Em busca do pensamento livre.
Terça-feira, 21.04.15

 

  

 

 

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Segunda-feira, 20.04.15

 

 

 

 

Nem que fosse apenas para as elites, os diversos sistemas escolares sempre conheceram bons resultados nos que aprendem em qualquer sistema: por fortes apoios económicos ou por ambição escolar.

 

O grande desafio das sociedades é reduzir o número dos "que não querem aprender". Esse objectivo das democracias exige tempo, atravessa gerações e tem de ser contínuo. Se já temos história a propósito da importância das sociedades, das famílias, da qualidade do ensino e das aprendizagens, o mesmo não podemos dizer da administração e gestão escolares e das redes de escolas.

 

O problema educativo português, e dos seus sistemas em geral, tem duas causas evidentes: a uma sociedade ausente acrescenta-se o desprezo pela organização como um valor precioso.

 

O nosso sistema registou as opções dos seus governantes: centradas no ensino e na carreira dos professores ou nas aprendizagens com uma sobrecarga de informação inútil por desconfiança em quem ensina. O que ainda não se conheceu foi uma governação com princípios de gestão e administração associados às ciências da Educação. É aí, se me permitem, que está o cerne de uma imperativa reforma.

 

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Um cavalo de Tróia chamado TTIP



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Domingo, 19.04.15

 

 

 

 

Concordo com Sobrinho Simões:

 

"(...)apostaria(...)na extinção dos jotas e na desprofissionalização dos políticos(...)".

 

A partidocracia capturou o Estado central mas também as autarquias. Penso que o mais nefasto a nível local é a acumulação de duas ausências nos jotas carreiristas: profissão fora da política e escritos. Como alguém disse, já nem se trata de pedir uns papers "científicos". A exigência mínima são uns escritos com objectivos que possam avaliar as acções para lá das imersões viciadas nos corredores e nos jogos de bastidores.

 

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 Revista do Expresso. 18 de Abril de 2015. Página 105.



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O Paulo Guinote fez um fim de emissão no blogue, mas postou assim no facebook:

 

 

"Da Relativização Oportunista: leio e ouço gente muito estimável e mesmo amig@s a entrar já naquelas relativizações com base em ambiente pré-eleitoral. Do lado da órbita do PS e apêndices em aproximação temos o crescimento da adjectivação hiperbolizada dos malefícios de Crato, servindo isso já para dizer que MLR e os mandatos do engenheiro até foram de "modernização das escolas" (sim, para quem ganhou uma novinha, ou seja, uma minoria) e de "igualdade de oportunidades" (a sério?). Já tudo é muito relativo e a memória encurta quando se trata de demonmizar quem está para encostar ao Costa. Do lado da maioria no poder e entre todos os que têm pesadelos com a "esquerda", começa-se já a dizer que, afinal, Crato até nem fez coisas muito más, que acabou com as ACND e que a troika é que obrigou a que ele desinvestisse brutalmente na Educação sem dar um pio e assinando diplomas que ele acharia clamorosos enquanto analista. Para evitar o "regresso do socialismo" até o vocacional aos 13 anos passa a ser o supra-sumo da batata em puré e por aí abaixo.
Contra estas formas de um maniqueísmo mimético eu oponho que se a vossa preocupação é a cor da camisola de quem lá está a mandar no jogo e não a qualidade do dito jogo, mais vale irem pregar para o vosso particular oásis e, já agora, preguem bem pregado o caixão onde enterraram as convicções, pois parece que só restam oportunistas posições.

Se estou apenas a ser "corporatiivo"? Fosse eu advogado deputado e articulista da imprensa mainstream (ou consultor de um ministério, em trânsito de um grupo empresarial nacional ou estrangeiro com interesses nas decisões políticas dessa pasta) a defender os direitos adquiridos de empresas com as quais o "meu" escritório tivesse negócios e ninguém diria tal.

E um bom domingo para tod@s, já agora."



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"Mas Mariano Gago fez parte do Governo de Sócrates e Lurdes Rodrigues. Esteve nos conselhos de ministros onde se decretou a guerra aos professores e à escola pública, conforme confessou António Costa". Foi mais ou menos assim que ouvi uma crítica que se repetirá.

