Quinta-feira, 24.07.14

 

 

 

 

"Ricardo Salgado foi detido no âmbito da operação Monte Branco" e vêm-me à memória casos semelhantes e as suas demoradas consequências.

 

Recordo-me, por exemplo, do que se tem passado na Educação.

 

Ainda em 26 de Janeiro de 2014 a comunicação social trouxe para as primeiras páginas o caso GPS.

 

 

 

 

 

 

O tempo passa, as escolas públicas continuam sublotadas e as pessoas impacientam-se. Nesta fase de matrículas, de constituição de turmas e de destribuição de serviço docente, a relação público-privado na Educação agudiza-se e ameaça estalar.

 

Basta estudar os concelhos mais atingidos. Enquanto as escolas públicas partilham turmas e professores e reduzem as contratações, os colégios privados financiados integralmente pelo Estado agem isolados, contratam quem entendem sem concurso público e em regime de duplicação da despesa.

 

A peça do DN (26 de Março de 2014) deu mais um passo na perplexidade.

 

 

 

 

 

E o "Notícias ao Minutodesenvolveu.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

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paulo guilherme trilho prudêncio às 09:50 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 23.07.14

 

 

 

 

 

Metade da redução de pessoas na administração central, entre 2001 e 2013, foi em cortes a eito em professores do ensino não superior. Cerca de 49000 pessoas saíram desse sector, sendo que perto de 22000 eram educadores e professores dos ensinos básico e secundário. Uma razia comprovada, derivada do aumento do número de alunos por turma, da diminuição da carga curricular dos alunos, dos agrupamentos de escolas e do aumento dos horários dos professores.

 

Há um estudo interessante a fazer.

 

Se aumentou significativamente a rubrica dos consumos intermédios do Estado, podemos considerar que as 20 e tal mil pessoas a menos que não são professores passaram a despesa por outsourcing. Ou seja, deixou de fazer o Estado para dar lugar a empresas com boa convivência no aparelhismo partidário.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:54 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:25 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Terça-feira, 22.07.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Daqui.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

Quando se tratava de apontar os professores e os funcionários públicos como os primeiros responsáveis pelo desastre financeiro, havia uns movimentos do género "Compromisso Portugal" que tinham aparição diária e que indicavam o caminho unipessoal a seguir. Os modelos empresariais de sucesso - dos homens providenciais - exemplificados por Salgado do BES, Rendeiro do BPP ou Costa do BPN eram receitados diariamente. Tudo em nome de Portugal e da avaliação meritocrática dos funcionários públicos.

 

As perguntas impõem-se: o que é feito dessa malta tão elevada? Estão tão silenciosos e desmobilizados porquê? Então e o país? Já cortaram uns 40.000 professores, mais uns milhares de milhões em salários e subsídios, e a dívida continua a subir? Que é feito dos comentadores alinhados com estas correntes, como Gomes Ferreira, Medina Carreira ou Camilo Lourenço? Não dizem nada sobre este estrondoso sucesso empresarial?

 

É tudo muito miserável.

 

Estamos com uma dívida de 741 mil milhões de euros, cerca de 37% são dívida pública e os restantes 63% dívida privada. Mas mais: os professores foram de longe os mais cortados na administração central, Portugal foi o 3º país da UE onde a dívida mais subiu e a dívida lusitana foi a mais lucrativa do mundo em 2012.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:42 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

 

O nivelamento por baixo no sistema escolar é tal, que o "abate de professores" (palavras de Pacheco Pereira) disputa as primeiras páginas com a Ucrânia e com Gaza. Há uma década que é quase diariamente assim.

 

O BES e os 741 mil milhões de euros (sim, 741.000 milhões) da dívida (acrescentar pública é para quem quer enganar o pessoal) já são coisas menores. O país está na bancarrota por causa dos professores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:00 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Segunda-feira, 21.07.14

 

 

 

 

 

 

Imagem encontrada algures na rede sem referência ao autor.

 

 

A prova de ingresso para professores contratados continua abaixo do limite mínimo e já há quem fale em guerra política.

 

Há décadas que as questões da escola pública sofrem do mesmo preconceito afastado da realidade: "as escolas são dominadas pelo Partido Comunista, pela CGTP e pelos sindicatos da Fenprof".

 

É evidente que as instituições referidas são activas e constitucionais e beneficiam do descarado arco da governação dos concorrentes. Estão no pleno exercício democrático.

 

Mas quem conhece mesmo a heróica (sim, heróica) luta dos professores portugueses na última década, reconhece que engavetá-los é apenas uma manobra fantasmagórica que começou com Mário Soares e que se foi repetindo como se o mundo não pulasse nem avançasse.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:50 | link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

 

 

 

 

Uma boa liderança não precisa do unipessoal para se afirmar, mas uma chefia incompetente pode usar o modelo referido para provocar danos impensáveis.

 

Há uma certa direita, e mesmo alguma esquerda com alguns problemas só explicados por Lacan, que olha para os imaculados banqueiros - esses expoentes da meritocracia e do unipessoal -, com a mesma estupefacção que ocupou as neurónios dos pró-soviéticos com as revelações após a queda do muro.

 

A meritocracia e o unipessoal não lidam bem com a democracia, mas são essenciais aos regimes totalitários; o que acabei de escrever tem já demasiadas evidências teóricas e empíricas e admite, naturalmente, excepções.

 

O exemplo dos banqueiros, mais ainda do endeusado Salgado do BES (mas também do beato do BCP ou do "guru" da gestão do BPP), é elucidativo quanto à falácia da meritocracia que se quis impor (ainda ontem à noite na RTP1 vi José Sócrates, esse "animal feroz" acérrimo defensor das duas categorias para gáudio do público do segundo parágrafo, confessar que o seu maior erro foi a avaliação de professores) e evidencia o perigo real dos modelos unipessoais.

