Em busca do pensamento livre.
Domingo, 21.09.14

 

 

 

 

Já fiz uma leitura na diagonal do relatório, do CNE, "Estado da Educação 2013", que é, se me permitem, um importante contributo mesmo que se evidencie a sua marca ideológica. Certifica o brutal desinvestimento na Educação.

 

A inflação das notas no secundário e nos cursos de formação de professores preenche a agenda mediática da Educação em consequência do relatório e das entrevistas do presidente do CNE. O ensino privado é acusado de inflacionar as classificações. É recorrente a acusação de que os colégios privados facilitam, por exemplo, o acesso às respostas de escolha múltipla nos exames do secundário e que os cursos de professores do ensino superior privado, que incluem estágio integrado (pasme-se), fazem "batota" (são estas as palavras atribuídas ao presidente do CNE).

 

É evidente que não basta apontar o dedo, é preciso agir.

 

Por exemplo, é comum falar-se da "batota" dos colégios privados nos exames do secundário para uma melhor fotografia nos rankings. É importante não omitir que a fotografia nos rankings dos jornais (com todo o respeito, valem o que valem e são muitas vezes mais uma espécie de atrevimento lusitano desconhecido no mundo conhecido) também se faz à custa da exclusão dos alunos que podem estragar a média. Ainda mais determinante na discussão da inflação batoteira é a nota de acesso ao ensino superior que não se apura apenas com as notas dos exames.

 

Por outro lado, é ainda sei lá o quê pensar-se que se reduz a "batota" nas contratações dos professores criando fómulas, mesmo que competentes, para dar corpo a epifanias como as que regulam o concurso "Bolsa de Contratação de Escola".

 

Há muito para fazer, mas com ideias despidas de tanto preconceito contra a escola pública e assentes num valor inalienável das democracias: a igualdade de oportunidades.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:50 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:52 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Está aqui o "Relatório estado da Educação de 2013", do CNE, cujo presidente, o ex-ministro no MEC, David Justino, se tem desdobrado em afirmações do género: "(...)Há uma completa desregulação do fenómeno de recrutamento e, havendo essa desregulação, safa-se quem fizer batota, nomeadamente com as classificações", alerta David Justino, apontando que a maior parte dos professores contratados são provenientes das universidades privadas.(...)".

 

É evidente que este problema é antigo, que tínhamos de olhar para a história da formação de professores nas últimas três a quatro décadas para o compreender e o post ficava muito longo.

 

Mas quando os aparelhos partidários promoviam o ensino privado com a atribuição de licenças como verdadeiros euromilhões, tudo isto era silenciado. Já se conheciam os fenómenos inflacionários há muito e nada se fez.

 

Retirou-se, erradamente, paulatinamente a profissionalização dos professores das escolas, que era um mecanismo de seriação e de formação no real, a par da desregulação mercantil da formação de professores. Mas o mercado era deus e as pessoas da família dos promotores acordaram tarde. Mas pior: culpam os concursos de professores por lista graduada e passam a vida com epifanias "empresariais" que infernizam a vida das escolas e dos seus profissionais.

 

Já em relação à inflação de notas no não superior, percebe-se que está implícito o mesmo problema com o ensino privado e o silêncio ensurdecedor é o mesmo. E depois é apenas uma questão de escada e de treino na impunidade.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:11 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 20.09.14

 

 

 

O "Relatório estado da Educação 2013" do CNE parece que conclui que há escolas que inflacionam as notas dos alunos e que excluem os mais fracos por causa dos rankings. O Governo diz que desde de 2003 que se conhece o fenómeno, com a escolha da data a indicar que a aliança democrática está na queda habitual.

 

É tudo tão previsível e circular que não nos podemos queixar com o retrocesso dos indicadores escolares. E o que mais cansa é o assobio lateral dos descomplexados competitivos que mais não fazem do que debitar receitas para os filhos dos outros. Em regra, estes "especialistas" "encostam-se" aos top performers, como se estes e as suas famílias precisassem da sua existência, e lá se devem considerar sócios do clube restrito e com aversão aos que "não querem aprender".

 

Pedir à escola que seja, simultaneamente, exigente e inclusiva é a verdadeira quadratura do círculo já conhecida no século passado. Torna-se numa alucinação quando se absolutiza a categoria exigência que exclui sem dó no mercado puro e duro que estamos a viver há cerca de uma década.

 

Nem os países que eliminaram o analfabetismo no século XIX encontraram uma saída democrática na alucinação descrita. Instituíram ideias que esbarraram no aumento da desigualdade de oportunidades.

 

Portugal tem indicadores de exclusão escolar que aumentarão em sentido proporcional à alucinação.

 

Abandonámos a sensatez.

 

Advogar o fim dos mecanismos de mercado puro e duro ("mercado puro e duro", ou selva para se ser mais preciso, é diferente de avaliar com rigor organizações escolares onde se incluem os resultados dos alunos) é considerado pouco ambicioso e falho de modernidade. Haverá mesmo quem considere falho de empreendedorismo. Só que qualquer sistema bem sucedido na formação de pessoas foi construído com bases alargadas. Aos advogados da alucinação falta-lhes contacto com o real e humildade.

 

Portugal é, e escrevo-o com tristeza, cada vez mais um país com um sistema escolar em profundo estado de alucinação.

 

 

 

 

Já usei esta argumentação noutros posts.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:58 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

 

 

 

Já há conclusões sobre o "Relatório Estado da Educação 2013" do Conselho Nacional de Educação que, ao que me parece, ainda não é público. O Paulo Guinote já fez alguns posts que concluem no sentido do plano inclinado fortíssimo do sistema escolar nos últimos anos: os números apenas confirmam o óbvio. Retirei o quadro seguinte, sobre o número de professores de educação especial, deste post.

 

 

 

 

Bem sei que não se deve ironizar à volta de assuntos sérios, mas conclui-se que de 2012/2013 para 2013/14 o MEC terá conseguido, por exemplo, que crianças surdas passassem a ouvir e que as de baixa visão se transformassem em alta visão. É uma "normalidade", com ganhos de eficiência, como não se cansa de repetir Nuno Crato.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:22 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 19.09.14

 

 

 

Estará Nuno Crato a tentar passar pelos pingos da chuva?

