Em busca do pensamento livre.
Sexta-feira, 30.01.15

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 21:41 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Nunca pensei ouvir um ministro da Educação comentar em público as respostas de um candidato a professor numa prova realizada pelo MEC. Crato fez isso e tentou ridicularizar os professores com uma afirmação risível: deu 20 erros numa frase.

 

Sempre me surpreendi com os professores que publicaram, até nas redes sociais, respostas de alunos. Nunca pensei, repito, que um ministro o fizesse. Dá ideia que a interrogação em título só tem uma resposta: ambas.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:09 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

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"Dezenas de analfabetos que gostam de se dar ares fizeram um escândalo com o aparente excesso de erros de ortografia, pontuação e sintaxe dos 2490 professores que se apresentaram à “Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades” (PACC). Deus lhes dê juízo.

Para começar, não há em Portugal uma ortografia estabelecida pelo uso ou pela autoridade. Antes do acordo com o Brasil – um inqualificável gesto de servilismo e de ganância –, já era tudo uma confusão. Hoje, mesmo nos jornais, muita gente se sente obrigada a declarar que espécie de ortografia escolheu. Pior ainda, as regras de pontuação e de sintaxe variam de tal maneira que se tornaram largamente arbitrárias. Já para não falar na redundância e na impropriedade da língua pública que por aí se usa, nas legendas da televisão, que transformaram o português numa caricatura de si próprio; ou na importação sistemática de anglicismos, derivados do “baixo” inglês da economia e de Bruxelas.

De qualquer maneira, a pergunta da PACC em que os professores mais falharam acabou por ser a seguinte: “O seleccionador nacional convocou 17 jogadores para o próximo jogo de futebol (para que seria?). Destes 17 jogadores, 6 ficarão no banco como suplentes. Supondo que o seleccionador pode escolher os seis suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, poderemos afirmar que o número de grupos diferentes de jogadores suplentes (é inferior, superior ou igual) ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos.” Excepto se a palavra “grupo” designar um conceito matemático universalmente conhecido, a pergunta não faz sentido. Grupos de quê? De jogadores de ataque, de médios, de defesas? Grupos dos que jogam no estrangeiro e dos que, por acaso, jogam aqui? Não se sabe e não existe maneira de descobrir ou de responder. O dr. Crato perdeu a cabeça.

Na terceira pergunta em que os professores mais falharam, o dr. Crato agarrou nas considerações tristemente acéfalas de um cavalheiro americano sobre “impressão e fabrico” de livros. Esse cavalheiro pensa que há “livros em que a beleza é um desiderato” (ou seja, a beleza do objecto) e outros “em que o encanto não é factor de importância material” (em inglês, “material” não significa o que o autor da PACC manifestamente julga). E o homenzinho acrescenta pressurosamente: “Quando tentamos uma classificação, a distinção parece assentar entre uma obra útil e uma obra de arte literária”. A obra de arte pede beleza ao tipógrafo (ao tipógrafo?), a obra útil só pede “legibilidade e comodidade de consulta”. Perante este extraordinário cretinismo, a PACC exige que os professores digam se o “excerto” “ilustra” os dois termos de uma comparação, o primeiro, o segundo ou nenhum deles. Uma pessoa pasma como indivíduos com tão pouca educação e tão pouca inteligência se atrevem a “avaliar” alguém."

 

 

 

 



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A cultura de sucesso está de boa saúde

 

 

 



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Gregos, os impertinentes

 

 

 



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Quinta-feira, 29.01.15

 

 

 

Nonu Cratu dis qeu à porfeçores cum binte eros hortográficos núma mêsma frasi. U omem tava poceço cando dize u fonómeno. U inda mistro sucurreu-se di Prust i elebou u ezame. U gineal fransses fasia frazes cum oma uo daus pajinas i Cratu iscolheu u mudelo fransses há cassa dus eros (Cratu fio tamvem influciado pêlus Elénicos reçentes, u inbejoso).

