Em busca do pensamento livre.
Sábado, 30.05.15

 

 

 

Vale a pena ler a reportagem da revista do Expresso (páginas 42 a 48) sobre o sistema escolar Finlandês. Há, desde logo, uma variável decisiva na Finlândia: uma criança que revele uma dificuldade mais acentuada beneficia de imediato de uma equipa de especialistas. Ou seja: uma municipalização a sério e não como a que queremos implementar em que os autarcas substituem a gestão das escolas para governarem o ambiente local em mais do mesmo (até com 25% da oferta curricular entregue às suas imaginações e sem qualquer linha "à finlandesa").

 

Das muitas questões interessantes, retiro quatro:

 

1. O inferno da papelada. E acrescente ao que vai ler um inferno de burocracia digital com redes informacionais inundadas de ficheiros Word a operacionalizarem tanta complexidade.

 

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2. Há uns estudos recentes que dizem que os nossos alunos que entraram na escola em 1997 eram felizes e obtinham bons resultados (os que não abandonavam a escola, é evidente). Mas os ultraliberais ficam-se pela prosa e têm horror à poesia: a felicidade não se mede, dirão de imediato os mais empreendedores.

 

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3. Portugal é o único país da Europa onde a carreira do professores é devassada. Na Finlândia é muito valorizada, naturalmente. Mas não é apenas isso, como não me canso de repetir.

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4. Na Finlândia só há exames no fim do secundário (o que é muito diferente de se dizer que não se avalia antes disso ou que não há um clima de exigência e disciplina) e a poesia permite experimentar um "modelo sem disciplinas". Acima de tudo, salienta-se o seguinte:

 

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Por cá, o tratamento dos resultados escolares das crianças já vai em rankings e nem sei mais o quê, a organização das disciplinas afoga-se no "estruturante" com quilómetros de metas e não resisti: trouxe um pequeno texto de Fernando Mora Ramos no facebook (o meu comentário foi curto: Não falta...)

 

"Falta ainda lançar no mercado o campeonato mundial da chucha para lactentes entre os seis e os nove meses apenas para aqueles que já gatinhem e possam - será o objectivo - roubar a chucha ao oponente e mesmo aos da mesma equipa, acumulando um número de chuchas que leve à sua consagração - do gatinhante em causa - como o da Dentada de Ouro na Chucha, ou o Chucha-Mor."

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 17:06 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Uma reportagem interessante, na revista do Expresso, sobre o sistema escolar finlandês.

 

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Sexta-feira, 29.05.15

 

 

 

É espantoso como já vai sendo notícia que o próximo ano lectivo começará com os professores colocados. Mas não é esse o mínimo exigível? Só mesmo quando políticos impreparados tomam conta do MEC é que o processo entra em plano inclinado.

 

No próximo período de transição entre anos lectivos haverá colocações às quais puderam concorrer - mas não o fizeram, obviamente - todos os professores dos quadros, mas os "novos professores" serão à volta de 1%. Francamente, nem sei como é que há forças políticas preparadas para usar o processo como argumento eleitoral.



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Quinta-feira, 28.05.15

 

 

 

Não é rigoroso, e é até pior do que isso, generalizar a ideia: não querem é ser avaliados.

 

Como a "prestação de contas" foi a expressão-chave mais repetida no que levamos de milénio pelos que a exigiam aos outros, o esmagamento das classes média e baixa usou essa formatação burocrática em clima de totalidade enquanto a classe de casino se movimentava na libertada engenharia financeira. Foram poucos os que resistiram (não queriam ser avaliados, claro), e não era mesmo nada fácil, e sofreram com isso. 

 

As administrações públicas foram alvos semelhantes às empresas, com uma analogia mais evidente com as de grande escala. A avaliação de desempenho burocrática, com fuga aos "olhos nos olhos", foi o método de controle escolhido que se transformou em "tormento". Está comprovado que os processos administrativos de avaliação não introduziram aumentos na produtividade. A robotização, que consegue, grosso modo, que uma pessoa produza o mesmo que três é uma discussão cada vez mais presente e aumentam as vozes que "exigem" aos robots descontos para a segurança social. Mas isso já é tergiversar e nada tem a ver com a avaliação burocrática.