É que o rol de casos está muito para além de uma fórmula.

Mas o melhor é ver o vídeo.

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 15:16 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:10 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 18.09.14

 

 

 

É assim há cerca de uma década: o MEC erra por impreparação e preconceitos ministeriais, prejudica, mas prejudica mesmo e seriamente, a vida de milhares de professores e raramente reconhece o erro. E o que mais cansa, é que os professores têm de aturar quem os classifica como agitadores comandados pelos sindicatos. Nuno Crato, depois de mais uns números de ilusionismo, pede desculpa aos professores e diz que vai reparar os erros.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:39 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

 

Ainda há dias escrevi assim: "(...)À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes:"a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.(...)".

 

É evidente que a graduação profissional implica a classificação profissional (académica mais estágio, digamos assim), que há muito requer uma verdadeira regulação do MEC com as instituições do ensino superior, associada ao tempo serviço em funções lectivas ou nos órgãos das escolas.

 

Devem existir excepções de contratação sem ser pela lista graduada? Claro que sim. Para novas disciplinas ou cursos, para projectos bem fundamentados, para a recondução num apoio muito bem sucedido a um aluno com necessidades educativas especiais e por aí fora.

 

Dois dos responsáveis pelo estado a que isto chegou, os sociólogos David Justino e Maria de Lurdes Rodrigues, aparecem hoje com argumentação tão contraditória que apenas podemos lamentar que o sistema escolar tenha estado à mercê de tanta "obra feita". A ex-ministra parece mesmo num pico qualquer.

 

 

 

 

 

Pois é: a culpa é dos professores, concluem os ex-ministros. Aliás, a relação entre formação e concursos é até risível. A selecção pela lista única é desactualizada, afirmam em coro. 

 

A TSF é mais detalhada. Apresenta também as soluções. Se não fosse trágico, até era cómico e, no fundo, até terraplenaram a epifania em vigor do MEC e acabaram a defender o que inicialmente arrasaram (sim, arrasaram: "total absurdo" "grau zero da inteligência").

 

Nada de novo, portanto. É o tal corporativismo ministerial que nos desgraçou. E se é criticável a "eternização" dos sindicalistas, também seria bom percebermos a experiência lectiva, ou efectivamente equiparada, no ensino não superior de quem exerceu, ou exerce, funções de ministro. Ou isso não é importante?

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:24 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

PEDIDO DE DIVULGAÇÃO:  Bolsa de Contratação de Escola - Anulação Imediata das Listas

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:47 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

Como era óbvio para quem se intressa por estes assuntos, as organizações da Matemática reprovam o concurso da "Bolsa de Contratação de Escola". 

  

 

Nuno Crato não reconhece o erro e tergiversa.

 

  

 

Mas, e ao que parece, o MEC acusa as escolas.

 

 

 

  



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:15 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 17.09.14

 

 

 

 

 

Mesmo que as incompetências do MEC sejam reconhecidas e inaceitáveis, há umas figuras que não resistem ao uso da cassete: os sindicatos comunistas comandam os professores e infernizam, por vício de forma, o sistema escolar.

 

Esta acusação é tão datada e desactualizada como a cassete propriamente dita e leva três décadas de persistência com a agenda "tudo está mal na escola pública". Tem a particularidade de ter contribuído para o estado em que estamos.

 

O autor da prosa indicada é recorrente. Foi um fervoroso Lurditas D´Oiro com a mesma argumentação anti-sindical e tornou-se um anti-Lurdes quando percebeu que os professores não eram comandados, que tinham a força da razão e que até rebocavam os sindicatos. Foi tarde. As pessoas da cassete já tinham apoiado quanto baste o plano inclinado da escola pública e dos seus profissionais.

 

Mas não aprendem nem sequer rebobinam a cassete, uma vez que acrescentam o falido modelo sueco que os citados nórdicos desesperam por abandonar. É uma pena que as nossas "elites" não adiram ao digital. Umas vezes são regionalistas, outras centralistas, mas nunca se modernizam nem reconhecem que a nossa dimensão populacional não é de 400 milhões de cidadãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:06 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 08:29 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 16.09.14

 

 

 

 

Há, pelo menos desde a década de setenta do século passado, literatura docimológica que aborda a transferência entre escalas na avaliação escolar.

 

Os conhecidos Viviane e Gilbert Landsheere introduziam conceitos de estatística elementar para fundamentarem os cuidados nessas transferências.

 

Por exemplo, a escala de 1 a 5 tem a média a meio do 3 (o 3 é o primeiro patamar da positiva escolar, digamos assim), enquanto que a escala de 0 a 20 tem o mesmo patamar no 10 ou a de 0 a 100 no 50. Numa transferência da escala de o a 20 para a de 1 a 5, o 10 não corresponde linearmente ao 3, uma vez que existem valores inferiores ao "meio do 3" que seriam positivos na avaliação escolar considerando a estatística elementar.

 

Apresentei um pequeno exemplo que é tido em conta com todos os cuidados pelos sistemas escolares há cerca de 50 anos.

 

E não é que um MEC, que enche o discurso de atestados de incompetência, principalmente em aritmética, aos seus professores e em pleno 2014, consegue pegar em duas escalas (de 0 a 20 e de 0 a 100), somar a classificação que um individuo obtém em cada uma delas, dividir por dois e achar que, assim, o produto corresponde a um peso de 50% em cada uma das classificações.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:39 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

Recebi por email com pedido de divulgação.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:00 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) disse, ontem à noite num canal de cabo, que vai educar a justiça para que os portugueses possam, finalmente, confiar num dos pilares da democracia. Disse ainda que vai trabalhar muito para desconstruir a acusação de que foi alvo.

 

É espantoso, realmente. Uma pessoa é acusada por um acto enquanto ministra da Educação e no mesmo dia vai a um canal de televisão e coloca-se acima da justiça. 

 

A justiça tem que funcionar, embora se tenha a sensação que há alguma impunidade com a corrupção ligada aos aparelhos partidários ou, pelo menos, falta de meios.