  

 



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Figo abriu ontem os telejornais e relegou o Syriza para segundo plano. A candidatura de Figo é vista como um acto de coragem e com o mérito de ser alternativa. Já percebi que o caderno eleitoral não inclui, como devia, os jogadores, treinadores e dirigentes ligados à FIFA, mas que também não se resume ao voto colegial dum comité ou pequena assembleia. Votam as 200 e tal federações nacionais, um voto para cada uma. Deve ser bonito na mesma.

 

Quando li Pedro Santos Guerreiro, ontem no Expresso, a analisar a candidatura de Figo vi que a coisa era séria. Está lá um vídeo que não se pode trazer. Mas o título diz o essencial: o tal poder instalado ficou pelo século passado, para além das constantes alusões aos interesses e capelinhas que valem umas coroas. Figo que se cuide e que olhe para Cristiano Ronaldo que já sentiu na pele as mentiras de Blatter. Para o antigo militar suíço vale tudo, como ficou patente no seu discurso (estava alcoolizado?) em que tentou menorizar CRonaldo.

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Quarta-feira, 28.01.15

 

 

 

 

Sou quase totalmente cliente do Serviço Nacional de Saúde; só os dentistas e uns exames de diagnóstico escapam. Não tenho razão de queixa e a saúde também tem sido simpática. Mas com a segunda rodada da gripe, e com a informação que vamos tendo, dá para perceber o efeito dos ultraliberais. É impressionante. Para além do mais mediatizado que merecia um "chega" a um ministro sinistro, impressiona que alguém com ADSE pague mais numa consulta à médica de família (que tem apenas alguns meios de diagnóstico) do que no privado concorrente: e, ao que me dizem, sai de lá com os exames possíveis e impossíveis e a ADSE pagará o que fizer falta. O que a ADSE não paga ao doente é os três primeiros dias de baixa médica: são sem vencimento: o desgraçado do doente vai infectar os outros e desfalece gradualmente ou é convidado a ficar por casa não vá a doença regressar e a contagem do vencimento recomeçar do zero. Muito maquiavélico, tudo isto.

 

 

 

 



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Terça-feira, 27.01.15

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Texto de Pedro Bidarra.

 

 

 

Holocausto, dívida e alemães

 

"Quis o destino que eu lesse, na semana passada, dois textos sobre o mesmo assunto. Textos que junto aqui porque foram feitos um para o outro. Se acharem demagogia ou mau gosto juntar holocausto e economia, culpem o destino que os emparelhou no meu stream noticioso.

 

Um li no Público, “Milagre económico alemão teve ajuda de perdão de dívida”, o outro no New York Times, “The Holocaust just got more shocking”. O Público relembra-nos que, em 1953, setenta países perdoaram a dívida alemã acumulada antes e depois da guerra – e que ajudou a financiar. O montante do perdão equivaleu a 62,6% da dívida, tendo sido também acordados valores de juro abaixo do mercado e uma amortização, da dívida e do juro, limitada a 5% do valor das exportações.

(Espero que estes valores, que li no Público, estejam certos que eu é mais Ciências Sociais e História).

Para conseguir este perdão, continua o artigo, foi decisiva a pressão dos EUA e o assentimento dos outros dois membros da troika da altura: França e Inglaterra.

Já o New York Times dá conta de outros números e de uma contabilidade mais negra. Os números são apresentados pelos investigadores e historiadores do Holocaust Memorial Museum. Segundo eles, durante o reino de terror nazi, de 1933 a 1945, os alemães implementaram, da França à Rússia, uma rede de 42.500 campos de terror. Quando esta investigação começou, no ano 2000, estimava-se que o número andasse pelos 7 mil, mas a História veio a revelar-se seis vezes mais negra. A contabilidade é esta: 30 mil campos de trabalho escravo, 1150 guetos judaicos, 1000 campos de prisioneiros de guerra, 980 campos de concentração, 500 bordéis de escravatura sexual e mais uns milhares de sítios dedicados à eutanásia de velhos e doentes e à prática de abortos forçados.

