Em busca do pensamento livre.
Domingo, 26.06.16

 

 

 

"A Espanha de 2016 dá vontade de citar Churchil a propósito da Rússia de 1939: "É uma advinha embrulhada num mistério dentro de um enigma"",

 

lê-se na página 13 da impressa do Público num texto de Jorge Almeida Fernandes.

 

A crise da Europa torna-se cada vez menos previsível.



publicado por paulo prudêncio às 16:29 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

Precisamos de mais escola a tempo inteiro ou de sociedade democratizada a tempo inteiro? Em 2014, 11 mil alunos reprovaram no 2º ano (números chocantes) e o insucesso subiu em todos os anos.

 

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Sábado, 25.06.16

 

 

 

Os cortes a eito de Crato (cortes curriculares, mais alunos por turma e mais turmas por professor, agregações de escolas e horários ao minuto) fizeram "desaparecer" 33.000 professores (cerca de 25% do total) entre 2013/14 e 2014/15. Em Junho de 2013 (plena troika), os professores desencadearam uma heróica greve a avaliações e exames que impediu mais 15.000 "desaparecidos". Os professores venceram a batalha. Foi negociada uma justa fórmula no crédito horário das escolas inserida no despacho (OAL) de organização do ano lectivo (parece uma coisa de tresloucados, mas é assim) que impediu mais "desaparecimentos".

 

Para o ano lectivo 2016/17, o Governo reduz esse crédito, tem aqui o OAL, numa margem que pode chegar a 75%. Fará uma análise caso a caso, exigirá trabalho sabedor aos directores escolares e a última decisão caberá à Directora-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência. Não sei se os membros do Governo conhecem a duríssima história dos professores portugueses na última década. Espero que conheçam e que a plataforma de sindicatos estude as matérias. Sinceramente: nem se espera outra coisa.

 

 

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Tem aqui o documento via Blog de ArLindo. Colo os quadros para se ver com precisão a manutenção de tiques.

 

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A Escola Burrocrática

 

 

Este post inclui imagens de um assunto nuclear: o inferno de má burocracia escolar. É impossível não ficar com a passagem seguinte e com as imagens:

 

"(...)O documento de orientação para as reuniões de final de ano tem 18 páginas e é um hino, uma sinfonia, ou melhor, um requiem pelas pobres almas assassinadas por tanta papelada. Não culpem (só) o ME, porque há mézinhos com alma revestida a alpaca e toda betumada nas comissuras, um pouco por todo o país. O excerto contempla parte das páginas 8-9(...)".

 

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Sexta-feira, 24.06.16

 

 

 

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Parece consensual que com a vitória do Brexit nada será como dantes e que vivemos mais um momento histórico. Apesar da histórica titubeante adesão à Europa continental, a Inglaterra acabou a dirimir conflitos aterradores entre a França e a Alemanha. Deseja-se que a história não se repita. O Brexit é, desde logo e como representa a imagem acima, uma derrota de Cameron (o Brexit só foi possível com o apoio dos conservadores). Veremos como se desfragmenta o Reino Unido com as vontades europeístas da Irlanda e da Escócia. Mas não é só Cameron a perder. O euroviete supremo, "comandado" na última década pelo desastroso Barroso, acentuou as políticas austeritarista condenadas até pelo FMI e perdeu em toda a linha acompanhado pelos executivos alemão e francês e pela maioria do eurogrupo. As benesses ilimitadas dos eurocratas esgotaram-se. O défice democrático nas instituições europeias, a imposição de políticas não escrutinadas e a especulação financeira com carta branca são faces da derrota. O cartoon que se segue é uma boa imagem do egoísmo europeu assente no neoliberalismo das últimas três décadas.

 

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Quinta-feira, 23.06.16

 

 

 

Elogia-se a coragem informada do Governo no caso cooperativas ilegais e redundantes, mas a defesa da escola pública não se esgota aí; obviamente. E não é preciso recuar muito para o que é "consensual" mudar. Há questões com implicações orçamentais e outras não: "apenas" de reposição democrática.

 

Alunos:

 

Quando é que se contraria o afunilamento curricular (que começou em 2003 com a "reforma" do secundário) de Crato, sem ser apenas na mudança de provas finais para aferição?

 

Quando é que se reduz alunos por turma?

 

Profissionais:

 

Quando é que se descongelam carreiras (praticamente congeladas no que levamos de milénio)?

