Domingo, 20.04.14

 

 

 

 

 

As memórias, a individual e a colectiva, têm um recuo limitado. Vivemos mergulhados nos significados do 25 de Abril de 1974 que conquistou a admiração dos bem-aventurados espalhados pelo mundo conhecido. Contudo, é difícil atribuir à revolução dos cravos a inspiração de um estrangeiro; o mundo descoberto é pequeno, os factos assemelham-se em latitudes diversas e a memória histórica só regista o ínfimo pedaço acima da linha de água e para cá do horizonte.

 

A semana ficou também marcada por Gabriel García Márquez. O seu "O outono do patriarca", publicado em 1975, tem muito para sugerir apropriações históricas e de facto. O romance anterior, esse intemporal "Cem anos de solidão", inscreveu sete anos na expectativa do seguinte. 

 

Por tudo o que foi escrito, e para os que têm pouca memória do que obrigou ao 25 de Abril de 1974, deixo a caracterização do Público para a edição que tenho por aqui.

 

 

 

 

 

 

 

Entretanto, fiz uma arrumação sistémica de Gabriel García Márquez e coloquei todas as suas obras na mesma prateleira. O difícil é mesmo escolher, realmente.

 

 

 

 

Devo confessar que a tarefa que descrevi foi algo afectada com o que verá na imagem seguinte que obrigou ao acompanhamento com arroz basmati, paparis e outras coisas que tais.

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:27 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

 

 

 

As cantinas universitárias serviram menos um milhão de refeições e Passos Coelho dirá, como o economista austríaco Joseph Sumpeter (1942), que é uma destruição criadora. Crato afirmará a exigência das suas políticas (comer em excesso dá uma ideia de facilidade, sublinhará), o presidente do CNE, o ex-ministro do Governo Barroso, David Justino, concluirá que são ganhos de eficiência, Arnaud considerará que quem usa cantinas é gente sem-mundo e Relvas aconselhará a que se dediquem a empresas facilitadoras de negócios e que aguardem pelas equivalências.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:31 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 19.04.14

 

 

 Ouvi na Antena 2 e ficou-me.

Andava pelo youtube a certificar uma carta de despedida dedicada a Gabriel García Márquez e encontrei-o.

 

 

 


Arquivado em: , ,

paulo guilherme trilho prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

O arco governativo é o fim da história e o exclusivo da responsabilidade, foi a ideia alimentada durante anos e que estruturou o voto. A crise vigente, mas principalmente a corrupção sistémica ligada a quem governou, desfez o mito. O PSD (PPD) e o CDS (PP) dissimulam bem sobre quem está mais à direita e mascaram a presença da extrema direita. À esquerda tem sido diferente. O PS obedece ao capitalismo selvagem e, no íntimo, venera-o e as forças à sua esquerda são diabolizadas e também se auto-excluem pela impossibilidade de liderarem um Governo. Concordo que a democracia ganhava com um Governo PS coligado com partidos à sua esquerda e também me parece que seria insuficiente se não incluísse o PCP.

 

 

 

 

 

 


Arquivado em: ,

paulo guilherme trilho prudêncio às 13:07 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 18.04.14

 

 

 

Cortesia de CarlosVC
 


paulo guilherme trilho prudêncio às 19:32 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

 

 

 

 

 

Estive todo o dia fora da rede e só agora dei conta da notícia sobre Gabriel García Márquez. Há um qualquer equívoco: Gabriel é imortal, como decerto concordarão os que leram "Cem anos de solidão" ou "Amor em tempos de cólera".

 

 

 

 

 

 

 Do Público.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:42 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 17.04.14

 

 

 

 

A troika, obedecendo a um relatório da Comissão Europeia, pode adiar por seis semanas a saída de Portugal numa clara intromissão na campanha eleitoral e na guerra interna no Governo que já custou uns valentes milhares de milhões de euros ao país. O adiamento favorece o partido de Passos & Barroso e compromete a táctica do relógio digital do partido de Portas.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:56 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 16.04.14

 

 

 

 

 

Basta recuarmos uma década para lermos laudos à propalada conduta moral exemplar de quem se movimentava na alta finança. Os códigos de ética para essa área da sociedade, a denominada classe alta, estão publicados. Os banqueiros são membros efectivos do clã e beneficiaram duma espécie de primazia na responsabilidade social friedmaniana que relegou a redistribuição realizada pelos Estados para lugar secundário. Tudo em nome da ética e da responsabilidade e também do combate à corrupção perpetrada pelos aparelhos dos Estados. Assim nasceu a desregulação fiscal que os mercados totais e a ganância do capitalismo selvagem transformaram em alta evasão fiscal e altíssima corrupção.

 

Todos os dias tropeçamos com "casos" dos nossos banqueiros.

 

Hoje é um assíduo dos salões, o Ricciardi do BES, que se confessou muito nervoso (ai a fleuma inspirada no corrupto império britânico) com as privatizações da EDP e por aí fora e que telefonava muito aos outrora gestores de fundos estruturais para formação nos submarinos aéreos das zonas metropolitanas dos rios Mondego e Liz, Passos & Relvas. Percebemos também, e num passado recente, as altercações e o frenesi que envolvia o Salgado do mesmo banco com o anterior primeiro-ministro. E podíamos recordar o Gonçalves do BCP, o Rendeiro do BPP, os inúmeros do BPN, a malta do BANIF ou os prescritores do aguenta-aguenta para os outros.