 

Por vezes, são necessárias tragédias para que alguns dogmas caiam. Não sei se foi desta que caíram mais duas ideias inumanas na aplicação, mas houve um abalo significativo com efeitos colaterais ainda por determinar.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:49 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 20.07.14

 

 

 

 

Há umas semanas, e a propósito da municipalização do sistema escolar, fiz um post, que teve como título "A ideia em curso de municipalização é uma explicação para a bancarrota", que diz assim:

 

 

"Os últimos governos da direita, PSD/CDS, alteraram a lei orgânica do MEC. Durão Barroso eliminou 27 centros de área educativa (CAE´s) quando começavam a ter massa crítica e Passos Coelho extinguiu 5 Direcções Regionais de Educação (DRE´s), que deviam ter sido eliminadas em vez dos CAE´s,quando começavam a perceber a sua nova função. Tudo eliminado, eis que a mesma direita tem uma epifania de 180 graus e inventa um quadro orgânico com 308 agências municipais (sim, 308 porque nós somos uns 400 milhões; essa coisa dos 10 milhões e da quebra de natalidade é só para impressionar a malta dos fundos) depois de ter assinado centenas de contratos de autonomia com estruturas escolares inexistentes no sistema solar: os mega-agrupamentos. Só uma nota e uma conclusão: os governos de direita referidos iniciaram os seus mandatos com a divisão do território entregue ao mesmo incompreendido estratega, como exemplo para a importância que dão ao assunto: Miguel Relvas. A conclusão é óbvia: não estamos na bancarrota apenas por culpa dos outros."

 

 

Na última edição da revista do Expresso, a jornalista Clara Ferreira Alves sublinhou a seguinte passagem na sua "Pluma Caprichosa" com o título, veja-se lá, o "Perigo de voar na TAP": 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:47 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Passei pelos "50 livros que toda a gente deve ler", na recomendação do Expresso, e "faltam-me" cerca de uma dezena. Decidi-me pelo "Submundo" de Don DeLillo e já foi satisfeita a reserva numa das livrarias que resiste ao sistema do link do livro. Acompanhar-me-á nas férias.

 

A impaciência com a espera é uma boa sensação que se renova.

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:08 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

N.Crato já mete os pés pelas mãos nas mais variadas posições e desta vez nem se pode refugiar na questão financeira para além da troika. Deixou cair as componentes específicas da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades dos professores contratados e fica-se pela componente comum numa espécie de prova geral de acesso ao ensino superior que há uns anos conseguiu um estatuto menos ridículo antes de cair com estrondo. N. Crato entrou em contradição uniformemente acelerada.

 

A propósito da "excelência no ensino" segundo a mente dos Lurditas D´Oiro, recordo uma passagem de um texto, no Público, de Desidério Murcho que publiquei no Correntes, neste post de 11 de Junho de 2008 que inclui uma troca de comentário com o autor, e que tenho a certeza que o discurso enganador e de Eduquês II de Crato subscreveria.

 

"(...)Um bom professor, seja de que matéria for, tem de dominar até à letra H se leccionar até à letra D. Não pode dar-se o caso de andar a leccionar até à letra H dominando apenas as matérias até à letra D. Mas não se deve encarar como escandaloso que um professor não tenha os conhecimentos que devia ter. Afinal, o mundo não é perfeito e as universidades que os formaram também não. O que importa é partir dessa realidade e fazer algo que seja construtivo. E o que há de construtivo a fazer é, cooperando, criar estruturas que permitam que quem sabe mais e conhece melhor as bibliografias relevantes possa partilhar os seus conhecimentos com os colegas. Enquanto na escola não houver uma atitude de genuína partilha de conhecimentos, o ensino será só a fingir(...)"

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 19.07.14

 

 

 

 

O tratamento dado aos professores pelos últimos governos é de tão baixo nível que já faltam adjectivos.

 

Quando somos alvo de várias injustiças, e ainda por cima frequentes e prolongadas no tempo, ficamos ainda mais atentos. Para além de nos termos confrontado com um coro generalizado de Lurditas D´Oiro, tivemos agora que gramar com Cratianos e Silenciosos.

 

Estou a raciocinar por indução através da leitura do badalado texto de hoje, no Público, de Pacheco Pereira sobre a prova de ingresso para os professores contratados. A crónica é forte e justa. É claro que o Lurditas D´Oiro não dá opinião sobre a justeza da prova e nem foi isso que me chamou à atenção. O que me pica a derme é o silêncio "socialista-e-da-esquerda-congénere" que faz do texto de JPP uma voz isolada no mainstream. Já devia estar habituado, sei disso.

 

Do tal texto retirei o seguinte (ponham os cintos; o bold é meu):

 

 

"(...)A história mais recente e que me fez escrever este artigo foi a desfaçatez do truque que o Ministério da Educação usou para marcar os exames aos professores com três dias úteis de pré-aviso, caindo do céu da surpresa no fim de Julho, com grande estrondo. Na verdade, são teoricamente cinco dias, o mínimo exigido por lei, mas só teoricamente. O truque foi pré-assinar um despacho em segredo, no quinto dia divulgá-lo no Diário da República a contar do dia da sua assinatura, para que na prática faltassem, após o anúncio ser conhecido, apenas três dias úteis até ao exame, 17, 18, e 21 de Julho. Professores que já estavam a receber o subsídio de desemprego, que já estavam de férias, e que não sabiam que iam ter um exame para que é suposto prepararem-se, cai-lhes em cima uma data que é já praticamente amanhã. Nem o gado é suposto ser tratado assim, mesmo quando vai para o abate.(...)"

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:40 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Museu Nacional Machado de Castro

 

Coimbra 2014

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:49 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 18.07.14

 

 

 

 

A falta de prestação de contas tem sempre um efeito de retorno; mesmo que simulado.

