Em busca do pensamento livre.
Domingo, 25.09.16

 

 

 

 

Quando leio divergências entre o Governo e a Comissão Europeia (ou o FMI) "sobre o que consta dos relatórios", (o Ministro Vieira da Silva desmente a comissão por causa das reformas em Portugal) lembro-me muitas vezes do "Pensar, Depressa e Devagar" do Nobel da economia (2002) Daniel Kahneman (2011:91). "Se 5 máquinas levam 5 minutos para fazer 5 peças, quanto tempo 100 máquinas levariam para fazer 100 peças? 100 ou 5 minutos? E se num lago há uma mancha de nenúfares que todos os dias duplica o tamanho e leva 48 dias a cobrir o lago inteiro, quanto tempo levaria a cobrir metade do lago? 24 ou 47 dias?" (tem os resultados no fim do post). Pediram a 40 estudantes de Princeton para responderem. Como pode ler na obra citada, os que leram os exercícios em folhas menos legíveis acertaram muito mais porque, diz o autor, aumentaram as funções cognitivas. Já ontem usei este exemplo e hoje publico uma imagem com duas rectas iguais que, à primeira vista, parecem diferentes por causa do sentido das setas o que terá também uma forte relação com o assunto do post.

 

Resultados: 5 e 47.

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Daniel Kahneman (2011:39), "Pensar, Depressa e Devagar",

Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa.



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Sábado, 24.09.16

 

 

 

 

A desconfiança nos professores, que se instituiu em má burocracia, começou há mais de uma década, mas disseminou-se a partir daí. O "eduquês organizacional" alimentou-se também do modo digital. Os ficheiros que circulam nas redes escolares são intratáveis e atingirão valores não mensuráveis. Aquele anúncio da PT, que afirmava a capacidade em sediar na Covilhã toda a informação do planeta, não considerou o MEC e o sistema escolar.

 

A cultura anti-professor desenvolvida nos serviços centrais generalizou-se. Se considerarmos que o "modelo" exige impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial (), estará na má impressão motivada pela racionalização de tinteiros de impressoras a explicação para a leitura errada dos dados relacionados com professores e que parece suportar-se no que pode ler a seguir. Tem os resultados depois da imagem.

 

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Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar". 

Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.

 

Resultados: 5 e 47.



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Luís Afonso

 

 



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Sexta-feira, 23.09.16

 

 

 

 

A profissão de professor é, de longe, a mais escrutinada em Portugal. Até o verniz da bancocracia estalar de vez, era a culpada pelo estado da nação. A devassa permitiu tudo.

 

Uma hora escolar foi de 50 minutos durante décadas. No final do milénio passado, a duração passou para 45 ou 90. Ou seja: a redução de 50 para 45 originou um imbróglio lusitano de 5 minutos (já vai quase em 20 anos sem solução à vista). Crato equacionou a possibilidade dos 50 (mas cheia de perversidades), sem eliminar os 45 e os 90. Os horários dos professores passaram a ser contados ao minuto e os intervalos dos petizes a quimeras; valha-lhes não sei o quê e ficou tudo como estava. Se para que as escolas abram todas em Setembro não fossem suficientes alunos, professores, outros profissionais e horários, algumas estavam décadas a organizarem-se. 

 

Os ""Maluquinhos de Arroios", como lhes chamou, veja-se lá, Vasco Pulido Valente no Público, tiveram outra epifania: passar a hora escolar para 60 minutos. Andaram as escolas a operacionalizar a "possibilidade austeritária" que se esfumou de imediato por falta de racionalidade.

 

Se Vasco Pulido Valente escreveu (13 de Janeiro de 2013) o que pode ler a seguir, e que se mantém, é altura de interrogarmos o futuro imediato. 