 

Não gosto de juízos de carácter. Enquanto ministra, MLR revelou uma gritante impreparação associada a doses elevadas de autoritarismo, arrogância e cinismo. Também me parecia crente na manipulação mediática e na tese de que o sistema escolar era um grande primeiro ciclo. Essa mistura explosiva, e trágica, deu no que se sabe e ficou bem patente na soberba com que ontem se dispôs a, finalmente repito, educar a justiça.

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:52 | link do post | comentar | ver comentários (13) | partilhar

Segunda-feira, 15.09.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falar do futuro na época em que inaugurei o Correntes era um exercício muito afastado do que se veio a viver; mesmo para os registos mais pessimistas.  

 

O primeiro editorial inscrevia a impossibilidade da escrita sobre Educação, mas em 2006 abandonei a promessa. O registo independente entranhou-se: vinha de trás e a atmosfera de liberdade é inigualável. Já vou em 7894 posts (com 24159 comentários) e não vislumbro um qualquer tempo perdido. Sei que a escrita estrutura a mente e que é um exercício de risco.

 

Em 16 de Dezembro de 2013 escrevi este post sobre os deveres de cidadania em que manifestava algum cansaço com essa espécie de já longa "profissionalização". Reservei para 2014 um abrandamento que cumpri sem muitas cedências.

 

Os blogues afirmaram-se como clássicos das redes sociais e ao fim de uns anos os seus arquivos ensinam-nos a lidar melhor com o tempo.

 

Repito um parágrafo que usei noutros editoriais: Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.

 

Obrigado a todos os que passam por aqui.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:54 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Domingo, 14.09.14

 

 

 

 

 

 

Aguardam-se as explicações, mas tudo indica que há um erro de aritmética 

 

(na notícia, é ouvida a associação de professores de matemática porque não há organização de aritmética que "(...)é o ramo da matemática que lida com números e com as operações possíveis entre eles. É o ramo mais antigo e mais elementar da matemática, usado por quase todos, seja em tarefas do quotidiano, em cálculos científicos ou de negócios"; pois: parece que o actual MEC era "mais negócios") 

 

nos concursos "BCE" para professores "contratados" como se tinha enunciado aqui.

 

Deixo dois links do blogue "visto da província" sobre o assunto:

 

 

Doutor Crato: faça as contas

 

6 notas amigas para quem quiser reclamar da Bolsa de contratação de escola

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 22:10 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os concursos de professores, nas suas variadas formas, têm de obedecer à graduação profissional. Está mais do que provado. A dimensão geográfica da área de concurso não impede esse objectivo. A metodologia e os procedimentos devem ser modernos e civilizados. Se são, aplicam-se a qualquer dimensão geográfica e ponto final.

 

O sistema escolar está em roda livre e abandonar a graduação profissional é perigosíssimo. Somos uma sociedade assim e não adianta escondê-lo. A graduação é de imediato substituída pelo amiguismo-e-por-outras-coisas-do-género, mesmo que se conheçam honrosas excepções.

 

A esse propósito, Luhmann (1989) interroga-nos sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro. Seria porque o deseja ou porque há procedimentos e regras de controlo dos comportamentos? É natural que não se consiga responder univocamente a este problema. Contudo, pode servir para reflectirmos sobre o que estamos a viver nos mais variados concursos e sobre os caminhos que nos trouxeram até aqui.

 

 

 

 

Luhmann, N. (1989). La moral social y su reflexión etica.

Barcelona: Antropos

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casos, opiniões, natura e uso

Fazem que nos pareça esta vida

Que não há nela mais que o que parece.

 

 

 

 

 

Camões (Citado por Eduardo Lourenço em

"O labirinto da saudade", 1972, p.17)

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 13.09.14

 

 

 

 

 

 

 

Desenho de Luís Afonso.

 

Cortesia de CVC.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 23:54 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

Sim, a utilização do substantivo caos não é exagerada. O silêncio que vai imperando talvez se deva ao desconhecimento do caos, mesmo por parte de professores (uma percentagem elevada já não concorre e tem sido devastada por outras matérias), e à degradação mediática e constante da imagem da escola pública.

 

Haverá, no presente desvario, incompetência com o software e quiçá com o hardware que "crasha" com os acessos.

 

Mas há também um braço que não se deixa torcer por parte dos "empresariais" que desgovernam o MEC há cerca de uma década: aceitar como boa a ideia de lista única por graduação profissional, com manifestação de preferências (hierarquização dos código das escolas ou agrupamentos) por zona pedagógica. A ser assim, seria a eliminação do ruído com os meios que existem.

 

À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.

 

A má burocracia do MEC acrescenta sempre uma qualquer incompetência política por lidar mal com a ideia de lista graduada.

 

Desta vez, a lei da "Bolsa de Contratação de Escola" atribui 50% à graduação profissional e 50% aos tais 3 subcritérios (avaliação curricular), entre os 149 encontrados pelo MEC, definidos para cada horário. A graduação profissional (classificação profissional + tempo de serviço) tem um tecto real de cerca de 43 valores e a avaliação curricular um exacto de 100 pontos (por exemplo: (43 da 1ª + 100 da 2ª) / 2 = 71, portanto, a 1ª vale 30% no máximo). Como se acha a média entre as duas variáveis, desaparecem os 50% para cada uma definidos na lei e os candidatos vêem a classificação mudar de horário para horário. Era mais uma festa se não atingisse a dignidade de milhares de pessoas.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:08 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

 

 

 

 

Liguei o televisor para ver o "opinião pública", de ontem, sobre Educação, com o Paulo Guinote, e que pode ver no primeiro vídeo do post.

 

Pouco depois do início, o canal interrompeu o programa para fazer uma ligação a uma conferência de imprensa de Nuno Crato. Pensei que o ministro se dedicaria à explicação da intolerável incompetência, por menos caíram ministros, e bem, já neste milénio, que atravessava, e atravessa, o concurso de professores "Bolsa de Contratação de Escola". Mas não.

 

O palavroso Nuno Crato tergiversou. A manobra consistiu em dissertar sobre a fórmula do crédito horário das escolas, veja-se lá.

 

Como o Paulo Guinote sublinhou quando a emissão voltou ao estúdio, quem pensasse que percebia a tal fórmula ficaria baralhado depois da explicação do ainda ministro.

