Em busca do pensamento livre.
Quinta-feira, 27.08.15

 

 

 

Pelo que percebi e não vou confirmar, o PS passou a designação "universidade de verão" para "acampamento". Julgo que a coligação mantém os jotinhas numa espécie de recruta, outrora obrigatória, com direito a lavagem cerebral ao jeito relvista enquanto os socialistas encarnam o espírito da coisa com a ideia de semana de campo. Pode ser que a crise dos aparelhos seja levada a sério e passem a organizar encontros de militantes e convidados.

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  Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.



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Quarta-feira, 26.08.15

 

 

 

 

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  Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.



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Terça-feira, 25.08.15

  

 

Este post, e para sublinhar o espírito do que vai ler, foi integralmente produzido num Iphone. Por isso, um ou outro detalhe de formatação escapa ao habitual.

 

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É imperdível o filme, em jeito de documentário, do dissidente iraniano Jafar Panahi. Num Táxi, e recorrendo a dois aparelhos subversivos, um IPhone e um IPad, o realizador constrói uma trama que começa e acaba com uma fusão entre duas espécies: o assaltante que se afirma justiceiro e o homem do regime praticante da censura.

 

Em Lisboa, o filme pode ser visto na boa sala do Cinema Ideal que promete afirmar-se com cinema alternativo.

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  Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.



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Segunda-feira, 24.08.15

 

 

 

 

 

 

À espera do início de mais uma "performance" do Festival de Dança de Viena, ImpulsTanz Peformance 2015.

 

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Imagens da performance de Keith Hennessy (USA).

 

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 Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.

 



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Domingo, 23.08.15

 

 

 

 

 

Pensámos, em 2007, que a hecatombe financeira correspondeu a uma lição "definitiva" para o ultraliberalismo. Constatamos, em 2015, que o modelo se reinventou e que regressa de forma ainda mais gulosa e menos escrupulosa.

 

 

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Mumok museum. Viena. Agosto de 2015.



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  Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.



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Sábado, 22.08.15

 

 

 

 

Estar uns oito dias por Viena permite sentir o pulso a uma cidade sem fim. Havia programa para triplicar o tempo da estadia. Arquitectura, modernidade, história, design, artes em sucessão e tudo pensado para quem vive ou anda por ali. Em Viena olha-se o céu e escapa-se ao cabisbaixo fatalismo local que se sente pouco depois do regresso: saliência para as pedras da calçada enrugadas por décadas de caciquismo e de jogos de poder sem mais.

 

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Museumsquartier. Mumok museum. Viena. Agosto de 2015.

 

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 Graben. Viena. Agosto de 2015.



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 Albertina museum. Viena. Agosto de 2015. 



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Sexta-feira, 21.08.15

 

 

 

 
 
Cortesia inexcedível do Calimero Sousa.
 
1ª edição em 17 de Junho de 2013.
 
 
 
 


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 Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.

 



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Quinta-feira, 20.08.15

 

 

 

Partindo da lógica Hegeliana e da inerente concepção dialéctica da categoria "contradição", em que o desenvolvimento se faz pelo reconhecimento e ultrapassagem dos diversos conflitos, Hubert Hannoun construiu um conjunto de teses no âmbito das correntes pedagógicas que me ajudaram a nortear o ensino por volta da década de oitenta numa fase em que a proliferação de propostas atingia um auge significativo.

 

Afinal, Hubert Hannoun, considerado um pedagogo marxista e arrumado por muitos na gaveta dos ultrapassados, apenas propôs o óbvio: ao mestre competia escolher a grande maioria dos conteúdos, seleccionar os objectivos e assumir a responsabilidade pelo ensino e pela avaliação dos alunos; nada de dramático, portanto. Mas para chegar aí, Hubert Hannoun desmontou e arrumou em grupos as teses conhecidas.

 

Considerando o vasto elenco dos conflitos da Educação, o autor centrou os seus estudos na relação contraditória professor versus aluno (CPA) estabelecendo "os conteúdos de ensino" como elemento mediador da relação.