O curioso é que, apenas oito anos depois de toda esta germânica atrocidade, setenta países, encabeçados por uma troika deles, resolveram perdoar 62,6% dívida alemã, reconhecendo que, se assim não fosse, Berlim nunca recuperaria e todos tinham a perder ainda mais.

Talvez a explicação esteja no ensaio “Morale and National Character”, escrito pelo antropólogo G. Bateson em 1942, sobre americanos, ingleses e alemães. Diz ele que americanos e ingleses, mais dados a padrões de relacionamento simétricos – um cresce quando o outro cresce e um relaxa quando o outro relaxa – não têm normalmente estômago para “bater em quem já está no chão”; ao contrário dos alemães, mais dados a relacionamentos complementares, do tipo dominação/submissão – quando mais fraco te sentes mais forte me sinto. Segundo escreveu, impor punições à Alemanha implicaria uma dominação constante dos vencedores o que, a médio prazo, resultaria num abrandamento e numa nova escalada alemã.

Em 1953, por muitas razões, fez-se o que estava certo. Perdoou-se. Perdoou-se, ao povo que implementou 42.500 campos de terror, o dinheiro que deviam e que tinha sido usado (também) para os financiar.

O perdão é a dívida da Alemanha. É bom lembrar e, já agora, cobrar."

 

 

Publicitário, psicossociólogo e autor
Escreve à sexta-feira
Escreve de acordo com a antiga ortografia

 

 

 

 



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Segunda-feira, 26.01.15

 

 

 

 

Foi em Paris que Sócrates afirmou que o pagamento das dívidas era uma história para ser contada às crianças. Passos Coelho afirmou hoje que as pospostas do Syriza são "contos para crianças". Embora em ângulos opostos, os dois últimos primeiro-ministros testemunham o azar português.

 

E já que se fala em contos, Paul Krugman considera mais realistas as propostas gregas do que o que tem ocorrido na Europa da troika.

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 21:31 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

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Daqui

 

 

 

 

 



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O maravilhoso mundo do mercado da Educação

 

 

 



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O Syriza "esvaziou" o PASOK e o Podemos poderá fazer o mesmo ao PSOE. O que era impensável nem há cinco anos, tornou-se uma realidade: os socialistas do Sul da Europa arriscam-se, quando muito, ao lugar de parceiro mais pequeno nas coligações da esquerda que quer governar.

 

E em Portugal? Apesar da pulverização da esquerda equivalente ao Syriza, os últimos governos do PS cometeram os mesmos erros: ultraliberalismo e corrupção. Mas mais: olhando a partir da Educação, não chegam os dedos das duas mãos para apontarmos políticas socialistas que degradaram a escola pública e que foram apoiadas com fervor pelo arco do poder por questões ideológicas. O PS deve mudar de rumo se não quiser acompanhar socialistas gregos e espanhóis.

 

 

 



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Domingo, 25.01.15

 

 

 

 

Tudo indica que o Syriza vencerá com maioria absoluta. Recordo-me da "impensável" vitória de Obama e dos fantasmas que transportava. Há um lado simbólico emocionante nestas vitórias. E, já agora, Obama deixará, apesar de tudo, os EUA bem melhores em todos os indicadores.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 18:40 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

A batota no acesso ao superior já leva umas duas décadas a promover um rol de injustiças e de salve-se quem puder. Conhecem-se os principais instrumentos causadores da vergonha institucionalizada. Fica a ideia que a falta de coragem do poder político ficou sempre ligada à capacidade dos aparelhos partidárias para tratarem dos seus e das suas clientelas. A última década do sistema escolar ficou marcada por um conjunto de políticas que acentuaram o descrito. Não há nada a fazer? Há e, bem pelo contrário, até está tudo por fazer outra vez.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:20 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 24.01.15

 

 

 

Nas campanhas eleitorais vestem a pele dos reformados, dos agricultores e dos feirantes, mas passado o frenesi só têm olhos para Bilderberg. E como se explica a amnésia dos eleitores?