 

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Quinta-feira, 22.09.16

 

 

 

Os governos de Sócrates (JS) foram desastrosos para a escola pública. Até 2007, JS era o primeiro-ministro "que a direita desejava" e que a esquerda não via. Com a bolha imobiliária, tudo mudou. Os indicadores financeiros derraparam, a governação desorientou-se, a europeia também, e a "festa" acabou em protectorado. Poucos anos depois, o ex-primeiro-ministro foi detido. À justiça o que é da justiça (com escrutínio, obviamente) e o meu julgamento do político tem os dados essenciais: o que JS confessou e o exercício de cargos governativos. O PS tenta recuperar a imagem de JS e algumas pessoas indignam-se? A política partidária (ou é a essência da realpolitik?), e o seu financiamento, permite-o e o que falta saber é se a praxis política não é também estas solidariedades.

 

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Quarta-feira, 21.09.16

 

 

 

Impôs-se o mais elementar respeito pelos direitos de profissionais. Já não bastavam os sucessivos contratos, em alguns casos chegam a 20 anos, sem entrada nos quadros, para agora termos mais este detalhe sórdido. Felizmente o "Ministério da Educação recua e garante que contratos de 1662 docentes contam (1 de Setembro) para efeitos de uma futura entrada nos quadros".

 

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Terça-feira, 20.09.16

 

 

 

A partir da revolução tecnológica (RT), a produtividade de cada pessoa triplicou mas aumentou o desemprego estrutural. É um dado fundamental para a discussão sobre impostos e desigualdades. A RT originou outra discussão fundamental: os robots devem descontar para a segurança social? Num nível mais imediato, temos a taxação dos mais ricos, os tais 1%, que, surpreendentemente, origina sempre uma contestação inflamada de uma parte dos 99%.

 

 



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Segunda-feira, 19.09.16

 

 

 

 

A sensatez impôs-se e recomeça a imperativa requalificação de escolas. A Parque Escolar 1.0, "a festa", fez parte do capítulo "fuga para a frente" da desorientação financeira na Europa e daquelas "megalomanias" lusitanas. Com a lição em mente, espera-se, a Parque Escolar 2.0 apresenta uma ideia, "Novas obras com custo por escola 15 vezes inferior à Parque Escolar 1.0", e o seguinte mapa:

 

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Desenho do DN na ligação referida

 



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Domingo, 18.09.16

 

 

 

As praxes nos cursos de Comandos eram toleradas; os excessos nem tanto. Mas eram, e são, espaços incontroláveis. E é exactamente nesse domínio, na coacção constante, violenta e não programada, sobre os jovens instruendos, que tudo começa como é retratado na muito boa peça do Público que tem um título realista: "O instrutor dos Comandos avisou-nos: vou tornar-me num animal." É uma escalada em que "farei pior do que me fizeram".

 

Fui pedir uma autorização para sair do país e acabei incorporado obrigatoriamente nos Comandos dois meses depois. Foi tudo muito rápido. Seriam dois anos "desperdiçados" numa idade, e condição, que não permitia tempo perdido. A burocracia entre Moçambique e Portugal não funcionou e o meu pai ainda me tentou ajudar no adiamento com um sobrinho que era Conselheiro da Revolução e com o próprio Jaime Neves que era um seu velho conhecido de Moçambique. Não foi boa ideia :). Numa recruta devemos passar o mais despercebidos possível. Ainda por cima, os instruendos dos cursos de oficiais respondiam a inquéritos políticos e marquei uma posição semelhante à actual. Os candidatos a oficias e sargentos eram exactamente isso numa organização verticalizada. Os "outros", eram a tal "carne para canhão" e talvez isso explique a clubite desinformada, e em muitos casos desumana, sempre que há um pico mediático sobre o assunto. Mas todos (oficiais, sargentos e praças) formam as imprescindíveis tropas de elite ao serviço de "elites" que não saem dos salões e dos que sabem tudo o que deve ser feito pelos filhos dos outros.

 

Lembro-me do momento da imagem (o lenço preto saiu com o vento; o meu amigo Gomes, que se vê a meu lado cheio de brio, já não estava grande coisa :)). É interessante que se leia a legenda. O comandante Jaime Neves, como me confirmou depois, fez questão de me entregar o crachá de Comando. O ambiente no regimento era pluralista, suficientemente profissional e com os excessos decorrentes da "inacção" de militares especialistas em combate.