 

Mariano Gago foi um muito bom ministro da ciência nos governos de Guterres e acumulou o ensino superior nos de Sócrates onde aprofundou ideias políticas sobre o desenvolvimento da ciência. Não lhe conheço uma declaração pública de apoio ou de rejeição (tenho ideia que se demarcou no pico de contestação) ao desmiolo de Lurdes Rodrigues, mas recordo a imagem seguinte da última página do Expresso e convenço-me que olharia para tudo isso do mesmo modo que criticou com veemência os achamentos ultraliberais de Passos e Crato. Há uma "falha" geracional por causa da emigração forçada que Portugal já está a pagar, que se acentuará e que será muito difícil de recuperar.

 

 

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Sábado, 18.04.15

 

 

 

 

Sei que carece de valor empírico, mas vai: os recortes sobre ciência que pode ler eram muito mais difíceis se não fosse o 25 de Abril e a aposta na ciência. É também uma homenagem a Mariano Gago.

  

 

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 Jornal de Leiria, 11 de Setembro de 2014.

 

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 Jornal de Leiria, 19 de Março de 2015.



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Texto de Miguel Esteves Cardoso. Hoje no Público.

 

Viveu Mariano Gago.

 

"José Mariano Gago foi o cientista de que mais gostei na minha vida. Não: foi muito mais. Foi o ser humano que mais me ensinou.

Conhecemo-nos antes de ele se ter dedicado à política para defender - com um êxito tremendo - não só os cientistas como os filósofos e outros investigadores infalsificáveis.

José Mariano Gago nas ciências, tal como Adérito Sedas Nunes nos estudos socias, sacrificou-se para ajudar a comunidade inteira de investigadores.

Foi um herói. Era não só ousado como inteligentíssimo: sabia que as coisas eram difíceis. Sabia que a tradicional divisão (eternamente estúpida) entre artes, letras e filosofia, por um lado platonicamente arrogante e as ciências pragmáticas e prováveis, por outro lado aristotelicamente convincente, era não só escusada como prejudicial para os dois apenas aparentes adversários.

Chorei quando soube que José Mariano Gago tinha morrido. Não gostei nada do cabeçalho, impensado, da Visão: "Morreu o ex-ministro Mariano Gago".

Antes e depois de ser ministro (que só foi para beneficiar a comunidade científica e a - menos cientificamente - intelectual), José Mariano Gago foi um espírito livre e uma mão libertadora.

Era um inocente, um revolucionário e um génio. Como é que chegou a ser ministro? Para ajudar a ciência, a sabedoria e a asneira; o erro e a teimosia; as hipóteses sem qualquer hipótese de virem a ser teoria.

Morreu um benfeitor. Morreu uma cabeça acima de todas as nossas.

Pobres de nós."



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Sexta-feira, 17.04.15

 

 

 

 

Fotografei Mariano Gago no dia 10 de Março de 2015 na Academia de Ciências de Lisboa numa homenagem ao Prof. Abreu Faro. É incontestável a obra de Mariano Gago. Nesse dia, ouvi o seu discurso contundente contra o que se está a fazer à ciência. Uma denúncia da vitória do mal foi o que concluí da sua amargurada intervenção. Mariano Gago teve um muito bom desempenho como ministro da ciência nos governos de Guterres e regressou em 2005 para o ensino superior e ciência depois de um início de destruição perpetrado pelo Governo de Durão Barroso. Quis o destino que assistisse ao regresso do mal (palavras suas) sem que tivesse uma nova possibilidade para reerguer um legado que elevou o país. Que descanse em paz.

 

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Quinta-feira, 16.04.15

 

 

 

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"As redes sociais inundaram-se durante uns quatro anos de portugueses indignados: não pagamos mais a esses corruptos da banca e da política. É tudo a mesma coisa. Nem mais um cêntimo. Os gregos elegeram um Governo que deu corpo ao protesto e não é que os indignados se passaram de imediato para o lado dos bancos e dos tais políticos? Os gregos que paguem que nós também o fizemos. Queriam o quê? Paguem e deixem de ser parasitas". Ouvi a ideia e não pude estar mais de acordo. É realmente sei lá o quê habitar com tanto sonso e cata-vento. E depois é um passo para a sobrevivência do chico-esperto e até do intrujão.