 

Por outro lado, a redução de salários foi um objectivo plenamente conseguido; mas não foi o único aspecto negativo.

 

A democracia foi desaparecendo das organizações. A possibilidade da pergunta de proximidade foi substituída pela burocracia numa engrenagem diabólica que favoreceu o controle como método relacionado com o temor. A atmosfera relacional intoxicou-se e a produção reduziu-se desde logo pelo tempo gasto em registos repetidos e inúteis pomposamente designados pelo vocabulário da má burocracia. As organizações abandonaram os ideais de inovação e simplificação e deram lugar ao controle mútuo das pessoas. A cooperação foi substituída pela obsessão individualista associada aos fenómenos mais conhecidos do mundo do trabalho actual: desesperança, saturação, fuga, burnout out e medicação excessiva e sem controle.

 

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Quarta-feira, 27.05.15

 

 

 

Se há tempos escrevi que a candidatura de Figo era difícil por enfrentar um poder ditatorial com 16 anos, agora não me surpreendo com a retirada da candidatura nem com o início do escândalo de corrupção que hoje estalou na FIFA

 

Há todo um mistério à volta dos financiamentos da indústria do futebol que já envolve declarações importantes de uma procuradora dos EUA (basta googlar) e até de Senadores da terra do Tio Sam a exigirem, pasme-se, a demissão de Blatter. É mais um sinal da alta corrupção que mina perigosamente as democracias ocidentais.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 23:31 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

"O CEO da Covey Leadership Center e líder do Global Speed of Trust Practice já integrou a lista dos 25 americanos mais influentes da revista Time e esteve em Lisboa para a Happy Conference, onde falou sobre a importância vital da confiança no poder das organizações."(esta frase é duma edição impressa da Pública (2013?) e foi uma cortesia do José Mota).

 

A confiança é a moeda essencial para a economia e os portugueses conhecem bem a asserção.

 

Nos sistemas escolares é a palavra chave desde há muito. A confiança nos professores é decisiva para eliminar, por exemplo, a má burocracia. Mas a desconfiança atingiu um grau ainda mais baixo: a palavra de um professor vale menos do que um qualquer relatório, mesmo que seja um "copiar e colar". Essa quebra de confiança reflecte-se na disciplina na sala de aula. Só a elevação da nossa sociedade tem atenuado a generalização da patologia. A constante degradação mediática da imagem dos professores só é superada pela dos políticos que os desacreditaram e vale novamente a sociedade menos ausente que continua a confiar nos professores (não há estudo que não o evidencie).

 

É um ranking ensandecido. Tudo começa no estatuto do aluno, passa pelo dos professores e pela sua avaliação e prossegue nos modelos de gestão escolar. Se para Stephen Covey é esse o caminho que existe, para o sistema escolar trata-se de o recuperar. Quanto mais tarde o fizermos, mais depauperada ficará a democracia.



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Terça-feira, 26.05.15

 

 

 

É agradável ler um candidato a PR que pode discursar assim:

 

"(...)Na linha de Eugénio de Andrade, Sampaio da Nóvoa é uma homem de palavra e de palavras. "A honra da palavra dada é a minha maior riqueza", diria depois de reconhecer que "a independência tem um preço e estou disposto a pagá-lo". E confessaria a sua "inabilidade para o mundo do lucro e da usura".(...)"



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Segunda-feira, 25.05.15

 

 

 

Se há dias escrevi que "chegámos a um ponto tal, que os apoios imediatos de Soares e Sampaio prejudicam Sampaio da Nóvoa(...)", hoje concluo que o apoio de Ramalho Eanes torna ainda mais forte a candidatura. Este ex-presidente largamente elogiado nos diversos quadrantes, sublinhe-se, "(...)elogia a "capacidade de liderança", o "carácter forte e bom", a "inteligência superior", as "boas qualidades de temperamento", a "coragem intelectual", a "capacidade de decisão" e a "independência e despojamento(...)".

 

Concordo com o Paulo Guinote que olha "com um enorme gozo" os que "(...)criticam a falta de experiência dele em matérias daquela política pastosa e feita de almoços cúmplices(...)". Não ficam dúvidas: a candidatura de Sampaio da Nóvoa está a valer mesmo a pena.



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Bartoon de Luís Afonso no Público.