 

Há uma constante no que levamos de milénio: os políticos sociais-democratas, socialistas de terceira via e neoliberais associados aos colunistas económicos seguiram os ultraliberais do poder económico, acusaram os grupos profissionais a abater de não prestarem contas e de serem grandes despesistas. Como panaceia, os políticos em exercício ou em estado de campanha eleitoral montaram ardilosos monstros burocráticos para avaliar o desempenho e exigir accountability (como gostavam de repetir).

 

Perante a hecatombe de 2007 e uma vez escancarada a corrupção que perpetravam ou apoiavam como ideologia liberal (santa ingenuidade ou serventia oportunista), situaram-se longe da responsabilidade.

 

Há tempos foi Durão Barroso a abandonar o barco para ver se continua a navegar; numa aparente contradição, não se coibiu de culpar o BPN, o BPP e as PPP's como quem não tem qualquer conta a prestar; nem política. É uma festa.

 

Mas o mais risível já tem três dias: César das Neves, esse economista mais friedmaniano do que qualquer habitante de Chicago, profetiza o "BES como o maior escândalo financeiro da história de Portugal". Talvez fosse bom que alguém lhe explicasse que os "salgados-lusitanos" são uns meninos de coro ao pé dos congéneres norte-americanos, alemães (sim, alemães) e franceses para que C. Neves não entre em depressão. Claro que neste caso há sempre que considerar a humana história dos ratos e dos navios.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:57 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

 

 

Nuno Crato: política de golpadas

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 17.07.14

 

 

 

 

N. Crato disse, como "conclusão prática", que a existência de 26.500 candidatos para 2.000 lugares no último concurso de vinculação para professores contratados tranquilizava o MEC, que, por isso, não haverá falta de professores nos tempos mais próximos e que, subentendeu-se, pode continuar a tratar para além da troika os que estão em funções ou os que aspiram a isso. Sublinhou o argumento nas últimas entrevistas a propósito do número elevado de professores em "fuga" através das rescisões.

 

Alguns dos que acreditaram em N. Crato tomaram como verdadeiro o seu discurso em nome da elevação do "professor". Imagino, e nota-se bem, a desilusão. A única medida de "elevação" que se conhece do ministro é, na sua tortuosa lógica, a prova de ingresso para os professores contratados. No resto, e mesmo nas questões muito remotamente financeiras, N. Crato nivela por baixo, com desconhecimento e recheado de preconceitos contra a escola pública.

 

Voltando aos 26.500 candidatos, e sem querer maçar os leitores com detalhes, é bom que se saiba que há grupos de recrutamento, como se diz agora, que a breve prazo não terão candidatos desempregados e muito menos alunos no ensino superior ou nos cursos do ensino secundário que indiquem essa preferência. Mas já se sabe: o actual ministro é especialista no "vale tudo" que parece que tanto criticou.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:47 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

O MEC remarcou para o próximo dia 22 de Julho a prova de ingresso para os professores contratados sem informar quem quer que seja. Fê-lo três dias úteis antes da prova e numa espécie de marcação clandestina. O actual MEC vive num ambiente de soberba, provocado pelos números elevados de desempregados nesta área, em relação aos professores a que voltarei num próximo post

 

Percebe-se a revolta num processo injusto e impregnado de polémica. Compreendem-se as reacções e veremos como é que a coisa termina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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paulo guilherme trilho prudêncio às 09:22 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 16.07.14

 

 

 

 

Se o número de vagas para o ensino superior já caiu para níveis de 2008, veremos o que acontecerá com o número de candidatos. A descida desta última variável contiunará nos próximos anos e convenço-me que atingirá até as áreas com mais vagas: engenharias, ciências empresariais e saúde.

 

Para tapar o descalabro bancário associado à corrupção e aos offshores (hoje já ninguém duvida que foi assim), o Governo para além da troika decidiu que o alvo principal dos cortes a eito seria o ensino não superior (o ensino superior encolheu os ombros). A tragédia agravou-se com a alteração de sentido dos fluxos migratórios e com o empobrecimento generalizado de quem "contribuiu" para a "saúde" dos banqueiros. A quebra da natalidade acentua a "incerteza" com o futuro.

 

O número de alunos do não superior diminuiu e as condições de realização do ensino (aumento dos alunos por turma e por aí fora) pioraram. Há, naturalmente, mais alunos no ensino secundário (escolaridade obrigatória até ao 12º ano), mas com números muito inferiores ao esperado uma vez que as ofertas fora do ensino regular já ultrapassam os 50%. A situação agrava-se com o empobrecimento que obriga os alunos a não escolherem o curso de ciências e tecnologias no ensino secundário por impossibilidade das depauperadas finanças familiares e Portugal abandonou, como se sabe, o ensino de adultos.

 

 

 



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Politiquices - 1

 

 

Colo a passagem final:

 

 

 

 

 

 



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Aqui.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:41 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

É, realmente, preocupante o comportamento (observação do mundo real) do indivíduo assinalado com o círculo vermelho.

 

 

 

 

 

 

 

Imagem encontrada na rede sem referência ao autor.

 

 

 

 

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 09:59 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Terça-feira, 15.07.14

 

 

 

O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, é imperdível. À excelência do acervo acrescenta-se um espaço muito agradável. Mas este post fica-se pela exposição temporária e por um painel de Mário Vitória integrado no projecto Alice. É um género de desenho que me fascina e nem sei se se tornará num clássico. Fotografei-o, devidamente autorizado, e partilho-o sem muitos comentários. Repare-se, por exemplo, na quantidade de polvos que preenchem o espaço europeu de que Portugal faz parte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 14.07.14

 

 

 

 

 

 

 

Nuno Crato tem sido interrogado por jornalistas por causa do elevado número de professores que querem rescindir com o MEC. Ao que julgo saber, existem 93 milhões de euros para rescisões, mas as solicitações, cerca de 4000, já vão em mais de 400 milhões. E se as condições do programa fossem mais favoráveis, os números da "fuga" andariam pelos 30 a 40 mil.