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:40 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

37 pontos num quarto passa a ser o melhor registo da NBA. Foi ontem à noite. Pode conferir o feito de Klay Thompson.

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 15:24 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Queirozeze, o virtuoso

 

 

Rankings que já vão quase no pré-escolar, numerus clausus e restante parafernália ultraliberal, a que poucos escapam, só podia dar nisto. O sistema escolar mistura com frequência duas sensações: vergonha e nojo.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 14:25 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Dizia-me um amigo que vive há mais de três décadas na Madeira: "Não é nada fácil o estatuto de perseguido pelas combinações caciques da Madeira, mas é uma honra". Compreendo.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 09:21 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 23.01.15

 

 

 

Realmente, a realpolitik não tem limites. Ouvir Passos a reivindicar o "novo" BCE por causa do aluno-sem-ondas é uma espécie de cúmulo do descaramento.

 

Para além de tudo, e olhando para o presente, a queda do défice em 1760 milhões foi feita à custa de coisas-que-tinham-que-ser-desde-que-fossem-nos-familiares-dos-outros como a seguinte:

 

"mais de 57% dos desempregados não têm acesso ao subsídio de desemprego".

 

 

 



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Quinta-feira, 22.01.15

 

 

 

 

Para os que há muito defendem o fim da hegemonia eleitoral do arco do poder, era bom que o efeito Syriza tivesse sensações como as descritas pelo genial Marcel Proust:

 

"parece que certas realidades transcendentes emitem em torno de si radiações a que a multidão é sensível. É assim que, por exemplo, quando se dá um acontecimento, quando na fronteira está um exército em perigo ou derrotado, ou vitorioso, as notícias bastante nebulosas que dele chegam e de que o homem culto não sabe retirar grande coisa, provocam na multidão uma emoção que o surpreende e na qual, depois de os especialistas o terem posto ao corrente de verdadeira situação militar, ele reconhece a percepção pelo povo daquela “aura” que rodeia os grande acontecimentos e que pode ser visível a centenas de quilómetros".

 

Marcel Proust

 

Em busca do tempo perdido

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:20 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Dá ideia que o BCE já está a contrariar a austeridade como fim da história e a antecipar o efeito de uma provável vitória do Syriza que pode "contaminar" os países do sul da Europa.

 

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Quarta-feira, 21.01.15

 

 

 

É óbvio, ou devia ser, que os homossexuais adoptem crianças. A questão fundamental para uma adopção passa pelas condições para educar uma criança e não pela orientação sexual dos adoptantes.

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:53 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

A confirmar-se a vitória do Syriza, não faltarão forças políticas do mainstream a afirmarem a sua antiga negação da austeridade e a juraram que sempre defenderam a reestruturação das dívidas (o BCE não tem feito outra coisa com a compra de dívida).

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:39 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

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Terça-feira, 20.01.15

 

 

 

 

"Desde que os partidos políticos passaram a "nomear" as administrações dos hospitais, imperou um silêncio sobre as necessidades mais elementares que é responsável pela tragédia vigente", foi mais ou menos assim que uma voz autorizada caracterizou o estado de plano inclinado que se apoderou dos diversos sistemas da administração pública.

 

 

 

 

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:56 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Arnualt "interveio decisivamente para que fosse desbloqueado o empréstimo do Goldman Sach´s ao BES em vésperas do colapso do banco" e "já estava já no Goldman Sachs quando elogiou "o legado de Ricardo Salgado" e afirmou que "o BES é um banco profundamente estável"".

 

Esta malta, que acusava os seus críticos de uns sem-mundo, têm também um historial de delapidação do orçamento do Estado e são responsáveis pelo estado a que chegámos.