 

Pegou na história e considerou três grupos de teses:

  • um que negou a contradição CPA - a tese da harmonia - com o lugar cimeiro atribuído ao psicoterapeuta Carl Rogers e às suas relações empáticas (as propostas rogerianas foram bem sucedidas nas relações individualizadas, mas mostraram-se desastrosas quando aplicadas aos grandes grupos de alunos na organização tradicional das escolas);
  • e outros dois grupos, que aceitaram a existência da CPA - as teses do desequilíbrio - mas que sobrevalorizaram à partida um dos elementos do conflito: as do magistercentrismo (professor rei, digamos assim), com expoentes como Alain, Dewey e Durkheim, e as do pedocentrismo (aluno rei, digamos assim), com expoentes como Freinet, Montessori e Summerhill.

Hubert Hannoun propôs a tese da ultrapassagem com os conteúdos de ensino como intermediadores do conflito. Só se ensina o que se sabe e a garantia dessa autoridade é o oxigénio da democracia: no presente e no futuro e tanto ontem como hoje.

 

Parece-me que este é o debate que mais importa fazer em Portugal. Num tempo sobreaquecido e de crise das instituições (da escola também), o lugar da hierarquia de soluções é de novo imperativo; é curial encontrar o fio condutor de que falava Confúncio:

 

- Pensas que sou um homem culto e instruído?

- Com certeza - respondeu Zi-gong. - Não é?

- De modo nenhum - disse Confúcio.

- Simplesmente descubro o fio da meada.

Sima Quian, "Confúcio")

 

 

 

 

"Os conflitos da educação" de Hubert Hannoun, foi traduzido por Maria Antónia Morais Miranda e publicado em 1980 pela Socicultur na colecção Biblioteca de Pedagogia.

 

 

 

(1ª edição em 12 de Outubro de 2009. Reescrito.)



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 Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.

 



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Quarta-feira, 19.08.15

 

 

 

 

 

 

“Não há que recear ou esperar,
mas procurar novas armas”.

 

 

 

 

Deleuze, Gilles,
em Política e Modernidade,
página 11.



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 Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.

 



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Terça-feira, 18.08.15

 

 

 

É risível o "regresso", nesta altura, da Parque Escolar.SA. O montão de euros é decidido por Bruxelas, a exemplo do que aconteceu com Sócrates na desorientação europeia no pós-crise-do-subprime. As culturas pato-bravistas, partidocratas e bancocratas aceleraram a bancarrota. Depois de tudo o que se disse na campanha eleitoral anterior sobre as obras escolares, é um momento alto do ridículo que um ministro falhado, e há muito demissionário, se preste a este papel. Ainda vamos ver Crato a suspender exames que ideal(log)izou a eito e em modo industrial.

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 Albertina museum. Viena. Agosto de 2015. 



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Segunda-feira, 17.08.15

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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  Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.

 



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Domingo, 16.08.15

 

 

 

A coligação aumentou o "emprego público em cargos de confiança política e destruiu 72,7 mil empregos desde 2011. O maior ónus recaiu sobre a Educação e a Ciência, que representam 43% do total. O não superior já só tem 128 mil professores", sendo que cerca de 30 mil leccionam nas cooperativas de ensino: os denominados privados financiados pelo Estado. Em 2005, estes números andavam pelos 180 mil.

 

Há muito que se sabe que os professores , do não superior, foram os "escolhidos" da coligação para os cortes a eito. A estratégia foi inaugurada pelo governo de Durão Barroso e fortemente assumida pelo de Sócrates.  Os professores lutaram isolados contra a fatalidade e só em 2011 sentiram alguma solidariedade quando a tragédia se tornou transversal. Dá ideia que é um tema tabu para a campanha eleitoral num momento em que a coligação "avança" com mais "privatização" no sistema escolar e em que o PS discorda sem dizer do quê.

 

 

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Músicos de rua. Viena. Agosto de 2015.



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 Albertina museum. Viena. Agosto de 2015.

 



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Sábado, 15.08.15

 

 

1ª edição em 11 de Janeiro de 2012.

 

 

 

Peso bem o que escrevo e recebi alguns emails a propósito deste post onde escrevi que "(...) mesmo entre nós, e no caso do sistema escolar, o arco-governativo não descansou enquanto não eliminou o poder democrático das escolas substituindo-o por uma amálgama com o pior do PREC e da ditadura de Salazar. (...)". Dizem-me que posso estar a exagerar na preocupação com o regresso a um passado que parecia arredado da possibilidade histórica e do futuro.