 

Recebi um email com um link para o Observador donde tirei a primeira imagem. Escolhi para a segunda imagem, lá mais abaixo, uma parte da entrevista a Nuno Crato no último Expresso.

 

Nas duas entrevistas (até perecem uma só), Crato culpa a indisciplina e desresponsabiliza o aumento do número de alunos por turma. Aponta um número em que vale tudo: uma média de 22 alunos por turma no ensino não superior, na média da OCDE e que já se verificava em 2009. Ou seja, faz uma média incluindo as turmas do 1º ao 12º anos de escolaridade e faz uma espécie de mescla: turmas com alunos inibidores, turmas de cursos CEF, turmas de cursos profissionais, turmas regulares e turmas regulares de opções. Interroguem-se os professores e, se houvesse uma réstia de confiança nesses profissionais, saber-se-ia que as turmas têm excesso de alunos.

 

Estes assuntos exigem muita tecla, mas é óbvia a interrogação dos jornalistas: depois do que disse, não devia diminuir o número de alunos por turma em vez de aumentar? Claro que devia diminuir. Nenhuma turma devia funcionar com mais de 24 alunos em qualquer ciclo de escolaridade, as turmas com alunos inibidores da sua formação com 18 (para 2) ou 20 (para 1) e as turmas dos vocacionais, profissionais e opções com um máximo de 16 e em alguns casos 12. Mas já se sabe que Crato é para além da troika e que não tem coragem para o assumir. Limita-se a mistificar assuntos sérios.

 

O ministro revela, naturalmente, um apego à concorrência entre escolas. É adepto do mercado escolar. Devia saber que onde esse mercado já está instalado em Portugal, e se considerarmos que o eduquês menos sensato, como o de Crato, olha para os encarregados de Educação como "clientes-tout-court", os encarregados de Educação que mais contribuem para a indisciplina impõem a sua cultura às escolas que cada vez mais dependem da matrícula dos seus educandos. Isso é fatal e alastra-se numa sociedade demasiado ausente como a nossa.

 

A destruição do estatuto dos professores no que levamos de milénio é a causa principal da "fuga" e só não conclui assim quem não põe os pés numa sala de aula.

 

Sejamos claros: há mais de 10 anos que a profissionalidade dos professores não recebe uma notícia positiva e é preciso uma boa dose de cinismo para vir agora argumentar com o "desgaste de uma profissão difícil" depois dos cortes a eito para além da troika e de toda a tralha de eduquês II associada. E é ainda mais grave se considerarmos a campanha eleitoral do actual Governo que denunciou a confessada guerra aos professores perpetrada pelos executivos de Sócrates.

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:32 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

 

A propósito do post "Uns eternos arrependidos" em que manifestei alguma perplexidade por Carlos Fiolhais tanto ter apoiado Nuno Crato e ser agora um crítico contundente das políticas do ministro, recebi, de uma leitora identificada, um link para um post, "Carlos Fiolhais faz o panegírico de Nuno Crato", de António Nabais no Aventar.

 

O professor e blogger fez, em 26 de Novembro de 2012, uma crítica detalhada às opiniões de Carlos Fiolhais. O melhor é ir ler o post, mas fiz umas imagens das passagens mais significativas que deixo à reflexão. É muita mudança no pensamento estrutural em tão pouco tempo que vai do reforço do ensino privado à gestão escolar e passando, ao que parece, pelo ensino dual; enfim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 13.07.14

 

 

 

 

 

 

 

 

No final do concerto de António Pinho Vargas percebemos que na noite seguinte haveria outro espectáculo integrado no Colóquio Internacional Epistemologias do Sul - Projecto ALICE (CES-UC), denominado "BAILEnquanto" (11 de Julho de 2014), às 22h00, no Pátio da Inquisição em Coimbra. O nome do local tinha uma forte relação com o tipo de espectáculo.

 

Chegámos às 21h30 e desconhecíamos que no Pátio existe um restaurante. Esteve cheio a noite toda. Apanhámos uma mesa bem à frente e acompanhámos os derradeiros preparativos. Às 21h45 já havia música e chegaram os elementos dos 5ª PunKada constituído por pessoas com paralisia cerebral que se mostravam ansiosos com a sua actuação que seria a primeira do espectáculo.

 

 

 

 

Às 23h10, uma hora e dez minutos depois (sim, 1h10) da hora prevista para o início e repetindo o que relatei em relação ao dia anterior, um elemento da organização desabafou para alguém que estava ao nosso lado: "é intolerável. As pessoas do colóquio estão atrasadas e não esperamos mais. Vamos começar". As cadeiras destinadas às tais entidades foram ocupadas pelo público anónimo.

 

 

 

 

 

Os 5ª Punkada tocaram dois temas. Encontrei um vídeo, que pode ver mais abaixo, com outro tema do grupo. Vale a pena ouvir, embora confesse que achei as melodias algo mainstream. Não percebi a 1h10 de atraso, já que as entidades chegaram a meio do primeiro tema, saíram antes do final do segundo e nem assistiram ao resto de espectáculo que tinha gerado alguma expectativa com o anúncio do dia anterior, com a literatura disponibilizada nas redes sociais e que pode consultar no primeiro link que indiquei.

 

 

 

 

 

O espectáculo BaileEnquanto foi muito exigente. O barulho constante e ensurdecedor da multidão que permanecia no restaurante Pátio, e na sua esplanada, impediu a audição da maioria das intervenções teatrais. Foi pena. Salvou-se a componente multimédia. Resistimos quase até ao fim.

 

  

 

 

  

Um vídeo dos 5ª Punkada com cerca de cinco minutos.

 

 

 



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Sábado, 12.07.14

 

 

 

 

 

 

O concerto, de entrada livre, de António Pinho Vargas era às 20h00 (10 de Julho de 2014) no imperdível Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, e tudo fizemos, e conseguimos, para chegarmos uns 15 minutos antes.