 

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Mas o mais sei lá o quê está no segundo vídeo que tem menos de dois minutos. Crato anunciou na conferência de imprensa a presença técnica de Laura Loura que apresentaria um "power point" sobre a fórmula.
A especialista, ao que parece em estatística como Crato e quiçá tão infoexcluída como poderá ser o ministro, começou a queixar-se que não identificava o sítio de introdução da "pen" que trazia. Quando Crato lhe passou a palavra fez-se silêncio, o ministro teve que retomar o discurso e a comunicação social perdeu a paciência.
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paulo guilherme trilho prudêncio às 15:20 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:39 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 12.09.14

 

 

 

Há já uns dias que se sabe que "directores e professores relatam "situações inexplicáveis" que "apontam para erros" na colocação de professores(...)", mas agora começamos a perceber que há procedimentos graves que têm origem numa intolerável incompetência ou em coisas de outro mundo.

 

Isto não é próprio de uma sociedade moderna e os episódios Kafkianos têm origem num caos administrativo e organizacional. É evidente que o fanatismo ideológico deste Governo tem uma elevada cota de responsabilidade e também não é desprezível a queda da aliança democrática para o caos nos concursos e para a incomodidade com os fenómenos numéricos. Até pode ser redundante o que vou escrever, mas só me sai uma expressão: mas estas pessoas nunca mais são elevadas para uma qualquer fundação?

 

 

 

 

Já usei parte deste texto noutro post.

A repetição é um dever.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:25 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

 

 

 

 

Uns pediatras concluíram contra a corrente: "(...)Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer? Os pediatras americanos defendem que, no caso dos adolescentes, a máxima não é exequível e mais vale ajustar os horários das escolas. É contra a natureza dos miúdos deitarem-se muito cedo e é também por isso que a maioria não dorme o tempo que devia.(...)".

 

Se nas crianças são óbvias as vantagens do deitar muito cedo, nos adolescentes já não é assim. Começar as escolas por volta das 08h30 parece uma boa opção para se considerarem as preocupações dos referidos pediatras.

 

A idade de transição para o estado adulto requer adaptações progressivas.

 

Durante anos (no nosso estado novo eram mesmo totalitaristas) prevaleceram critérios militaristas, conservadores e mesmo improdutivos que "obrigavam os adultos" ao espartano "deitar cedo e levantar cedo" com desrespeito pelos ritmos biológicos.

 

As primeiras horas do dia eram consideradas eleitas e todos tinham de parecer muito ocupados e eficientes nesse período mesmo que se provasse a sua hipo glicemia (no treino desportivo foi mais do que comprovado). As restantes horas do dia eram proscritas e as noites consideradas "horas de pecado". Os noctívagos que defendiam esse período como mais produtivo, para interagirem com pessoas em estado menos teatral ou para desenvolverem trabalhos que exigiam solidão, eram olhados de lado pelo "mundo do trabalho". É interessante assistir a esta evolução dos direitos, até ao de dormir, que, nalguns casos, se pode considerar também um dever.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:20 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dublin, Agosto de 2013.

 

 

 

 


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Quinta-feira, 11.09.14

 

 

 

 

Os ultraliberais inundam a linguagem com a meritocracia, aplicada aos outros, claro, e depois nomeiam o ex-ministro-adjundo Moedas para comissário da inovação e ciência. Ou seja, o membro de um Governo que arrasou com a Educação e a ciência em Portugal vai gerir os 80 mil milhões de euros europeus; deve ter a bênção do Goldman Sachs.

 

Crato ficará para a história, segundo um seu amigo, como um "science killer"; veja-se lá. Mas o ministro já sentenciou sobre a nomeção de Moedas com uma declaração que deve ser lida ao contrário, como Crato nos tem habituado nas mais diversas variáveis: "Carlos Moedas é um profundo conhecedor". É claro que o ministro pode também estar a saltar do barco e a indicar o nome do verdadeiro "science killer".

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:54 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 10.09.14

 

 

 

 

Os cortes na escola pública começaram com o Governo do "país de tanga" e não pararam. Durão Barroso deu corpo à agenda de "tudo está mal na escola pública" e uns sociólogos, acompanhados de eduqueses I e II (como é o caso de Crato), perpetraram uma engenharia social que os tornou estrelas financeiras para os ultraliberais onde se incluíram socialistas de terceira via, sociais-democratas desmemoriados ou com passagem oculta pelo BPN e afins e DDT´s. Crato foi mesmo para além da troika comandado pelo Ministério das Finanças.

 

Os professores do ensino não superior são de longe o sector mais devastado (o uso do adjectivo já não choca, veja-se lá) da administração central (eram, grosso modo, 160 mil nas escolas públicas quando Durão Barroso tomou posse e hoje são já cerca de 100 mil) e o encerramento de escolas assumido pelo arco governativo (que foi muito para além do imperativo de modernização da rede escolar) no norte e no interior do país atingiu os milhares e beneficiou da palidez dos cidadãos e, naturalmente, dos respectivos autarcas. 

 

Este fenómeno continuará até que os buracos bancários estejam em modo satisfatório e de forma a que os actores do arco governativo (os tais com o exclusivo da responsabilidade) passem pelos pingos da chuva.

 

 

 

 

Já usei parte deste texto noutro post.

A repetição é um dever.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:37 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

  

 

"(...)Traduzidos em termos reais, os números relativos aos orçamentos de Estado de 2012, 2013 e 2014 demonstram que este governo retirou 1.751,6 milhões de euros ao financiamento do ensino pré-escolar, básico e secundário (- 25,7%) e 401,2 milhões de euros ao financiamento do ensino superior e ciência (-16,1%).(...)"

 

 

 

  



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:22 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 09.09.14

 

 

 

 

Passos Coelho defende a antecipação do pagamento da dívida ao FMI se o empréstimo para esse efeito for a juro mais baixo. Todos concordamos, claro.

 

Todavia, deve haver muito jogo de casino com as dívidas bancárias à mistura que até originam o recente esquecimento do mérito das reformas portuguesas por parte de Christine Lagarde. A corrupção da bancocracia nem ao FMI deve escapar, apesar do estranho modo como o caso GES escapou aos implacáveis especialistas da troika.