 

Já fiz, ao longo dos anos, vários posts sobre os Comandos. Encontra-os aquiFica ainda muito para escrever, naturalmente.

 

Fiz um resumo das passagens mais significativas:

 

Lembrei-me do serviço militar. Vinte e poucos anos, muito poucos mesmo, e zero tiros no currículo. De uma hora para a outra raparam-me os caracóis, encheram-me de fardas e de sei lá mais o quê e disseram-me: vais ser comando; a honra suprema de um jovem português. Chamavam-me de Prudêncio, o meu último nome, coisa que até aí me parecia exclusivo do meu pai. Fui obrigado a fazer uma tropa de voluntários com detalhes engraçados: perguntavam-me: - és voluntário?; respondia: - não. Mas nos papéis punham a cruz no sim e quando mais refilasse pior: aprendi rápido e sentenciei: - se tem de ser, vamos a isso.

Depois foi aquilo que se sabe. Mesmo com uma estrela aos ombros, já que ali éramos todos iguais, valha-lhes isso, a dureza e a brutalidade diárias sucederam-se até o horror se instalar. Lembro-me, entre tantas outras coisas tremendas, de saborear um naco de pão duro barrado com pelos da barba e sangue, de rebolar em tronco nu num escarpado cheio de silvas ou de me deitar em terrenos cravejados de balas acabadas de cair. Violência acumulada em meses e meses sem fim. Valeu-me a ausência da guerra. Não sei o que faria dos "inimigos".

Fui Comando. Por obrigação numa tropa para voluntários (começou nessa altura a objecção de consciência). Condicionado a dar o melhor para ser oficial e não ir parar a soldado sem graduação e sem especialidade. Éramos 87 no curso de oficiais e sobraram 7. Na prova mediatizada (prova de choque) éramos cerca de 500: ao segundo dia estavam cerca de 250 na enfermaria improvisada. Era tal a violência e alienação, que se traficavam tampinhas de cantil com água a 500 escudos a unidade (cerca de 100 euros com "equivalência" ao custo de vida actual). Um amigo de escola (o Jaime Naldinho), queria que lhe espetasse um prego da tenda na mão para ser evacuado. Como recusei (ele ficaria com mais uma lesão para a vida), correu atrás de mim acusando-me de estar feito com os inimigos (já não bastava o esforço daqueles dias loucos e infernais que me provocaram uma indigestão inédita por ter ingerido lama em quantidade imprudente; estive para desertar a meio do curso). Dei instrução e pertenci à companhia operacional 112. Foram 18 meses inesquecíveis. Aprendi muito em diversos domínios; também na "arte da guerra" que até aí me era completamente estranha. Havia muitos exageros. Nestes cursos morreram dois ou três instruendos e alguns ficaram com lesões para a vida. Era uma coisa estúpida derivada de mau planeamento, de praxes insanas ou de insuficiências no equipamento. Não havia a mediatização actual. Era uma revolta muda.

 

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Encontrei a imagem (é de um DN de Dezembro de 1980) ontem num baú de recordações.



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Sábado, 17.09.16

 

 

 

 

"Haja coragem para mexer no financiamento do "privado" escolar" repetiu-se, em vão, anos a fio. Os estrategas da "privatização" beneficiavam da conhecida apatia geral e dividiam para reinar: professores contra professores em regime alternado de desemprego e precarização. E quem foram os estrategas? Foram os que cometeram sucessivos erros graves de planeamento na rede pública e que simultaneamente privatizaram lucros nos "privados" escolares; e sempre por consenso. Estão agora expostos, como de resto acontece aos estrategas das ilegalidades, e lá vão tortuosamente tentando escapar pelos pingos da chuva. O bem comum merecia melhor "livrando-se" de tão pequenas e tristes existências.