 

O concerto estava integrado no colóquio internacional "epistemologias do sul" organizado pelo CES da Universidade de Coimbra.

 

O local, belíssimo, foi uma óptima escolha e o clima condizia: céu limpo, boa temperatura e sem vento. Às 20h00 a "sala" estava lotada com excepção das três primeiras filas reservadas para as entidades do congresso.

 

 

 

 

 

Às 20h20 chegaram as primeiras pessoas destinadas às cadeiras reservadas e ouvi alguém da organização desabafar para uma delas: "está difícil segurar o pianista".

 

 

 

 

 

 

Às 20h40 chegaram as entidades onde se incluía quem tinha de discursar. Devo precisar que esta coisa do atraso repetiu-se no dia seguinte. Contarei os detalhes num próximo post que terá como título "Os 5ª Punckada no Pátio da Inquisição".

 

 

 

 

O extraordinário concerto começou de seguida e António Pinho Vargas esteve em elevadíssimo nível, se me permitem, com quatro temas.

 

 

 

 

 

No final do segundo tema, o compositor fez um discurso devastador para o desprezo em curso pelas políticas culturais. Referiu-se a um artigo recente do JL que o considerou o maior compositor português vivo e classificou-se um excluído há décadas por causa de temas "com a etiqueta jazz" como a "Dança dos Pássaros"; uma coisa menor, portanto. 

 

 

 

 

Foi com esse conhecido tema que abriu o concerto e confesso: sou um ouvinte compulsivo desta música de Keith Jarret, só posso sublinhar que somos um país sem emenda e se o caro leitor estiver para perder uns cinco minutos pode ouvir a tal dança no vídeo que se segue.

 

 

 



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Sexta-feira, 11.07.14

 

 

 

 

 

"(...)Suponhamos agora que começo a pensar eticamente, a ponto de reconhecer que os meus interesses, pelo simples facto de serem os meus, já não podem contar mais que os interesses alheios. Em lugar dos meus interesses, tenho agora de tomar em consideração os interesses de todas as pessoas que serão afectadas pela minha decisão. Isso exige que eu pondere todos esses interesses e adopte a acção que tenha maior probabilidade de maximizar os interesses dos afectados (...)."

 

 

 

 

 

Peter Singer (2000:02); Ética Prática; Gradiva;

Tradução de Álvaro Augusto Fernandes.

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 17:55 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

 

 

 

 

"Existe no homem moral abandonado a si próprio um ponto em torno do qual todas as paixões, todas as forças que o dominam se equilibram. Este ponto é análogo àquilo que designamos nos corpos por "centro de gravidade": eu chamo-lhe centro moral."

 

 

 

L.-A. Quételet (1796-1874).

De l´homme.

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 15:50 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 10.07.14

 

 

 

 

 

 

“(…)Não há qualquer razão logicamente imperiosa para pressupor que uma diferença de capacidade entre duas pessoas justifica quaisquer diferenças na consideração que damos aos seus interesses. A igualdade é um princípio ético fundamental e não um enunciado de factos. Compreendê-lo-emos melhor se retomarmos a abordagem universal do juízo ético. (...)Mas o elemento fundamental - a consideração dos interesses das pessoas, quaisquer que sejam - tem de aplicar-se a todas as pessoas, independentemente da raça, sexo ou desempenho num teste de inteligência.(...)"

 

 

 

 

Peter Singer (2000)

Ética Prática. Gradiva

 


paulo guilherme trilho prudêncio às 15:46 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

Imagem encontrada na rede sem referência ao autor.

 

 

 

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 11:44 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 09.07.14

 

 

 

 

 

 

Passos Coelho disse ao que vinha: revolucionar o país com uma "destruição criadora" através do empobrecimento, da emigração e de uma revisão profunda da constituição. Afirmou-se para além da troika, enquanto disfarçava o recuo constitucional, e essa espécie de PREC de sinal contrário só não é recordado porque vivemos tempos de eliminação das memórias de médio e longo prazos.

 

Na última reunião europeia dos ministros das finanças dos 28, Portugal foi o país mais ortodoxo na defesa da inflexibilidade do pacto de estabilidade e crescimento. Ao que se se vai sabendo, a ministra MLAlbuquerque advogou o radicalismo austeritarista com o comprovado flagelo que já impôs aos portugueses e contrariou as intenções do Governo que mais esperança transporta para a Europa: o italiano.

 

A imagem parece elucidativa. O presidente da reunião, o ministro holandês que há pouco tempo declarou um mestrado falso, parece muito satisfeito a cumprimentar esse génio das finanças que exerce as funções de ministra no Governo português. Devem estar a caminho do FMI.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:34 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

 

Não se percebe o que tem sustentado o apoio inicial sem limites aos últimos ministros da Educação. O facto torna risível o "discurso dos arrependidos", como se lê hoje no Público, "O pior do Crato", pelas teclas de Carlos Fiolhais. Fiolhais parece que é amigo do ministro, que conhece as suas ideias sobre ensino superior e investigação e que está desiludido.

 

Só que Crato é também ministro do ensino não superior. E quem o conhecia nesses domínios, apressou-se a avisar que Crato estava impregnado de preconceitos contra a escola pública, de elitismo e que nada sabia de gestão escolar onde não se conhece uma frase do seu pensamento. Tudo comprovado. O contágio ao ensino superior e à investigação foi, ao que parece, apenas uma questão de tempo.

 

Até o eduquês, que importou de Marçal Grilo, sempre se pareceu com o do crítico original: uma espécie de versão II que na prática resultava em mais do mesmo. As polémicas à volta do excessivo linguajar das ciências da Educação são apenas uma milionésima parte do inferno informacional em que mergulhou a gestão escolar e os últimos ministros limitaram-se a acrescentar ruído.