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 Página 12



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Domingo, 24.05.15

 

 

 

A carreira dos professores tem como ponto central a sala de aula. Tudo o resto existe, ou deve existir, para criar as melhores condições para essa realização. Em qualquer patamar da carreira, os professores podem exercer o mesmo serviço, leccionar a mesma turma ou o mesmo programa. A idade conjugada com o tempo de serviço deve proporcionar a redução do exercício lectivo.

 

Os últimos governos portugueses traçaram um objectivo: dividir os professores; quebrar a "massa". Convencidos que essa "massa" era dirigida pelo partido comunista, estabeleceram três instrumentos para o "massacre" (palavras de António Nóvoa e que foram, no caso do PS, confessadas por António Costa e por uma dirigente que se referiu à "massa que quebra"): estatuto da carreira, avaliação do desempenho e gestão escolar.

 

"(...)O fenómeno mais importante que se desenrola no seio da massa é a descarga. Antes disso, a massa não existe propriamente, é a descarga que, realmente, a constitui. É o momento em que todos aqueles que dela fazem parte se libertam das suas diferenças e se sentem como iguais.

Entre essas diferenças, há que pensar, sobretudo, nas que são impostas do exterior, distinções de categoria, de classe e de posses. Os homens, enquanto indivíduos, estão sempre conscientes dessas distinções, que pesam seriamente sobre eles e os obrigam, com muita severidade, a distanciar-se uns dos outros.(...)"

 

Canetti, Elias, (2014:16). "Massa e Poder". Cavalo de Ferro. Lisboa.



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Sábado, 23.05.15

 

 

 

Sampaio da Nóvoa inscreveu a necessidade de uma "revolução" na Educação poucos dias depois de se conhecer o programa provisório do PS. Será porque leu um texto de "mais do mesmo" e até pouco cuidado? Tudo indica que sim. Concorde-se mais ou menos com o pensamento educativo de Sampaio da Nóvoa, é inquestionável a sua autoridade e é importante para o sistema escolar que sublinhe as diferenças com as políticas desastrosas da última década.



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Na imprevisibilidade do comportamento da Massa, a "segurança" aconselha a não constituição e muito menos o aumento.

 

"(...)Nada o homem receia mais do que ser tocado pelo desconhecido. Uma pessoa quer ver aquilo que lhe toca, quer ser capaz de o reconhecer ou, pelo menos, de o situar. Em toda a parte, o homem evita ser tocado pelo desconhecido. Sobretudo de noite ou no escuro, um contacto inesperado pode levar o susto a transformar-se em pânico. Nem mesmo a roupa garante segurança suficiente, já que é tão fácil rasgá-la, já que é tão fácil penetrar até à carne nua, macia e indefesa do agredido!

Todas as distâncias que os homens criaram em seu redor foram ditadas por esse receio de contacto. As pessoas encerram-se em casas, nas quais ninguém pode penetrar, e só dentro delas se sentem mais seguras.(...)É só na massa que o homem se pode libertar desse receio de contacto. É a única situação em que esse temor se transforma no seu contrário.(...)"

 

Canetti, Elias, (2014:13,14). "Massa e Poder". Cavalo de Ferro. Lisboa.



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Sexta-feira, 22.05.15

 

 

 

O sistema escolar está cansado do corrupio de "reformas", mas são tantas as políticas comprovadamente erradas que é urgente uma mudança em várias. E como é que esse processo se chama? "Revolução", obviamente. O que não podemos é identificar tanta coisa errada e depois dizermos que tudo deve ficar como está porque estamos cansados. O candidato a PR Sampaio da Nóvoa diz que os "professores foram "maltratados", massacrados e encostados à parede e pede uma "revolução" nas políticas da Educação.(...)".



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Estou a começar o ensaio de Elias Canetti, "Massa e poder", e com vontade de pegar também no seu único romance, "Auto-de-fé", que deu origem ao Nobel de 1981. Elias Canetti é ainda autor de três textos dramáticos - um de 1932, outro de 1934 e ainda um outro de 1956 - que retrataram uma sociedade profundamente corrompida no centro da Europa. Pensar que foi há um piscar de olhos histórico leva-nos a concluir que talvez estejamos num mesmo "estado de sítio".