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Quarta-feira, 15.04.15

 

 

 

 

O livro sobre gestão escolar, "Por precaução",  aguardava desde 2012 por uma edição. Já esteve para acontecer por algumas vezes com outras editoras, mas a simplificação de procedimentos da "Createspace an Amazon company" resolveu o assunto. Tenho mais um livro editado que publicitarei em breve e os dois projectos estão em processo de revisão para a versão digital. Tenciono, lá mais para a frente, publicar um terceiro livro recorrendo aos mesmos procedimentos.



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É compreensível a preocupação de muitos: será que no próximo ciclo Lurdes Rodrigues e David Justino (rapidamente incluirão Nuno Crato na corte de sábios) continuarão a produzir epifanias estruturantes para a queda livre da escola pública?

 

Os últimos ex-ministros da Educação estiveram recentemente pelo CNE. Lurdes Rodrigues usou de uma mistura sua conhecida: desconhecimento com falácia. Para ajustar os seus achamentos, regressa ao estado do vale tudo e isso deve preocupar até os bem intencionados.

 

"Muitos pedagogos identificaram um bloqueio na forma de organização que faz com que as crianças com dez anos passem de um único professor para 14. É muito desestabilizador para o desenvolvimento da criança", disse Maria de Lurdes Rodrigues, lembrando ainda que com a mudança de ciclo as crianças tinham problemas de concentração e capacidade de relacionamento de matérias.

"É uma oportunidade de discutir isso e de propor para as legislativas seguintes um novo quadro de organização que ajude a combater o insucesso escolar", defendeu Maria de Lurdes Rodrigues, em declarações aos jornalistas à margem do seminário, na sede do CNE, em Lisboa.



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Terça-feira, 14.04.15

 

 

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Impressionou-me o fanatismo contra Sampaio da Nóvoa. As redes sociais inundaram-se de inquisidores.

 

O texto que pode ler, de Isabel do Carmo, explica como Sampaio da Nóvoa fez o que lhe era possível para que Saldanha Sanches não passasse pelo crivo medieval da bola preta.

 

Destaquei um parágrafo para a imagem. Recorda uma teia de situações análogas que tomaram conta da democracia.

 

Mas o melhor é ler aqui a crónica toda e que colo a seguir:

 

"Li no DN de 9 de abril de 2015 uma coluna de opinião de João Taborda da Gama, de elogio de Saldanha Sanches, com o título "Sampaio da Nóvoa Presidente", a que passo a responder.

A questão das provas de agregação do Saldanha Sanches, aí referidas, toca-me particularmente, visto que fiz provas alguns dias depois, envolvidas em idêntica turbulência.

A lei que protocolava a realização das provas datava do regime da ditadura, assinada ainda por Américo Tomás. A votação consistia na escolha de uma bola preta ou de uma bola branca por cada membro do júri e depois procedia-se à contagem. O que estava legislado e era escrupulosamente cumprido era que a votação fosse anónima, em urna fechada. Cada catedrático ia escolher sob as longas mangas da beca uma bola preta ou branca num recipiente onde estavam misturadas e depois colocava-a na urna. Esta cena medieval passada à porta fechada do conselho da faculdade dava lugar a todos os maus instintos, cobardias, vinganças pessoais e sobretudo políticas. E, naturalmente, a um grande stress dos candidatos. Finalmente abriam-se as portas e era anunciado o resultado. Poder absoluto e anónimo. Sampaio da Nóvoa, enquanto reitor, manifestou-se várias vezes contra esta lei, o que aliás deixou escrito em ata. Finalmente, por influência da sua orientação e por vontade de Mariano Gago, a lei foi abolida e substituída por outra, em que a votação deixou de ser anónima.

Ora acontece que, quando a nova lei foi publicada, já as nossas provas, a minha, a do Saldanha Sanches e a de um colega da Faculdade de Ciências, tinham data marcada. Todavia, na publicação da nova lei estava escrito que só 15 dias depois passava a ser aplicada. Prevendo por razões óbvias o que se poderia passar comigo e com o Saldanha Sanches, o reitor Sampaio da Nóvoa telefonou--me, telefonou ao presidente do Conselho Científico da FML, telefonou ao Saldanha Sanches e chamou-nos, facultando a possibilidade de requerermos um adiamento para datas posteriores à aplicação da lei. Sou testemunha de que tivemos essa possibilidade, mas nem eu nem o Saldanha Sanches quisemos. Criaturas que gostam do risco... Saldanha Sanches chumbou. O júri dele foi presidido na Faculdade de Direito pelo reitor Sampaio da Nóvoa, o qual não podia votar. O que se passou na discussão dentro do conselho ninguém sabe, ninguém pode saber, mas os que lá estavam sabem com certeza. Perante isto Sampaio da Nóvoa voltou a telefonar-me, mas eu insisti em ir a provas nessa data. Ele resolveu então ir assistir às minhas provas "à paisana", para testemunhar.