 

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Sexta-feira, 16.09.16

 

 

 

Os totalitarismos estabelecem-se através de leis. Desde logo, com as que são impossíveis de cumprir. Com a velocidade legisliva, é natural que os destinatários se interroguem com a vigência. Faz tempo que o direito abandonou a visão positivista do primado absoluto da lei para integrar uma concepção mais moderna que se pode designar por um "ir e vir constante entre a norma e o caso". Nesse sentido, as fontes que socorrem a capacidade de decisão dos juízes continuam a ser as normas, mas também a jurisprudência e a jurisprudência dogmática (ou doutrina). Ou seja, para além das normas deve considerar-se cada caso em si e também a ciência jurídica produzida pelos jurisconsultos.

 

Importa sublinhar que os totalitarismos não se estabelecem sem a "presença" (nem que seja por alheamento) da maioria das pessoas. As sociedades vão criando um caldo propício às ditaduras, venham elas donde vierem. Desde logo, e como foi dito, pela construção de leis impossíveis de cumprir, mas também por práticas anti-democráticas. Podemos pegar em muitos exemplos. São casos de "impossibilidade" que criaram um estado de sítio legislativo. Em muitos casos, só o fingimento permite o "cumprimento" legal.

 

Para a partilha no facebook acrescentei:

 

Estranhei o conteúdo inocente na SIC (nem sabia e recorri à box). Um juiz tão naïf? E esta mediatização agora? Este nonsense? Acabei de ler a entrevista ao Expresso (dada antes da outra) e percebi muito mais. "Querem afastar-me de tudo; estou cercado; sou escutado; tenho manuais de espiões à porta; decidi falar; são alocados tostões à justiça e milhões à recuperação bancária". Sim; o Juiz Carlos Alexandre pode ser acusado de estar aos papéis em alguns processos, e daí a mediatização, mas a sua narrativa é tão interessante. Sei lá: aconselho a obra maior de Laurence Sterne (e da literatura), "A vida e opiniões de Tristram Shandy". Nota: quando, e durante meses, ou anos, a fio, ligamos a determinados amigos (mais ainda se forem bloggers) e as chamadas são ruidosas e difíceis, e não raramente vão parar ao voice mail, significa que estamos a ser escutados? E anda uma pessoa a trocar de telefone e a dizer mal do hardware:)

Usei parte deste texto noutro post.

 

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Quinta-feira, 15.09.16

 

 

 

 

Objectivamente: há muitas escolas públicas com mais alunos.

 

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Imagem obtida em desporto.sapo.pt sem referência ao autor.



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Quarta-feira, 14.09.16

 

 

 

O escolar da última década "rendeu-se" à selva. Assisto ao "contorcionismo do real" dos que repetiam: "isso jamais cairá". Que aprendam alguma lição, porque o que é "sólido dissolve-se no ar".

 

Red arrow around Earth.



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Terça-feira, 13.09.16

 

 

 

As nossas "elites", por exemplo, são historicamente viciadas em viver à custa do trabalho dos outros. Foi assim durante três séculos com a escravatura, também com o ouro e as especiarias e até com o colonialismo. Na crise actual, os "desgraçados" são os pagadores de impostos e as políticas sociais. 

 

Na saúde, os alarmes soam quando "começam" a morrer pessoas. Na justiça, há que manter os povos minimamente em ordem e na segurança social o objectivo é impedir que os descontinuados se aglomerem perigosamente. Na Educação, até se pode encher salas de aula, passar a vida em "reformas" para entreter o auditório, encerrar ou aglomerar escolas sem critério civilizado, manter números vergonhosos de analfabetismo ou aumentar o insucesso escolar em crianças e jovens. O que interessa é que os Dragui´s que controlam o protectorado se satisfaçam com a coluna excel da despesa e aprovem os sucessivos governos.