 

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Quinta-feira, 21.05.15

 

 

 

É muito mau que o actual MEC consiga que a suspensão do programa de Matemática A do secundário seja hoje votada na Assembleia da República. Nuno Crato pode estar há muito em fim de festa, mas isso não justifica tanta terraplenagem.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 16:02 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

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Pode adquirir aqui a versão digital do livro "Por precaução - o tratamento da informação nas organizações escolares". A editora é a "Amazon - kindle edition".

 

Pode ler a descrição:

 

Por precaução

O tratamento da informação nas organizações escolares

Authored by Paulo Prudêncio 


A actual discussão política à volta do papel da escola e a predominância da ideia de sociedade global associada aos sistemas de informação e de conhecimento, foram factores nucleares para a escolha do tema para esta investigação.

Tivemos também a pretensão de contribuir para a novel investigação que se preocupa com a gestão escolar propriamente dita e com os seus sistemas de informação, numa lógica que tenta ultrapassar dois territórios que, e segundo Barroso (2005), têm ocupado o universo da Administração Educacional: o das Ciências da Educação e o das Ciências da Administração e Gestão. 
Não é ousado afirmarmos que não é possível identificar escolas de gestão escolar. Apesar destas instituições serem, e de acordo com Grade (2008), uma das organizações mais estudadas, podemos inscrever um estado de desconhecimento quanto aos modelos de gestão que estão em confronto. Existe uma larga latitude de opções quanto à forma como as redes de escolas se estruturam, mas o reconhecimento da singularidade organizacional das instituições é um espaço de investigação que dá os primeiros passos.
É precisamente no modo como as organizações escolares tratam a informação que se centra o nosso estudo. Fomos conhecer a cultura organizacional da escola na estreita relação com os sistemas de informação. Queríamos perceber se a maioria da informação é obtida por precaução e as conclusões da investigação comprovaram-no. Uma parte muito significativa das entradas de informação cumprem esse desígnio e não alimentam um sistema de informação que exista como tal: estudado, moderno, coerente e libertador dos actores para a tarefa essencial das escolas: o ensino. Importava conhecer as razões e foi disso que fomos à procura. 
A nossa opção de recolha de dados para o estudo empírico circunscreveu-se a entrevistas a directores escolares. Escolhemos uma abordagem qualitativa como método de investigação, com as consequentes análises de conteúdo e as respectivas apresentação e síntese de resultados.
Encontrámos um sistema escolar mergulhado em burocracia inútil e que faz depender as decisões dos actores escolares dos excessos normativos do poder central. Apesar da autonomia na gestão escolar ser um objectivo há muito perseguido nos textos de políticas educativas, o estado da gestão informacional inscreve uma entropia que bloqueia a afirmação das particularidades organizacionais dos estabelecimentos de ensino.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

"(...)escolher os bons adversários é uma das tarefas mais difíceis, qualquer um pode ser nosso adversário; ao contrário, são poucos aqueles com quem nos cruzamos e que poderiam ser nossos amigos... somos feitos para o desacerto, para os desencontros, encontrar inimigos é a actividade mais fácil do mundo, não é propriamente uma caça ao animal raro;(...)"

 

Tavares, Gonçalo M. (2015:30). "Uma menina está perdida no seu século à procura do pai". Porto Editora. Lisboa.



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Quarta-feira, 20.05.15

 

 

 

Só numa sociedade ausente e doente e que não tem queda para educar as crianças, é que os exames dos miúdos têm peças a abrir telejornais que nos deviam envergonhar. Elimine-se toda a publicitação dos resultados dessas provas, informe-se apenas cada encarregado de educação da nota do seu educando e discuta-se sem fanatismos e preconceitos as questões técnicas, os universos testados e os calendários. Tenho ideia que se o fizermos cresceremos como sociedade.

 

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O programa provisório para a Educação do PS não nega quem governa nos eixos fundamentais, embora omita as matérias que o guião da reforma de Portas oferecia aos "privados" da Educação. O PS tem que andar para convencer os eleitores que não é uma continuidade das políticas Lurdes Rodrigues & Nuno Crato. Há demasiada matéria fundamental que não é sequer financeira e que não recebe uma qualquer linha.