 

Para além disso e como sempre se percebeu, os cortes a eito nos do costume permitiram tal liquidez que os governantes portugueses passeavam que nem pavões pelo mundo fora. E alguns até se empregaram nos credores, num mundo em estonteante roda livre.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:46 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Publicitação Das Listas Definitivas De Ordenação, Exclusão, Colocação, Não Colocação, Retirados E Colocações Administrativas

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:16 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

Como era esperado "(...)A taxa de retenção ou desistência aumentou nos três ciclos do ensino básico nos últimos três anos(...)" e ainda se sentirão com mais intensidade as consequências da escolha da escola pública, e dos seus profissionais, como o primeiro alvo dos cortes a eito.

 

Bem pode a ministra da Educação, a ultraliberal Maria Luís Albuquerque, afirmar que "(...)"O ensino superior tem uma extraordinária importância, tem tido uma evolução fantástica, todos os dias temos notícias de como o nosso ensino superior está a ganhar reconhecimento internacional e tem também um enorme palco mediático(...)". O que a ministra vê é produto da generalização da escola pública. Sem quantidade e qualidade na base, só por milagre ou geração espontânea é que se conseguem bons resultados na primeira linha da investigação.




paulo guilherme trilho prudêncio às 14:29 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 08.09.14

 

 

 

Vi Nuno Crato anunciar o fim dos horários zero e da mobilidade especial para os professores do quadro. O ministro diz que vai trabalhar para eliminar a indignidade. Ou seja, a indignidade existiu porque o ministro não trabalhou o suficiente.

 

Já agora, era bom que se conhecesse o número de professores colocados depois do horário zero e que não voltaram à escola de origem. Talvez três ou quatro assessorias centrais via centrão exijam mais em vencimentos.

 

Se não fosse um assunto sério, talvez fosse caso para perguntar: quando é que há eleições?



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:19 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

Recebi por email o seguinte pedido de divulgação:

 

 

"Caro colega,

Agradeço que divulgue no seu blog o blog http://rescisoes.blogs.sapo.pt, que contém estatística em tempo real dos pedidos de rescisão deferidos.

O blog irá sendo actualizado, segundo a minha disponibilidade e as sugestões das pessoas (por exemplo, para cruzamento de dados de que eu não me lembre). Possivelmente, no fim disto tudo - e porque o software é limitado apenas a 3 relatórios - será feita estatística mais detalhada (por grupo, por exemplo).

Uma vez que não há muitos participantes no inquérito (58 apenas), este site podia funcionar como incentivo à participação das pessoas.

Obrigado pela atenção.

Um professor preocupado."

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:18 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

Paulatinamente a agenda "tudo está mal na escola pública" acentuou-se no que levamos de milénio e só o esforço de muitos impediu que caíssemos no desastre sueco. O discurso do mercado da Educação ganhou terreno com o actual Governo.

 

Há concelhos, como o de Caldas da Rainha, em que a relação público-privado é elucidativa dos efeitos negativos para a escola pública e para os seus alunos e profissionais. 

 

O João Daniel Pereira, do movimento "Em defesa da escola pública do Oeste", fez mais um estudo muito pertinente que teve a gentileza de me enviar por email. Fez referência aos quadros (são de 2013 e da Direcção-geral da Estatística da Educação e Ciência), que a seguir apresento, nas redes sociais durante o verão e num comentário por aqui.

 

No seu email o João Daniel diz o seguinte:

 

 

"(...)em relação ao nosso concelho, há números avassaladores.(...)No fundo, prova-se, através da evolução do número de alunos e do número de docentes, a investida dos interesses privados no concelho. Só professores a menos no ensino público são 190 em 9 anos, ou seja, menos 22%. É um escândalo! Destaco o 2.º Ciclo, de 190 passámos para 96 docentes, uma redução de 50%. No 3.º Ciclo e Secundário, de 420 docentes passámos para 330.(...)"

 

 

Os quadros têm abundante matéria para discussão.

 

Fiz uns sublinhados para os dados que o João Daniel referiu e acrescento mais uns detalhes.

 

O número de alunos matriculados aumentou entre 2005 (ano de inauguração do Grupo GPS no concelho) e 2013. O número de alunos do ensino secundário aumentou, mas o número de alunos matriculados no regular diminuiu. Os indicadores de sucesso escolar têm muitas variáveis. Mas há um dado em relação ao 2º ciclo que é evidente: a percentagem de insucesso escolar ou desistência duplicou entre 2005 e 2013.

 

Ou seja, também os números de uma década são elucidativos acerca do cerco à escola pública.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:15 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

 

 

 

Muito boa a reportagem da Gazeta das Caldas sobre o prémio

da Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio na China que, note-se,

fez todo o percurso escolar no ensino público e com uns detalhes

educativos e escolares que não encaixam na linguagem

dos descomplexados competitivos que pululam por aí.

 

Por ler também aqui

 

Dois detalhes, duas gralhas digamos assim:

não é, naturalmente, Meteorologia nem Astrologia, mas sim Metrologia e Astronomia.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:08 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 07.09.14

 

 

 

Em 2005, os cerca de 195.000 professores (cerca de 160.000 nas escolas públicas e de 35.000 nas cooperativas e nos privados) dos ensinos básico e secundário eram considerados os primeiros "responsáveis" pela dívida pública que estava em 90,7 mil milhões de euros (cerca de 60% do PIB).

 

Nem dez anos depois, esses professores são cerca de 130.000 (cerca de 100.000 nas escolas públicas e de 30.000 nas cooperativas financiadas pelo Estado e nos privados pagos pelos "clientes").

 

Sabe-se que a dívida pública voltou a subir e que andará perto dos 135% do PIB. Mais do dobro (em milhares de milhões de euros) em relação a 2005, enquanto os professores foram "dizimados".

 

Desfeita a agenda "tudo está mal nas escolas públicas", aguarda-se a prestação de contas de quem arruinou o país.

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Painéis de São Vicente."

Atribuído a Nuno Gonçalves.

Museu Nacional de Arte Antiga.

