50 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
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