 

Quando é que se repõe a decência na avaliação do desempenho (o congelamento de carreiras é que silencia o desmiolo)?

 

Quando é que se encara de vez a elevada média etária, e o burnout, dos professores (tão discutida em campanhas eleitorais), nomeadamente revendo o seu estatuto de modo a impor decência (sem empurrar pessoas para reformas com indecentes penalizações) na redução da componente lectiva por idade e tempo de serviço e na distribuição do serviço docente?

 

Quando é que se confia nos professores e se elimina a hiperburocracia (em modo digital também)? No primeiro simplex, o MEC de então acelerou em sentido contrário. Como será no simplex dois? O "escola a 360 graus" não é animador.

 

Organização das escolas:

 

Quando é que se altera o modelo de gestão no sentido de esclarecer três variáveis: municipalização, agrupamentos e democracia interna das organizações?

 

Quando é que se requalificam as escolas não abrangidas pela parque escolar?

 

E podíamos ficar horas a elencar componentes críticas ou em detalhes técnicos (que explicariam a execução de algumas das medidas referidas com os meios existentes). Mas um pequeno post é suficiente para sublinhar que a defesa da escola pública tem exigências que não são marcianas.

 

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Quarta-feira, 22.06.16

 

 

 

O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que influenciaria o modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, estará patente no neoliberalismo que afundou o país e a maioria das instituições.

 

Ansiamos por uma saída. Olhar para essa corrente ajudaria, até para os que atingiram um pico de adrenalina como foi o caso do ex-primeiro-ministro que anteontem confessou sobre o inquérito à CGD: "infantil manobra tática preventiva" do parceiro da bancarrota.

 

Ou seja, primeiro destrói-se e depois "trocam-se infantilidades". E aí voltamos à análise do surrealismo. A sua saída exige psicanálise. Convém recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente, o que influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.

 

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É evidente que o manifesto dos blogues da Educação terá desenvolvimentos. Espero, ainda esta semana, fazer outro post sobre o assunto. 

 

O Expresso viu a acção assim: "Blogues da Educação juntam-se "pela Escola Pública". O Público noticiou do seguinte modo: "Escola Pública deve ter margem para se autogovernar, defendem professores". O blogue "ComRegras" analisa o "E depois do manifesto?". O blogue "O meu quintal" analisa "E depois?"

 

E com todo respeito pela coragem informada do actual Governo numa pequena parcela da Educação, há todo um universo para mudar e, em muitos casos, para além dos orçamentos; ou ainda, investimentos que resultam em melhores orçamentos.

 

 

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Cortesia do Sérgio Moreira

 



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Terça-feira, 21.06.16

 

 

 

 

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".



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Pela Escola Pública

 

 

Enquanto membros da comunidade educativa e autores de diversos blogues de educação, temos opiniões livres e diversificadas. Porém, a Escola Pública, sendo um pilar social, merece o nosso esforço para nos unirmos no essencial. Este manifesto é uma tomada de posição pela valorização e defesa da Escola Pública.

A Constituição da República Portuguesa explicita o quadro de princípios em que o Estado, como detentor do poder que advém dos cidadãos, tem de atuar em matéria educativa. O desinvestimento verificado nos últimos anos, bem como a deriva de políticas educativas, em matérias como a gestão de recursos humanos ou a organização e funcionamento das escolas e agrupamentos, tem ameaçado seriamente a qualidade de resposta da Escola Pública.

Importa por isso centrar o debate público nos seus fundamentos:

Assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito e estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;

Considerando o nível de desigualdade social instalado importa aprofundar um trajecto de gratuitidade dos manuais escolares e um reforço da acção social escolar.

Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar;

Dada a importância confirmada do acesso e frequência de educação pré-escolar é fundamental garantir a sua universalização geográfica e economicamente acessível a todas as crianças.

Garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo;

O ainda baixo nível de qualificação da população activa em Portugal exige uma opção política séria e competente em matéria de educação permanente e de qualificação.

Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística;

Para que Portugal possa atingir os níveis de qualificação de nível superior definidos no quadro da União Europeia, é fundamental que se assegure uma política em matéria de bolsas de estudo. Portugal é um dos países da União Europeia em que a parte assumida pelas famílias nos custos de frequência de ensino superior é mais elevada.