Eu passei, mas as bolas pretas foram muitas e eu sofri um grande stress, que nunca esquecerei. Houve catedráticos que há anos não punham os pés na faculdade e que foram lá só para pôr... a bola preta, claro. Durante as provas um dos catedráticos arguentes virou-se para o reitor, que estava entre o público, e disse "eu não sei se o senhor reitor está aí por causa da candidata se é para me ver a mim". Tal como aconteceu a colegas de todas as faculdades, que me precederam ao longo dos anos, foi impossível não passar a desconfiar de algumas pessoas autoras de eventuais bolas pretas."



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Segunda-feira, 13.04.15

 

 

 

 

A propósito da revolução tranquila que este Governo assumiu, recordo os teóricos da simcult que afirmaram que, na actualidade, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta.

 

Há sinais da contra-revolução. Não sei se será tranquila, mas espero que sim. Que seja tranquila e igualmente rápida. O que me parece é que as personagens carregadas de ideologia ultraliberal, e que usam gerentes no modelo P. Coelho, podem ficar com o discurso descontinuado e datado. Contudo, muito do mal não é reparável.



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Muito boa entrevista.

 

"(...)Numa entrevista que deu recentemente pareceu estar desiludido, cansado... 

É uma mistura de tudo. Houve uma altura em que se sentiu que talvez fosse possível mudar a forma como se discutia a educação. Passado um punhado de anos, percebi que é como a história do pântano: há umas ondas e depois começa a acalmar, até que olhamos à volta e estamos iguais ao que estávamos há dez anos. Eu era mais um que andava aqui no meio.(...)"



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Domingo, 12.04.15

 

 

 

 

Não é recente a sensação de que o país está no pano verde. O caso GES, mais propriamente o BES e as empresas da saúde e dos seguros, deixaram valores fundamentais da comunidade à mercê do casino puro e duro. E convenhamos: os estados licenciaram os privados com base em três pressupostos: geriam melhor, faziam mais com menos e garantiam uma superioridade ética.

 

A exemplo dos negócios da água ou da luz, os denominados "sempre a facturar", a questão obedecia a um simples raciocínio: os licenciados sentavam-se em cima do que recebiam (poupanças, seguros obrigatórios ou pagamento de tratamentos de saúde) e era impossível que saíssem a perder.

 

A entrada da troika coincidiu com a chegada ao poder de uma confessada ideologia radical crente nas virtudes do mercado desregulado. A propagação foi rápida e apoiada no mainstream. Os resultados estão aí e não houve quem impedisse a transferência histórica de recursos financeiros para a classe alta somada ao desplante, no mínimo isso, dos "cofres cheios".



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Ténue ou imaginária?



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Sábado, 11.04.15

 

 

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"Diminuíram as camas nos hospitais públicos, mas isso não significa redução da despesa porque aumentámos muito as camas privadas financiadas pelo Estado", confessou um dos SE da saúde num fórum TSF durante a semana. Esta constituição de monopólios privados que capturaram o Estado foi também desenhada para a Educação.

O que acabei de escrever dá razão à comentarista Helena Matos: "a proliferação de candidatos a PR recorda o fim do PREC em 1976". O que esta colunista de direita disse no último expresso da meia-noite foi uma espécie de acto falhado (teve vários e foi corando): as suas hostes perpetraram um PREC de sinal contrário. Estará o estado de protectorado a chegar, finalmente, ao fim e assistiremos de novo à eleição, como em 1976, de um PR acima dos monopólios?



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Sexta-feira, 10.04.15

 

 

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Pode adquirir aqui o livro "Por precaução - o tratamento da informação nas organizações escolares" de que sou autor. A editora é a "Createspace an Amazon company".

 

Pode ler a descrição:

 

Por precaução

O tratamento da informação nas escolas

Authored by Paulo Trilho Prudêncio 

A actual discussão política à volta do papel da escola e a predominância da ideia de sociedade global associada aos sistemas de informação e de conhecimento, foram factores nucleares para a escolha do tema para esta investigação.