 

Em suma: já eram escandalosas as privatizações de lucros e as astronómicas auto-remunerações e agora percebe-se que também eram antigas as nacionalizações de prejuízos. Mais uns anos e ainda concluímos que o código de ética apenas previa nacionalizações e privatizações encostadas aos Estados; um género de sovietes supremos que tanto diziam combater.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:00 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

Cortesia do Paulo Sousa


paulo guilherme trilho prudêncio às 16:40 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:57 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Terça-feira, 15.04.14

 

 

 

 

No Domingo não resisti, em boa hora e apesar da assinatura digital, ao jornal impresso. A Revista 2 do Público trazia um artigo que me ia escapar e que também pode ler aqui.

 

O poder destruidor da finança assumiu a luta de classes, capturou a política e parece insaciável e invencível. É a corrupção num expoente máximo que também arrastou Portugal. O poder político limita-se a subtrair às classes média e baixa e a aproveitar as benesses ilimitadas.

 

Bem sei que a peça merecia outro destaque, mas mesmo assim podemos afirmar que este jornal dá cartas no excelente jornalismo em qualquer latitude.

 

 

 

 

 

 

 

E seleccionei um pedaço lapidar.

 

 

 

 

 

 

 

 E isto não pára?

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:53 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

Era o 1 de Abril de 2014 e o email pedia respostas com urgência. Estava em causa o preenchimento de uma página da edição seguinte e as respostas não apareciam. De repente pensei que fosse uma partida. Não era. Respondi sobre automóveis e deixo o registo como uma espécie de arquivo.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:44 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 14.04.14

 

 

 

 

Com os cortes a eito registados no sistema escolar é natural que as consequências negativas se evidenciem. É no mínimo sei lá o quê que David Justino veja ganhos de eficiência no que se está a passar, o que pode dar razão aos que defendem que há muito de ideológico nos cortes e que o peso político dos actores mainstream da Educação é nulo ou de soma negativa.

 

Santana Castilho é obvio e taxativo: "com a atual sangria de meios e recursos, tudo andará para trás".

 

Pode ler estas e outras opiniões no estudo que o DN classifica como Grande Investigação e onde se conclui que "120 mil crianças sofrem com falta de comida" ou que o "abandono escolar é preocupação sem rostos nem números". São inúmeros os "ganhos de eficiência" que escapam a leituras com um determinado tipo de lentes, obviamente.

 

O João Daniel Pereira digitalizou uma parte da edição impressa.

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:09 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

Durão Barroso mostrou-se, recentemente, nostálgico da escola da ditadura. Sei pouco do que pensa este político profissional, mas os sound bites são suficientes. O seu percurso político foi quase sempre silencioso e cinzento à excepção da indizível campanha eleitoral para primeiro-ministro e do respectivo exercício. O seu legado, e do seu Governo, traçou a fronteira da destruição da escola pública e da terraplenagem na confiança nos professores através de um nivelamento por baixo.

 

Há muito que se reparou que a escola pública portuguesa incomoda Bruxelas. Desde 2008 que também se intuiu que os professores portugueses eram a espinha dorsal que faltava quebrar. Os ultraliberais - socialistas da terceira via e sociais-democratas desmemoriados ou com passagem oculta pelo BPN - não perdoam aos professores portugueses e em breve voltarão à carga com mais cortes. É o que parece segredar, ou determinar, Durão Barroso a Passos Coelho na cerimónia em que proferiu o dislate laudatório da escola da ditadura que se pode considerar um julgamento resultante da ignorância ou da má-fé. Parece-me apenas mais um episódio da tragédia que nos trouxe até aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

Cortesia do João Daniel Pereira.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 15:06 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

É comum apontar-se a Finlândia como detentora de um dos melhores sistemas escolares do mundo (e seja lá o que isso signifique) e sucedem-se as análises e os estudos comparados.

 

Desta vez é o Ibertic que afirma que na "Finlandia: En el mejor sistema educacional del mundo está prohibido seleccionar a los alumnos" e deve ter sido por isso que o entusiasmo de Sócrates e Lurdes Rodrigues esmoreceu muito quando visitaram o país do mesmo modo que a actual maioria perdeu a obsessão com o privado quando se conheceram os desastrosos resultados suecos em tudo o que era teste internacional (e seja lá o que isso signifique).

 

Mas o post do Ibertic não refere apenas a proibição de seleccionar. Diz que os professores são muito prestigiados na Finlândia, que as crianças só entram na escola aos 7 anos de idade por causa da maturidade, que as notas dos alunos só são publicitadas a partir dos 11, 12 anos e que as turmas não têm mais de 20 alunos. "São uns líricos, esses finlandeses", dirão as nossas resmas de descomplexados competitivos que olham para a vida como uma pista de obstáculos para os filhos dos outros e que se convenceram que na selva não há cooperação.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:41 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 13.04.14

 

 

 

A troika, em articulação com a malta dos offshores, apelou aos idosos portugueses para que produzam e se multipliquem de forma a receberem alguns euros de reforma. A determinação foi traduzida pelo gabinete de Passos Coelho da seguinte forma: "o valor das pensões fica associado ao desempenho económico e demográfico do país". O ainda primeiro-ministro, num rasgo para além da troika, apelou ao consumo deste grupo profissional.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:28 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

Ter uma pequena biblioteca em casa (umas 250 dezenas de aquisições - pagas a pronto e sem recurso a qualquer BPN - ao longo de umas três a quatro dezenas de anos) é uma preocupação logística. Encontrar rapidamente o livro que se quer e manter o bom estado do papel é uma tarefa árdua mas gratificante. É daqueles processos em que quando olhamos para trás vemos o resultado da persistência e percebemos o sentido do esforço. Criar um software (since século passado :)) e registar os livros e por aí fora é um bom exemplo: dá muito trabalho, mas tem bons resultados.