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Portugal tem, desde meados da década de noventa do século XX, condições informacionais para digitalizar dados sobre os alunos que disponibilizem boa informação que reduza o abandono escolar (sim, foi isso mesmo que leu) e que torne civilizada a atmosfera organizacional. A informação não é tudo nesses domínios, mas é preciosa. Por que é que isso não aconteceu? Desde logo, porque a construção dos sistemas atomizou-se, ficou a cargo do outsourcing e foi desenhada por especialistas em sistemas de informação e comunicação e não por gestores da informação escolar.

Desperdiçaram-se recursos financeiros avultados e o que existe é informação não integrada. Os milhões de dados lançados diariamente nas nossas escolas continuam "intratáveis", produzem parco conhecimento e sustentam algumas empresas comerciais que se apoderarem do mercado e o condicionam. A entropia informacional transformou num "inferno" o lançamento repetido da informação.

A iniciativa, em 2013, no concelho de Odemira pareceu meritória porque tentou reunir numa mesma base de dados a informação sobre os alunos desde a entrada no sistema e porque foi uma websolução. Era importante saber o que aconteceu dois anos depois. Várias escolas perseguiram caminhos semelhantes, mas as constantes alterações na gestão escolar impediram qualquer consolidação que aconselhasse a generalização. Esse objectivo é crucial e é imperdoável que se desperdice mais um quadro comunitário com "soluções" pato-bravistas.

No entanto, a iniciativa de Odemira pode repetir o que existe. E por quê? Porque a informação determinante sobre cada um dos alunos está longe de se esgotar num programa de discentes; e o mesmo acontece com os restantes actores do sistema. O universo informativo da escola como organização inclui horários escolares, calendarização de reuniões, sumários, serviços de apoio social, bibliotecas, utilização de cartões electrónicos, programas educativos individuais, actas de reuniões e por aí fora. E se um sistema não integrar todos os dados, é mais o que se perde do que o que produz conhecimento.

 

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Terça-feira, 19.05.15

 

 

 

O que val ler escrevi-o em 3 de junho de 2011. Desde aí, o clima continuou a descer. Como sou uma pessoa com relativa esperança, gostava de voltar a viver num país em que o seguinte descolasse da realidade:

 

Não sei se o caso France Telecom foi consciente. Não tenho dados para o veredicto. Do mesmo modo, permito-me dar lugar aos que especulam que o que se viveu em Portugal nos últimos anos foi de premeditação inconsciente embora com resultados igualmente desastrosos. O que mais me impressionou neste período, e que me oxigenou a não desistência, foi a generalização do medo. O pavor de existir é a mais nefasta herança desta governação.

 

A má burocracia corporizada em amontoados de grelhas anula o indivíduo e o seu inatismo cooperativo e gregário. Institucionaliza o formulário com campos sem fim e em que o erro num deles pode sentenciar a reprovação, a vergonha e a imobilidade na progressão na carreira. Sobrecarregar o indivíduo com burocracia associada a uma pirâmide clientelar e preenchida por uma ficção em forma de ferro, venera a bajulação, exclui a dignidade e impede qualquer veleidade à inovação, à inteligência e ao primeiro atributo do conhecimento da razão: a liberdade.(...)



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Segunda-feira, 18.05.15

 

 

 

 

 

Desde os sofistas e de Aristóteles que se sabe que a política é também a arte da mentira. Proclamar A e o seu contrário de forma a enganar todos ou um de cada vez é o modo de ser dos institucionalistas que nos empurraram para onde estamos. O branqueamento da corrupção e a eliminação da memória são consequência e causa de primeira grandeza. O refúgio na "amizade" é o argumento que esconde a obstinação da oligarquia.

 

Embora com contornos diferentes do já referido, não se percebe, por exemplo, o que tem sustentado o apoio inicial sem limites aos últimos ministros da Educação.

 

O facto tornou risível o "discurso dos arrependidos", como aconteceu com Carlos Fiolhais (falou em science killer e avaliação destruidora, imagine-se) que é amigo de Crato, que conhece as suas ideias sobre ensino superior e investigação e que se desiludiu. Só que Crato é também ministro do ensino não superior e quem o conhecia nesses domínios apressou-se a avisar que o ministro estava impregnado de preconceitos contra a escola pública e que nada sabia de gestão escolar onde não se conhece uma frase do seu pensamento. Tudo comprovado. O contágio ao ensino superior e à investigação foi uma questão de tempo.