Tivemos também a pretensão de contribuir para a novel investigação que se preocupa com a gestão escolar propriamente dita e com os seus sistemas de informação, numa lógica que tenta ultrapassar dois territórios que, e segundo Barroso (2005), têm ocupado o universo da Administração Educacional: o das Ciências da Educação e o das Ciências da Administração e Gestão. 
Não é ousado afirmarmos que não é possível identificar escolas de gestão escolar. Apesar destas instituições serem, e de acordo com Grade (2008), uma das organizações mais estudadas, podemos inscrever um estado de desconhecimento quanto aos modelos de gestão que estão em confronto. Existe uma larga latitude de opções quanto à forma como as redes de escolas se estruturam, mas o reconhecimento da singularidade organizacional das instituições é um espaço de investigação que dá os primeiros passos.
É precisamente no modo como as organizações escolares tratam a informação que se centra o nosso estudo. Fomos conhecer a cultura organizacional da escola na estreita relação com os sistemas de informação. Queríamos perceber se a maioria da informação é obtida por precaução e as conclusões da investigação comprovaram-no. Uma parte muito significativa das entradas de informação cumprem esse desígnio e não alimentam um sistema de informação que exista como tal: estudado, moderno, coerente e libertador dos actores para a tarefa essencial das escolas: o ensino. Importava conhecer as razões e foi disso que fomos à procura. 
A nossa opção de recolha de dados para o estudo empírico circunscreveu-se a entrevistas a directores escolares. Escolhemos uma abordagem qualitativa como método de investigação, com as consequentes análises de conteúdo e as respectivas apresentação e síntese de resultados.
Encontrámos um sistema escolar mergulhado em burocracia inútil e que faz depender as decisões dos actores escolares dos excessos normativos do poder central. Apesar da autonomia na gestão escolar ser um objectivo há muito perseguido nos textos de políticas educativas, o estado da gestão informacional inscreve uma entropia que bloqueia a afirmação das particularidades organizacionais dos estabelecimentos de ensino.



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 Post de 3 de Outubro de 2014.

 

 

O professor colocado a 12 de Setembro na BCE a 300 Kms de casa, ouviu as garantias do ministro, pagou os dois meses de aluguer da casa, matriculou os dois filhos pequenos perto da nova escola e hoje disseram-lhe que passasse nos serviços administrativos. O assistente administrativo, e talvez para aligeirar o ambiente, sentenciou: "O professor tem que assinar este papel de despedimento".

Não gosto de fulanizar, mas, que raio, há coisas que são sei lá o quê. A pessoa que ontem tomou posse e que assinou esta sentença é militante do PSD. Contudo, em 2010 andava pelo "Novo Rumo" do PS.

A confiança dos professores na palavra do MEC desceu a um grau impensável. Já nem um contrato para um ano consegue um mês de garantia.

 

 

 



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Quinta-feira, 09.04.15

 

 

 

 

Só num país que despreza o seu sistema escolar é que um ministro se atreve a terraplenar (Crato nem testou, tal o grau de inflamação) décadas de serviço público sem que haja um qualquer "calma aí" por parte dos poderes democráticos. É que até as opiniões, públicas e publicadas, aplaudiram a sucessão de "reformistas" no que levamos de milénio. Confiar na escola pública? Só confiamos no BES.



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Segundo o I, o "presidente do Instituto dos Registos e Notariado manipulava os concursos públicos no âmbito da CRESAP". Estas notícias são recorrentes na administração pública e nos diversos sistemas. Há destituições, demissões, reclamações e por aí fora. O que mais surpreende é o incumprimento de um dever por parte de quem exerce um cargo público: o dever inalienável de imparcialidade.



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Uma crónica certeira e demolidora do Paulo Guinote.

 

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Quarta-feira, 08.04.15

 

 

 

 

(Ao que vai ler, acrescente epifanias consecutivas,

com destaque para o concurso BCE, para a Prova PACC

e agora para o desmiolo Cambridge.)

 

 

 

"Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma. Nuno Crato disse que concorda com o especialista norteamericano (é mesmo um hanushekiano) que andou por aí a apregoar o mesmo e revelou-se mais uma pessoa que nos deixa dúvidas quanto ao juízo ou ao conhecimento sobre uma escola do não superior. Temos de concordar: os professores portugueses têm azar com a sucessão de ministros. Nuno Crato afirmou a sua tese e nem sequer se escudou na troika; nesta variável está, também, para além dela.