Inserir as escolas nas comunidades que servem e estabelecer a interligação do ensino e das actividades económicas, sociais e culturais;

A resposta de escolas e agrupamentos às especificidades das comunidades educativas que servem exige um reforço sério da sua autonomia. A centralização burocratizada e um caminho de municipalização que mantenha a falta de autonomia das escolas irá comprometer esse propósito. A autonomia das escolas deve contemplar matéria de natureza curricular, organizacional e de funcionamento escolar, bem como recuperar e reforçar a sua gestão participada e democrática.

Promover e apoiar o acesso dos cidadãos portadores de deficiência ao ensino e apoiar o ensino especial, quando necessário;

Proteger e valorizar a língua gestual portuguesa, enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades;

A promoção de uma educação verdadeiramente assente em princípios de inclusão exige meios humanos, docentes e técnicos, apoio às famílias, revisão do quadro legislativo que suporta a presença de alunos com Necessidades Educativas Especiais nas escolas, autonomia de escolas e agrupamentos.

Nos últimos anos a Escola Pública, instrumento para que os deveres constitucionais do Estado sejam cumpridos no domínio da Educação, tem sido sujeita a múltiplas dificuldades, com cortes, com lançamento em cascata de medidas que a burocratizam de forma doentia e tentam degradar ou desvalorizar com base em rankings, diversos e dispersos, onde se compara o incomparável, muitas vezes baseados em frágeis indicadores administrativos e funcionais, e não pedagógicos ou educacionais.

A valorização social e profissional do corpo docente e não docente, em diferentes dimensões, é uma ferramenta imprescindível e a base para um sistema educativo com mais qualidade.

A Escola Pública precisa de mais respeito, mais atenção, mais investimento e mais capacidade de, sendo pública, de todos e a todos acessível, sem outro dono que não o povo português, ter margem para se autogovernar e se adaptar a cada comunidade local, sem se esquecer que existe para cumprir objetivos nacionais fundamentais.

 

 

Portugal, 21 de Junho de 2016

 

 

Subscrevem (por ordem alfabética):

Alexandre Henriques – ComRegras

Anabela Magalhães - Anabela Magalhães

António Duarte - Escola Portuguesa

Assistente Técnico

Aventar

Blog DeAr Lindo

Duilio Coelho - Primeiro Ciclo

José Morgado - Atenta Inquietude

Luís Braga - Visto da Província

Luís Costa - Bravio

Manuel Cabeça - Coisas das Aulas

Nuno Domingues - Educar a Educação

Paulo Guinote - O Meu Quintal

Paulo Prudêncio - Correntes

Ricardo Montes - Professores Lusos



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 Antero



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Segunda-feira, 20.06.16

 

 

 

O solstício que regista o início do verão no hemisfério norte coincide, hoje, com uma lua de morango. A última vez que aconteceu foi em 1962 e repetir-se-á em 21 de Junho de 2062.

 

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Como o nevoeiro de verão no oeste não ajuda :), publiquem-se imagens.

 



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Domingo, 19.06.16

 

 

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Em 2006 ou 2007, e mesmo depois disso, ter um blogue era, para o mainstream, sinal de "pessoa incómoda" com textos clandestinos. Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não.

 

Ou seja: em 2007, e para facilitar as tais leituras, meti a fotografia no blogue e passei a assinar com o nome completo. Fiz o mesmo, mais tarde, no twitter e no facebook. Chegou agora o tempo de voltar a abreviar o nome para Paulo Prudêncio.



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"Não concordo com uma comissão parlamentar de inquérito à CGD", disse Daniel Oliveira no Eixo do Mal de ontem. Para este comentador, que foi do BE, é do Livre e apoia o Governo, está em causa a imagem da instituição que sofrerá estragos com o inquérito porque se tornarão públicas uma série de irreguralidadades que os mentores (arco governativo) até já conhecem. E é isto. "Escondem-se" irregularidades em nome de uma suposta imagem e de um tortuoso interesse público. Imagine-se o que diria o comentador se a PàF usasse o mesmo argumentário nos casos da banca privada (e qualquer que seja o momento jurídico e público de uma instituição): o mainstream sabe o que se passou e chega: ponto final. Há que perservar a imagem; em caso contrário, sai mais caro aos contribuintes.