 

Será também por padecerem do mesmo desconhecimento, e quiçá dos mesmo preconceitos e por aí fora, que os eternos arrependidos são, para nossa desgraça, os laudatórios iniciais?

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:24 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

 

Quanto vale meio professor?

 

 

 

Mais um excelente texto do Paulo Guinote.

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:21 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 08.07.14

 

 

 

 

 

 

Impressionou-me, no final de dois ou três jogos, o descontrolo emocional dos jovens jogadores brasileiros. Lembrei-me demasiado dos gladiadores dos circos romanos. Este campeonato tem tido muito descontrolo emocional e não apenas por parte dos canarinhos.

 

Já tinha registado também a fragilidade organizacional da equipa que dispõe do melhor conjunto de jogadores. Hoje conjugaram-se os dois factores negativos e a Alemanha não perdoou.

 

Há muito que apoio o Brasil nestas competições, mas desta vez os nossos irmãos não estavam preparados para mais. Falta saber como seria se o capitão e Neymar tivessem jogado, mas não me parece que fosse muito diferente.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 22:59 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Passava pelos órgãos de comunicação social e parei no terceiro com "receio" de estar a viver numa economia emergente sem dar por isso. A coisa conta-se com poucas linhas e imagens.

 

Anda por aí a OCDE e ouvi as conclusões de um jornalista da TSF seguidas de uns devaneios desse CEO e Guru da gestão que exerce funções de chefe do Governo que me deixaram com o sorriso igual ao da audição da última tirada de Passos Coelho: "estamos a criar uma sociedade de pleno emprego".

 

Parece que a OCDE anuncia um crescimento do PIB até 2020 por obra das reformas estruturais (essa expressão mágica que preenche os vazios das sinapses).

 

No Público é de 3,5%.

 

 

 

 

 

No Expresso subiu para 5,5%.

 

 

 

 

No Ionline atingiu 8,5%.

 

 

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Ainda passei no angolano SOL, mas desconheço as relações da família (Espíritos e) Santos com a OCDE (o jornal é mesmo bélico: fala em disparar o PIB). Nem me atrevi a passar pelo novel Observador de JMFernandes que era um fervoroso Lurditas D'Oiro até 2007, passando depois a um registo oposto e igualmente fervoroso. Enfim: o Observador pode ter o PIB 2020 com mais ou menos 20%.

 

Dos restantes nem é bom falar, claro.

 

A nossa desconhecida emergência medir-se-á em crescimento ou em desconfiança?

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:24 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:39 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:46 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 07.07.14

 

 

 

 

 

 

Mesmo que se veja boa fé nas teses de mercado total de Milton Friedman, a conclusão é óbvia: as ideologias totalitárias, do capitalismo selvagem ao comunismo, "esquecem-se" da natureza humana e originam desastres humanitários ou atingem objectivos contrários aos enunciados.

 

É evidente que a escola devia estar fora do mercado total. Para além da sua histórica natureza organizacional assentar na regra, na finalidade, na exigência e em processos de inovação e de emancipação social, o também eterno confronto entre a pedagogia e o senso comum não deve ser mercantilizado, porque o risco de sobreposição do segundo é elevado e relega o efeito de elevador social ou de gerador de igualdade de oportunidades do primeiro para uma ordem muito secundária.

 

É exactamente esse nivelamento por baixo que está a tomar conta de forma galopante do sistema escolar português, existindo concelhos em que a lei do mercado para obter alunos origina um vale tudo. É só dar asas à imaginação e ao conhecimento para presenciar comportamentos impensáveis, nomeadamente nas organizações privadas-encostadas-ao-Estado onde as ideias de desregulação e de mercado total originam desvios inclassificáveis que adulteram a deontologia dos profissionais da Educação em prejuízo de alunos e encarregados de educação.

 

São muitos os que apontam os exemplos nórdicos. Na Finlândia, com cerca de um século de independência, os professores são independentes de qualquer tutela, mesmo que inspectiva ou avaliativa, uma vez que a acção pedagógica lhes foi conferida pela sociedade para uma espécie de "evangelização" nos ideais de unidade nacional depois de séculos de ocupação: sueca durante mais tempo e russa num exercício temporal muito inferior.

 

Os finlandeses optaram claramente pelo primeiro vector no confronto da pedagogia com o senso comum. Já os seus invasores suecos, e depois de conviverem mais de um século sem analfabetismo, acharam-se em condições de estabelecer um mercado total. O desastre já foi assumido e o processo de "nacionalizações" em curso devia ser bem estudado.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:38 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:28 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 06.07.14

 

 

 

 

 

Os últimos governos da direita, PSD/CDS, alteraram a lei orgânica do MEC.

 

Durão Barroso eliminou 27 centros de área educativa (CAE´s) quando começavam a ter massa crítica e Passos Coelho extinguiu 5 Direcções Regionais de Educação (DRE´s), que deviam ter sido eliminadas em vez dos CAE´s, quando começavam a perceber a sua nova função. 

 

Tudo eliminado, eis que a mesma direita tem uma epifania de 180 graus e inventa um quadro orgânico com 308 agências municipais (sim, 308 porque nós somos uns 400 milhões; essa coisa dos 10 milhões e da quebra de natalidade é só para impressionar a malta dos fundos) depois de ter assinado centenas de contratos de autonomia com estruturas escolares inexistentes no sistema solar: os mega-agrupamentos.

 

Só uma nota e uma conclusão: os governos de direita referidos iniciaram os seus mandatos com a divisão do território entregue ao mesmo incompreendido estratega, como exemplo para a importância que dão ao assunto: Miguel Relvas. A conclusão é óbvia: não estamos na bancarrota apenas por culpa dos outros.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 22:14 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

Em Matosinhos, há (pelo menos) 135 professores para despachar

 

 

 

Depois da confessada, por António Costa, injusta "guerra aos professores" da autoria de Lurdes Rodrigues, dos cortes a eito para além da troika que tiveram os professores como alvo principal na administração central da autoria de Crato, só faltava que a escola pública e os seus professores tivessem que sofrer uma municipalização "tipo-patos-bravos" (eliminar um professor dará um prémio de 12500 euros para rotundas) com a assinatura dos aparelhos do arco governativo.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

Vitor Bento é o fã nº1 da expressão "viver acima das possiblidades". Vai dar o exemplo com o seu novo salário e se a malta da "família" fizer a troca de lugares seguinte alguém se admirará?