 

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O Grande Salto Atrás



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Segunda-feira, 12.09.16

 

 

 

"Se Guterres não ganhar com o que levamos de processo, a imagem da ONU fica muito afectada. Mas isso não vai acontecer porque estamos na alta política." Surpreendi-me com este uníssono de António Vitorino e Santana Lopes na SIC. E se na alta política, muito escrutinada, os "desvios" acontecem, imaginamos o que sucederá nos espaços que estes comentadores considerem média e baixa política.

 

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E ainda aparecerá em público com o maior dos desplantes.



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Domingo, 11.09.16

 

 

 

A descida da natalidade até 2014 influenciou o pré-escolar. As inscrições no superior - sobe pelo 3º ano - provam que o secundário tem mais alunos e que o sistema não têm excesso de professores, mas turmas com alunos a mais.

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Luís Afonso

 

 



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Sábado, 10.09.16

 

 

 

Há décadas que as escolas abrem todas em Setembro. O início é ruidoso quando há disparates como a eliminada BCE. E o que fez o Governo para além disso para ser elogiado pela claque de apoio? Reverteu cortes salariais, eliminou, com coragem informada, contratos com "privados" e alterou provas dos mais pequenos. Mas grande parte das variáveis que degradaram a escola pública estão intocáveis. António Costa, que confessou a guerra aos professores decretada nos primeiros conselhos de ministros de Sócrates, mantém as variáveis bélicas somadas aos excessos ideológicos de Crato que instituiu um preconceituoso back to basics a cavalgar o além da troika.

 

Sumariemos: anos a fio com avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), carreiras congeladas desde 2005, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horários zero, contratados "eternos" e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tanta desconfiança e agravada pela idade avançada do grupo de professores. Mas seria indecente que se fizesse das reformas antecipadas uma espécie de cortina de fumo que pede repetidamente o "impossível" para que o desespero acabe num mal menor e na manutenção dos instrumentos da referida guerra.

 

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A menos que faça como aquelas pessoas que pedem amizade sem qualquer amigo - não tinham qualquer acção na rede - e de perfil irreconhecível ou de outro mundo :). Haja pachorra.

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Sexta-feira, 09.09.16

 

 

A frase é de Joaquim Azevedo e está na agenda mediática. Há muitos que defendem que este ex-SE de Cavaco Silva (os ajudantes, segundo o chefe) acordou agora e acham sei lá o quê. Como já me habituei a este sono alternado dos nossos investigadores, comento o estudo com um post de 2 de Julho de 2009 (o muro que asfixia a escola e os professores); tem na coluna direita do blogue, a das etiquetas, inúmeros textos sobre o mesmo assunto e tem também um livro com o título "Por Precaução".

 

O muro que asfixia as escolas e os professores.

 

Quem quer que se meta na aventura de reflectir sobre o estado do sistema escolar português pode escolher os mais variados pontos de partida. A minha opção navega na história mais recente e concentra-se no tratamento da informação.

Podia optar por "sistema escolar por blocos". Mas o conceito de bloco da precaução torna mais inteligível o que quero exprimir e reforça duas ideias: é, como espero que se veja, o bloco que mais asfixia o privilégio de ensinar e contamina de modo decisivo os outros dois: o do ensino e o da organização escolar. 

Este bloco da precaução, que foi construído paulatinamente e que criou um muro de burocracia na gestão da informação escolar, é quase tão difícil de derrubar como foi o muro de Berlim.

O bloco da precaução caracteriza-se por um universo informativo que é obtido apenas para arquivo e que existe porque está determinado de modo central através das invenções técnico-pedagógicas do ministério da Educação. E é aqui que encontramos um imenso elenco de invenções burocráticas: inúmeras actas e relatórios sem parâmetros indicadores de informação estruturante, projectos educativos impossíveis de avaliar, projectos curriculares de turma e de escola, definição de objectivos com variadas designações de acordo com os gostos e os feitios dos promotores de ocasião. A lista é interminável.