 

William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante 30 anos, foi taxativo numa entrevista à RTP2: " Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes". Essa entrevista descansou-me muito. Tinha leccionado cerca de 10 turmas do ensino secundário, cada uma com mais de 30 alunos, e estava preocupado com a profissão que tinha escolhido e com a minha memória. Já íamos em Maio e nem o nome dos alunos todos conhecia. Numa sociedade ausente como a nossa, e mais ainda nos tempos que correm, a relação entre os professores e os alunos atenua muito a taxa de abandono escolar para além de ser um indicador da qualidade do ensino. Nunca imaginei que 30 anos depois ouviria o ministro da Educação do meu país, qual Taliban, a defender uma coisa destas com a máxima convicção. Que tempos, realmente.

 

 

Este post é de 5 de Junho de 2013.

 



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O tríptico que Francis Bacon dedicou a Lucian Freud terá o valor mais alto de sempre no mercado da arte.

Este tipo de notícia pode pôr a pensar os nossos afuniladores curriculares.

 

 

 

 Este post é de 19 de Novembro de 2014.

 

 



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É frequente o apelo à participação dos não mainstream, mas se alguém dá um passo em frente é logo rotulado de sei lá o quê. O máximo do sem sentido foi atingido por Vera Jardim que desconsiderou Sampaio da Nóvoa por o achar com "perfil interventivo". 



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Nuno Crato revelou toda a impreparação em Maio de 2013. Daí para cá tem sido ainda mais penoso, uma vez que a demisão lhe está vedada e os "equívocos" sucedem-se. Dois anos depois, sabe-se que o seu MEC acrescenta o eduquês hiperburocrático, que tanto criticava, vezes dois: dezenas de objectivos, centenas de descritores e milhares de metas para o português, com a sublime contagem de 40 palavras lidas por minuto no 1º ciclo. Vale a pena ler a "Educação afunda-se com Nuno Crato no convés", em mais uma lúcida e demolidora crónica de Santana Castilho.

 

Recordemos um pico do plano que de inclinado passou a vertical.

 

 

 

 

O Público de 22 de Maio de 2013 retratou bem, com a seta para baixo, a condição de Nuno Crato.

 

Maria de Lurdes Rodrigues iniciou o exercício ministerial com um corte na redução da componente lectiva dos professores. Conseguiu uma rápida eliminação de mais de dez mil docentes e transformou-se numa "estrela financeira" por ser a única governante que conseguia cortar nas pessoas. Os professores foram colocados na linha da frente da enésima "reforma" da administração pública e animaram o ciúme social tão caro a quem espera por votos. Desenvolveram uma luta isolada e só não conseguiram mais vitórias porque foram traídos pelos seus sindicatos e pelos partidos políticos da actual maioria.

 

Nuno Crato já é uma "estrela financeira". Executou um despedimento colectivo de cerca de quinze mil professores e empurrou mais uns milhares para reformas com forte penalização. Aumentou os alunos por turma e os horários dos professores. É também o governante mais "premiado" no corte de pessoas. Vai à frente e bem isolado. Torna insuportável o exercício dos professores com mais idade e ameaça o grupo profissional com uma mobilidade especial intolerável que se alarga a toda a função pública. Mais uma vez a "festa" da luta começou com os professores e com os seus sindicatos. Os outros grupos profissionais, a maioria com menos voz, esperam pelos resultados. Os professores esperam que os seus sindicatos não os voltem a trair e que quem aspira a governar diga ao que vem e sem mentir.

 

 

Este post é de 22 de Maio de 2013.

Acrescentei-lhe os caracteres que estão acima da imagem.

 



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Terça-feira, 07.04.15

 

 

 

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Chaves. Março de 2015. Fotografia tirada numa margem do rio Tâmega enquanto degustava um inigualável presunto (pode também perguntar pelo caminho para S. Lourenço e, encontrado o destino, entrar no Solar do Presunto do lado esquerdo no sentido de Valpaços) e que se pode observar na imagem abaixo.

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Este post será também o dia 3 do desafio proposto pelo Paulo Guinote no facebook: colocar uma paisagem por dia, durante 3 dias e, por cada uma, desafiar 3 amigos.