Agosto de 2014. Lisboa.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:10 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 06.09.14

 

 

 

Mas não há profissionais menos competentes no sector público? Claro que haverá. Essa não é sequer a questão dos últimos anos. A afirmação falaciosa consistia na elevação da gestão apenas por ser privada: fazia mais com menos e tinha o exclusivo da competência, da inovação e da ambição. Quando há uns poucos anos adivinhávamos a tragédia da desregulação da Educação na Suécia, éramos uns radicais ideológicos. Nesta altura, já são os próprios suecos que se "confessam decepcionados com a privatização da Educação".

 

A "desgraça" da bancocracia acentuou a falácia de que os privados geriam melhor e faziam mais com menos.

 

Claro que existem bons profissionais em ambos os sectores, mas a Educação, pelo seu carácter de longo prazo, não é aconselhável aos modelos empresariais. Em Portugal têm falido várias universidades privadas a par dos escândalos de privatização de lucros no não superior em cooperativas que precarizaram professores e outros profissionais.

 

Como sempre se suspeitou, os privados faziam mais com menos se não se considerasse a privatização de lucros, o atropelo aos mais elementares direitos laborais e a observação de resultados a médio e longo prazos.

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:32 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:06 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 05.09.14

 

 

 

 

 

Já sabíamos que há jovens portugueses, espera-se que estejam desiludidos ou em vias disso, nas fileiras jihadistas e agora ficamos a saber que Nuno Crato é das arábias ou pelo menos tem influências das terras da Mesopotâmia.

 

Quando ouvi o ministro dizer que os professores foram para as filas dos centros de emprego a 1 de Setembro porque quiseram e que tinham 90 dias para o fazer, considero estranho que Crato não saiba que os desempregados começam a ser remunerados a partir do dia de inscrição e que não devem estar em condições de dispensar 3 meses de remuneração.

 

Crato também disse que os professores com horário zero não seriam "ultrapassados" pelos professores da contratação inicial. Já se sabia que não ia ser assim e das duas uma: Crato desconhece os processos ou é mau propagandista. Vou mais pela segunda hipótese e recordo-me dos tempos de Lemos & Pedrosa tantas vezes catalogados na mesma área do célebre ministro iraquiano da informação. É uma piada gasta, mas aplica-se a esta versão de Crato-das-Arábias. E o pior é que tudo isto causa imenso sofrimento a milhares de pessoas.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 22:08 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

Recebi por email com pedido de divulgação da Associação Nacional de Professores Contratados:

 

 

"Comunicado 05.09.2014

 

NOVO PEDIDO DE ALARGAMENTO DE PRAZO DO CONCURSO BCE E CORREÇÃO DE ERROS DIAGNOSTICADOS

 

 

O Mistério da Educação e Ciência já comprovou que desde o arranque do concurso de Bolsa de Contratação de Escola, na plataforma SIGRHE, existem problemas informáticos graves, já devidamente testemunhados por centenas, ou mesmo milhares de docentes, em vários espaços públicos  (web, televisão, entre outros).

 

À data da presente comunicação conhecemos ainda casos de docentes que não conseguem imprimir o seu recibo de candidatura, não podendo posteriormente comprovar a inserção correta dos dados, numa plataforma que não dá qualquer garantia de fiabilidade. São ainda conhecidos, recentemente, através de vários meios, situações de docentes que confirmam que responderam a um maior número de subcritérios de seleção do que aqueles que a plataforma gerou no recibo de submissão de candidatura.  

   

Face ao exposto a ANVPC - Associação Nacional dos Professores Contratados, já requereu ao MEC um novo prolongamento do prazo deste concurso, e a correção imediata de todos estes erros, assim como o apuramento de responsabilidades (a quem de direito), uma vez que todos estes acontecimentos graves na plataforma, totalmente alheios aos docentes opositores a esta bolsa, têm prejudicado milhares e milhares de docentes e as suas famílias. Mais se refere que, certamente, todos esses erros não são decorrentes do número de acessos aos servidores da DGAE, uma vez que o concurso nacional detém possivelmente o mesmo número (ou maior) de opositores, e não decorreram nenhuns problemas informáticos.

 

Esta associação exige ainda que todos os horários a publicar na Bolsa de Contratação de Escola, caso tenham sido identificados pelos Diretores das Escolas TEIP e Autonomia como necessidades anuais, sejam, mesmo que disponibilizados aos docentes posteriormente ao dia 15 de setembro, considerados anuais pelo MEC/DGAE, e não temporários (como o seriam, pela aplicação do ponto 11 do artigo 9º do DL n.º83-A/2014 de 23 de maio). Vejamos que aos docentes contratados portugueses não poderá, nessa medida, ser imputada a consequência direta do atraso, e anomalias técnicas, decorrentes deste concurso. As primeiras colocações da BCE deverão ainda, a nosso ver, produzir efeitos, tal como no concurso nacional, ao dia 1 de setembro de 2014.

 

 

A Direção da ANVPC"

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:04 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 08:19 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 04.09.14

 

 

 

... e o pior é que inferniza a vida de milhares de professores e cria o caos na atmosfera organizacional das escolas públicas; é bom que se sublinhe. Basta ler os desenvolvimentos dos processos em curso para se concluir que por muito menos incompetência e impreparação caíram ministros.

 

Hoje é o programa de rescisões. O que é escrito no Domingo, e depois de tanta espera, é alterado na Quarta.

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:19 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Elege-se a singularidade, testa-se o ser qualquer e constrói-se o insuperável. Não se quer um igual mas precisa-se do carácter universal do indivíduo e anseia-se pela coisa comum (a religião, a ideologia política, a filiação associativa e a identidade por género, como se diz agora).

 

Há a diversidade regional. Portugal é semi-periférico e tem, ou teve, as suas categorias: uma densidade inigualável de inhos e de supervisores. Fiquemo-nos pelos inhos.

 

A utilização dos diminutivos (fomos únicos no assunto) na Educação podia dar maus resultados.

 

Conclui-se que somos adultos com egos elevados. Fiz pesquisas por ego-história convencido que era uma invenção nossa. Mas não: não especulemos: Freud influenciou meio-mundo.

 

Tínhamos de ser os melhores do bairro. Foi uma alta competição generalizada. Reconhecer (que era diferente de anunciar) o sucesso alheio magoava. Parece que o mote foi viver na alteridade.