 

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Há sempre motivos para uma manifestação em defesa da escola pública. Infelizmente em Portugal também tem sido assim, mesmo nas últimas quatro décadas e com ênfase na última. As "elites" cansam-se depressa com esse investimento num valor inalienável da democracia. São mais dadas à lisura bancária. A manifestação de ontem também se dirigiu à ilegalidade das cooperativas com contratos redundantes. Nesse sentido, muitos consideraram, e com fundamento, esta manifestação redundante tal a fraqueza argumentativa dos "privados" ilegais. A questão da escola pública não merece uma contenda pelo número de manifestantes. Como relata o DN, foram "milhares (cerca de 80 mil, diz a organização) em defesa da escola pública; "Estado não paga dízimas.

 

A imagem é de Inácio Rosa (Lusa).

 

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Sábado, 18.06.16

 

 

 

 

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Luís Afonso

 

 



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Sexta-feira, 17.06.16

 

 

 

Enquanto existirem professores, haverá cargas genéticas e componentes ambientais a influenciar estilos de ensino e desempenhos. Se o professor quiser que os alunos o ouçam, usará um estilo de comando ou directivo. Se organizar os alunos por grupos pode ir da avaliação recíproca aos pequenos ou grandes grupos e se pretender que os alunos encontrem uma solução pode ir pela resolução de problemas, atribuição de tarefas ou descoberta guiada.

 

Não é avisado misturar a docimologia e as técnicas de ensino, que são, a par do conhecimento científico, os patrimónios dos professores, com correntes ideológicas. E nada disto significa que na Educação não haja disputa ideológica. Pelo contrário. Só que, e vezes a mais como se tem comprovado, as ideias não coincidem com as acções e muito menos com os resultados.

 

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Quinta-feira, 16.06.16

 

 

 

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Quarta-feira, 15.06.16

 

 

 

 

Decorrem ainda as avaliações de alunos do final do ano e deve recordar-se que o artigo 42º do Estatuto do Aluno é taxativo e devia atenuar, no mínimo isso, o inferno de invenções de má burocracia (incluindo a digital) que alimenta a cultura organizacional de muitas escolas.

 

 

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Terça-feira, 14.06.16

 

 

 

 

Quando se trata do sucesso escolar, boa parte da esquerda só conhece uma responsabilização: a formação e o desempenho dos professores. Elimina a sociedade, as famílias e a gestão escolar. Tropeçamos em sinais que fazem temer uma qualquer repetição. Nem sei se é por causa dos sociólogos de esquerda ou se é algum trauma com a dificuldade em contrariar o determinismo social que "perpetuamos". O que se constata, é o apontar de dedo aos professores em regra por quem nunca pôs os pés numa sala de aula. Se à direita só se espera a opção low cost, custa ver a esquerda a repetir receitas desenhadas por formadores de professores associados aos tais sociólogos que sabem sempre, e há muito e sem equívocos, o que será a Educação no século seguinte.

 

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Segunda-feira, 13.06.16

 

 

 

É o momento para se esclarecer o que se fará com o número de alunos por turma. Já se percebeu que será uma redução gradual, mas é preciso começar.



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Luís Afonso



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"(...)A inscrição na Escola Alemã garante-lhes, afirma, “uma educação com duas línguas que funcionem quase como maternas”. Se não fosse essa preocupação, “andariam obviamente numa escola pública”. O que ela nos diz com esta expectativa é que as escolas públicas não providenciam nem o ensino capaz de duas línguas nem o tal “currículo internacional”. Ou seja, quem for exigente com a educação dos filhos, trate de vida e vá para as privadas. Quem não tiver possibilidades, pois que abdique do “currículo internacional”. Com esta singela explicação, Alexandra Leitão acrescenta realismo à caricatura da esquerda caviar que adora discutir o problema dos pobrezinhos exibindo as suas boas camisas Gant em cenários de lagosta e vinhos caros."

 

Texto completo aqui.



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Domingo, 12.06.16

 

 

 

Depois da falência generalizada, suportada pelos contribuintes, da banca privada (20 mil milhões em 8 anos), a "impossibilidade" de mais encenação incluiu a Caixa Geral de Depósitos (mais de 4 mil milhões só este ano). Mesmo sem pessimismos, é a confirmação da falência do sistema (espera-se que o regime sobreviva). Chega a ser caricato ouvir os comentaristas mais mediáticos; de uma ponta à outra do espectro ideológico. Parecem aflitos. E como é que chegámos aqui? Imparidades (escriturado (muito) superior ao executável) e dívidas "impossíveis" de pagar; coitados.