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:19 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

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Segunda-feira, 06.04.15

 

 

 

 

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Vila Nova de Gaia. Abril de 2015. Fotografia tirada numa esplanada na ribeira do Porto e numa sexta-feira santa. Como degustava a francesinha que pode ver na imagem abaixo (com um não convencional sumo de laranja no molho com um resultado óptimo), aproveitei as vantagens tecnológicas, paguei o IMI e um IUC e aqui estou.

 

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Este post será também o dia 2 do desafio proposto pelo Paulo Guinote no facebook: colocar uma paisagem por dia, durante 3 dias e, por cada uma, desafiar 3 amigos. 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:57 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 05.04.15

 

 

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Chego ligeiramente atrasado ao anúncio do falecimento (2 de Abril de 2015) do Mestre do cinema português, mas confesso que não me preparei para o sucedido.

 

Vi, seguramente, mais de uma dezena de filmes do grande cineasta (sempre em salas vazias). O realizador rasgou fronteiras e tem algumas obras que me recordam um dos meus realizadores preferidos: Abbas Kiarostami. E é de um dos filmes deste iraniano, "Através das oliveiras", que me lembrei nestes dias em que os médias portugueses deram uma demonstração de planeamento com reportagens elaboradíssimas sobre o Mestre. A história começa assim: um grupo de jornalistas do canal estatal da moderníssima Teerão dirije-se a uma recôndita aldeia, a 700 kms, para documentar o choro das carpideiras. Só que o planeado defunto nunca mais falece e os jornalistas ficam inabitados com a ausência das comodidades quotidianas.

 

 



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Sábado, 04.04.15

 

 

 

 

 

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Boticas. Trás-os-Montes. Março de 2015. Fotografia tirada do 1º andar do Centro de Artes Nadir Afonso. Estava sentado dentro do bloco que se vê na imagem abaixo. Num autêntico dia de verão, à visita seguiram-se uns inesquecíveis pregos no pão com carne barrosã.

 

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Este post será também o dia 1 do desafio proposto pelo Paulo Guinote no facebook: colocar uma paisagem por dia, durante 3 dias e, por cada uma, desafiar 3 amigos. 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 11:55 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sexta-feira, 03.04.15

 

 

 

 

A localização é taxativa: a acção cívica prejudica-me e sou um alvo a abater pelo poder político local dominante. Há muito que me repetem a condição. São conhecidas as provas e duas eleições acentuaram as certezas de quem conhece os corredores destas decisões.

É natural, portanto, que pense no assunto e que faça um qualquer balanço.

Assim de repente, já disputei, em quase três décadas, duas dezenas de eleições escolares na espécie de Madeira em que habito. Sempre como alguém que faz da acção cívica na defesa da escola pública um exercício de risco. Mas uma defesa com provas dadas, também em nome da ambição organizacional, da inovação e da qualidade e como primeiro numa equipa ou em modelo unipessoal.

Das duas dezenas disputadas (e nem sempre apresentei candidatura), venci, ou vencemos, umas quinze. Das cinco não vencidas, duas foram listas únicas que não obtiveram, por um voto (por incrível que possa parecer a coincidência e com um intervalo de cinco anos), os 50% exigidos pela lei, uma outra registou um empate em votação nominal (o poder da altura nomeou a outra pessoa) e conhecem-se duas derrotas em votação colegial (as únicas em que os representantes partidários, e afins, votaram) precedida de um simulacro de concurso, sempre o mais difícil para alguém com estas características e com a particularidade de uma delas ter registado um empate na primeira volta seguida de uma derrota por um voto (parece uma sina). Essas duas candidaturas foram também em nome dos profissionais da Educação e de defensores da escola pública que não esquecerei.

Para alvo a abater não me parece um currículo desprezível.

Não me acomodo na muito respeitável crítica pela crítica, aguento-me bem ao estatuto determinado e nunca sabemos o que é que o futuro nos reserva. Em 2009, publiquei um texto, "O golpe", como denúncia da promiscuidade no público-privado nos assuntos escolares. Parece que foi demasiado incómodo e que acentuou o tal alvo a abater (expressão que não gosto nem uso, mas que me tem sido repetida por pessoas autorizadas). Cada vez que o releio, vejo-o mais certeiro e isso explicará muita coisa.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 15:10 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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Discordâncias:
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