 

Ai de quem se distinguisse, ai de quem fizesse bem aquilo que sempre se esperava que corresse mal, ai de quem fugisse do lugar comum e não se parecesse com a formatação estipulada pelo horizonte do quarteirão. Portugal sofreu de uma dilatação tal dos egos, que o espaço público se tornou uma impossibilidade e o exterior passou a ser o sítio oxigenado; a não ser que se conseguisse, e consiga, viver dentro por fora ou que a queda-sem-fim nos garanta alguma redenção.

 

 

 

Já usei algumas ideias deste texto noutro post.

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:11 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 03.09.14

 

 

O texto de Carlos Fiolhais, hoje no Público, é bélico e destruidor para Nuno Crato.

 

O autor também confessa (fala em "fogo amigo", veja-se lá) o que já se sabia: é amigo de Crato e isso "obrigou-o" a um apoio inicial, nomeadamente nas políticas dirigidas ao não superior.

 

Fiolhais mudou de opinião, talvez condicionado pelos cortes a eito que Crato perpetrou no superior. Quando se sente na pele a injustiça, digamos assim, até se resvala para vocabulário que, nos outros, claro, seria exagerado. Talvez já nem Fiolhais consiga afirmar que Crato não está para além da troika e que não usou o empobrecimento para dar asas à sua ideologia. 

 

No parágrafo seguinte lemos o pico da coisa: Carlos Fiolhais considera justo que se diga que Crato ficará como um "science killer". Quem diria.

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:15 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

 

 

O anterior concurso por "ofertas de escola" era um recuo de décadas e a alteração encontrada está impregnada da má burocracia, e da tortuosidade processual, que fez escola no MEC e que é transportada para os modelos informáticos.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:50 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

Entrámos no milénio e rapidamente percebemos que as contas derrapavam e que a grande corrupção se tinha consolidado. O discurso do país da tanga institucionalizou a malta-do-subpraime, o socratismo acentuou o desmiolo (mais após a bolha imobiliária) e o regresso da AD voltou a ser desastroso. É muito, mesmo para um país com tanta história.

 

A interrogação essencial repete-se: o que se seguirá?

 

 

 

 

 

Museu "A topografia do terror".

 

Berlim, Julho de 2014

 

Segue-se uma ampliação dos cartões.

 

 

 

 

Sou um optimista e não projecto algo semelhante para os tempos mais próximos.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:05 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 02.09.14

 

 

 

Este post é de 24 de Setembro de 2012.

É impressionante como se esfumou o argumento que o MEC

usava para disfarçar os cortes a eito no sistema escolar.

 

 

 

O que sobra é uma falta de respeito pela escola pública,

pelos seus profissionais, alunos e encarregados de educação,

que me leva a repetir a interrogação:

"mas estas pessoas nunca mais são elevadas para uma qualquer fundação?"

 

 

 

 

 

 

 

Pede-me, o blogger Pedro Peixoto, que divulgue esta nota do Público que dá conta de um erro em relação às declarações de Nuno Crato sobre a redução de alunos. Ou seja: se a quebra de 200 mil alunos é referente a adultos o argumento não podia ser usado para justificar os cortes, como o Público salienta na nota. Até já cansa um bocado escrever sobre isto e vou ver se arranjo fôlego.

 

Não sei quem é que tratou os dados. O que sei é que é hoje comum aplicar um modelo de regressão linear múltipla que melhor se ajuste aos dados em questão (aconselho a conhecida aplicação SPSS da IBM).

 

Se se estabelecer a redução de professores (y) como a variável dependente, podemos introduzir as seguintes variáveis independentes: aumento do número de alunos por turma (x1), aumento da componente lectiva dos professores (x2), agregações de escolas (x3), nova estrutura curricular (x4), diminuição da natalidade (x5), alteração nos fluxos migratórios (x5) e diminuição do número de alunos por eliminação do programa novas oportunidades (x6).

 

Se pretendermos saber a influência que as variáveis independentes tiveram na variável dependente, o SPSS nos dirá, nas tabelas de coefficients e ANOVA, e através da aceitação ou rejeição das hipóteses nula e alternativa e na significação global do modelo, que o modelo está situado bem à direita e rejeita a hipótese nula, portanto, existirá pelo menos um B=0 e uma relação linear entre a variável dependente e algumas das variáveis independentes seleccionadas.

 

O estudo do coeficiente de determinação permitirá perceber que o modelo explica mais de 98% dos casos de redução de professores o que será considerado muito bom.

 

Da análise individual dos parâmetros concluir-se-á que a variável independente x6 (diminuição do número de alunos por eliminação do programa novas oportunidades) aceita h0 e que, portanto, não influencia a variável dependente e que poderia ser retirada do modelo.

 

Também as variáveis, diminuição da natalidade (x5) e alteração nos fluxos migratórios (x5) aceitarão h0 e não influenciarão a variável dependente e poderiam ser retiradas do modelo e incluídas num modelo de regressão linear múltipla que tenha como objectivo perceber o que se vai passar em 2020, sendo seguro que as conclusões não acompanharão as epifanias de Passos Coelho quando remete para 2027 ou 2032 a possibilidade de sairmos da zona de empobrecimento. 

 

Importa referir que a utilização do modelo de regressão linear múltipla requer a verificação de alguns pressupostos.

  1. Pressuposto: se a distribuição dos erros é normal;
  2. Pressuposto: se os erros são variáveis aleatórias de média zero;
  3. Pressuposto: se os erros são variáveis aleatórias de variância constante – homocedasticidade -;
  4. Pressuposto: se as variáveis aleatórias dos erros são independentes;
  5. Pressuposto: se as variáveis independentes estudadas no modelo são não correlacionais – ausência de multicolinearidade -.
É também comum aplicar-se o teste de Durbin Watson (d*) para avaliar a veracidade da independência dos erros, ou seja, a sua auto-correlação ou de primeira ordem. Se os erros forem independentes não influenciam o valor do erro seguinte e nesse sentido a correlação entre erros sucessivos é nula. Seria natural que o estudo do d* aceitaria h0 como significado de que era conclusivo e que não existiria auto-correlação entre as variáveis do modelo.