 

 

 

 

Desmontar uma biblioteca, limpar e pintar paredes, recuperar estantes e limpar cada um dos livros é obra. Mas, e como sempre, a recta final mistura os sentimentos e reencontra-se com os sentidos da vida.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:30 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 12.04.14

 

 

 

 

O desprezo dos portugueses pelos sistema escolar evidenciou-se na última década. Dos ingratos ao lúmpen e passando por muitos professores que acharam que os outros careciam de profissionalidade (recordo particularmente o clubismo de socialistas e sociais-democratas) foram poucas as vozes que defenderam a escolaridade do não superior. Até os políticos da esquerda usaram o "apesar" quando defenderam a sobrevivência das escolas públicas.

 

O Governo prepara-se para anunciar mais cortes. Um dos jornais mainstream, o Expresso, não olha a meios para apontar a Educação como o alvo prioritário.

 

 

\

 

Como é possível que um jornalista escreva uma coisa destas?

 

A Educação foi quem mais cortou, e de longe, na administração pública (e mesmo nas cinco administrações públicas: empresas públicas, institutos públicos e administrações central, regional e local) como se pode ler em todos os relatórios. Mais de 4 mil escolas (leu bem) fecharam e mais de 60 mil professores (leu bem) saíram do sistema com prejuízo dos alunos que têm turmas mais numerosas, menos carga curricular, professores sobrecarregados e escolas amontoadas. A não ser que o jornalista se esteja a referir aos privados da Educação que parecem beneficiar da influência de Crato e dos SE do MEC.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:20 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:51 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 11.04.14

 

 

 

 

 

Os cortes a eito na escola pública começaram com o Governo do "país de tanga" e não pararam. Durão Barroso deu corpo à agenda de "tudo está mal na escola pública" e os sociólogos, acompanhados de eduqueses I e II (como é o caso de Crato), perpetraram uma engenharia social que os tornou estrelas financeiras para a malta ultraliberal onde se incluem socialistas de terceira via e sociais-democratas desmemoriados ou com passagem oculta pelo BPN.

 

Os professores do ensino não superior são de longe o sector mais arrasado (o adjectivo já não choca, pois não?) da administração central (eram, grosso modo, 160 mil nas escolas públicas quando Durão Barroso tomou posse e hoje são já menos de 100 mil) e o encerramento de escolas assumido pelo arco governativo (que foi muito para além do imperativo de modernização da rede escolar) no norte e no interior do país atingiu os milhares e beneficiou da palidez dos cidadãos e dos respectivos autarcas de todas as cores e feitios. Este estranho fenómeno continuará no próximo ano com mais 200 abatimentos para incentivar a natalidade.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:30 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quinta-feira, 10.04.14

 

 

 

É interessante esta entrevista a Humberto Eco onde o jornalista salientou uma frase que tem tanto de óbvio como de intemporal: "A internet é perigosa para o ignorante e útil para o sábio".

 

Foi George Orwell quem disse que "descemos a um ponto tal que a reafirmação do óbvio é o primeiro dever dos homens inteligentes" e, apesar de Humberto Eco não se estar a referir a um momento de descida profunda, podemos considerar óbvias e intemporais as suas conclusões. Retirei dois parágrafos.

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:08 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 09.04.14

 

 

 

 

 

É sempre interessante concretizar algumas ideias e as obras em casa são um dos exemplos. Mas após duas semanas, o cansaço, até mais psicológico do que físico, vai dando sinal de vida. Até a edição do blogue se ressente. Mas faltam dois dias e para a semana haverá descanso.

 

Como um blogue é também um espaço intimista, fica o registo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Terça-feira, 08.04.14

 

 

 

 

 

Quando há pouco tempo fiz este post a propósito de uma espécie de investigação de Maria Filomena Mónica e em que escrevi que ""Tudo o que o Ministério da Educação manda por "e-mail" para as escolas é inútil. Tudo!", ou o professor "abaixo de cão", é uma discussão para acompanhar com curiosidade. Tenho uma dissertação sobre o assunto e não quero reafirmar o "tudo"; mas convenço-me que anda lá perto, que a maioria da informação obtida é inútil e solicitada repetidamente." estava longe de imaginar que umas opiniões sobre o tratamento da informação nas organizações escolares também incluíam conclusões devastadoras para a disciplina nas salas de aula das escolas públicas. O que podia ser uma defesa de uma causa tão nobre pode transformar-se num testemunho de um caos que está por provar.

 

Há indisciplina, mas também continuam a existir milhares de sinais positivos todos os dias. Os diários de duas professoras, quatro alunas e uma mãe são uma amostra sempre interessante, mas com reduzido valor empírico numa área muito difícil de investigar. Digamos que do iluminismo à ciência actual vão algumas premissas que devem ser consideradas. Foi assim que li as breves observações que o Paulo Guinote fez a algumas conclusões de Maria Filomena Mónica. A socióloga e historiadora respondeu de forma deselegante e o Paulo ripostou assim.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 22:07 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

Quantos passes faz a equipa de camisola branca?

 

 

 

Veja o vídeo outra vez e repare no urso que por lá andava e tire algumas conclusões.


paulo guilherme trilho prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 07.04.14

 

 

 

Crato diz que a autonomia das escolas teve progressos notáveis ao nível da organização de horários e de currículos. Crato está a referir-se a quê?