 

Até o eduquês, que importou de Marçal Grilo, sempre se pareceu com o do crítico original: uma espécie de versão II que na prática resultava em mais do mesmo. As polémicas à volta do excessivo linguajar das ciências da Educação são apenas uma milionésima parte do inferno informacional em que mergulhou a gestão escolar e os últimos ministros limitaram-se a acrescentar ruído com os institucionalistas sempre à espera de uma nova vaga.



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Domingo, 17.05.15

 

 

 

Na parafernália de exames que os miúdos começam amanhã, cada um carrega quatro responsabilidades: a sua, a do seu professor, a da sua escola e a do seu país (e não tarda da sua UE se os europeus descerem para sul). Esta injustiça levanta, desde logo, uma certeza antiga: os instrumentos científicos podem ser válidos, mas dependem da cabeça que os utiliza ou do que fazemos com eles. Um primeiro passo civilizado para estes exames dos miúdos seria óbvio: eliminar a sua publicitação em pautas, quadros e rankings e dar a conhecer os resultados apenas ao respectivo encarregado de educação.

 

É até indecente como as autoridades escolares e políticas reivindicam os bons resultados e assobiam lateralmente quando assim não é. O somatório de entidades que os miúdos carregam para os exames devia ser esclarecido: há muito que se sabe que, em regra, os resultados escolares melhoram com a elevação das sociedades e das famílias e ao longo de gerações. O bom ensino, as boas escolas e os bons ministérios são, em regra, uma consequência disso. Quem especializa precocemente exclui mais e tem sempre piores resultados globais a prazo; também há muito que se conhece esta evidência, mas a eliminação da história tomou conta das inteligências.

 

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Para quê manter a Escola se há empresas que oferecem modelos admiráveis?



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Bartoon de Luís Afonso no Público.



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Sábado, 16.05.15

 

 

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Phoenix é um filme imperdível. É uma obra prima comovente. Nelly regressa de um campo de concentração e quando se confronta com as imagens anteriores à guerra para uma cirurgia de reconstrução facial as fotografias assinalam os amigos: os sobreviventes, os falecidos e os nazis. A surpresa é brutal com o universo de hipocrisia e falsidade que preenche as relações humanas. É também uma lição para os tempos neoliberais que vamos vivendo neste milénio e que nos leva a concluir que os movimentos nazis são possíveis ao virar da mais inesperada das esquinas.

 

Título original: Phoenix

 

Alemanha, Outono de 1945. Nelly Lenz (Nina Hoss) é uma sobrevivente dos campos de concentração nazis. Apesar de ter escapado à morte, sofreu vários ferimentos que lhe deixaram o rosto totalmente desfigurado. Lene Winter (Nina Kunzendorf), que trabalha para uma agência judaica, cuida dela e leva-a para Berlim, ajudando-a de todas as maneiras que é capaz. Quando, após uma cirurgia de reconstrução facial, Nelly se apercebe de que está quase irreconhecível, Nelly sente-se perdida. É então que decide ficar na cidade e procurar Johnny (Ronald Zehrfeld), o marido, que tudo indica ter sido quem a denunciou às autoridades alemãs. Certo dia, encontram-se. Convencido de que Nelly morreu, Johnny não a reconhece. Mas propõe-lhe um trato: dadas as semelhanças com a esposa que julga falecida, pede-lhe que finja ser ela própria e o ajude a reclamar uma herança em seu nome. Determinada a descobrir a verdade sobre as intenções do homem com quem casou e que nunca deixou de amar, Nelly concorda…
Com argumento e realização do alemão Christian Petzold ("Bárbara"), é a adaptação cinematográfica da obra "Le Retour des Cendres", de Hubert Monteilhet. Em 2014, "Phoenix" recebeu o Prémio da Crítica Internacional (Fipresci) no Festival de Cinema de San Sebastián, no País Basco. PÚBLICO

 

 

 



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 Fotografia obtida no mural da Filipa no facebook.