 

Se fizermos um exercício de memória, saberemos que no período que antecedeu o 25 de Abril de 1974 os directores das escolas eram nomeados pelo poder central e que a dificuldade no conhecimento das personagens no mais recôndito dos lugares era superada pela informação do partido único do regime: a União Nacional. A escolha que as graças determinassem recebia o mandato e a não limitação temporal do seu exercício.

 

Os mais distraídos devem saber que muitos dirigentes dos partidos que nos vão governando defendiam, e defendem, a nomeação pelo poder central dos directores escolares, após auscultação das estruturas locais do respectivo partido político, e que só se depositou a sua eleição nos actuais Conselhos Gerais porque o critério obedeceu à lógica experimentada pelo PREC (os extremos tocam-se), onde as populações se apropriaram do poder das instituições do estado numa prática que se revelou desqualificada e promotora da ausência de profissionalidade e de prestação de contas. Foi assim e já só estamos a um passo da plena realização.

 

No período que antecedeu a revolução dos cravos, a esmagadora maioria dos professores não pertencia aos quadros e não progredia na carreira. Os que conseguiam uma posição mais profissional ou obedeciam aos ditames do regime ou eram empurrados para uma situação censurada e de exclusão vinculativa. 

 

Existia uma obsessão com os denominados saberes essenciais. Esse empobrecimento civilizacional foi contrariado anos depois do 25 de Abril de 1974 e permitiu à sociedade portuguesa uma cavalgada impressionante na aproximação à sociedade da informação e do conhecimento que se veio a estabelecer.

 

Perante os factos, e podiam ser muitos mais, convenço-me que temos razões para temermos uma regressão civilizacional que abalará os alicerces da democracia. Se o argumento decisivo é a redução da despesa, importa questionar, como, de algum modo, se fez na altura, a razão que leva a neo-União-Nacional a não prescindir do desvario na gestão de fundações, de PPP´s ou da administração local. É que, e continuando a fazer paralelismos, não se percebe o que queremos quando afirmamos que o sistema escolar é uma prioridade nacional.

 



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Morte e Vida de Gustav Klimt.

Leopold Museum. Viena. Agosto de 2015.



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Sexta-feira, 14.08.15

 

 

 

 

 

Um dia depois de se saber que "a economia Grega cresceu, de forma surpreendente, 0,8% no segundo trimestre de 2015", os média portugueses ignoram o assunto. Dá que pensar, realmente, uma vez que os mesmos se apressam a anunciar números parecidos, 0,4% (1,5% homólogos), em Portugal. Há inúmeros trimestres que os gregos estavam em recessão. É espantoso que a economia grega apresente estes resultados num período conturbadíssimo em termos políticos com um Governo "excluído" pelos parceiros e pelos mercados. Há, desde logo, uma conclusão acertada: a malta dos casinos faz "crescer" quem quer e quando quer.

 

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Mumok museum. Ludwig goes pop. Viena. Agosto de 2015.



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Torre de Babel de Pieter Bruegel.

Museu Kunsthistorisches. Viena. Agosto de 2015



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Quinta-feira, 13.08.15

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1ª  edição em 19 de Abril de 2009.

 

 

 

No dia da inauguração da Escola Básica Integrada de Santo Onofre, a 10 de Setembro de 1993, ocorreu uma pacífica invasão da comunidade tal era a curiosidade em conhecer uma escola que nasceu numa zona que há muito ansiava por uma estabelecimento de ensino com aquelas características. Um detalhe interessante desse dia marcado por uma natural euforia, constou do seguinte: cada fechadura, da grande maioria das cerca de duzentas portas do estabelecimento de ensino, tinha três chaves metidas numa argola e uma delas inserida na própria fechadura; nenhuma identificada. Uma zelosa funcionária da escola, e receosa pela sobrevivência das ditas, meteu-as todas num mesmo saco. Rico sarilho.

 

Durou anos o processo de ordenação dos chaveiros gerais e sectoriais e a necessária identificação de todas as chaves e portas.

 

Mas por incrível que possa parecer, mesmo o processo organizacional descrito foi ficando obsoleto.

 

E porquê?

 

É já bastante conhecido o modelo singular que caracteriza o ambiente organizacional que esta escola oferece no âmbito da sociedade da informação e do conhecimento. Foi tudo construído paulatinamente e do modo mais cooperativo que tive oportunidade de conhecer. Por isso as constantes visitas externas e o reconhecimento de governantes e de empresas especializadas, algumas de âmbito internacional, que se mostraram interessados em conhecer esta originalidade "in loco".