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:57 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 05.07.14

 

 

 

 

 

 

Parece que o "MEC propõe um prémio para as câmaras que trabalhem com menos docentes" que andará à volta dos 12.500 euros anuais por cabeça. É uma lógica transversal denominada por "prémio Audi", só que desta vez de gama baixa. Ou seja, os governos portugueses andam há mais de uma década a delapidar a imagem pública dos professores e agora conseguem um género de machadada final.

 

É evidente que podemos ficar o dia todo a discutir as competências que passam do MEC para os municípios e as que são retiradas à famigerada autonomia escolar e entregues ao poder local. Quando se repartem responsabilidades, deve sublinhar-se que estamos em Portugal e que o país é o que é.

 

O mais risível, e trágico, nisto tudo é o desnorte total deste desgoverno que dá razão aos que desesperam por eleições. Depois de andar à pressa a assinar, e a publicitar com toda a pompa, umas papeladas que se denominaram por contratos de autonomia com as escolas e os agrupamentos, muda de agulha e avança para uma municipalização que só pode ter resultado de alguma epifania que invadiu a cabeça de um qualquer Maduro inebriado com a estranja. Valha-nos não sei o quê, como se escreve neste editorial.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:56 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:42 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 04.07.14

 

 

 

 

 

Impressionaram-me, e impressionam-me, os empobrecidos da classe média que defenderam os corruptos, e os seus serviçais, convencidos que eram liberais de direita ou de uma qualquer terceira via. E nesse grupo incluem-se muitos professores que serviram de alguma forma "democratas-cristãos", "sociais-democratas" e "socialistas de vias diversas". É claro que a coberto da ingenuidade navegou muito oportunismo.

 

Já ninguém duvida que "o verdadeiro objectivo dos "planos de resgate" foi salvar bancos" com prémios no modelo-Gaspar e que as PPP´s continuam a derrapar e a sugar o Estado com os mentores a serem defendidos e eleitos pelas vítimas do saque em nome de um liberalismo que porá Adam Smith aos berros; esteja onde estiver. Há consciências à volta da corrupção que só Lacan saberá explicar.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:59 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

"A eventual transferência da tutela dos professores para os municípios é a questão que mais polémica suscita"e compreendem-se as razões. O caciquismo é um vício de forma que parece preencher de imediato a mente de um português assim que tem algum poder.

 

"Consigo escolher melhor os professores do que o concurso nacional", sentenciou há uns poucos anos um presidente de uma Câmara Municipal que pretendia assinar com o poder central um contrato tipo-cooperativa para as escolas do concelho que representa. Fiquei atento ao desenvolvimento de um processo iluminado por mais uma pessoa que não se considera incompetente e que não advoga que o verdadeiro serviço público assenta no desafio de melhorar as instituições com as pessoas que existem.

 

Os anos passaram, poucos como escrevi, e ouvi, de pessoas autorizadas, que esse concelho é um exemplo de contratação por amiguismo. Não me surpreendi, dá ideia que os concelhos mais voluntários para esta municipalização sofrem da mesma patologia e representam o arco da governação.

 

Uma das componentes mais críticas da administração portuguesa é a dupla desconfiança dos cidadãos: num poder central que inferniza com má burocracia a vida das pessoas e das organizações e que foi capturado pelo poder financeiro e pelos aparelhos partidários e num poder local onde vezes demais impera o caciquismo e uma péssima gestão do território.

 

Esta proposta requer, desde logo, que se clarifiquem dois aspectos nucleares da carreira dos professores: o seu estatuto e a sua contratação. A contratação deve obedecer à total transparência pública que é exactamente o contrário do que é praticado nas cooperativas de ensino que apoiam os mentores do guião da reforma do Estado que "fundamenta" a municipalização em curso e nas autarquias que se têm mostrado mais interessadas na gestão das escolas do ensino não superior. Se esta municipalização da Educação avançasse sem os requisitos que referi, bastaria uma década para se instalar mais um caos organizacional e relacional nas escolas.

 

 

 

 

Já usei parte deste texto noutro post.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 03.07.14

 

 

 

 

 

 

 

Chega. O caso GES/BES/PT/OI é bem demonstrativo do que se passou durante décadas à mesa do orçamento e como a corrupção sugou o país. Os do costume estão a pagar os desvarios e os beligerantes continuam a passar pelos pingos da chuva. A bancocracia, e as respectivas e seculares famílias, tomaram conta da democracia e construíram um monopolismo predador (enquanto continua, por exemplo, o gritante fecho de escolas).

 

Não partilho do basismo anti-EUA, mas vou reconhecendo a conclusão de Joseph Stiglitza corrupção ao estilo norte-americano tomou conta da Europa.

 

"O secretário da Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, revelou que estão na fase final processos criminais contra grandes instituições financeiras que no passado tiveram comportamentos que violaram as leis que se aplicam ao sistema.(...)". A revelação pode ser mais uma qualquer coreografia, mas prefiro que seja um sinal de esperança. As instituições financeiras que estão a arruinar as democracias, também em Portugal onde os banqueiros estão em vias de prisão ou de prescrição de crimes, têm de ser combatidas também pelo poder político. É uma espécie de salvação para que se evite uma guerra com proporções inimagináveis.