 

A Filipa recebeu uma medalha de mérito, como investigadora, do município das Caldas da Rainha. A cerimónia realizou-se no dia 15 de Maio de 2015. No seu mural do facebook escreveu assim:

 

"Agradeço ao Município das Caldas da Rainha por me ter atribuído a "Medalha Municipal de Mérito de Investigação". Infelizmente não pude estar presente na cerimónia, que teve lugar hoje no Dia da Cidade. 
Muito obrigada."



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Sexta-feira, 15.05.15

 

 

 

 


"...Porque a eternidade não se mede pela sua duração mas pela intensidade com que a vivemos...

...Visitar uma terra que há muito deixámos. Não poderemos jamais reencontrá-la. Porque a vida é o presente e tudo o mais é ficção. Mas decerto uma ficção mais real que a realidade...

...Uma biblioteca é quase tão pessoal como as impressões digitais. Ela forma-se como os problemas que nos formaram a nós e outros virão a abandonar...

...Uma forma de o medíocre convencido imitar a grandeza é não dizer mal de ninguém...

...Pinta-se o galo mas não a galinha, o touro mas não a vaca. Porque o macho é que é testiculado. Mas à mesa o que se come é vaca ou galinha, mesmo que a carne seja do outro. Somente a mesa é o lugar da fraqueza e da necessidade. É por isso que é aí que se fazem os melhores negócios...
 
...Ser inteligente é ser desgraçado. O imbecil é feliz. Mas o animal também...
 
...Dar sentido à vida. Para lho darem aos domingos, quando não trabalham, os campónios da aldeia embebedam-se e dão-se facadas. A arte do nosso tempo sabe-o e faz o mesmo..."

 

 

 

 

Vergílio Ferreira. Pensar.

Reedição.

 



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 14.05.15

 

 

 

Educar para um futuro pior

 

Cortesia de CVC. Colo o texto todo de Raquel Matos para sublinhar tão interessante argumentação.

 

 

"Enquanto professora universitária e mãe de três crianças dos 6 aos 12 anos, partilho a minha preocupação com as crenças e políticas de educação que se têm vindo a instalar em Portugal.

1. Há uma pressão enorme para o sucesso, desde cada vez mais cedo, por parte de pais, professores e diretores de escolas.

2. Esse sucesso é entendido como ‘ter boas notas’ e espera-se que todas as crianças tenham as melhores classificações. Ou seja, desafia-se o conceito de curva normal e as noções de média, mediana e moda que, tanto quanto sei, ainda se aplicam em estatística.

3. As crianças são, desde muito cedo, orientadas para o resultado sem serem motivadas para aprender.

4. Os programas das disciplinas têm-se tornado mais extensos e pouco sensíveis aos ritmos de aprendizagem.

5. As cargas letivas têm aumentado, porque os agentes escolares estão focados em garantir uma boa classificação das escolas nos famosos rankings e porque se assume que o melhor para crianças e jovens é estarem mais tempo na escola e terem pouco tempo livre.

6. Defende-se que fins de semana, férias e feriados são para estudar; que logo no segundo ano do ensino básico, as crianças devem preparar-se exaustivamente para os exames para que… não me ocorre outro motivo que não seja a boa classificação das escolas nos rankings ou o prazer dos pais em compararem as boas notas dos seus filhos com as notas dos colegas. Para a criança de 7 anos que passa os fins de semana a estudar em vez de descansar e brincar, não consigo antever que impacto positivo podem as classificações nestes exames ter no seu bem-estar e desenvolvimento, ou no seu futuro.

7. Na verdade, tenho dúvidas de que a orientação para as classificações elevadas possa garantir um futuro melhor. Percebo que o acesso ao ensino superior fica facilitado. Mas quem garante que estes jovens vão sair-se bem neste nível de ensino? Às universidades chegam, cada vez mais, jovens ansiosos (no sentido clinico do termo), focados no resultado e indiferentes ao processo. Importa-lhes conseguir uma boa nota sem ler um livro, sem participar em conferências e, se possível, sem assistir a muitas aulas. Porque não estão motivados para aprender. Porque o que sempre importou, dos 6 aos 18, foram as classificações.