 

E já se sabe que a sociedade em rede exige transparência e alarga os conceitos de "espaço aberto". A rede administrativa chega a ter mais de uma centena de terminais a operar em simultâneo, permitindo aos utilizadores o acesso à informação em tempo real e apenas condicionado aos privilégios de acesso das suas "palavras chave".

 

Também as instalações foram cobertas, desde cedo, pelos mais modernos sistema de segurança electrónica.

 

Existe um local e um objecto que continuam a requer especiais cuidados de segurança: o cofre que se situa nas instalações dos serviços administrativos e o computador servidor das diversas redes informáticas que, estando nas mesmas instalações, é objecto dos denominados "processos de cópias de segurança" realizados diariamente.

 

Tudo isto se instituiu como um metabolismo devidamente testado e certificado que durou até ao presente.

 

Agora imagine-se que umas pessoas, que nunca tiveram o mais pequeno contacto com esta singular realidade, se consideravam capazes de dirigir este exigente conjunto de procedimentos e que tomavam como uma das primeiras e únicas medidas a seguinte: mudar as fechaduras das portas de acesso ao gabinete do Conselho Executivo. Isso não auguraria nada de bom.



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Tracey Emin, It’s Not the Way I Want to Die | 2005 © Courtesy Tracey Emin and White Cube

© Bildrecht, Vienna 2015

 

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Tracey Emin. Leopold Museum. Viena. Agosto de 2015. 



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Quarta-feira, 12.08.15

 

 

 

Joseph Stiglitz disse mais ou menos o seguinte: antes de escolhermos qualquer dos caminhos que se vão propondo para sairmos donde estamos, devemos perceber três coisas óbvias: a crise é artificial, a austeridade não é a solução e é mesmo o problema e a Alemanha é o obstáculo.

 

 



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Terça-feira, 11.08.15

 

 

 

 

 

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A localização é taxativa: a acção cívica prejudica-me e sou um alvo a abater pelo poder político local dominante. Há muito que me repetem a condição. São conhecidas as provas e duas eleições acentuaram as certezas de quem conhece os corredores destas decisões.

É natural, portanto, que pense no assunto e que faça um qualquer balanço.

Assim de repente, já disputei, em quase três décadas, duas dezenas de eleições escolares na espécie de Madeira em que habito. Sempre como alguém que faz da acção cívica na defesa da escola pública um exercício de risco. Mas uma defesa com provas dadas, também em nome da ambição organizacional, da inovação e da qualidade e como primeiro numa equipa ou em modelo unipessoal.

Das duas dezenas disputadas (e nem sempre apresentei candidatura), venci, ou vencemos, umas quinze. Das cinco não vencidas, duas foram listas únicas que não obtiveram, por um voto (por incrível que possa parecer a coincidência e com um intervalo de cinco anos), os 50% exigidos pela lei, uma outra registou um empate em votação nominal (o poder da altura nomeou a outra pessoa) e conhecem-se duas derrotas em votação colegial (as únicas em que os representantes partidários, e afins, votaram) precedida de um simulacro de concurso, sempre o mais difícil para alguém com estas características e com a particularidade de uma delas ter registado um empate na primeira volta seguida de uma derrota por um voto (parece uma sina). Essas duas candidaturas foram também em nome dos profissionais da Educação e de defensores da escola pública que não esquecerei.

Para alvo a abater não me parece um currículo desprezível.

Não me acomodo na muito respeitável crítica pela crítica, aguento-me bem ao estatuto determinado e nunca sabemos o que é que o futuro nos reserva. Em 2009, publiquei um texto, "O golpe", como denúncia da promiscuidade no público-privado nos assuntos escolares. Parece que foi demasiado incómodo e que acentuou o tal alvo a abater (expressão que não gosto nem uso, mas que me tem sido repetida por pessoas autorizadas). Cada vez que o releio, vejo-o mais certeiro e isso explicará muita coisa.



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Segunda-feira, 10.08.15

 

 

 

 

 

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Domingo, 09.08.15

 

 

 

 

 

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Imagem encontrada algures na rede sem referência ao autor.



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Sábado, 08.08.15

 

 

 

 

 

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Mais de sete anos depois.
 