 

O que se alterou significativamente no seu exercício foi o aumento do número de alunos por turma, o aumento da componente lectiva dos professores e os cortes curriculares. Tudo decidido centralmente e de forma igual para todas as escolas. Aliás, os horários dos professores, os currículos e a composição das turmas obedeceram a um inédito centralismo burocrático (feito de forma digital) de autorizações.

 

O MEC permite que as aulas se organizem em 45 ou 50 minutos o que criou uma contabilidade horária ao minuto que é perversa e controlada centralmente. Mais uma vez. Querem ver que Crato se está a referir ao facto de, por exemplo, a aula de segunda-feira às 08h30 não ser da mesma disciplina em todas as escolas como se calhar imaginou no seu devaneio centralista? Não é essa aula nem as outras. E já era assim em 1950, 1960, 1970, 1980, 1990, 2000, 2010 e será em 2020.

 

Estes governantes deviam ser responsabilizados por estas afirmações. Parece que Portas disse que as pessoas que ficaram sem RSI tinham 100 mil euros na conta. Ao que se sabe, menos de 10 pessoas estavam nessa condição e 85 mil ficaram sem RSI. Esta tirada de Crato tem o mesmo rigor.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 06.04.14

 

 

 

Victor Gaspar disse, no auge da austeridade para além da troika, que o povo português era o melhor do mundo. A asserção só pode ter um significado: a banca roubou (é literal) milhares de milhões de euros e o povo paga. A banca continua a festa e os buracos vão sendo tapados. Os corruptos continuam por aí: pavoneiam-se, entram em governos, vêem os crimes prescrever e quando muito andam de pulseira electrónica ou cumprem pequenas penas. Já levamos seis anos disto (há quem diga nove ou doze). Muita conversa e cortes nos do costume. A discussão em conselho de ministros para 2014 e 2015 não varia. Entraremos no sétimo ano de gozo com o pagode. Será que o melhor povo do mundo nunca se saturará?

 

Enquanto lia a versão digital do primeiro caderno do Expresso (este jornal descobriu qualquer coisa entre famílias e banca a lembrar meados do século passado), recortava as notícias que referiam o BPN. É isso que vou publicar e nem sei se estão todas. É muito conversa, realmente. Alguns não são meigos no vocabulário.

 

 

 

 

 

Também reduzi a coluna do director Ricardo Costa. Mas no que escolhi, a coisa anda pelos vigaristas. Quem diria.

 

 

 

 

 

Durão Barroso e o seu partido têm tudo para contar. Cavaco Silva, e como alguém disse, vai-se afirmando com uma espécie de Putin também com infiltrados nas mais inimagináveis áreas da sociedade. Veremos se algum dia pagam as contas.

 

 

 

 

Parece que há muito verniz a estalar em período pré-eleitoral. Depois dos votozinhos são os consensos que se conhecem e a democracia vai em plano inclinado. Os últimos dez anos são elucidativos da capitulação dos partidos do tal arco e da corrupção sistémica perpetrada pelos tais de aparelhos.

 

 

 

Miguel S. Tavares aponta, sem rodeios, ao PSD. E termina com um interrogação: Barroso não podia ter dito a Gaspar que esperasse um pouco? Dá ideia que não. Tinham pressa. Estranhei o discurso de M. S. Tavares: esqueceu-se de culpar os professores pela corrupção no BPN:

 

 

 

 

Durão Barroso é agora o bombo da festa.

 

 

 

Até uma espécie de politólogo, daqueles que também culpam os professores pelo Big Bang não nos ter sido mais favorável ou por terem dado más notas a Einstein cuja teoria da relatividade foi finalmente refutada, o que o politólogo duvida, por Hawking, se centra no BPN. E sabem como: posse de bola. Associa a táctica de Barroso à posse de bola no futebol. Leia, embora confesse que já tentei três vezes e nada.

 

 

 

 

De seguida, encontrei uma disputa não futeboleira, mas parecida.

 

 

 

Passei para o Público e lá estava o BPN. Outro anti-professores a perder as estribeiras até na linguagem. Fique com um bocado do Barroso guerrilheiro, o eterno MRPP que foi para a Europa fazer o seu PREC de extrema direita para pôr os países de tanga e os seus mais anfados (de "o eterno" para a frente são ideias minhas). Pode ser que o povo se canse mesmo destes figurões.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:03 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 


Arquivado em: ,

paulo guilherme trilho prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 05.04.14

 

 

 

 

 

Nuno Crato prometeu implodir o MEC, mas terminará o mandato com o sistema escolar mais centralizado (alimentou o mau centralismo) e com as escolas públicas mais perto da implosão. O ministro revelou-se um especialista em minas e armadilhas, só que invertido.

 

O processo para a correcção do teste elaborado pela Univesidade de Cambrige é um espelho. É que aqui nem existe a desculpa do ministro não ter peso político e da escola pública ser desprezada pelos membros do Governo. Basta ler os detalhes.

 

 

 

 

É a tradicional terraplenagem sobre a organização das escolas.

 

 

 

São os cortes a eito, aumentos no número de alunos por turma e nos horários dos professores, que só são aceitáveis em quem não põe, ou nunca pôs, os pés numa sala de aula.