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 19.01.15

 

 

 

Merkel considera que os gregos "têm a oportunidade de realizar eleições, mas devem manter os compromissos com os credores"; e acrescentou que "está interessada na manutenção da Grécia no euro". Fixei-me no detalhe oportunidade que pode ter várias leituras: o Syryza pode acabar com isso; portem-se bem; ou sublinhar o valor precioso e frágil da democracia.

 

 

 

 



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Ainda acerca da brabárie no Charlie Hebdo

 

 

 

 



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Há uma epidemia que considera o sistema escolar uma coisa insólita e longínqua. Essa moda, que se dispersa rapidamente numa população, não racionaliza a ideia de escolar e atinge um grau elevado de rejeição quando se confronta com quem faça disso profissão pública ou, pior ainda, uma causa. É um fenómeno com dúvidas agudas na literacia associada às pessoas, à política, ao social, e, em auge infeccioso, à democracia.

 

É uma sociopatia que não manifesta qualquer empatia para com os seus semelhantes ou de atenção para com os seus problemas. É exímia em manipular factos e incapaz de assumir erros. Pode, em aparente desespero e de forma cínica, admitir “falhas de comunicação".

 

Usa modelos ideológicos com diagramas mentais inflexíveis que desprezam a consistência cultural e histórica das sociedades. Na origem está sempre a estranheza com o humano.

 

 

 

 



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Domingo, 18.01.15

 

 

 

"Marcelo Rebelo de Sousa reuniu com Marques Mendes e Miguel Relvas para perceber se tem o apoio das bases do PSD para uma candidatura presidencial", diz a edição impressa do Expresso deste fim de semana. É um bocado surreal, no mínimo.

 

 

 



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Sábado, 17.01.15

 

 

 

Deve ser natural que o PS discorde de um conjunto de ideias que correram muito mal nos países que fizeram algo parecido. Era sei lá o quê se assim não fosse. Veremos as ideias dos socialistas em relação à descentralização e desconcentração do sistema escolar e também se espera que alterem duas das suas invenções comprovadamente nocivas para a escola pública (a desigualdade em relação aos verdadeiros privados não parou de aumentar desde a introdução dessas variáveis): mega-agrupamentos e modelo de gestão escolar.

 

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Primeira página do Expresso

de 17 de Janeiro de 2015.

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:06 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

Há uns anos, Mia Couto fez, no Estoril, a seguinte declaração:

 

"Vivemos como cidadãos e como espécie em permanente estado de emergência, como em qualquer outro estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade pode ser suspensa. Todas estas restrições servem para que não sejam feitas perguntas (...)".

 

Encontrei um vídeo da conferência em que Mia Couto termina com uma frase lapidar: "Há quem tenha medo que o medo acabe."

 

 

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 16.01.15

 

 

 

Mas alguém reconhece ao poder municipal esta capacidade? Quando elegemos os políticos locais estamos a atribuir ao vereador da Educação a "autoridade" para definir um quarto do currículo? 

 

A privatização do sistema escolar é da família destas ideias de municipalização e de descentralização de competências. Como se sabe, a Suécia fez um percurso semelhante e hoje centraliza e nacionaliza sem contemplações.

 

Pode ler aqui um retrato do exemplo sueco, onde nomeadamente se refere:

 

"(...)Ao Observador, Leif Lewin disse que o processo de descentralização da educação na Suécia aumentou a desigualdade na educação, uma vez que as famílias com mais posses “utilizam a possibilidade de escolher a escola dos filhos em maior grau do que outros grupos”.

Na conferência de imprensa em que apresentou os resultados do estudo governamental, o professor de Ciência Política disse aos jornalistas suecos que a reforma do sistema educativo tinha sido “brutal” e criado “desconfiança em vez de confiança”. Leif Lewin apresentou um diagnóstico claro: “o controlo municipal das escolas foi um falhanço”, uma vez que “nem os municípios, nem os diretores de escola, nem os professores estavam à altura da tarefa.” Em consequência, “os resultados académicos desceram, tal como a igualdade e a atitude e motivação dos professores”.(...)"

 

 

 



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Email
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Discordâncias:
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