 



(...e Sua Excelência, esperto e oportuno, e
enquanto esfregava as mãos de tanta satisfação,
sentenciava: - as pragas, para sobreviverem,
precisam de oxigénio...)
 
 
Texto publicado em 11 de Fevereiro de 2008.


Estive presente numa reunião de professores, realizada numa das escolas das Caldas da Rainha, para escutar um movimento que nasceu na blogosfera e que se destina a manifestar a mais veemente discordância com o regime que se prevê que venha a organizar a avaliação dos professores do ensino básico e secundário.

Encontrei um movimento consciente do caminho a seguir. Esperam os seus promotores constituir uma associação sócio-profissional, ou algo com um cariz semelhante, interessada em fazer ouvir-se no domínio do estatuto da carreira docente e nos aspectos referentes à avaliação do desempenho.

O assunto interessa a todos os professores e pretendo manifestar a minha opinião. Alargam-se os espaços de intervenção e de discussão. Digamos que a situação é de crise.

Importa situar a argumentação.

Os estudos do domínio da teoria da informação têm várias décadas. Recordo-me particularmente das teses de Michael Scriven e de Daniel Stufflebeam sobre os critérios determinantes para a organização dos sistemas de suporte à tomada de decisões: importa, desde logo e em primeiro lugar, delimitar a informação - fazer a depuração entre a informação que é estruturante e a que não é - com o objectivo de obter dados para os fornecer; ou seja, a recolha de informação tem como intenção primeira, e única na grande maioria dos casos, a produção de conhecimento - acrescentou-se, mais tarde, o imperativo de constituir-se os sistemas com a ideia do binómio "obtenção/fornecimento" ser exercido em tempo real e com o recurso às novas tecnologias -.

Isto é, hoje, do conhecimento geral. Acredito que, a partir deste simples enunciado, possa dar mais consistência ao meu raciocínio.

Centremos o discurso no exercício do governo actual e nas suas políticas, tendo como referência última a polémica sobre a avaliação do desempenho dos docentes. No momento da tomada de posse, a opinião publicada, a União Europeia e as correntes económicas que dominam o mundo, exigiam dois objectivos inadiáveis: a redução orçamental e o crescimento da economia. O Ministério da Educação teve um contributo decisivo: com o apressado processo de agrupamento de escolas e com o fim quase generalizado da redução da componente lectiva dos professores para o exercício de cargos, reduziram-se em cerca de vinte mil o número de docentes em funções; com a criação da categoria de professor titular, dos cerca de sessenta mil docentes integrados nos três mais elevados escalões da carreira só dezassete mil ocuparam vaga - estou e referir-me aos docentes que estavam nos 8º e 9º escalões da carreira e que conseguiram o lugar de titular -.

Se o primeiro objectivo contribuiu decisivamente para a redução do défice orçamental, o segundo garante a sustentabilidade do sistema a médio prazo. Nunca mais teremos tantos docentes, nem nada que se pareça, nos três escalões de topo. Mas era necessário mais: importava controlar rigorosamente as progressões na carreira, estabelecendo vagas nos diversos patamares: criou-se um novo sistema de avaliação do desempenho.

Por outro lado, e na lógica da modernização da administração pública, estabeleceu-se um programa de simplificação dos procedimentos administrativos: o simplex. Estamos todos recordados do orgulho com que o primeiro-ministro anunciou a primeira bandeira do vasto elenco de medidas: o fim do burocrático e inacreditável processo de renovação de matrículas nas escolas portuguesas.

E o que é que se passou a seguir na educação? Nada. Há alguém que se atreva a dizer que a equipa que governa este ministério introduziu, sequer, uma única medida de simplificação? Não. Pelo contrário. E porquê?

Por excesso de centralização e por uma ausência assustadora de ideias modernas de gestão de acordo com os princípios enunciados pelos autores que referi. Nota-se uma evidente sobranceria, uma gritante incapacidade para ouvir os outros, constata-se uma notória incompetência e um corte radical com o sonho e com a poesia.

Sistematizemos então.

Os professores devem pugnar pela sua formação científica e esperar as melhores condições para a realização das suas aulas.