 

 

 

 

O obrigatório é uma decisão do MEC, leia-se. É mesmo muito mau tudo isto.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:51 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

 


Arquivado em: , ,

paulo guilherme trilho prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sexta-feira, 04.04.14

 

 

 

 

Sua Excelência enfadava-se com o que lhe acontecia e vivia duplamente: sobressaltado com o que tinha para fazer e aterrado com o que deixava de realizar. Era um dilema em forma circular. Tinha adquirido um tique só explicado por Lacan: dizia e repetia para consigo e para com os outros: isto não é como antigamente. Era uma espécie de oxigénio rarefeito.

O seu antecessor tinha-lhe deixado duas cartas: uma para o primeiro momento de aflição - quando tivesse de tomar uma decisão e a ignorância fosse total - e uma outra para o segundo momento de aflição - quando tivesse de tomar uma decisão e a ignorância fosse total -.

Sua Excelência, certo dia, abriu a primeira: "culpe o seu antecessor", continha o sobrescrito.

Sua Excelência, certo dia, abriu a segunda: "escreva duas cartas", continha o sobrescrito.
 
 
(Reedição. 1ª edição em 14 de Abril de 2008)
 

 

 A propósito desta risível troca de cartas.



Arquivado em: ,

paulo guilherme trilho prudêncio às 21:26 | link do post | comentar | ver comentários (38) | partilhar

 

 

 

 

 

Pode assinar aqui. Encontrei a petição no facebook do João Daniel Pereira do movimento "Em defesa da escola pública no Oeste".



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:21 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

Leia aqui

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:17 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 03.04.14

 

 

 

 

A Parvalorem diz que desconhece o envolvimento de um empresário angolano na aquisição da colecção Miró. Ter uma empresa de nome Parvalorem a gerir espólio, e que espólio, do BPN é gozar com as pessoas. Para agravar, associa-se à Par(vos)ups (qualquer coisa como acima de parvos) e acumula o gestor. O caso do banco que é um espelho das práticas que arruinaram as democracias ocidentais continua um exemplo do descaramento da ganância.

 

Vivemos dias em que a lata se pavoneia. Foi a declaração do Banco Alimentar contra o facebook para desempregados e é a EPIS (Associação de Empresários pela Inclusão) a patrocinar o "Atlas da Educação - Desempenho e potencial de sucesso e insucesso escolar por concelho" que parece concluir que, no momento actual, para investir no sistema escolar é preciso fazer contas. Os nossos ultraliberais só descansam quando o povo estiver descascado até ao osso e terão todas as pinças e vénias para a malta do primeiro parágrafo.

 

 

  

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:24 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

 

 

A experiência diz-nos que as campanhas eleitorais são muito parecidas e que não é por acaso que a democracia está suspensa e que as contas do país estão capturadas pela corrupção sistémica. Veja um vídeo de campanha do PS para o 1 de Abril de 2014 e diga lá se não encontraríamos vídeos do género nas mais diversas campanhas. Só Assis dava um estudo de caso. Mas convenhamos: Passos Coelho atinge um pico qualquer e devia viajar, com o seu Governo, só com ida.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:47 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 02.04.14

 

 

 

 

 

 

O Expresso diz que hoje, e pela primeira vez desde 2009, os juros da dívida fecharam abaixo de 4%. Lembrei-me que há tempos fiz um post parecido também com base numa notícia do Expresso.

 

Fui à procura e encontrei o seguinte:

 

 

 

Esta repetição da primeira vez é um bocado sei lá o quê.

 

Repito o que escrevi no post sobre o assunto:

 

 

Os juros da dívida estão a baixar contra todo o argumentário de "bom aluno" do Governo. Afinal o manifesto não só se discutiu como passou as fronteiras e as diferenças "insanáveis" com a "oposição" continuam na ordem do dia. Nem as fugas de informação (ou, quiçá, a falta de pachorra de um SE das finanças com os cortes nos do costume - é bom recordar que já não é o Helder-Ultraliberal-para-os-outros-Rosalino) dentro do Governo desorientam os mercados. Querem ver que se aproxima algum calendário eleitoral, por cá e pela Europa, e nós não demos conta?

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 22:13 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Terça-feira, 01.04.14

 

 

 

 

 

Essa coisa da falta de prestação de contas tem sempre um efeito boomerang a que nem a Comissão Europeia escapa.

 

Há uma constante no que levamos de milénio: os políticos em exercício de cargos seguiram os ultraliberais do poder económico e acusaram os grupos profissionais a abater de não prestarem contas e de serem grandes despesistas. Como panaceia, montaram ardilosos monstros burocráticos para avaliar o desempenho e exigir accountability (como gostavam de repetir).

 

Perante a hecatombe de 2007 e uma vez escancarada a corrupção que perpetravam ou apoiavam, situam-se longe da responsabilidade. Há dias foi Durão Barroso a abandonar o barco para ver se continua a navegar; numa aparente contradição, não se coibiu de culpar o BPN, o BPP e as PPP's como quem não tem qualquer conta a prestar; nem política. Agora mandata a Comissão Europeia para proibir Portugal de usar fundos estruturais para estradas. É uma festa. Barroso quer convencer os marcianos que nada tem a ver com a fuga europeia para a frente em 2008, através de despesa descontrolada, nem com tantos episódios do género; anteriores e posteriores.

 

 

 

 

 

 

 Se esta notícia for mentira de 1 de Abril, o post não carecerá de actualização.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:37 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:43 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 31.03.14

 

 

 

 

blogue "educar a Educação" interrompeu a publicação de posts. É uma perda para a blogosfera que se dedica ao sistema escolar. Desejo os melhores sucessos pessoais e profissionais ao Nuno Domingues.