A institucionalização do bloco da precaução, e a sua aparente autoridade, parte dos serviços centrais do ministério da Educação (Inspecção-Geral como elemento central) e alastra-se de modo quase acéfalo à organização de muitas das escolas. As invenções burocráticas devidamente preenchidas são, por precaução, a única consciência profissional de muitos estabelecimentos de ensino; isso retira sentido de autonomia e de responsabilidade e gera fenómenos de subserviência e de medo.

Só assim foi possível verificar um conjunto denominado de boas práticas que tornava "exequível" aquilo que depois se provava ser inaplicável: é essa uma parte crucial da história recente da avaliação do desempenho dos professores e do arrastamento insuportável desta coisa sem pés nem cabeça. Quando se tentou perceber as boas práticas das escolas ditas de referência, o ridículo eliminou rapidamente a visibilidade mediática que se quis impor. Também por precaução se deixou de falar nisso.

 

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Fui Comando. Por obrigação numa tropa para voluntários (começou nessa altura a objecção de consciência). Condicionado a dar o melhor para ser oficial e não ir parar a soldado sem graduação e sem especialidade. Éramos 87 no curso de oficiais e sobraram 7. Na prova mediatizada (prova de choque) éramos cerca de 500: ao segundo dia estavam cerca de 250 na enfermaria improvisada. Era tal a violência e alienação, que se traficavam tampinhas de cantil com água a 500 escudos a unidade (cerca de 100 euros com "equivalência" ao custo de vida actual). Um amigo de escola (o Jaime Naldinho), queria que lhe espetasse um prego da tenda na mão para ser evacuado. Como recusei (ele ficaria com mais uma lesão para a vida), correu atrás de mim acusando-me de estar feito com os inimigos (já não bastava o esforço daqueles dias loucos e infernais; estive para desertar a meio do curso). Dei instrução e pertenci à companhia operacional 112. Foram 18 meses inesquecíveis. Aprendi muito em diversos domínios; também na "arte da guerra" que até aí me era completamente estranha. Havia muitos exageros. Nestes cursos morreram dois ou três instruendos e alguns ficaram com lesões para a vida. Era uma coisa estúpida derivada de mau planeamento ou de insuficiências no equipamento. Não havia a mediatização actual. Era uma revolta muda. É inadmissível que se repita décadas depois (a unidade de Comandos foi extinta em 1993 e reactivada em 2002).

 

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Quinta-feira, 08.09.16

 

 

 

 

"Exaustos, desiludidos ou baralhados", diz o Público do sentimento de um terço dos professores. É óbvio e pecará por defeito. Mas baralhados? Baralhados com quê?

 

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"- Se ficasses a beber vinho tinto italiano até às três da manhã, ias ver que também tinhas visões." Respondeu o velho padre ao aluno que aludia ao boato das visões místicas do papa Pio (1955); em DeLillo, Don (2010:547), "Submundo", Sextante Editora, Lisboa.

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 Fotografia de Luís Moreira



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Quarta-feira, 07.09.16

 

 

 

É o que não se pagou dos empréstimos. 40 mil milhões (na banca portuguesa) é cerca de 25% do PIB e o dobro da requalificação bancária; ou seja, poderá ser o verdadeiro valor da segunda variável.

 

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"Querem ver que vai ler a carta toda". Levantou-se e saiu. Éramos uma dezena de espectadores e já estávamos reduzidos a metade ("A carta" do genial Manoel de Oliveira; um bom filme). Não aprecio comentários, mas este foi inesquecível. Uma freira recebeu uma carta no seu quarto do convento. Íamos com uns minutos num plano inamovível, a carta tinha umas quantas folhas e o saturado espectador tinha razão: leu a carta toda.

 

2ª edição. Reescrito.

 

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"Precisamos é de escolas normais para pessoas normais". Ouvi e concordei. Precisamos de escolas com instalações decentes, com um número aceitável de alunos por turma, com uma organização desburocratizada, moderna, ambiciosa e virada para o futuro. Precisamos de escolas não titubeantes na afirmação da democracia. Precisamos de recuperar o respeito pelos profissionais da Educação.