 

Da matéria estudada também se observaria que a matriz das variáveis independentes permitia concluir que o módulo dos coeficientes de correlação e a respectiva dependência linear eram relevantes e que os valores eram inferiores a 0,8; portanto, não se verificava o problema da multicolinearidade.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

Centro Sony.

Fachada de um hotel destruído na segunda guerra.

Berlim, Julho de 2014.

 

 

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 10:02 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 01.09.14

 

 

 

Há quase dez anos que os telejornais incluem o "caos" na escola pública. O desprezo pela Educação nos últimos governos do arco governativo empurrou a organização do MEC para o mesmo lugar onde colocou o país.

 

As filas de professores nos centros de emprego a 1 de Setembro, hoje, portanto, eram escusadas. Milhares serão colocados e o atraso deve-se à crescente incompetência do MEC.

 

O programa de rescisões com professores teve uma adesão que duplicou o esperado tal a ideia de "fuga" instalada nos professores. Como o legislador não enunciou critérios de seriação, a confusão está instalada e a mediatização fará o papel habitual

 

A prova de avaliação de professores contratados é um processo coberto de ridículo que envergonha qualquer organização.

 

E podíamos estar a noite toda a elencar incompetências.

 

Tudo isto não é próprio de uma sociedade moderna e os episódios Kafkianos que estão a ocorrer têm origem numa traquitana que vive num caos administrativo e organizacional. É evidente que o fanatismo ideológico deste Governo tem uma elevada cota de responsabilidade e também não é desprezível a queda da Aliança Democrática para o caos nos concursos e para a incomodidade com os fenómenos numéricos. Até pode ser redundante o que vou escrever, mas só me sai uma expressão: mas estas pessoas nunca mais são elevadas para uma qualquer fundação?

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:00 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

Torah, na actualidade ("na actualidade" é uma impressão minha).

 

Berlim. Julho de 2014.

Jewish Museum

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:14 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 31.08.14

 

 

 

 

Há vantagens em rever museus, mesmo que uma viagem quase que se resuma a esses espaços, aos alojamentos e a um ou outro pequeno passeio. A revisão permite seleccionar e atenua a busca do tempo perdido.

 

O acervo do Prado é o que se sabe, mas permitam-me que escolha o tríptico "The Garden of Earthly Delights" de Hieronymus Bosch (El Bosco em espanhol) e o "La bacanal de los andrios" de Vecellio di Gregorio Tiziano (Tiziano ou Ticiano); ambos quase que justificam uma visita.

 

 

 

 

 

Bosh, Museu do Prado, Agosto de 2014. (este vídeo ajuda)

 

 

 

 

 

Tiziano, Museu do Prado, Agosto de 2014. (este vídeo ajuda)

 

 

As vantagens da internet permitem-nos saber muito mais. Basta googlar um bocado. Contudo, a presença física continua insuperável.

 

 

 

 

 



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Sábado, 30.08.14

 

 

 

 

Há pouco tempo, seguramente na silly season, o ultraliberal (agora com menos combustível) Martim Avillez, colaborador do Expresso, disse à Ana Lourenço, na SICN, sobre o caso BES: "É um assunto muito delicado e não podemos opinar com precipitação". O mesmo ultraliberal não se tem cansado de opinar, com pressa e precipitação, sobre a avaliação de professores e a propósito de tudo o que sirva para diminuir a escola pública e os seus profissionais. O costume, digamos assim, nas narrativas da malta ultraliberal.

 

O seu texto no último Expresso tem o basquetebol no título e chamou-me à atenção. Vou directo à narrativa, mas publico a coisa na íntegra. Para poupar os leitores divulgo a parte em causa com sublinhado e tudo.

 

Segundo Avillez, o indiano Vivek Ranadivé (nascido em 1956), bem sucedido em Silicon Valley, é o inventor da defesa individual em campo todo adoptada pelo basquetebol profissional. Esta afirmação é falsa.

 

Segundo Avillez, o citado indiano ensinou às filhas, com sucesso, o sistema defensivo que assim se tornou célebre e adoptado. Pois bem. Há liga profissional desde a década de quarenta do século XX e pelo menos em 1957 (o Vivek tinha um ano e mesmo na Índia não é possível ter de imediato filhas adolescentes e logo duas) já era obrigatória a defesa individual (só mesmo há poucos anos são permitidas pequenas variações) e muitas equipas a usavam no campo todo. Fazê-lo sempre e em todos os jogos é que só nas falácias e narrativas de um ultraliberal.

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:04 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

"Merkel apoia a intenção do Governo Espanhol de bloquear o referendo da Catalunha" numa intromissão inadmissível. É um facto que o caso de corrupção de Jordi Pujol, um catalão muito conhecido, parece permitir estes desmandos mesmo que os catalães sublinhem que o citado indivíduo não é a Catalunha.

 

Dá ideia que Merkel, do alto "seu" Bundestag, domina a nação espanhola e apela a um qualquer pragmatismo principalmente com receios internos (e, claro, com o descontrolo na Ucrânia) e com medo de alguma reedição do que levou às duas guerra mundiais.

 

Comparando Berlim e Madrid, por exemplo, o mais difícil é nomear a capital com mais sem-abrigo, embora os berlinenses pareçam mais treinados a respigar nos contentores do lixo. É evidente que a pujante Berlim, uma cidade-estaleiro tal o número de gruas por quilómetro quadrado, supera no imobiliário-em-construção e nos mini-jobs (diz-se que 1 em cada 5 trabalhadores) e isso deve dar muito que pensar.

 

 

 

 

 

Bundestag, Berlim, Agosto de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

Centro de Madrid, Agosto de 2014.

 

 

 



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Sexta-feira, 29.08.14

 

 

 

As férias tiram-nos da rede e o regresso é sempre algo burocrático: centenas de emails e actualizações no blogue e nas redes sociais.

 

Um dos emails recomendava um vídeo que deixei a correr enquanto despachava outros assuntos. É, digamos assim, um vídeo sobre o caso BES que é elucidativo do estado do país.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:44 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

 

Da desonestidade ignorante - 4

 

 

 



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
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