 

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Uma reportagem sobre avaliação de escolas. É evidente que se estão a dar os primeiros passos na gestão escolar propriamente dita, mas compreende-se a limitação da reportagem centrada nos exames que ocorrerão em breve.

"Em praticamente todos os países da Europa avaliar escolas significa avaliar aulas. Estónia, Hungria e (pelo menos por enquanto) Portugal são as excepções — os inspectores visitam os estabelecimentos de ensino, falam com professores e pais, mas não entram na sala de aula.(...)"

 

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Presidências e trivelas



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Os Indesejados



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Sábado, 11.06.16

 

 

 

"(...)Entre as tarefas que desviam os professores da sua “missão essencial”, figuram “a sobrecarga de reuniões e de múltiplas tarefas de natureza burocrática”, como por exemplo o preenchimento de aplicações instaladas em plataformas electrónicas, que “poderiam ser desenvolvidas por assistentes técnicos”, destaca o CNE num parecer sobre a condição docente.(...)". Digamos que a hiperburocracia está há muito identificada e que a passagem para o digital torna ainda mais ridícula a ausência de estratégia informacional. Aos sucessivos discursos governamentais com promessas de eliminação da praga, corresponde sempre mais burocracia. Conclui o CNE, que acorda tardíssimo, mas acorda, que “nos últimos anos, as condições de trabalho dos docentes nas escolas têm vindo a tornar-se mais difíceis”, o que contribui para que se registem “processos de stress e burnout [exaustão]".

 

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Sexta-feira, 10.06.16

 

 

 

É tal a sucessão de casos e evidências, que a interrogação que ouvi faz sentido: é mais polvo ou mais pântano? Coabitam os dois fenómenos. Aliás, o segundo foi até denunciado por Guterres no acto de demissão como primeiro-ministro. É evidente que é mais seguro se olharmos o que nos rodeia antes de uma qualquer resposta. E aí, e no ambiente escolar, notam-se os tentáculos de um polvo (ou polvito). Mas a existência de um pântano de dimensões apreciáveis é inquestionável. E se no escolar é assim, há fortes probabilidades de se equiparar nas restantes áreas. Digamos que são polvos (ou polvitos) que se alimentam nos pântanos.

 

 

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Quinta-feira, 09.06.16

 

 

 

O elevador social é um oxigénio da democracia. A insistência no "1% de ricos" ("que acabam sempre a destruírem-se uns aos outros"), que elimina a ideia de que o "crescimento é uma maré enchente que faz subir todos os barcos", suprime a possibilidade de ascensão e torna-se fatal para a democracia. Já temos história de economia política para comprovar o erro, expressão do próprio FMI, dos últimos trinta anos de neoliberalismo. Nesse sentido, as políticas de austeridade foram uma tragédia em qualquer ponto de vista. E era bom que se percebesse porque é que Marx inauguraria a análise científica do capitalismo, e da sua derrocada, em período de grande exaltação política.

 

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Quarta-feira, 08.06.16

 

 

 

 

Os problemas da escola pública não se esgotam, obviamente, na importante questão dos "privados" e uma qualquer manifestação em sua defesa tem que ter mais pontos de agenda. É que há vida para além das finanças. Há, por exemplo, a democracia.

 

"O director de turma deve ser avaliado, com pontuação rigorosa e cotas, pelo abandono escolar dos alunos". A frase que escolhi, dita com convicção por Lurdes Rodrigues, sintetiza um conjunto de "Novas Políticas de Gestão Pública" que se tornou fatal para a escola pública. 

 

Se desconstruirmos a frase, encontramos: desresponsabilização da sociedade, escola a tempo inteiro, crianças-agenda e jovens-vigiados em simultâneo com o estatuto do "aluno-rei", transformação da carreira de professores em "agentes recreativos" e modelo taylorista de gestão escolar com sobreposição da lógica, "impensada" em educação, do "cliente-tem-sempre-razão".

 

Não satisfeitos, novos governantes acrescentaram: mais alunos por turma, mais turmas por professor, indústria de exames, divisão curricular em disciplinas estruturantes e outras, degradação da imagem do professor e da organização da escola pública. Com uma década assim, que resultados se esperariam? Não faltam, portanto, pontos fundamentais para agendar.