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:19 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

Francisco Assis, que não há muito parecia "um "Rosalino" a bombardear argumentos ultraliberais" contra os professores, e depois de anos a fio em consenso com os cortes a eito, aparece agora, em período de pré-campanha, a acusar o Governo de ser "ideologicamente extremista".

 

É esta incoerência e oportunismo que origina o descrédito dos políticos (em França parece que 65% da população considera os políticos desonestos) e que abre as portas da eleição democrática aos extremismos (como se verifica em Portugal com o PREC vigente de sinal contrário). A história da Europa conhece bem os resultados destes comportamentos.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:00 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

 

 

 

 

 

A terrível ironia dos 40 anos

 

 

 

 


Arquivado em: , ,

paulo guilherme trilho prudêncio às 11:33 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

Da carreira social única

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:32 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 30.03.14

 

 

 

 

 

 

O futebol pode estar em paz. O BES, o BCP, o BANIF e por aí fora, como outrora também o BPN e os investidores GOLD do BPP, continuarão a alimentar o poço sem fundo da industria do futebol. Haverá sempre russos e árabes para juntar aos offshores regulamentados por quem corta a eito nos do costume. É certo que cortam, mas também se reconheça que lhes dão paz, alegria, emoções fortes e muito para pensar, imaginar, discutir, suspeitar, adivinhar, desmontar e até concordar. E convenhamos: o investimento numa caneleira do Ronaldo tem um valor de mercado superior à despesa com 200 mil pensionistas.

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:19 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

Rui Cardoso Martins faz muito bom humor na Revista do Público ao Domingo. Hoje escolheu Teodora Cardoso que inscreveu recentemente uma missão opinativa de "Grande-Educadora-do-Povo-que-a-banca-é-de-gente-de-alto-colarinho".

 

“Há bancos de ideias, bancos alimentares contra a fome, bancos de cardumes de peixe, bancos de esperma, bancos de sangue. Até há bancos que fazem operações bancárias... Finalmente inventaram a ideia de um banco que só serve para taxar impostos e nos descontar no salário, todos os dias.”

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:16 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

 

 

 

É frequente, e tolerável, a intransigência clubística no futebol, mas não podemos ter a mesma condescendência em relação aos partidos políticos. Já nos tempos dos governos de Sócrates deparámos com socialistas (muitos professores) que tardaram em aceitar, ou nunca conseguiram, o óbvio da tragédia. Essa espécie de masoquismo diz muito das limitações humanas.

Passa-se algo semelhante nos tempos que correm, embora os defensores da actual maioria sejam ainda mais dissimulados; mesmo no seio dos professores.

 

Um dos argumentos que mais usam para disfarçarem a incomodidade com os cortes a eito, ou até, pasme-se, com a suposta corrupção na relação público-privado, é a redução de alunos. É uma falácia. O decréscimo mais acentuado da natalidade nos últimos três anos só se sentirá no primeiro ciclo a partir de 2017. Existem, todavia, factores transversais: a emigração de 300 mil pessoas em três anos terá "levado" muitos alunos de todos os graus de ensino, há um decréscimo na imigração e existe o empobrecimento. E é bom que se repita: Portugal deve aumentar o número de alunos no 3º ciclo e no ensino secundário e deve reduzir o número de alunos por turma em todos os graus de ensino. Só não regista este argumentário quem, e repetidamente, não vê o óbvio da tragédia.

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 15:45 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

 

 

Depois da actual maioria responsabilizar o consumo interno, e os consumidores, pela crise (uma outra forma de desresponsabilizar a corrupção do BPN, do BPP e das PPP´s - e do BES, do BCP, do BANIF e por aí fora -) e de se sentir legitimada para aplicar uma austeridade empobrecedora para além da troika, eis que o BdP vem constatar que a receita maior do pós-troika é o consumo interno. Mas mais: a destruição destes três anos está a ser suportada pelos do costume que a voltarão a pagar mais tarde.

 

É um falhanço em toda a linha e um Governo no seu fim.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:02 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sábado, 29.03.14

 

 

 

 

 

Durão Barroso foi taxativo na entrevista a Ricardo Costa do Expresso: tivemos que pedir financiamento para pagar a corrupção no BPN, BPP e nas PPP´s (rodoviárias, saúde, Educação e por aí fora). O jornalista retorquiu: mas os bancos alemães tiveram o mesmo problema. Durão Barroso voltou a ser taxativo: é isso que outros países não nos perdoam. Eles tinham dinheiro para pagar a corrupção e nós não.

 

Ou seja: são os do costume (funcionários públicos, pensionistas e os que não fogem impostos) que pagam a corrupção e a situação é explosiva e insustentável. Não sei se há algum efeito campanha eleitoral nas surpreendentes confissões de Durão Barroso (o presidente com apoio do "arco da governação" fica para outro post) que também afirmou que avisou o actual primeiro-ministro dos limites para certa política.

 

Cavaco Silva (que só admite mais cortes aos que têm salários mais elevados) e o Governo (que diz discutir novas taxas para grandes empresas) afinam pelo mesmo diapasão o que retira algum impacto às declarações do ainda presidente da Comissão Europeia. So faltava termos confissões parecidas de Oliveira e Costa, Dias Loureiro, João Rendeiro, Duarte Lima e familiares.

 

Estas confissões permitem que António José Seguro acuse o primeiro-ministro de persistir em enganar os portugueses e, quiçá, comece a pensar em eleições legislativas em Outubro de 2014.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 22:00 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

 

 

 

 

Assinei a petição, "Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente", subscrita inicialmente por 74 pessoas e que necessita de 4000 assinaturas para chegar à Assembleia da República.