 

Há tempos fomos confrontados com a situação profissional de Vítor Gaspar no FMI: "(...)Vítor Gaspar vai receber um salário de 23 mil euros mensais isentos de impostos no Fundo Monetário Internacional (FMI). O ex-ministro das Finanças, que fará 54 anos em Novembro, pode pedir a pré-reforma após trabalhar três anos nesta instituição, segundo os estatutos da mesma.(...)Se o ex-ministro não optar pela pré-reforma, terá aos 65 anos direito à pensão completa que corresponde a 70 % do salário.(...)".

 

É bom que se sublinhe que o FMI é financiado pelos Estados; pelos nossos impostos, portanto. Foi assim que o poder financeiro aprisionou o poder político. Nos últimos anos conhecemos inúmeros casos semelhantes a este de Gaspar, percebemos como fizeram escola e como nos empurraram para o estado em que estamos colocando em causa até uma das maiores conquistas civilizacionais: o estado social. Podemos imaginar o que se passa nos EUA e na Europa. Os orçamentos que sustentam Washington e o eixo Bruxelas/Estrasburgo são denunciados como obscenos pela mais elementar sensatez em qualquer latitude.

 

Denunciar estas delapidações das finanças dos Estados não é inveja. A inveja existe, mas não tem as costas tão largas assim.

 

Philippe Legrain deu uma entrevista arrasadora ao Público que também ajudou a explicar o que estou a defender. O antigo conselheiro económico de Durão Barroso foi coerente e tecnicamente fundamentado ao desmontar a destruição produzida pela troika e acentuada pelo Governo português. Desconstruiu a narrativa, que o Governo português fomentou e implementou, que nos dilacerou e que colocou os do costume como "criminosos" que mereciam um castigo.

 

Os portugueses foram uma fonte de receita para um sector financeiro corrupto, como também estamos fartos de saber. É impensável que desta vez não haja uma qualquer accountability para os políticos que passaram o tempo a acusar os outros de falta de responsabilidade profissional, de preguiça e de gastarem em excesso.

 

Até Silva Lopes, antigo governador do Banco de Portugal e economista, apontou a corrupção como o "problema" português e reconheceu os progressos na Educação. Esta retórica é recorrente em algumas consciências do mainstream, mas a receita é sempre a mesma: corte nos do costume, desinvestimento na Educação por desgaste das "elites", coitadas, e redução da classe média para que os bancos corruptos (estou a pesar bem a escrita) mantenham a prescrição e a impunidade.

 

 

 

 

Já usei parte deste texto noutros posts.



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:06 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 09:25 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 02.07.14

 

 

 

 

É preciso um grande descaramento para anunciar uma sociedade de pleno emprego, mais ainda num "tempo de robotização" em que o desemprego estrutural é uma legítima preocupação. Passos Coelho iniciou o mandato para além da troika e provocou uma "destruição criadora". Na área a que estou mais atento, a Educação, mentiu tanto durante a campanha eleitoral que nem nos devemos admirar com estas tiradas.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:28 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Depois das políticas chavistas do Governo de Sócrates na Educação (o principal erro na opinião de António Costa), tivemos que sofrer o radicalismo ideológico da destruição criadora para além da troika. Se pensarmos bem, são extremos que se tocam e que nos obrigaram a empobrecer.

 

Mas a caricatura ainda mais relevante é o apelo da família Espírito Santo ao apoio venezuelano. O GES, que, ao que julgo perceber, vai além do BES, está em estado de desespero salvífico e as coisas que se vão sabendo com a zanga das comadres.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:08 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 09:51 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 01.07.14

 

 

Pedido de divulgação da Associação Nacional de Professores Contratados.

 

 

URGENTE: Prazo de prescrição de acções judiciais contra o MEC – Vinculação

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 23:42 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

"Mais de 3500 professores pediram para rescindir contrato com o Estado" e seriam, no mínimo, dez vezes mais se o programa fosse mais favorável, se abrangesse de igual modo os professores das diversas disciplinas e com garantias para o período anterior à reforma.

 

Ainda há dias se soube que "nove em cada dez professores do 3º ciclo sentem que são desconsiderados pela sociedade" e, também há pouco tempo, António Costa denunciou que o Governo de que fez parte instituiu uma injusta guerra aos professores que foi o principal erro dessa trágica governação.

 

Ou seja, os professores portugueses estão quase há uma década a serem desconsiderados diariamente com reflexos nas condições de realização da sua profissionalidade. Não admira, portanto, que a fuga esteja instituída.

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:38 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:18 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 30.06.14

 

 

 

 

 

Se um dia os denominados Jihadistas recuperarem Granada e Córdoba com a ideia de dominarem a Penísula Ibérica (o Gharb al-Andalus incluía o que é hoje o território português, o Alhambra demonstra como isso foi possível e não se pode dizer que a história não se repete) do mesmo modo que estão a erguer um Califado na Síria e no Iraque, há uma interrogação que devemos colocar: com o despovomento em curso, quanto tempo é que a malta de Lisboa e Porto demorará a pereceber a ocupação do interior?

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:54 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

 

 

O Governo foi para além da troika, acreditou numa destruição criadora e promoveu políticas de desigualdade que protegeram os mais ricos (os tais 1%). É factual, foi assumido pelos próprios numa lógica arrepiante de serventia à malta dos salões e da alta finança que tem da ética e da democracia uma visão longínqua.

 

 

Ontem, um SE da saúde acusou a ordem dos médicos de "parecer um sindicato". Mas estes governantes queriam o quê? Atingiram os do costume por vício e norma, governaram para além da legalidade e esperavam que as instituições existentes não defendessem o que consideravam justo? Afinal, e se estamos em estado de excepção, até podem agradecer a brandura dos atingidos.

 

 

 

 

Ainda hoje a comunicação social faz eco das conclusões do relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde que são arrasadoras para o Governo: "ignora o sofrimento das pessoas", "síndroma de negação do efeito da crise na saúde" e por aí fora.

 

Portugal é governado por um grupo fora-da-lei que transformou o país numa coutada dos interesses mais egoístas.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:43 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

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