 

Não precisamos da retórica da excelência e da qualidade. Não precisamos desses conjuntos vazios e de propaganda. Não precisamos de redes concelhias com escolas em concorrência. Dispensamos a arrogância. Dispensamos o egocentrismo escolar que nos devia envergonhar com tanto por fazer. Precisamos de outra gramática.

 

As escolas normais cooperam, pensam em conjunto as matrículas de alunos e não excluem; muito menos alunos da educação especial. As escolas normais são as escolas das democracias mais avançadas e com melhores resultados, desconhecem a competição deslocada e a publicação de rankings medíocres para concluir o óbvio. As escolas normais elevam o interesse público. Nos países normais, as pessoas são normais e os resultados democráticos.

 

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1ª edição em 26 de Maio de 2016



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Terça-feira, 06.09.16

 

 

 

 

Se insistimos no desprezo pela cultura, o passo seguinte é a crise de identidade. Do local para o global é a fórmula construtora da paz.

 

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Fotografia de Luís Moreira



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Três colegas escolares da adolescência são inesquecíveis pela queda para as artes. Um publica fotografias nas redes sociais. O Luís Moreira (everything i see, through my iphone) permite que use as fotos por aqui. Ainda estou a pensar no modo. Uma fotografia num post, com ou sem texto, é a solução que mais me agrada. Mais logo publicarei o primeiro. Este requer uma imagem com viagem no tempo.

 

 

Captura de Tela 2016-09-06 às 15.54.30 Fotografia de Luís Moreira



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Palavra aos Directores e Presidentes de Conselhos Gerais - Inquérito



publicado por paulo prudêncio às 15:47 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Fez-se um justificado mediatismo porque Joaquim Azevedo, ex-SE da Educação num Governo de Cavaco Silva, disse que "as escolas públicas rejeitam alunos". A selecção de alunos em Portugal é antiga: por auto-exclusão (pobres que nem se atreviam a pensar nos liceus), rejeição de alunos "problemáticos", incluindo os da educação especial que davam muito "trabalho", e mais recentemente escolhas a pensar nos rankings. Tudo isto é mais do que conhecido e Joaquim Azevedo disse-o. E fê-lo "porque é oportuno"? Talvez. Mas repetir uma verdade é um dever. Muitas vozes referem o efeito nefasto dos rankings. É a variável que mais rejeita alunos. Também não é novidade. Haverá menos públicas a rejeitar alunos do que privadas? Também é uma suposição com fundamento, embora o desnorte dos últimos anos tenha generalizado a imagem.

 

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publicado por paulo prudêncio às 12:42 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 05.09.16

 

 

 

Só a ideia assusta milhares de professores que concorrem. Diz o Dn que "as escolas vão insistir com o ministro para voltarem a poder contratar" o que faz temer o pior. E logo este ano em que o processo caminha para a decência.

 

Numa matéria relacionada, os sindicatos contrapõem reformas antecipadas ao "rejuvenescimento" do corpo de professores através da vinculação dos jovens. É justo, embora requeira atenção aos detalhes. Neste sentido, é importante recordar que a luta de professores mais difícil das últimas décadas foi em Junho de 2013 para evitar que os 34 mil professores "desaparecidos" não fossem 50 mil. impôs-se um crédito de horas que o permitiu. A fórmula foi agora alterada e reduziu o crédito para cerca de 25% e daí tantos horários zero. E fica assim sem qualquer ruído. Mais tarde poder-se-á pagar a distracção. A táctica do espantalho já deu péssimas provas.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 04.09.16

 

 

 

 

  

Talvez o melhor livro de Italo Calvino (a cada leitura mais isso se acentua)

Joseph Stiglitz (justifica sempre quando é alguém do lado dos fracos e ponto final).

 



publicado por paulo prudêncio às 18:09 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 03.09.16

 

 

 

"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios.(...)"

 

 

 

3ª edição. Daniel Innerarity (2011, p:09). 

"O futuro e os seus inimigos". 