 

Pode assinar aqui.

 

ou clicando em

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:35 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

Numa sexta-feira recente, pelas 21h00 na estação de Santa Apolónia em Lisboa, assisti a uma situação semelhante. A entrada da estação estava vazia até chegar uma carrinha de distribuição de refeições quentes. Aproximaram-se, em silêncio, dezenas de pessoas que estavam "invisíveis". Percebia-se alguma vergonha, várias traziam crianças pela mão e estavam longe de aparentar aquela circunstância (e diga-se o que se quiser das aparências). Percebia-se a "familiaridade" com os voluntários e o silêncio vigente era concludente.

 

 

 

 
Mais pobres e mais desiguais


paulo guilherme trilho prudêncio às 09:14 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 28.03.14

 

 

 

 

 

GRUPO GPS Estado dá 220 milhões a colégios investigados por corrupção 

 

"Os Governos de José Sócrates e de Passos Coelho deram mais de 220 milhões de euros aos colégios do grupo privado GPS que está a ser investigado por corrupção."
 


 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:07 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

 

Os juros da dívida estão a baixar contra todo o argumentário de "bom aluno" do Governo. Afinal o manifesto não só se discutiu como passou as fronteiras e as diferenças "insanáveis" com a "oposição" continuam na ordem do dia. Nem as fugas de informação (ou, quiçá, a falta de pachorra de um SE das finanças com os cortes nos do costume - é bom recordar que já não é o Helder-Ultraliberal-para-os-outros-Rosalino) dentro do Governo desorientam os mercados. Querem ver que se aproxima algum calendário eleitoral, por cá e pela Europa, e nós não demos conta?

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:19 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

O BES e o regime

 

 

"A decisão do Banco de Portugal de obrigar o Grupo Espírito Santo a fazer provisões de 700 milhões de euros, devido a receios sobre a capacidade de reembolsar a totalidade de emissão de dívida vendida a clientes do BES, é um momento muito importante para o sistema financeiro português. Por um lado, porque mostra finalmente o nosso banco central a actuar como um verdadeiro regulador, após anos e anos de uma supervisão narcoléptica, que acabou por enterrar o país no caso BPN. Por outro, porque é um sinal público de que o BES, eterno banco do regime e porta-giratória de inúmeros ministros e deputados, tem, de uma vez por todas, de mudar de cultura e de vida.

 

Na última década, o nome Espírito Santo esteve envolvido em investigações relacionadas com:

 

1) o caso Portucale, que meteu o abate de sobreiros numa zona protegida, após a aprovação de empreendimentos imobiliários em contra-relógio, em vésperas das legislativas de 2005, por parte de ministros do CDS-PP;

2) o caso dos submarinos, onde se suspeitou de financiamento partidário por parte do consórcio vencedor;

3) o caso Mensalão, mais financiamento partidário, desta vez do PT de Lula da Silva (as notícias do caso levaram a um corte de relações entre o BES e a Impresa);

4) o caso das contas de Pinochet, com dinheiro do ditador chileno a passar, segundo uma investigação americana, pelo banco português, via Miami;

5) o caso das fraudes na gestão dos CTT, incluindo a mediática venda de um prédio em Coimbra, valorizado em mais de cinco milhões de euros num só dia;

6) a interminável Operação Furacão, megaprocesso de investigação de fraude fiscal;

7) o caso Monte Branco, onde Ricardo Salgado constava da lista de clientes da Akoya, rede suíça de fraude fiscal e branqueamento de capitais;

8) o caso dos 8,5 milhões de euros que Salgado se esqueceu de declarar ao fisco, detectados na sequência das investigações à Akoya, e que teria recebido por alegados serviços de consultadoria prestados a um construtor português a actuar em Angola;

9) o caso da venda das acções da EDP pelo BES Vida, feita dias antes da aprovação da dispersão em bolsa da EDP Renováveis, o que levantou suspeitas de abuso de informação privilegiada;

10) o caso do BES Angola, uma investigação por branqueamento de capitais que acabou por transformar Álvaro Sobrinho, antigo presidente do BESA, num dos inimigos de Ricardo Salgado (o BES, por sua vez, veio acusar Sobrinho de utilizar os jornais da Newshold – o i e o Sol – para ataques pessoais ao presidente do banco);

11) o caso da recente multa (1,1 milhões de euros) em Espanha, devido a infracções “muito graves” de uma norma para a prevenção de branqueamento de capitais (em 2006, a Guardia Civil já havia feito uma rusga a uma dependência espanhola do BES). É possível que me esteja a esquecer de alguma coisa.

 

Manda o rigor, e a boa tradição portuguesa, sublinhar que muitos destes casos resultaram em absolvição dos arguidos. Mas, das duas, uma: ou o BES é menos popular no DCIAP do que Hitler entre os judeus, ou, de facto, há uma cultura de gestão altamente problemática, a que urge pôr cobro. Tendo em conta a importância da reputação num banco sistémico, é impossível viver com a sensação de que valia a pena a polícia abrir uma dependência dentro do BES, tendo em conta o tempo que passa a investigar o banco. Daí a importância simbólica do gesto do Banco de Portugal – é um enorme passo em frente na transparência do nosso sistema financeiro e, sobretudo, um motivo para termos esperança de que fazer negociatas à moda antiga venha a ser, no futuro, muito mais difícil."