8. Na entrada para o mercado de trabalho fala-se da importância das competências transversais. Na universidade entende-se então que é preciso diversificar as estratégias de formação e desenvolvimento dos jovens adultos. Por exemplo, formá-los para o pensamento crítico, depois de passarem anos num sistema de ensino que não o valoriza; ou proporcionar-lhes experiências que promovam competências sociais, quando até então pouco se apostou em mostrar-lhes que o valor das pessoas é um bem essencial.

Perante este cenário pergunto o que aconteceria se as cargas letivas não aumentassem, se não houvesse trabalho extra para favorecer as colocações em rankings, se se apostasse na motivação para aprender, se se promovesse o ensino artístico, se a relação entre alunos e professores não se cingisse à busca das melhores classificações, se pais e crianças estivessem mais tempo juntos. Não consigo pensar em consequências negativas. Porque seria uma aposta no que importa, que são as pessoas; são as crianças e jovens fantásticos, os pais, mães e professores atentos e dedicados.

Voltando à estatística, quero acreditar que a maioria partilha destas ideias e que estão nas margens da curva normal aqueles que continuam a apostar numa cultura de educação que não promove o desenvolvimento e o bem-estar dos nossos filhos, nem um futuro melhor."

 

Raquel Matos.

 

Docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. A autora escreve segundo o Acordo Ortográfico.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

Sabe-se que "um em cada três professores está à beira de um esgotamento e 37% com problemas de voz". São mais sinais do plano inclinado da profissão de professor a que se acrescenta o clima de indisciplina que transparece como vigente para a opinião pública.

 

Há menos de um ano, N. Crato disse, como "conclusão prática", que a existência de 26.500 candidatos para 2.000 lugares no último concurso de vinculação para professores contratados tranquilizava o MEC, e que, por isso, não haveria falta de professores nos tempos mais próximos. Subentendeu-se que o MEC pode continuar a tratar para além da troika os que estão em funções ou os que aspiram a isso. Sublinhou o argumento nas últimas entrevistas (há muito que não fala, realmente) a propósito do número elevado de professores em "fuga" através das rescisões.

 

Alguns dos que acreditaram em N. Crato tomaram como verdadeiro o seu discurso em nome da elevação do "professor". Imagino, e nota-se bem, a desilusão. A única medida de "elevação" que se conhece do ministro é, na sua tortuosa lógica, a prova de ingresso para os professores contratados. No resto, e mesmo nas questões muito remotamente financeiras, N. Crato nivela por baixo, com desconhecimento e recheado de preconceitos contra a escola pública.

 

Voltando aos 26.500 candidatos, e sem querer maçar os leitores com detalhes, é bom que se saiba que há grupos de recrutamento, como se diz agora, que a breve prazo não terão candidatos desempregados e muito menos alunos no ensino superior ou nos cursos do ensino secundário que indiquem essa preferência.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:48 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 13.05.15

 

 

 

O regresso da prevaricadora pública

 

Cortesia do António Ferreira.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:41 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Se cada português adulto, com vencimento, claro, trabalha os primeiros cinco meses do ano para pagar impostos, uma criança em idade escolar tem pouco mais de cinco meses por ano de "aulas com ritmo" nas disciplinas "não estruturantes" (que ainda levaram cortes curriculares a eito) e até nas "estruturantes".

 

CEO do MEC desde 2011 implodiu a escola pública e criou um monstro burocrático à volta de uma parafernália de exames e calendários que faz com que os alunos desde o primeiro ciclo fiquem desde Maio a finais de Setembro sem ritmo escolar nas disciplinas não estruturantes (uma espécie de imposto de selo para Crato) e mesmo nas estruturantes (o IRS e o IVA no  "jogo do monopólio" do CEO do MEC).

 

Conheciam-se os preconceitos "elitistas" do ministro e a falta de sensatez, mas percebeu-se que a situação se agravou com a subalternização à malta do além da troika. Consta que têm tentado demover o ímpeto "MRPP" de Nuno Crato; mas nada a fazer. A coisa só vai lá com o esperado fim deste ciclo radical que ficará nos rodapés da história como o perídodo em que havia "mais exames do que aulas".



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 12.05.15

 

 

 

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 19:05 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

 

 

 

 

Quanto mais se acentua a crise ética, mais se degrada a legalidade.



publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:29 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 11.05.15

 

 

 

 

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publicado por paulo guilherme trilho prudêncio às 10:41 | link do post | comentar | partilhar


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