Lisboa: Teorema.



publicado por paulo prudêncio às 09:11 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 02.09.16

 

 

 

CGD não voltará a falir de imediato uma vez que chumbou nos testes de stress do BCE. Sempre que um banco português passou nestes testes, faliu na semana seguinte. O BES teve mesmo um excelente antes da necessidade de requalificação (o eufemismo dos média para as falências na alta finança que, como na imagem, jamais pisa a relva). Entretanto, a injecção de capital na CGD já serviu, garante a nova administração, de fármaco para o stress. Para o ano, a síndrome anual (um banco por ano desde 2008) deve atingir o Montepio.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:26 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 01.09.16

 

 

 

Bem sei que existe um objectivo central na defesa da escola pública: "rejuvenescer" o grupo de professores. Mas a democracia nas escolas não passa, principalmente, por aí. Há, desde logo, questões não financeiras por reverter e para essas não tem fundamento a desculpa com o orçamento. É também o momento para se avaliar o número de alunos por turma, incluindo as turmas com alunos com necessidades educativas especiais. Falou-se numa redução gradual, mas é preciso começar.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:36 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

(Ao que vai ler, acrescente epifanias consecutivas 

com destaque para o concurso BCE,

para a prova PACC, para o desmiolo Cambridge,

e para a industria dos exames.)

 

 

 

"Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma. Nuno Crato disse que concorda com o especialista norteamericano (é mesmo um hanushekiano) que andou por aí a apregoar o mesmo e revelou-se mais uma pessoa que nos deixa dúvidas quanto ao juízo ou ao conhecimento sobre uma escola do não superior. Temos de concordar: os professores portugueses têm azar com a sucessão de ministros. Nuno Crato afirmou a sua tese e nem sequer se escudou na troika; nesta variável está, também, para além dela.

 

William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante 30 anos, foi taxativo numa entrevista à RTP2: " Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes". Essa entrevista descansou-me muito. Tinha leccionado cerca de 10 turmas do ensino secundário, cada uma com mais de 30 alunos, e estava preocupado com a profissão que tinha escolhido e com a minha memória. Já íamos em Maio e nem o nome dos alunos todos conhecia. Numa sociedade ausente como a nossa, e mais ainda nos tempos que correm, a relação entre os professores e os alunos atenua muito a taxa de abandono escolar para além de ser um indicador da qualidade do ensino. Nunca imaginei que 30 anos depois ouviria o ministro da Educação do meu país, qual Taliban, a defender uma coisa destas com a máxima convicção. Que tempos, realmente.

 

 

Este post é de 5 de Junho de 2013.

 



publicado por paulo prudêncio às 14:30 | link do post | comentar | ver comentários (45) | partilhar

Quarta-feira, 31.08.16

 

 

 

Impressões da situação no Brasil

 

"(...)Às vezes, ela chamava àquele prato a sua mousse de frango com gelatina, outras vezes chamava-lhe mousse de gelatina e frango. Eis mais uma de entre mil e uma facetas práticas da gelatina. A palavra encaixa em qualquer lado, no princípio, no fim ou no meio. Era uma palavra semelhante a um botão, basta premir e já está, à imagem de tantas outras coisas hoje em dia, o mundo inteiro a desvendar-se atrás de um botão, basta premir.(...)"

 

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DeLillo, Don (2010:527). "Submundo". Sextante Editora. Lisboa.

 



publicado por paulo prudêncio às 18:13 | link do post | comentar | partilhar

 

 

A fotografia, como de resto a vida, é feita de instantes e de ângulos de visão. A gravidade aplica a queda a todos os corpos. É irreversível. É uma lei da física. A belíssima imagem retrata um salto olímpico nuns jogos inesquecíveis: uma queda que afinal é uma subida inspirada na obra maior de Gaudi. Só pode ter sido um salto perfeito.

 

 1ª edição em 19 de Agosto de 2016.

 

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William Snyder

 



publicado por paulo prudêncio às 13:10 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
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