 

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E a Antena abriu com os dois momentos mediáticos do dia: a possibilidade de H. Clinton ser nomeada como a primeira mulher candidata presidencial pelo PD dos EUA e a prova de aferição de matemática das crianças do 2º ano em Portugal. Creio que o FMI, a CE, o BcE, o BdP, os mercados e Obama estarão mais centrados no segundo tema.

 

O novo Governo, que eliminou a prova final do 4º ano que permitia um conhecimento fundamental no novo planeta para lá de Plutão, decretou uma prova de aferição para crianças do 2º ano para garantir que os professores continuem a leccionar e que os comentaristas mais agressivos se entretenham.

 

Discordo das provas de aferição no 2º ano com o argumento, e como escrevi, que "remete para o ensino responsabilidades que são da sociedade ausente quando o argumento é a detecção de dificuldades que levam à exclusão. Neste sentido, esta prova de aferição é dispensável mas servirá o discurso político mainstream numa democracia mediatizada que é incapaz de responsabilizar a sociedade pela educação das crianças."

 

Ou seja, concordar e discordar é próprio de sociedades civilizadas. Nas sociedades ausentes, e também imaturas, já agora, é que tudo isto parece uma coisa clubista.

 

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Terça-feira, 07.06.16

 

 

 

A sensatez e o equilíbrio recomendam, nas democracias, poderes desconcentrados e descentralizados. A gestão do território exige coerência organizativa e estruturas que funcionem. Como temos mais de cinquenta quadros de divisão administrativa, quando apenas um seria a recomendação razoável e moderna, criou-se um caldo propício ao caciquismo. Os aparelhos partidários têm-se preocupado mais com a distribuição de lugares do que com o bem comum.

 

Dá ideia que a maioria que governa quer aprofundar a municipalização escolar (descentralização) mas com alteração do modelo de gestão para retirar os municípios de dentro da escola (desconcentração). É do mais elementar bom senso que, no mínimo, se aplique o segundo princípio na "impossibilidade" de abdicar do primeiro.

 

Nesta fase de transição, e olhando para os assuntos mais mediatizados, é preferível um município que afirme um projecto de municipalização escolar, e que por isso permita o contraditório civilizado e democrático, do que uma gestão concelhia que jamais redigiu uma linha mas que exerce a partidocracia.

 

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publicado por paulo prudêncio às 13:25 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 06.06.16

 

 

 

O Meu Quintal: Por um sindicalismo corporativo

 

O Estado da Educação e do Resto: Desigualdade - O que fazer? (1)



publicado por paulo prudêncio às 09:29 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 05.06.16

 

 

Chegou a ser caricata a luta da plataforma sindical contra os exercícios de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato. Alguns dos eixos dessas políticas caíram porque eram inaplicáveis e brutalmente injustos. Os sindicatos, que são organizações fundamentais num Estado de direito, assinaram acordos inadmissíveis que deixaram marcas. Era comum a luta "mangas-de-alpaca" das minutas (minuta contra minuta) e das manifestações para arrefecimento. Dito isto, e uma vez marcada para 18 de Junho de 2016 uma manifestação em defesa da escola pública, não há como não aderir com convicção e qualquer que seja a posição dos sindicatos da plataforma.



publicado por paulo prudêncio às 18:02 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 04.06.16

 

 

 

"A formação da personalidade apoia-se na sua negação", é uma antiga verdade educativa. Por mais que os educandos reajam (e é bom que o façam), o "não" tem tanto de desejado, de necessário e de útil como de inconfessado pelo destinatário.

 

Outra "verdade" é o "não" escolar aos encarregados de educação (não organizacional e curricular, obviamente), que é da família do anterior, e que a lógica do "cliente tem sempre razão" tem eliminado. É evidente que há encarregados de educação que confundem o "outro" com o "igual" na relação com crianças e jovens e que desvalorizam a importância destas questões para a saúde da democracia como sublinhou Hannah Arendt. A gravidade acentua-se se a desinformação atinge autoridades escolares.

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 22:24 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

O tempo real é um sinal da aceleração do tempo nas sociedades actuais. Mas é também o principal indicador de um sistema de informação de uma organização. O tempo entre a obtenção e o fornecimento da informação é real ou não é transparente. Por paradoxal que pareça, a optimização do tempo real desacelera o tempo das pessoas.

 

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publicado por paulo prudêncio às 11:31 | link do post | comentar | partilhar


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Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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