As escolas devem simplificar todos os procedimentos, eliminando as toneladas de informação não delimitada (e, aqui, deve ler-se: que não serve para nada, ou, que só serve para a ter por "precaução" e não para a obter e fornecer em tempo real) e refiro-me concretamente a: grelhas e fichas normalizadas para tudo e mais alguma coisa, sumários, relatórios para arquivo e com a destruição anunciada no prazo mínimo de cinco anos, actas e projectos curriculares de turma, fichas de avaliação sumativa interna e currículos escolares adaptados, listagens de objectivos mínimos, critérios de avaliação, informação prévia aos encarregados de educação do número de aulas previstas em cada uma das disciplinas e dos conteúdos programáticos das mesmas, projectos educativos que nada dizem e que multiplicam o que está escrito nos inúmeros documentos reguladores do sistema, revisões e mais revisões de regulamentos internos e, sei lá, tudo aquilo que não corresponda a informação essencial e de suporte a decisões estruturantes e já agora, que não seja objecto de tratamento por instrumentos do âmbito das novas tecnologias.

A cada docente deve ser solicitado a classificação de cada um dos seus alunos e nada mais. Sabe, assim, o docente, que é responsável e que tem autoridade, e que, por isso, deve estar ponto para o justificar a qualquer momento. Mais: deve também estar preparado para, a qualquer momento, escrevo-o de novo, explicar as suas opções didácticas. A escola, de acordo com a sua autonomia responsável, deve organizar o tratamento da sua informação, estabelecer os seus documentos reguladores e ser avaliada por isso numa lógica moderna que valorize e estimule os processos de simplificação de procedimentos. O que proponho nem é nada de inovador: acontece em escolas, muitas delas bem atrás de algumas das nossas no que se refere à utilização dos recursos da sociedade da informação e do conhecimento, de países deste mundo e não doutro.

Os governos devem tratar dos programas e dos exames nacionais, das melhores medidas para a gestão de recursos, da organização da rede escolar, e da simplificação dos procedimentos administrativos conducentes à obtenção da informação que suporta as decisões nos domínios referidos. Deve também organizar a rede de formação científica dos docentes e os programas de avaliação externa das escolas de acordo com princípios modernos de gestão da informação.

E o que é que está a acontecer?

Já nem vou referir uma das suspeitas que tem sido referida: o governo, por estratégia de gestão política inspirada nas teses de um senhor que nasceu em Florença no século quinze, começou por denegrir a imagem pública da classe de professores para abrir caminho às medidas de contenção orçamental. Não vou por aí. Era pedir demais.

Guio-me por aquilo que alguém chamou de "eduquês". Quase tudo - já que há escolas, e muitas, que se orientam pelo mais exclusivo e atávico conjunto de procedimentos organizativos- o que referi e que causa o bloqueio da informação nas nossas escolas é estimulado e dirigido pelo poder central. A cultura, dos dois níveis de decisão, é, na esmagadora maioria dos casos, a mesma: para nossa desgraça. E é isso que contamina todos os programas, com particular saliência para o regime de avaliação do desempenho dos professores. Tudo é dirigido e normalizado a partir da cúpula e sem a mínima evidência do espírito simplex. Pelo contrário. Basta ler o decreto que regulamenta a avaliação do desempenho e embater na utilidade dos indicadores de medida, na finalidade do projecto curricular de turma, na ideia de projecto educativo, de plano de actividades ou de regulamento interno, ou mesmo nas referências à definição de objectivos individuais.

Este não é o caminho e não basta adiar prazos. Se tem de se estabelecer vagas para afunilar as progressões na carreira, se não há financiamento para suportar a massa salarial dos professores de acordo com o que vinha acontecendo, cada uma das escolas deve organizar-se de modo a decidir as progressões na carreira de acordo com as vagas estabelecidas. E o processo só deve iniciar-se após a publicitação dos números.

De uma coisa podemos estar seguros: qualquer que seja o regime, um docente que esteja no sétimo escalão pode estar anos a fio, quiçá até ao final da sua carreira, sem progredir de escalão. Exemplos destes multiplicam-se nos diversos patamares e isso não estimula quem quer que seja. A carreira de professor vai adoecer gravemente e isso pagar-se-á a prazo. Conhecem-se países mais desenvolvidos, que, por terem seguido caminhos semelhantes ao que nos é proposto, não conseguem cativar os jovens para o aliciante exercício docente.

Afinal, ainda não foi desta que demos a primazia às pessoas.

 


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Sexta-feira, 07.08.15

 

 

 

 

 

 

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Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:52 | link do post | comentar | partilhar


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