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:57 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 27.03.14

 

 

 

Só o tempo ditará o alcance da última obra de Joseph Stiglitz (Prémio Nobel da Economia de 2001 - o que dá logo outro crédito -) "O preço da desigualdade". Mas o diagnóstico é tão certeiro, que se fica com a sensação, e à medida que o tempo passa, que o livro se tornará num clássico da economia política.

 

Na página 38 podemos ler uma asserção cada vez mais óbvia (o "Se tal não for feito...", refere-se a "(...)os mercados têm de ser mais uma vez domados e moderados.(...)")

 

 

 

Na mesma página, podemos precisar um recuo civilizacional que vai, como se constata, acentuando as desigualdades.

 

 

 

Na página 41 percebemos a quebra de um contrato.

 

 

 

Na página 42 reconhecemos os ingratos que não param de desmerecer a escola pública.

 

 

 

 

Na página 44 somos confrontados com um dilema de Joseph Stiglitz. Embora o autor considere a prevalência das forças económicas, acaba por imputar ao poder político a responsabilidade pelo estado a que chegámos e cujo preço total a pagar ainda é desconhecido.

 

 

 

Na página 50 encontramos o parágrafo escolhido para a contracapa do livro e que começa na frase que sublinhei com uma seta vermelha. O editor escolheu assim. Penso que não teria tido um escolha pior se tivesse começado pela frase que seleccionei com um seta verde.

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:26 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

Será que os tais de Catroga e Mexia foram alvo de gastos a mais que levaram ao afastamento dos chineses que compraram a EDP? Esta malta gold nunca consegue ser diferente. É apenas uma questão de tempo.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:05 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 26.03.14

 

 

 

Há vários assuntos explosivos para além das prescrições e da corrupção bancária. A relação público-privado na Educação também se agudiza e ameaça estalar. Basta estudar os concelhos mais atingidos. Enquanto as escolas públicas partilham professores e reduzem as contratações, os colégios privados financiados integralmente pelo Estado agem isolados, contratam quem entendem sem concurso público e em regime de duplicação da despesa.

 

A peça do DN (26 de Março de 2014) dá mais um passo na perplexidade.

 

 

 

E o "Notícias ao Minuto" desenvolve.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:43 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

Cortesia do António Ferreira


paulo guilherme trilho prudêncio às 11:43 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

Aprender de Cor quem Amamos

 

 

 

 

"Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. 
Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter. Funciona." 

 


Miguel Esteves Cardoso,

in "As Minhas Aventuras na República Portuguesa"



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:58 | link do post | comentar | partilhar

Captura de tela 2013-11-15 às 16.30.02.png
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
comentários recentes
"Em 25 de Maio vão realizar-se eleições para o par...
:) Carlos. Deu para rir um bocado. Sim, há coisas ...
Esta não é, seguramente, apócrifa. E os intérprete...
Estou desolado!Ainda por cima levei um "puxão de o...
Fantástico!!
posts recentes

do outono dos patriarcas

destruição criadora, como...

2.26 minutos belíssimos -...

obviamente

CARTA DE DESPEDIDA/Gabrie...

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ (1...

a troika, os adiamentos, ...

ligações
posts mais comentados
Arquivado em

absurdo em santo onofre(63)

acordos(63)

agrupamentos(143)

além da troika(98)

amizades(78)

amontoados(91)

antero(191)

avaliação do desempenho(631)

bancarrota(243)

banda desenhada(116)

bartoon(64)

blogues(1127)

caldas da rainha(79)

campanhas eleitorais(172)

cartoon(225)

cinema(141)

circunstâncias pessoais(254)

coisas boas(80)

coisas muito más(47)

coisas óbvias(64)

coisas tontas(212)

concursos de professores(162)

contributos(513)

corrupção(207)

cortes a eito(48)

crise da democracia(314)

crise da europa(132)

crise financeira(409)

crise mundial(120)

crónicas(138)

dacl(73)

debates(46)

democracia(66)

democracia mediatizada(144)

desemprego(68)

desenhos(369)

direito(96)

direitos(201)

economia(347)

educação(1668)

eduquês(92)

efemérides(164)

em defesa da escola pública(93)

entrevistas(62)

escola a tempo inteiro(67)

escola em luta(60)

escolas em luta(846)

escolas privadas e cooperativas(113)

escolas públicas(52)

estatuto da carreira(299)

estatuto do aluno(67)

ética(58)

exames(69)

facebook(56)

falência(85)

falência total(61)

falta de pachorra(283)

filosofia(149)

finanças(126)

fmi(51)

fotografia(143)

gestão(51)

gestão escolar(600)

gps(47)

greve(82)

história(172)

humor(473)

ideias(254)

legislativas 2011(90)

literatura(248)

luís afonso(62)

luta jurídica(80)

mais do mesmo(65)

manifestação(156)

manipulação(90)

movimentos independentes(199)

música(424)

organização curricular(164)

parque escolar(43)

paulo guinote(156)

pintura(51)

poesia(96)

política(3255)

política educativa(2948)

por onofre(99)

portugal(116)

presidenciais2011(71)

primeira página(45)

professores contratados(233)

público-privado(219)

queda de crato(75)

queda do governo(138)

rede escolar(178)

sindicalismo(90)

sistemas de informação(49)

sociedade da informação(122)

tijolos do muro(170)

troika(50)

ultraliberais(128)

vídeos(903)

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1)

sua excelência e os númer...

sua excelência (2) (reedi...

sua excelência (1) (reedi...

subscrever feeds

web site counter
PageRank
Twingly BlogRank
arquivo
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg